Agronegócio
Junho encerra com queda nas cotações dos ovos comerciais

por Pixabay
As cotações dos ovos comerciais encerraram o mês de junho em forte queda em todas as praças monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com pesquisadores do Cepea, essa pressão de baixa nos preços é resultado do enfraquecimento típico da demanda no final do mês.
Os colaboradores consultados pelo Cepea esperam que o fluxo de vendas dos ovos comerciais se normalize após a virada do mês. No entanto, agentes do mercado destacam que o período de férias escolares em julho pode limitar o volume das negociações. Durante as férias, há uma redução nas compras da proteína para a merenda escolar, o que pode continuar pressionando os preços.
A situação do mercado de ovos comerciais reflete um comportamento sazonal comum, onde o final de mês traz um enfraquecimento na demanda que afeta negativamente os preços dos ovos comerciais. Com a virada do mês, espera-se uma normalização no fluxo de vendas. Entretanto, o impacto das férias escolares poderá continuar influenciando negativamente o volume das negociações e, consequentemente, os preços dos ovos comerciais.
Em conclusão, o mercado de ovos comerciais enfrentou fortes quedas nas cotações ao final de junho, pressionado pelo enfraquecimento típico da demanda. A expectativa é de uma normalização no fluxo de vendas após a virada do mês, mas o período de férias escolares em julho pode limitar as negociações, mantendo a pressão sobre os preços. A situação destaca a importância de acompanhar os fatores sazonais e suas implicações para a oferta e demanda de ovos comerciais no mercado brasileiro.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Governo muda regras do fundo da agricultura familiar em MT

Gerada por IA
O governador Otaviano Pivetta publicou o Decreto nº 2.136, de 26 de maio de 2026, alterando as regras do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (FUNDAAF) e ampliando os prazos de carência e amortização das operações de crédito destinadas aos produtores da agricultura familiar em Mato Grosso.
A medida modifica o Decreto nº 876/2024, responsável por regulamentar a Lei Estadual nº 12.386/2024, que instituiu o FUNDAAF. O objetivo, segundo o texto publicado pelo Governo do Estado, é flexibilizar as condições de pagamento dos financiamentos voltados ao setor.
Com a alteração, o prazo de carência das operações poderá ser de até 24 meses, enquanto o prazo de amortização poderá chegar a 84 meses, conforme definição do Conselho de Administração do fundo.
Além disso, o decreto prevê que os prazos poderão ser ampliados em situações excepcionais, desde que exista justificativa técnica aprovada formalmente pelo Conselho do FUNDAAF.
O texto estabelece que a extensão dos prazos deverá considerar as características específicas de cada modalidade de crédito e também o perfil dos beneficiários atendidos pelo programa.
Na prática, a mudança amplia o tempo para que agricultores familiares consigam iniciar o pagamento dos financiamentos e também aumenta o período total para quitação das operações contratadas junto ao fundo estadual.
O FUNDAAF foi criado pelo Governo de Mato Grosso como instrumento de incentivo à agricultura familiar, oferecendo linhas de crédito voltadas ao fortalecimento da produção rural de pequenos produtores, aquisição de equipamentos, custeio e investimentos nas propriedades.
O decreto entra em vigor imediatamente após a publicação.
Além de Otaviano Pivetta, o documento também foi assinado pelo secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho Junior, pela secretária estadual de Agricultura Familiar, Andreia Carolina Domingues Fujioka, e pelo secretário estadual de Fazenda, Fábio Fernandes Pimenta.
Gislaine Morais/VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Custo da produção de algodão em Mato Grosso sobe 1%; produtores optam por ‘ travamento’

foto: assessoria/arquivo
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou os dados do projeto CPA-MT¹, a estimativa do custeio do algodão para a safra 2026/27 que ficou em R$ 10,6 mil/hectare em abril, alta de 1,05% em relação a março. O aumento foi justificado, principalmente, pela elevação das despesas com macronutrientes, em função das tensões no mercado internacional, com destaque para o Estreito de Ormuz, que impacta a logística e os preços globais.
Com isso, o custo operacional efetivo (COE) do algodão aumentou 0,55% no mês, ficando estimado em R$ 15.227 mil/hectare. Dessa forma, considerando a produtividade média de 119,82 @/ha de pluma, o cotonicultor precisa vender o produto a pelo menos R$ 127,09/@ para cobrir o custo.
Com os preços mais atrativos da fibra nos últimos meses, o IMEA constatou busca dos produtores por proteção de margens e travamento de custos, avançando na comercialização da safra 2026/27, que estava atrasada, mas superou a média dos últimos anos.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
MT inicia colheita de milho da safra 2025/26 com ritmo superior ao ano passado

MT inicia colheita de milho da safra 2025/26 com ritmo superior ao ano passado Avanço está 0,26 p.p. à frente do registrado no mesmo período da safra passada – Foto: Famato
A colheita do milho segunda safra 2025/26 começou em Mato Grosso e apresenta ritmo levemente antecipado em relação ao ciclo anterior. De acordo com o novo boletim publicado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), até o dia 22 de maio os trabalhos haviam alcançado 0,57% da área estimada para o estado.
Apesar do percentual ainda reduzido neste início de colheita, o avanço está 0,26 p.p. à frente do registrado no mesmo período da safra passada. Segundo o instituto, isso indica uma antecipação gradual das operações em algumas regiões produtoras.
O levantamento mostra que a região Médio-Norte de Mato Grosso lidera o ritmo de colheita neste início da safra 2025/26. Até 22 de maio, a região já havia alcançado 1,18% da área colhida, o maior índice entre todas as regiões do estado. O avanço semanal também foi o mais expressivo, com alta de 0,83 ponto percentual em relação à semana anterior.
Segundo o Imea, a colheita do milho deve ganhar mais intensidade durante o mês de junho, tanto devido à redução das chuvas nas próximas semanas quanto por mais lavouras ficando prontas. Os principais pontos de colheita incluem a maturação fisiológica do grão, a umidade e os aspectos da planta.
Além disso, essa leve antecipação da colheita no estado pode influenciar diretamente a logística de transporte e armazenagem, especialmente nas regiões com maior concentração produtiva, onde tradicionalmente há aumento no fluxo de carretas e movimentação nos corredores de exportação durante o pico da safra.
Segundo projeção do Imea, publicado neste mês de maio, Mato Grosso deverá cultivar cerca de 7,39 milhões de hectares de milho na safra 2025/26, consolidando mais uma vez o estado como o maior produtor nacional do cereal.
O Relatório de Oferta e Demanda também aponta que a produtividade estimada está em 118,71 sacas por hectare, indicando melhora no potencial produtivo da safra.
Jônatas Bon/AguaBoaNews
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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