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Governo destina R$ 6,8 bilhões para fortalecer safra 2024/25

Reprodução
O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou a destinação de R$ 6,8 bilhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para o financiamento da safra 2024/25, refletindo um aumento de R$ 511 milhões em relação ao ciclo anterior. Este incremento evidencia o compromisso do governo com o fortalecimento do setor cafeeiro brasileiro.
A distribuição estratégica dos recursos é planejada para atender diversas necessidades da cafeicultura, com o intuito de impulsionar a produção e assegurar a qualidade do café brasileiro. Serão destinados R$ 2,5 bilhões para a comercialização do café produzido, R$ 1,7 bilhão para custeio das atividades agrícolas, incluindo a compra de insumos e contratação de mão de obra, e R$ 1,6 bilhão para financiar a aquisição de café pelos produtores. Além disso, R$ 1,0 bilhão será alocado para garantir capital de giro às indústrias de café solúvel, torrefação e cooperativas de produção, enquanto R$ 30 milhões serão reservados para a recuperação de cafezais afetados por adversidades climáticas ou outros fatores.
O acesso aos recursos do Funcafé será simplificado, abrangendo diversas instituições financeiras, como agências de fomento, bancos comerciais, bancos de desenvolvimento, bancos múltiplos, bancos cooperativos e cooperativas centrais de crédito. As cooperativas de crédito singulares também poderão acessar os recursos, desde que vinculadas a uma cooperativa central de crédito ou a um banco cooperativo. Caso não sejam filiadas, o acesso será direto.
Com a aprovação dos recursos, os próximos passos incluem a liberação dos documentos pelo Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), permitindo que os agentes financeiros indiquem ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) seu interesse em oferecer os recursos aos produtores. A taxa de juros estabelecida será de 8%, com um spread bancário de até 3%. Os recursos estarão disponíveis a partir de 3 de junho, após o lançamento do Plano Safra 2024/25 pelo MAPA.
Fonte: Pensar Agro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Estado assina decreto que tributa a entrada de tilápia do Vietnã

Foto: Canva/ND Mais
A piscicultura paulista ganhou um novo instrumento de proteção diante do avanço das importações de pescado asiático. O Governo de São Paulo assinou um decreto que passa a tributar a entrada de filé de tilápia proveniente do Vietnã, medida recebida com entusiasmo pelo setor produtivo e considerada estratégica para reduzir desequilíbrios competitivos enfrentados pelos criadores brasileiros. A iniciativa atende a uma demanda antiga dos produtores, que vinham alertando para os impactos da crescente presença do pescado importado no mercado nacional.
Para a Associação dos Produtores de Peixes em Águas da União (Peixe SP), a medida representa uma tentativa de corrigir uma assimetria que vinha pressionando a rentabilidade da cadeia produtiva. Segundo a secretária-executiva da entidade, Marilsa Patrício, a tributação não deve ser interpretada como uma barreira comercial, mas como um mecanismo de equilíbrio concorrencial.
“O produtor brasileiro cumpre exigências ambientais, sanitárias e trabalhistas rigorosas, além de enfrentar uma carga tributária significativa. Quando o produto importado chega ao mercado com custos muito inferiores, cria-se uma competição desigual que compromete a sustentabilidade econômica da atividade”, afirma.
Concorrência em debate
A discussão sobre as importações de tilápia ganhou força nos últimos meses em meio ao crescimento da oferta de pescado asiático no mercado brasileiro. Representantes da cadeia produtiva argumentam que os custos de produção praticados no exterior, somados a diferenças regulatórias e tributárias, acabaram ampliando a pressão sobre os produtores nacionais.
Na avaliação da Peixe SP, o decreto paulista cria condições mais equilibradas de disputa comercial e reduz uma distorção que vinha afetando principalmente os piscicultores que investem em tecnologia, sanidade e sustentabilidade para atender às exigências do mercado.
Impacto direto nas propriedades
A entidade acredita que os efeitos da nova regra poderão ser percebidos rapidamente em diferentes elos da cadeia produtiva. Um dos principais reflexos esperados é a retomada da previsibilidade para investimentos nas propriedades aquícolas. Com maior estabilidade de mercado, produtores tendem a ampliar projetos de expansão, modernização de estruturas e adoção de novas tecnologias.
Além disso, a Peixe SP argumenta que o fortalecimento da produção local amplia a circulação de renda dentro do Estado. Na avaliação da entidade, o crescimento da piscicultura contribui para a arrecadação tributária, estimula investimentos regionais e fortalece economias ligadas ao agronegócio paulista.
Efeito pode ultrapassar as fronteiras paulistas
A decisão ocorre em um momento de preocupação crescente entre produtores nacionais diante do aumento das importações de filé de tilápia asiático. O setor vinha defendendo medidas que garantissem condições mais equilibradas de concorrência, especialmente em um mercado marcado pela elevação dos custos de produção, exigências regulatórias e necessidade constante de investimentos em sustentabilidade e biossegurança.
Para os representantes da cadeia produtiva, a iniciativa paulista poderá servir de referência para outros Estados e ampliar o debate nacional sobre mecanismos de proteção da produção aquícola brasileira.
Com MSN
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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O fim do brete coletivo: Manejo individual na vacinação vira aliado para pecuarista de MT bater recorde de R$ 42 bilhões

Imagem ilustrativa de vacinação bovina em Mato Grosso.
Estudos quebram o mito do tempo de curral e provam que a contenção individual garante dose certa, protege o vaqueiro e blinda a carcaça no frigorífico.
Em um ano onde a pecuária de corte de Mato Grosso deve movimentar o recorde histórico de R$ 42,1 bilhões, a busca por eficiência de porteira para dentro deixou de ser um diferencial e virou obrigação para o caixa da fazenda. Com o fechamento do primeiro trimestre registrando o abate avassalador de 1,8 milhão de cabeças no estado, os pecuaristas estão olhando com lupa para o manejo sanitário. O objetivo? Eliminar os prejuízos invisíveis provocados pela antiga vacinação em bretes coletivos.
Mato Grosso detém o maior rebanho bovino do país e, para dar sustentação a esse império da carne, a tecnologia de contenção individual vem ganhando espaço acelerado nos currais de invernada e confinamento. Equipamentos modernos de manejo provam que o respeito ao bem-estar animal e a segurança do vaqueiro reduzem drasticamente as perdas por descarte de carne no frigorífico e evitam o desperdício de insumos biológicos caríssimos na hora de aplicar a agulha.
O prejuízo oculto do tronco coletivo
Em muitas propriedades do interior mato-grossense, a vacinação contra males endêmicos e o manejo de rotina ainda são conduzidos empurrando lotes inteiros para dentro do brete coletivo. Nessas situações de forte pressão, os animais montam uns nos outros, escorregam, sofrem quedas e pisoteios. O resultado imediato desse estresse são lesões musculares severas e fraturas, além de um índice alarmante de acidentes de trabalho com as equipes de campo.
Para a Beckhauser, empresa que lidera o desenvolvimento de soluções para contenção bovina, a virada de chave para o modelo individual estanca esse ralo financeiro de forma imediata. Carla Ferrarini, gerente de Comunicação e Bem-estar Animal e Humano da marca, aponta que o controle do animal um a um blinda a operação.
Segurança Operacional: O animal imobilizado individualmente anula reações bruscas, protegendo a integridade física do operador;
Dose Certa no Alvo: Acaba com o problema de subdosagem ou superdosagem por conta de o boi se mexer na hora do disparo da pistola;
Preservação da Carcaça: Minimiza a quebra de agulhas e a formação de abscessos vacinais na área do pescoço, o que gera ganchos de refugo e penalizações severas no romaneio dos frigoríficos;
Economia de Insumos: Evita o desperdício de vacinas e medicamentos que acabam escorrendo pelo couro do animal devido ao manejo apressado.
O mito do relógio derrubado pela ciência
Muitos capatazes e gerentes de fazenda em Mato Grosso resistem à contenção individual alegando que o processo tornaria a vacinação lenta, atrasando a liberação do gado para o pasto. No entanto, dados científicos coordenados pelo renomado Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), de Jaboticabal (SP), jogaram essa teoria por terra.
Os testes de campo comprovaram que o tempo total gasto para vacinar um lote em tronco individual é praticamente o mesmo do modelo coletivo. A diferença brutal não está no relógio, mas na qualidade do serviço entregue: o sistema individual entrega eficiência operacional máxima, zera as falhas de imunização por agulhadas mal dadas e derruba as ocorrências de hematomas na carcaça.
Uma estratégia comportamental que vem sendo adotada com sucesso em fazendas de grande porte no norte do estado é a técnica da “escolinha”. O manejo consiste em abrir todas as comportas do tronco de contenção dias antes do procedimento real e permitir que o rebanho apenas passe pelo corredor do curral de forma livre. Essa familiarização quebra o medo do animal, reduz a reatividade nas pesagens e garante uma vacinação tranquila.
O Agro no CenárioMT: Tecnologia que sustenta o VB
O dinamismo da pecuária em polos como Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sorriso e Alta Floresta mostra que o produtor de Mato Grosso assimilou o conceito de que o boi é uma indústria de precisão. Em um cenário onde os custos com nutrição no cocho estão elevados e o preço da reposição exige cautela, economizar cada mililitro de medicamento e proteger a qualidade da carne que vai para o mercado interno e para a China é a regra de ouro para garantir a lucratividade do caixa.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Sema prorroga prazo para apresentação de projetos de compensação de Reserva Legal em Mato Grosso

Reprodução
Os produtores rurais de Mato Grosso que firmaram Termo de Compromisso no Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) ganharam mais prazo para apresentar projetos de compensação ambiental de Reserva Legal. A prorrogação foi oficializada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) por meio da Portaria nº 854/2026, publicada nesta terça-feira (2) no Diário Oficial do Estado.
A informação foi divulgada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso por meio do Informe Técnico nº 419/2026.
Com a alteração da Portaria nº 1.538/2025/SEMA/MT, o prazo que se encerraria em 1º de junho de 2026 foi prorrogado para 31 de dezembro de 2026. A medida contempla exclusivamente os produtores que já possuem Termo de Compromisso firmado no SIMCAR.
Segundo a Sema, a decisão foi tomada em razão da complexidade técnica envolvida no desenvolvimento e na análise dos projetos de compensação ambiental, especialmente no módulo específico do sistema responsável pelo processamento dessas informações.
Com a nova data, os produtores terão até o final do ano para protocolar os projetos contendo a indicação das áreas destinadas à compensação da Reserva Legal, acompanhados dos documentos exigidos e do comprovante de recolhimento da taxa de vistoria.
A Reserva Legal é uma área localizada dentro da propriedade rural destinada à conservação da vegetação nativa, conforme previsto na legislação ambiental brasileira. Nos casos em que há necessidade de regularização, a compensação ambiental é uma das alternativas previstas para adequação das propriedades.
A Aprosoja MT informou que continuará acompanhando a evolução do módulo de compensação ambiental dentro do SIMCAR e prestando orientações aos produtores sobre os procedimentos necessários para a regularização.
Os interessados em obter mais informações podem procurar o Canal do Produtor da Aprosoja MT pelo telefone (65) 3027-8100.
A prorrogação oferece mais tempo para que os produtores organizem a documentação e concluam os processos de compensação ambiental exigidos pela legislação, contribuindo para a regularização ambiental das propriedades rurais no estado.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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