Agronegócio
Algodão recua após semanas de alta

Foto: Canva
De acordo com análise semanal divulgada nesta segunda-feira (25) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, as cotações do algodão na bolsa de Nova York interromperam a sequência de altas observada nas últimas semanas e passaram a registrar recuo. Segundo o instituto, fatores como o conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que influenciou os preços do petróleo, além das condições climáticas desfavoráveis durante a semeadura da safra 2026/27 nos Estados Unidos, sustentaram a valorização recente da pluma no mercado internacional.
O relatório aponta que o contrato para julho de 2026 chegou a atingir ¢US$ 87,77 por libra-peso no início de maio, acumulando valorização de 33,09% em relação ao começo de março. No entanto, nos últimos dias, o cenário mudou e o contrato encerrou a semana cotado a ¢US$ 77,42 por libra-peso. Conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a retração está relacionada à melhora das condições climáticas nos Estados Unidos e à queda nos preços do petróleo, movimento que tende a aumentar a competitividade das fibras sintéticas frente ao algodão.
A análise também destaca que houve correções técnicas nos contratos futuros após sucessivas sessões de valorização. Além disso, o início da colheita no Brasil passou a ser acompanhado de perto pelos agentes do mercado, já que o aumento da oferta de pluma disponível tende a ampliar a pressão sobre as cotações nas próximas semanas.
Agrolink – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Argentina e Uruguai consomem as cotas de arroz e ovos para UE

Foto: Embrapa
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia já começa a provocar uma disputa interna entre os países do bloco sul-americano pela divisão das cotas de exportação sem tarifas para o mercado europeu.
Argentina e Uruguai anunciaram na semana passada que garantiram fatias relevantes das cotas para produtos como mel, ovos e arroz, em um movimento que expôs a falta de clareza sobre como será feita a distribuição entre os membros do bloco.
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Aproveitando o critério transitório First-In, First-Out (Fifo), segundo o qual preenche o teto quem registrar as exportações primeiro, a Argentina e o Uruguai esgotaram integralmente as cotas isentas de tarifas para produtos como arroz e ovos nesse primeiro mês de vigência do tratado, iniciado em 1º de maio.
O tema ganhou repercussão após o ministro da Desregulação e Transformação do Estado da Argentina, Federico Sturzenegger, afirmar que o país ficou com praticamente toda a cota de mel e com 100% da cota de exportação de ovos sem tarifa para a União Europeia.
Segundo o ministro, o desempenho argentino foi resultado da criação de um sistema digital para emissão rápida de certificados de origem validados pelo Estado, documento necessário para acessar os benefícios previstos no acordo comercial entre Mercosul e UE.
Com CNN
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Queda de qualidade de cebola limita escoamento na Ceagesp

CEAGESP
As cebolas catarinenses vêm apresentando cada vez mais problemas de bulbos com mofo preto, o que, na semana passada, limitou o escoamento e deixou os boxes abastecidos com a mercadoria, na Ceagesp. Segundo a equipe de Hortifrúti do Cepea, a cebola importada também já ganha mais espaço no mercado, competindo diretamente com o volume remanescente do produto nacional.
Agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea apontam que, em termos de qualidade, a cebola estrangeira tem se mostrado bastante atrativa até o momento. No entanto, este cenário deve se inverter com o decorrer das próximas semanas, visto os alagamentos de áreas produtivas argentinas.
Ainda assim, de acordo com o Cepea, o shelf life da nacional, especialmente proveniente de Ituporanga (SC), vem se reduzindo gradativamente, o que limita negociações em patamares mais elevados de preço. Assim, os boxes seguem abastecidos e as cotações oscilam conforme a qualidade do lote.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Acordos entre EUA e China impulsionam soja, mas Brasil segue competitivo no mercado internacional

Reprodução
Os preços futuros da soja nos Estados Unidos seguem em recuperação, impulsionados principalmente pelo avanço de acordos comerciais entre os governos norte-americano e chinês. A movimentação do mercado ocorre em meio ao compromisso da China, maior importadora global da oleaginosa, de ampliar as compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos.
Pelo acordo, o país asiático se comprometeu a adquirir cerca de US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas norte-americanos, incluindo aproximadamente 25 milhões de toneladas de soja.
Outro fator que contribui para o fortalecimento das exportações dos Estados Unidos é o recuo do dólar abaixo da faixa de R$ 5,00, cenário que tende a aumentar a competitividade do produto norte-americano no comércio internacional.
Apesar desse movimento, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, avaliam que a demanda chinesa pela soja brasileira deve continuar forte nos próximos meses.
Segundo o Cepea, o Brasil segue competitivo devido ao menor prêmio de exportação praticado no mercado nacional, fator que mantém a oleaginosa brasileira atrativa para os compradores internacionais, especialmente a China.
No mercado interno, os preços da soja também registraram valorização na última semana. De acordo com os pesquisadores, o avanço esteve ligado principalmente à firme demanda externa pelo grão brasileiro.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a média diária das exportações brasileiras de soja neste mês, considerando os primeiros 10 dias úteis, está 18,5% acima da registrada no mês anterior.
O desempenho reforça o ritmo aquecido das exportações brasileiras, que já haviam alcançado recorde de embarques em abril deste ano.
Mesmo diante da recuperação dos preços nos Estados Unidos e da retomada parcial das relações comerciais entre Washington e Pequim, o mercado segue avaliando que o Brasil continuará ocupando posição estratégica no abastecimento global de soja, especialmente pela competitividade logística e comercial apresentada neste momento.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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