Agronegócio
Junho encerra com queda nas cotações dos ovos comerciais

por Pixabay
As cotações dos ovos comerciais encerraram o mês de junho em forte queda em todas as praças monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com pesquisadores do Cepea, essa pressão de baixa nos preços é resultado do enfraquecimento típico da demanda no final do mês.
Os colaboradores consultados pelo Cepea esperam que o fluxo de vendas dos ovos comerciais se normalize após a virada do mês. No entanto, agentes do mercado destacam que o período de férias escolares em julho pode limitar o volume das negociações. Durante as férias, há uma redução nas compras da proteína para a merenda escolar, o que pode continuar pressionando os preços.
A situação do mercado de ovos comerciais reflete um comportamento sazonal comum, onde o final de mês traz um enfraquecimento na demanda que afeta negativamente os preços dos ovos comerciais. Com a virada do mês, espera-se uma normalização no fluxo de vendas. Entretanto, o impacto das férias escolares poderá continuar influenciando negativamente o volume das negociações e, consequentemente, os preços dos ovos comerciais.
Em conclusão, o mercado de ovos comerciais enfrentou fortes quedas nas cotações ao final de junho, pressionado pelo enfraquecimento típico da demanda. A expectativa é de uma normalização no fluxo de vendas após a virada do mês, mas o período de férias escolares em julho pode limitar as negociações, mantendo a pressão sobre os preços. A situação destaca a importância de acompanhar os fatores sazonais e suas implicações para a oferta e demanda de ovos comerciais no mercado brasileiro.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Evite perdas na cana após a colheita

Foto: Canva
A fase após a colheita da cana-de-açúcar deve ganhar atenção especial dos produtores em regiões como GO, MG, MS, PR e SP. O período, que vai da saída da colhedora até o início da nova brotação, é decisivo para evitar falhas no canavial, reduzir perdas e manter a produtividade nas próximas safras.
Em áreas onde a colheita é mecanizada, os principais problemas aparecem logo depois da passagem das máquinas. Cortes muito baixos, rodas passando sobre a linha da cana, solo muito úmido e palhada mal distribuída podem prejudicar a retomada do crescimento da planta.
Na prática, esses danos aparecem em forma de falhas na lavoura, menor quantidade de colmos e brotação desigual. Quando isso acontece, o produtor pode enfrentar queda de produtividade e, em casos mais graves, precisar antecipar a reforma do canavial.
Um dos pontos de atenção está na altura do corte. Quando a cana é cortada muito rente ao solo, a base da planta pode ser danificada, dificultando a nova brotação. Por outro lado, cortes muito altos deixam parte da matéria-prima no campo. O equilíbrio depende da boa regulagem da colhedora e do acompanhamento da operação durante a safra.
O tráfego de máquinas também tem impacto direto. A passagem frequente de tratores e transbordos sobre a linha da cana pode amassar a base das plantas e compactar o solo. O risco é maior quando as operações são feitas em áreas úmidas, condição que favorece o endurecimento do solo e dificulta o desenvolvimento da lavoura.
Outro fator importante é a palhada. Quando bem distribuída, ela protege o solo, ajuda a conservar umidade e contribui para o sistema produtivo. Mas, quando fica acumulada em montes sobre a linha da cana, pode atrapalhar a brotação e deixar o desenvolvimento do canavial mais irregular.
A recomendação é que o produtor avalie o talhão logo após a colheita. Observar falhas, identificar marcas de rodas, verificar a qualidade do corte e acompanhar a distribuição da palhada são medidas simples que ajudam a orientar as decisões seguintes.
Intervenções mais pesadas, como operações para aliviar a compactação do solo ou corrigir falhas, não devem ser feitas de forma automática. A decisão precisa considerar o histórico da área, o tipo de solo, a idade do canavial e o custo-benefício da operação.
Segundo o material, estudos da Embrapa e de universidades apontam que o controle do tráfego, a preservação da base da planta e a redução da compactação estão entre os fatores mais importantes para manter o canavial produtivo por mais cortes.
Agrolink – Aline Merladete
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Fruticultura brasileira busca mercado na Índia

Foto: Divulgação
Com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados realizou uma missão comercial à Índia com o objetivo de ampliar oportunidades para a fruticultura brasileira em um dos maiores mercados consumidores do mundo. A agenda reuniu exportadores nacionais, importadores, redes varejistas e operadores logísticos locais, com foco em produtos como abacate, limão tahiti e maçã.
A iniciativa contou com o apoio do adido agrícola do Brasil na Índia, Roberto Papa, em articulação com a Embaixada do Brasil em Nova Délhi. Durante a missão, a comitiva visitou diferentes elos da cadeia de distribuição de frutas e participou de reuniões voltadas à prospecção de negócios e à ampliação da presença dos produtos brasileiros no mercado indiano.
Em Nova Délhi, a programação incluiu visita ao Azadpur Subzi Mandi, principal centro atacadista de frutas e hortaliças da capital indiana, além de mercados tradicionais, frutarias, lojas de produtos orgânicos e estabelecimentos especializados na comercialização de itens importados.
Durante os encontros, representantes do setor varejista demonstraram interesse na importação de frutas brasileiras, indicando potencial para ampliar a participação desses produtos no mercado local.
A missão também visitou a Suri Agrofresh, localizada em Kundli, no estado de Haryana. No local, a delegação conheceu estruturas de armazenagem refrigerada e discutiu com importadores temas relacionados à logística, aos requisitos sanitários e às condições comerciais para a entrada de frutas brasileiras no país.
A etapa em Nova Délhi foi encerrada com o evento Terroir of Brazil: a taste of Brazilian fruits and typical dishes, realizado na residência oficial da embaixada brasileira. O encontro reuniu autoridades, importadores e representantes do setor privado indiano para apresentar produtos brasileiros e oportunidades de negócios ligadas à fruticultura nacional.
Durante o evento, foi lançado o Centro de Distribuição Móvel, iniciativa da Adidância Agrícola em Nova Délhi voltada à promoção de produtos brasileiros na Índia. Por meio de um QR Code, os visitantes podem acessar informações sobre produtos, empresas e oportunidades comerciais em português, inglês e hindi.
Após a programação na capital indiana, a comitiva seguiu para Mumbai, onde participou da Fresh India Show 2026, realizada no CIDCO Exhibition Centre. A agenda incluiu ainda uma visita ao Porto de Mumbai para avaliar as condições logísticas para a importação de frutas frescas.
A Índia, com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, é considerada um dos maiores mercados consumidores do mundo. A missão ocorre em um momento de expansão da fruticultura brasileira no comércio internacional. No primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras de frutas frescas cresceram mais de 20% em valor e 13% em volume na comparação com o mesmo período do ano anterior. Desde 2023, foram abertas 34 novas oportunidades de exportação para frutas brasileiras, ampliando o acesso dos produtos nacionais aos mercados internacionais.
Agrolink – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Óleos vegetais disparam com biocombustíveis

O contrato de julho do óleo de soja chegou a US¢ 77,72 por libra-peso – Foto: Abiove
O mercado internacional de óleos vegetais encerrou a semana em alta, apoiado principalmente pela expectativa de maior demanda para uso em biocombustíveis. Segundo a StoneX, o movimento foi puxado pelo óleo de soja, que renovou máximas históricas entre os dias 26 e 30 de maio, mesmo em um ambiente de maior volatilidade do petróleo e com fundamentos de grãos levemente baixistas.
O contrato de julho do óleo de soja chegou a US¢ 77,72 por libra-peso na sexta-feira, dia 30, acumulando valorização semanal de 5,1%. A alta ocorreu em sentido oposto ao comportamento mais instável do petróleo, indicando que o mercado passou a responder de forma mais direta à demanda doméstica por biocombustíveis nos Estados Unidos.
Um dos principais sinais desse movimento veio dos RINs D4, certificados ligados ao cumprimento das metas de biocombustíveis. Eles registraram novos recordes diariamente ao longo da semana e encerraram o período acima de US$ 2,35 por RIN, com avanço de 7,6%. Esse comportamento reforçou a leitura de que a política regulatória tem definido um piso de preços para o óleo de soja com relativa autonomia em relação às cotações do petróleo.
O óleo de palma também acompanhou a valorização do complexo de óleos vegetais. O contrato de agosto negociado na Bursa fechou a semana em US$ 1.144 por tonelada, alta de 1,1% no período. No caso do produto, a sustentação esteve associada à expectativa de implementação do B50 na Indonésia a partir de julho, além das previsões de ocorrência de El Niño no segundo semestre. Com isso, a semana foi marcada por um ambiente de preços firmes nos óleos vegetais, em que fatores regulatórios e expectativas climáticas ganharam peso relevante na formação das cotações.
Agrolink – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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