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Agronegócio

Compradores internacionais participam de rodada de negócios com madeira sustentável em Mato Grosso

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Compradores internacionais participam de rodada de negócios com madeira sustentável em Mato Grosso – Assessoria

Dez compradores internacionais de sete países e 30 empresas brasileiras estão participando de rodadas de negócios focadas em madeira nativa produzida em 5,2 milhões de hectares de manejo florestal sustentável em Mato Grosso. As negociações ocorrem no município de Alta Floresta, localizado a 803 quilômetros ao norte de Cuiabá, durante a 5ª edição do evento “Dia na Floresta”. Entre os países participantes estão África do Sul, Alemanha, Bélgica, França, México, Polônia e Uruguai.

Promovida pelo programa “Exporta Mais Brasil: manejo florestal sustentável,” da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), o Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) e a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), a rodada de negócios visa fortalecer o comércio internacional de madeira sustentável. Segundo André Laudemir Muller, gerente de Agronegócio da ApexBrasil, essa é a primeira vez que compradores internacionais de madeira são trazidos para Alta Floresta com o intuito de promover negócios e incentivar a preservação da floresta por meio do manejo sustentável.

Durante o evento, os compradores internacionais estão participando de visitas técnicas às áreas de manejo florestal e indústrias da região, onde podem observar o processo de rastreabilidade e industrialização da madeira. O importador sul-africano Brad Anderson e o belga Franky Heirman destacaram a qualidade e sustentabilidade das práticas observadas, expressando confiança na operação.

O mercado de produtos florestais de Mato Grosso é significativo, com exportações para 61 países. De janeiro a maio de 2024, o comércio de madeira nativa movimentou US$ 47,3 milhões, com 82,5 mil toneladas de madeira beneficiada exportadas. Apesar de uma redução no saldo comercial comparado ao mesmo período de 2023, houve um aumento de 10,8% no volume de embarques.

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Os principais destinos da produção florestal de Mato Grosso em 2024 incluem Índia, França, Estados Unidos, China e Bélgica. Os portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP) concentraram a maior parte dos embarques.

A diversidade de produtos florestais de Mato Grosso é notável, com 46 espécies de madeiras nativas comercializadas, variando em cor e densidade. Entre as espécies destacam-se Andira sp., Hymenolobium sp. (angelim), Cedrelinga catenaeformis D. Ducke. (cedrão), Tabebuia sp. (ipê), e Hymenaea courbaril L. (jatobá).

Com uma produção anual de 7 milhões de metros cúbicos de madeira tropical, o setor florestal é crucial para a economia estadual, empregando 12 mil pessoas e garantindo a procedência e legalidade dos produtos por meio do sistema de rastreamento Sisflora 2.0. O presidente do Cipem, Ednei Blasius, ressalta a importância do setor para a economia de Mato Grosso e o potencial de crescimento no mercado interno e internacional.

O Cipem reúne oito sindicatos e 658 indústrias localizadas em 66 dos 142 municípios de Mato Grosso, destacando-se como um pilar econômico do estado.

Fonte: Cenário MT

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Colaborou:  Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Alta de preço no início de 2026 pode ser limitada por maior disponibilidade interna de milho

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Foto: Wenderson Araujo/Trilux

O mercado brasileiro de milho inicia 2026 com ampla disponibilidade interna – reflexo de estoques de passagem acima dos da temporada anterior – e em meio à expectativa de aumento na produção da primeira safra, apontam pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Diante disso, os contratos negociados na B3 operam em patamares inferiores aos da safra anterior.

Já no mercado externo, os futuros na CME Group sinalizam curva ascendente ao longo do 1º semestre de 2026. O ritmo recorde das exportações norte-americanas nos últimos meses e a expectativa de relação estoque/consumo global mais ajustada dão suporte aos valores.

No Brasil, a perspectiva é de área cultivada recorde na safra 2025/26, estimada pela Conab em 22,7 milhões de hectares. No entanto, pesquisadores do Cepea indicam que a irregularidade das chuvas e as temperaturas elevadas no Centro-Oeste seguem como pontos de atenção para o desenvolvimento da 1ª safra, especialmente da soja, que pode reduzir a janela ideal de semeadura do milho de 2ª safra, responsável por cerca de 80% da oferta nacional.

A produção total prevista para 2025/26 deve ser a segunda maior da história, atrás apenas do recorde da temporada atual. A produção elevada deve ser acompanhada por um consumo doméstico recorde, este impulsionado sobretudo pela expansão da indústria de etanol de milho e pela demanda dos setores de proteína animal.

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Um maior equilíbrio entre oferta e demanda internas tende a vir acompanhado de crescimento das exportações, favorecidas pelo excedente doméstico.

No contexto global, a expectativa é de crescimentos na produção e no consumo mundiais de milho e deve haver diminuição da relação estoque/consumo global. Esse cenário pode sustentar os preços externos e aumentar o interesse de produtores brasileiros em exportar. Dados do USDA indicam que a produção mundial de milho deve atingir 1,282 bilhão de toneladas em 2025/26, alta de 4,3% em relação à safra anterior.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Avicultura projeta novo avanço em 2026; risco sanitário segue no radar

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Reprodução

Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, apontam que a avicultura de corte brasileira deve manter trajetória de crescimento em 2026, sustentada pelo avanço das exportações, pela oferta ajustada às demandas interna e externa e por margens favoráveis ao produtor.

Esse cenário, porém, depende da ausência de novos focos de Influenza Aviária, sobretudo durante o período crítico do fluxo migratório de aves. A ABPA estima o consumo per capita de carne de frango em 47,3 kg em 2026, alta de 1,2% frente a 2025.

Agentes consultados pelo Cepea ressaltam que a isenção do imposto de renda para salários até R$ 5 mil deve contribuir para sustentar a demanda interna.

O Brasil responde por cerca de um terço da carne de frango exportada globalmente e manteve liderança mesmo diante de restrições pontuais provocadas pela gripe aviária. Projeções do Cepea apontam incremento de 2,4% nos embarques em 2026 e produção de 14,73 milhões toneladas, aumento de 3,8% sobre 2025.

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A concretização desse desempenho requer controle sanitário rigoroso, já que eventuais focos em granjas podem resultar em barreiras imediatas de importadores – como ocorrido em maio/25. O Cepea destaca a necessidade de monitoramento contínuo do vírus H5N1, considerando surtos recentes na Europa, nos Estados Unidos e no Japão, impulsionados pela migração de aves. O período crítico coincide com a chegada de aves migratórias, entre maio e julho.

Apesar do alerta, o setor brasileiro dispõe de elevado nível de biosseguridade e de capacidade técnica e comercial para responder a eventuais ocorrências, como demonstrado em 2025.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

China impõe restrições a importações de carne bovina

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Imagem: Canva

 

A China imporá uma tarifa adicional de 55% sobre importações de carne bovina que excederem os níveis de cota dos principais países fornecedores, incluindo Brasil, Austrália e Estados Unidos, em uma medida para proteger o setor pecuário doméstico, que está lentamente saindo do excesso de oferta.

O Ministério do Comércio da China informou nesta quarta-feira (31) que a cota total de importação para 2026 para os países atingidos por suas novas “medidas de salvaguarda” é de 2,7 milhões de toneladas, praticamente em linha com o recorde de 2,87 milhões de toneladas importadas no total em 2024.

“O aumento na quantidade de carne bovina importada prejudicou seriamente a indústria doméstica da China”, disse o ministério ao anunciar a medida após uma investigação iniciada em dezembro passado. A medida entra em vigor em 1º de janeiro por três anos, com a cota total aumentando anualmente.

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As importações de carne bovina para a China caíram 0,3% nos primeiros 11 meses deste ano, para 2,59 milhões de toneladas.

As importações chinesas de carne bovina diminuirão em 2026 como resultado das medidas, disse Hongzhi Xu, analista sênior da Beijing Orient Agribusiness Consultants.

“A criação de gado bovino da China não é competitiva em comparação com países como o Brasil e a Argentina. Isso não pode ser revertido no curto prazo por meio de avanços tecnológicos ou reformas institucionais”, disse Xu.

Em 2024, a China importou 1,34 milhão de toneladas de carne bovina do Brasil, 594.567 toneladas da Argentina, 243.662 toneladas do Uruguai, 216.050 toneladas da Austrália, 150.514 toneladas da Nova Zelândia e 138.112 toneladas dos EUA.

Nos primeiros 11 meses deste ano, o Brasil embarcou 1,33 milhão de toneladas de carne bovina para a China, de acordo com dados da alfândega chinesa, bem acima dos níveis de cota estabelecidos pelas novas medidas de Pequim.

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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