Pecuária
Alta oferta derruba preço da arroba de boi gordo

Foto: Pixabay
Segundo a análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço da arroba de boi gordo no Brasil foi o mais baixo entre os principais países produtores de carne bovina, devido à alta oferta de animais nas indústrias do país. Em junho de 2024, até o dia 21, a arroba do boi gordo estava cotada a US$ 37,76 em Mato Grosso e US$ 40,91 em São Paulo, representando uma retração de 7,42% e 7,48% em relação a maio de 2024, respectivamente. Na Argentina e no Paraguai, o preço da arroba ficou em US$ 44,36 e US$ 46,20, respectivamente.
Em contrapartida, a arroba de boi gordo nos Estados Unidos apresentou a maior valorização, sendo comercializada a US$ 112,02 no mesmo período, o que representou um aumento de 1,45% em comparação ao mês anterior. Essa valorização nos EUA é atribuída à redução na produção de carne bovina, causada pela diminuição do rebanho.
A cotação mais baixa do boi gordo no Brasil em comparação com os principais países produtores pode beneficiar a arroba brasileira no mercado internacional, tornando a carne bovina do país mais competitiva no exterior.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
O “Super Boi” do Pantanal: Como uma fazenda de Poconé alcançou quase 23 arrobas com animais jovens e tecnologia de elite

Pecuária de Mato Grosso registra recorde de eficiência com bois jovens atingindo peso de carcaça superior à média nacional | Foto: Canva
Segundo dados apresentados, a pecuária de Mato Grosso acaba de registrar um número que desafia a lógica tradicional do campo. Na Fazenda Primavera, em Poconé — região estrategicamente conhecida como a “Porta do Pantanal” —, um lote de 180 bois atingiu a impressionante média de 22,7 arrobas (cerca de 341 kg de carcaça).
O resultado, obtido pelo pecuarista Roberto Nunes Rondon, chama a atenção não apenas pelo peso bruto, mas pela precocidade dos animais. A maioria do lote possui apenas dois dentes, o que indica animais extremamente jovens para carregar tamanha musculatura e volume de carne, unindo o que há de melhor em maciez e rendimento.
O segredo por trás do peso: A tecnologia TIP
O sucesso alcançado em Poconé não foi por acaso. A estratégia central foi o uso da Terminação Intensiva a Pasto (TIP). Esse sistema permite que o gado aproveite a fibra natural das pastagens pantaneiras enquanto recebe uma dieta de elite no cocho, com alta concentração de energia
Diferente do confinamento tradicional, o animal permanece solto, o que reduz o estresse e favorece o bem-estar. Os benefícios observados na Fazenda Primavera incluem:
Velocidade: O animal ganha peso em tempo recorde comparado ao sistema extensivo;
Qualidade de Carcaça: A gordura é depositada de forma uniforme, protegendo a carne;
Padrão Exportação: Carcaças pesadas com juventude garantem a maciez exigida pelos mercados internacionais mais exigentes;
Sustentabilidade: Otimização do uso das pastagens nativas com suporte nutricional tecnológico.
Poconé
Poconé mostra força para o Circuito Nelore
O desempenho foi tão expressivo que o gerente da unidade da Friboi de Diamantino (MT), Bruno Martins Dias, destacou o lote como um exemplo de eficiência operacional para todo o estado. Com carcaças pesando em média 341 kg, o padrão apresentado pela Fazenda Primavera eleva o nível da competição regional.
O resultado já coloca a produção de Poconé como favorita para o Circuito Nelore de Qualidade, que terá etapas em Mato Grosso no mês de outubro. Produzir bois com quase 23 arrobas ainda com 2 dentes é um diferencial competitivo que otimiza os custos operacionais do frigorífico e valoriza a arroba do produtor.
Impacto na pecuária de Mato Grosso
Para o setor em Mato Grosso, o caso da Fazenda Primavera prova que é possível unir os recursos naturais do Pantanal com alta tecnologia de nutrição. A TIP surge como a ferramenta ideal para elevar o peso de abate sem perder a precocidade, transformando garrotes em “super bois” em ciclos mais curtos.
A união de genética Nelore de ponta com manejo intensivo está redesenhando o mapa da produtividade no estado, consolidando Mato Grosso como o maior fornecedor de proteína animal de alta qualidade para o mundo.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Raça Holandesa leva 125 animais à Fenasul Expoleite 2026 em Esteio (RS)

Foto: Isabele Kleim
A raça Holandesa estará representada por 125 animais na 19ª Fenasul e 46ª Expoleite, que acontece entre os dias 13 e 17 de maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O número supera a marca simbólica de 100 exemplares e confirma a forte adesão dos criadores ao evento, que integra a etapa do circuito Exceleite.
Participação reforça confiança do setor leiteiro
De acordo com o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, o volume de inscrições atende plenamente às expectativas da organização. Ele destaca que a participação expressiva ocorre em um cenário de recuperação dos preços pagos ao produtor, após um período desafiador para a cadeia do leite.
Mesmo diante das dificuldades recentes, Tang ressalta que os produtores mantiveram investimentos contínuos em genética, manejo e qualificação dos rebanhos.
“Isso mostra que, apesar de tudo, das dificuldades que o setor enfrentou e enfrenta agora, embora exista uma tendência de melhora no preço pago ao produtor, o nosso criador continuou sempre fazendo o seu trabalho e investimento genético”, afirmou.
Qualidade genética deve marcar julgamentos na pista
A expectativa é de que a avaliação dos animais destaque exemplares com alto padrão morfológico dentro da raça Holandesa. Segundo a Gadolando, o nível técnico dos inscritos deve tornar a disputa mais equilibrada, com decisões definidas por detalhes de conformação, estrutura e harmonia dos conjuntos.
Para o dirigente, a feira será uma vitrine do trabalho realizado nas propriedades leiteiras do Rio Grande do Sul, evidenciando a evolução genética e produtiva do rebanho.
“Esses resultados, com essas excelentes lactações, essa morfologia que ele tem buscado, a vaca correta, esse produtor quer nos mostrar na nossa Fenasul Expoleite”, destacou Tang.
Fenasul Expoleite reúne principais entidades do agro gaúcho
A Fenasul Expoleite é organizada pela Gadolando e pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O evento conta ainda com a copromoção da Prefeitura de Esteio, da Farsul, da Fetag/RS e da Febrac.
A entrada será gratuita durante todos os dias da programação, ampliando o acesso do público ao setor e fortalecendo a integração entre produtores, técnicos e visitantes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Drones e inteligência artificial revolucionam monitoramento de bovinos e podem reduzir custos na pecuária

Embrapa
Um sistema inovador que combina drones e inteligência artificial está abrindo novos caminhos para a pecuária de precisão no Brasil. A tecnologia, desenvolvida por pesquisadores do projeto Semear Digital e apresentada na revista científica Computers and Electronics in Agriculture, permite monitorar o crescimento de bovinos em confinamento sem a necessidade de manejo direto, reduzindo o estresse dos animais e aumentando a eficiência produtiva.
O projeto é sediado na Embrapa Agricultura Digital, em Campinas, e integra os Centros de Ciência para o Desenvolvimento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. A proposta surge como alternativa aos métodos tradicionais de pesagem, que exigem manejo frequente e podem impactar negativamente o bem-estar e o ganho de peso dos animais.
Tecnologia identifica ponto ideal de venda e melhora rentabilidade
O estudo foi conduzido em um confinamento no Mato Grosso do Sul, onde um lote de bovinos foi acompanhado por 112 dias. Durante o período, drones sobrevoaram a área em voos regulares, capturando imagens dos animais a cerca de 15 metros de altura.
Com base nessas imagens, pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal da Grande Dourados desenvolveram modelos de inteligência artificial capazes de identificar os animais e extrair automaticamente medidas corporais, como comprimento e largura. Esses dados permitiram acompanhar o crescimento do rebanho ao longo do tempo e identificar o chamado “ponto de inflexão”.
Esse ponto representa o momento em que o animal atinge sua taxa máxima de ganho de peso. A partir daí, o crescimento desacelera e a conversão alimentar se torna menos eficiente — indicando o melhor momento econômico para venda ou abate.
Redução de custos e ganho de eficiência no confinamento
A identificação precisa desse momento pode gerar ganhos expressivos, especialmente em sistemas de grande escala. Segundo os pesquisadores, a diferença de poucos dias no confinamento pode impactar diretamente os custos com alimentação e a rentabilidade do produtor.
Além disso, o sistema elimina a necessidade de pesagens frequentes com balanças, reduzindo falhas operacionais e minimizando o estresse animal — um fator cada vez mais relevante dentro das boas práticas de produção.
Aplicações vão além do peso e incluem comportamento animal
A tecnologia também abre espaço para outras aplicações dentro da pecuária. A mesma base de dados já está sendo utilizada para desenvolver modelos capazes de identificar padrões de comportamento alimentar e detectar anomalias no rebanho.
Entre as possibilidades estão o monitoramento de situações de estresse e interações atípicas entre os animais, o que pode contribuir para ajustes no manejo e melhoria das condições no confinamento.
Próximos passos incluem expansão para outras raças e escala comercial
Atualmente, o sistema ainda está em fase avançada de desenvolvimento, mas os pesquisadores já trabalham na adaptação da tecnologia para diferentes raças bovinas, como Angus e Brahman, além do Nelore.
A expectativa é validar a solução em escala comercial e encontrar parceiros para transformar o protótipo em produto disponível no mercado. A longo prazo, a tecnologia pode contribuir não apenas para reduzir custos de produção, mas também para tornar a carne mais acessível ao consumidor.
Inovação reforça papel do Brasil na pecuária tecnológica
O avanço de soluções como essa reforça o protagonismo do Brasil no desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio. Ao integrar ciência, inovação e produção, a pecuária nacional dá mais um passo rumo a sistemas mais eficientes, sustentáveis e competitivos no cenário global.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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