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Incentivos fiscais colocam Moratória da Soja em risco em Mato Grosso

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Reprodução

Algumas das maiores empresas globais do comércio de soja avaliam romper com a Moratória da Soja para preservar incentivos fiscais em Mato Grosso, maior produtor agrícola do Brasil. A possível saída do acordo ocorre como reação direta a uma nova lei estadual que retira benefícios fiscais de companhias que participam do pacto ambiental.

A informação foi confirmada por fontes com conhecimento direto das negociações, que falaram sob condição de anonimato. Caso se concretize, a decisão pode representar um dos maiores abalos desde a criação da Moratória da Soja, em 2006.

Nova lei pressiona empresas do setor

A legislação aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso em 2023 passa a vigorar a partir de janeiro de 2026. Pela nova regra, empresas signatárias da Moratória da Soja deixam de ter acesso a incentivos fiscais estaduais.

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O impacto potencial é expressivo. Mato Grosso colheu cerca de 51 milhões de toneladas de soja em 2025, volume superior ao da Argentina, o que coloca o estado no centro das decisões estratégicas das tradings globais.

Relatório preliminar de auditores estaduais indica que comerciantes de grãos receberam aproximadamente R$ 4,7 bilhões em incentivos fiscais entre 2019 e 2024.

Empresas mais beneficiadas

Dados do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) apontam que as empresas ADM e Bunge lideraram o recebimento de incentivos fiscais, com cerca de R$ 1,5 bilhão cada no período analisado.

Também são signatárias da moratória e mantêm operações relevantes no estado empresas como Cargill, Cofco e Amaggi. Até o momento, nenhuma delas confirmou oficialmente a saída do pacto.

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O que é a Moratória da Soja

A Moratória da Soja é considerada um dos acordos ambientais mais eficazes do país. O pacto proíbe a compra de soja cultivada em áreas da Amazônia desmatadas após julho de 2008.

Estudos acadêmicos estimam que, sem a moratória, uma área de floresta tropical equivalente ao tamanho da Irlanda teria sido convertida em lavouras de soja no Brasil.

Críticas e defesa do pacto ambiental

Produtores rurais de Mato Grosso criticam o acordo, alegando que ele restringe o mercado e limita o crescimento econômico do estado. Entidades do setor afirmam que o protocolo reduz a renda do agricultor.Cenário Agro

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Ambientalistas, por outro lado, alertam para os riscos do enfraquecimento da política ambiental. Para organizações como o Greenpeace, a eventual saída das empresas criaria um precedente perigoso.

“As empresas poderiam manter seus compromissos de desmatamento zero. Este não é o momento para retrocessos”, afirmou um representante da organização.

Posição do governo federal

O governo federal se posicionou contra a lei estadual e atua no Judiciário para tentar barrar a retirada dos incentivos fiscais. O Ministério do Meio Ambiente avalia que a mudança pode estimular o avanço do desmatamento.

Segundo a pasta, empresas já sinalizaram informalmente que devem abandonar a moratória por razões econômicas, caso a legislação seja mantida.

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Riscos institucionais e impactos de longo prazo

O enfraquecimento da Moratória da Soja ocorre em um contexto mais amplo de pressão sobre políticas ambientais. Em 2025, o Congresso aprovou medidas que flexibilizam o licenciamento ambiental e reduzem proteções a terras indígenas.

Além disso, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu investigação sobre a moratória por possível violação às regras de concorrência, processo que teve trechos suspensos por decisão judicial.

Especialistas alertam que o fim do acordo pode abrir caminho para o enfraquecimento de outros instrumentos ambientais, incluindo dispositivos do Código Florestal, além de gerar repercussões em negociações internacionais, como o acordo Mercosul–União Europeia.

Enquanto decisões judiciais definitivas não são tomadas, Mato Grosso se consolida como o epicentro de um debate que opõe incentivos econômicos, preservação ambiental e o futuro da governança climática no Brasil.

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Fonte: CENÁRIOMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@miguel-daoud-comenta-sobre-a-pressao-da-moratoria-da-soja-no-brasilgmail.com

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Ancelotti chama Neymar! Veja os convocados para a Copa

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Ancelotti já tem o grupo que vai buscar o hexa – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

 

Começou a caminhada pelo hexa e acabou o mistério! Com contrato renovado com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), o técnico Carlo Ancelotti anunciou, enfim, os 26 jogadores que vão representar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá. A divulgação foi feita nesta segunda-feira (19), no Museu do Amanhã, no Centro do Rio de Janeiro. Aos 34 anos, o atacante Neymar, do Santos, está na lista, apesar de ainda não ter trabalhado com o treinador durante o ciclo do italiano, iniciado em maio de 2025.

“Uma lista feita com avaliação e muita paixão. Não vai ser uma relação perfeita. Aliás, não há seleção perfeita. Mas é uma lista com o menor número de erros possíveis. Tenho as melhores informações possíveis”, declarou Ancelotti ao chegar no local da divulgação da convocação final.

Nos últimos dias, porém, a comissão técnica “se aproximou” do astro. Primeiro, o auxiliar Davide Ancelotti, filho de Carlo Ancelotti, pontuou que a condição física de Neymar estava “melhorando”. Em seguida, Carlo acrescentou que a convocação do atacante dependeria “do que o jogador demonstrar em campo”, sem precisar avaliar o talento da fera.

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Ancelotti resolveu confiar em Neymar – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
De volta após quase três anos

Neymar não veste a amarelinha desde 17 de outubro de 2023. Na ocasião, o Brasil perdeu para o Uruguai por 2 a 0, em Montevidéu, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Na ocasião, o craque teve uma grave lesão no joelho esquerdo.

Ancelotti, em contrapartida, perdeu três nomes importantes por lesão: o zagueiro Militão (Real Madrid), o meia-atacante Rodrygo (Real Madrid) e o atacante Estêvão (Chelsea).

O Brasil está no Grupo C da Copa do Mundo e enfrenta o Marrocos (13/6) em New Jersey, o Haiti (19/6) na Filadélfia, e a Escócia (24/6) em Miami. Antes, entretanto, a Seleção tem dois amistosos pela frente: contra o Panamá, dia 31/5, no Maracanã, e contra o Egito, no dia 6/6, em Cleveland. Em 27/5, o grupo começa a se apresentar na Granja Comary, em Teresópolis.

Confira os 26 convocados da Seleção Brasileira

Goleiros:

Alisson (Liverpool)

Weverton (Grêmio)

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Ederson (Fenerbahçe)

Laterais 

Wesley (Roma)

Danilo (Flamengo)

Ibañez (Al Ahli)

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Douglas Santos (Zenit)

Alex Sandro (Flamengo)

Zagueiros 

Marquinhos (PSG)

Magalhães (Arsenal)

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Bremen (Juventus)

Léo Pereira (Flamengo)

Meio-campistas

Casemiro (Manchester United)

Bruno Guimarães (Newcastle)

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Danilo (Botafogo)

Fabinho (Al-Ittihad)

Paquetá (Flamengo)

Atacantes 

Vini Jr. (Real Madrid)

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Igor Thiago (Brentford)

Raphinha (Barcelona)

Cunha (Manchester United)

Endrick (Lyon)

Martinelli (Arsenal)

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Luiz Henrique (Zenit)

Neymar (Santos)

Rayan (Bournemout)

Por Redação Jogada 10

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Cachaça de Santa Catarina conquista prêmio nacional e reforça força do setor no Brasil

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Divulgação

 

A produção de cachaça em Santa Catarina voltou a ganhar destaque nacional após a cachaça Extra Premium, do Alambique Bylaardt, conquistar o primeiro lugar no Ranking da Cúpula da Cachaça 2026, uma das mais importantes premiações do setor no Brasil.

Produzida no município de Luiz Alves, no Vale do Itajaí, a bebida foi reconhecida como a melhor cachaça do país após passar por um rigoroso processo de avaliação envolvendo especialistas, votação popular e degustação às cegas.

O resultado reforça a relevância de Santa Catarina no mercado nacional de bebidas artesanais e evidencia o crescimento da cadeia produtiva da cachaça de qualidade no Brasil.

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Luiz Alves fortalece tradição da cachaça catarinense

Reconhecido nacionalmente pela tradição na produção de cachaça artesanal, o município de Luiz Alves possui Indicação Geográfica (IG), fator que agrega valor aos produtos locais e fortalece a competitividade da produção regional.

A cachaça campeã é envelhecida por 18 anos em barris de carvalho francês, processo que garante características sensoriais diferenciadas, maior complexidade aromática e padrão elevado de qualidade.

Santa Catarina está entre os estados com maior número de rótulos registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), consolidando-se como uma das principais referências do setor no país.

Premiação reuniu mais de 150 rótulos brasileiros

O Ranking da Cúpula da Cachaça 2026 reuniu mais de 150 rótulos de diversas regiões produtoras do Brasil. A seleção ocorreu em três etapas:

  • Votação popular;
  • Avaliação técnica de especialistas independentes;
  • Degustação às cegas das 50 cachaças finalistas.

Na fase decisiva, as amostras foram adquiridas diretamente no mercado, sem identificação dos produtores, garantindo imparcialidade no julgamento.

A Extra Premium Bylaardt alcançou a maior pontuação geral e foi eleita a melhor cachaça do Brasil em 2026.

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Registro no Mapa fortalece qualidade e competitividade

O Ministério da Agricultura e Pecuária destaca que o trabalho de registro e fiscalização das bebidas tem sido fundamental para ampliar a qualidade, rastreabilidade e segurança dos produtos comercializados no país.

Segundo o superintendente de Agricultura e Pecuária em Santa Catarina, Ivanor Boing, o prêmio reconhece décadas de tradição e investimento em qualidade.

“O reconhecimento valoriza não apenas a conformidade da bebida, mas também uma história construída ao longo de 83 anos de tradição”, afirmou.

Cadeia da cachaça ganha força no agronegócio brasileiro

O avanço da cachaça premium e artesanal fortalece toda a cadeia produtiva ligada ao agronegócio, impulsionando pequenos produtores, turismo rural, agroindústrias familiares e mercados especializados.

Além da valorização comercial, premiações nacionais ampliam a visibilidade internacional da cachaça brasileira, produto considerado patrimônio cultural do país e cada vez mais presente em mercados externos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pimenta Bueno recebe Carreta da Saúde da Mulher para exames e consultas especializadas

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Fotos: Lara Lívia

Com objetivo de ampliar o acesso das mulheres aos serviços de saúde. O município de Pimenta Bueno recebeu, na sexta-feira (8), a Carreta da Saúde da Mulher, onde serão realizados exames de mamografia e consultas ginecológicas. A ação, realizada em parceria entre o governo de Rondônia e a prefeitura, integra as estratégias do Programa Agora Tem Especialistas.

Serão atendidas pacientes já reguladas e, caso ainda não estejam é necessário procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência. Após o cadastro, a regulação entrará em contato para agendar o dia e o horário da consulta ou exame.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha a iniciativa objetiva aproximar os serviços de saúde da população. “Esse tipo de ação garante mais acesso, sem necessidade de deslocamentos, fortalece a saúde no município e reduz filas.”

As Carretas da Saúde da Mulher, integrantes do programa Agora Tem Especialistas oferecem mamografias e consultas gratuitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), voltadas para a detecção precoce de câncer de mama e de colo do útero. Em 2026, as unidades itinerantes vão percorrer diversas regiões, incluindo Porto Velho e outros municípios.

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O titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Edilton Oliveira ressaltou que a carreta representa uma ponte de acesso e prevenção. “O acesso garante o diagnóstico precoce, aumentando as chances de cura. Essa iniciativa tem finalidade de oferecer mais qualidade de vida às pacientes.”

A unidade móvel permanecerá em Pimenta Bueno por cerca de 30 dias, com previsão de realizar mais de mil exames e consultas. O prazo poderá ser prorrogado. As próximas localidades ainda não foram definidas, mas a programação será divulgada nas redes oficiais do governo de Rondônia.

Por Lara Lívia

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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