Destaque
Mais de 870 ovinos estarão em pista na Expointer 2024

Arco informa que o número de inscritos se mantém neste patamar desde 2021 apesar de uma pequena redução em relação ao ano passado devido aos problemas climáticos – Foto: AgroEffective/Divulgação
A 47ª Expointer vai contar com a participação de 871 ovinos. O número acima de 800 animais vem se mantendo desde 2021, sendo que no ano passado houve um acréscimo alcançando 980 exemplares. Os fortes eventos climáticos que atingiram o Rio Grande do Sul no mês de maio, seguidos pela indefinição sobre a realização da Expointer e a Fenovinos ocorrida agora em julho foram fatores que influenciaram para esta redução, de acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco).
A superintendente de Registro Genealógico da entidade, Magali Moura, acredita que o principal motivo para um número menor de inscrições dos ovinos foi a indefinição sobre a Expointer. “Antes da definição, tivemos a manifestação de muitos criadores para que a Arco representasse que sim, que a exposição deveria acontecer”, informa, ressaltando como fatores positivos a decisão de fazer a Expointer e o número de animais inscritos. “Vai ser uma Expointer de superação, demonstrando a força do povo gaúcho”, destaca.
Magali coloca que a exposição será mais enxuta para os ovinos, sem festividades por parte da Arco, mas as ações promocionais, como, por exemplo, entrega de prêmios, ocorrerão normalmente. “Teremos a parte de julgamentos das raças entre 25 e 28 de agosto, com a admissão dos animais nos dias 23 e 24 por inspetores técnicos da entidade. Serão ao todo 15 raças, sendo que sete possuem a variedade Naturalmente Colorida”, explica Magali.
Dentro da programação da Arco na Expointer ainda está previsto para 29 de agosto um curso explicando como acontece um julgamento, desde a entrada do animal até a sua premiação, que é feito por um inspetor técnico da Associação. No mesmo dia, acontecerá o Cabanheiro do Futuro, que é uma mostra realizada pela Comissão Jovem da Arco que busca incentivar os filhos de pessoas envolvidas na ovinocultura. “É muito legal ver os pequenos na pista levando os seus animais, super empolgados com o que estão fazendo, e já visando as futuras gerações”, enfatiza a superintendente.
De acordo com Magali, a expectativa é de que esta Expointer de 2024 será mais um sucesso. “Teremos ótimos exemplares, ovinos melhoradores, animais que passam por uma seleção rígida desde a fecundação da mãe até a idade para que possam entrar nas pistas”, sinaliza.
Texto: Rejane Costa/AgroEffective
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Destaque
Banimento do glifosato pode pesar no bolso

O ensaio destaca que o impacto de uma medida desse tipo não ficaria restrito ao campo – Foto: Divulgação
Uma interrupção regulatória sobre um insumo central para a produção agrícola pode gerar efeitos em cadeia sobre o campo, o crédito, a conservação do solo e o custo dos alimentos. A avaliação é de Lothar Langer Jr., estrategista e executivo de transformação do agronegócio, que analisa o cenário em torno da proposta de banimento do glifosato pelo Ministério Público e seus possíveis impactos sobre a estrutura produtiva nacional.
A discussão, segundo a análise, vai além de uma disputa ideológica. O ponto central está na dependência de uma cadeia complexa, em que decisões burocráticas repentinas podem alterar a dinâmica de manejo das lavouras e afetar etapas que vão da produção rural ao consumo final. O glifosato é apresentado como um insumo crucial para o funcionamento dessa engrenagem, e sua eventual restrição expõe a vulnerabilidade de um sistema que sustenta parte relevante do desempenho agrícola do país.
O ensaio destaca que o impacto de uma medida desse tipo não ficaria restrito ao campo. A retirada abrupta de uma ferramenta utilizada no manejo agrícola poderia pressionar o financiamento rural, mudar práticas relacionadas à sustentabilidade do solo e criar novos custos para produtores. Em uma cadeia interligada, esses efeitos tendem a se espalhar para outros elos, alcançando a formação de preços e, consequentemente, a mesa do consumidor.
A análise também chama atenção para o papel da governança regulatória e da ciência tropical na definição do futuro da segurança alimentar. Em um país com grande diversidade de ambientes produtivos, decisões sobre insumos agrícolas exigem avaliação técnica, previsibilidade e compreensão dos efeitos práticos sobre a produção. Sem esse equilíbrio, medidas tomadas de forma repentina podem ampliar incertezas e afetar a estabilidade de uma atividade estratégica para a economia.
Agrolink – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Destaque
Merendeiras de Lucas do Rio Verde vencem Concurso Nacional de Melhores Receitas da Alimentação Escolar

Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti
A criatividade e os sabores das duas receitas criadas pelas merendeiras da rede municipal de Lucas do Rio Verde conquistaram o público e venceram a 3ª edição do Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar. O Fundo Nacional de Desenvolvimento Educação (FNDE) divulgou o resultado nesta quarta-feira (3).
“É com muita alegria que recebemos a notícia de que as nossas duas receitas foram vencedoras no concurso. Gostaria de parabenizar as merendeiras Keila e Benilce e deixar aqui a gratidão da Secretaria a todos os profissionais da alimentação escolar, que se dedicam diariamente a oferecer o melhor aos estudantes da rede municipal. A merenda escolar é fundamental não apenas para a aprendizagem, mas também para o bem-estar e o desenvolvimento dos nossos alunos”, destacou a secretária de Educação, Elaine Lovatel.
As escolas responsáveis pelos pratos premiados também receberão R$ 8 mil cada, recurso que será investido na aquisição de equipamentos e na melhoria da infraestrutura das cozinhas escolares.
O concurso integra o projeto “Alimentação Escolar Nota 10” e é realizado pelo FNDE, em parceria com a Itaipu Binacional, por meio do programa Mais que Energia, além do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS) e da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Extensão, Pesquisa, Ensino Profissionalizante e Tecnológico (FADEMA).
O reconhecimento das receitas da merenda escolar no concurso nacional é motivo de alegria e orgulho para Lucas do Rio Verde. A conquista vai além da premiação: ela traduz o carinho, a dedicação e o compromisso com uma alimentação escolar de qualidade, além de valorizar o trabalho essencial das merendeiras e nutricionistas da rede municipal.
com Ascom Prefeitura/Camilly Barros)
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Destaque
Estado assina decreto que tributa a entrada de tilápia do Vietnã

Foto: Canva/ND Mais
A piscicultura paulista ganhou um novo instrumento de proteção diante do avanço das importações de pescado asiático. O Governo de São Paulo assinou um decreto que passa a tributar a entrada de filé de tilápia proveniente do Vietnã, medida recebida com entusiasmo pelo setor produtivo e considerada estratégica para reduzir desequilíbrios competitivos enfrentados pelos criadores brasileiros. A iniciativa atende a uma demanda antiga dos produtores, que vinham alertando para os impactos da crescente presença do pescado importado no mercado nacional.
Para a Associação dos Produtores de Peixes em Águas da União (Peixe SP), a medida representa uma tentativa de corrigir uma assimetria que vinha pressionando a rentabilidade da cadeia produtiva. Segundo a secretária-executiva da entidade, Marilsa Patrício, a tributação não deve ser interpretada como uma barreira comercial, mas como um mecanismo de equilíbrio concorrencial.
“O produtor brasileiro cumpre exigências ambientais, sanitárias e trabalhistas rigorosas, além de enfrentar uma carga tributária significativa. Quando o produto importado chega ao mercado com custos muito inferiores, cria-se uma competição desigual que compromete a sustentabilidade econômica da atividade”, afirma.
Concorrência em debate
A discussão sobre as importações de tilápia ganhou força nos últimos meses em meio ao crescimento da oferta de pescado asiático no mercado brasileiro. Representantes da cadeia produtiva argumentam que os custos de produção praticados no exterior, somados a diferenças regulatórias e tributárias, acabaram ampliando a pressão sobre os produtores nacionais.
Na avaliação da Peixe SP, o decreto paulista cria condições mais equilibradas de disputa comercial e reduz uma distorção que vinha afetando principalmente os piscicultores que investem em tecnologia, sanidade e sustentabilidade para atender às exigências do mercado.
Impacto direto nas propriedades
A entidade acredita que os efeitos da nova regra poderão ser percebidos rapidamente em diferentes elos da cadeia produtiva. Um dos principais reflexos esperados é a retomada da previsibilidade para investimentos nas propriedades aquícolas. Com maior estabilidade de mercado, produtores tendem a ampliar projetos de expansão, modernização de estruturas e adoção de novas tecnologias.
Além disso, a Peixe SP argumenta que o fortalecimento da produção local amplia a circulação de renda dentro do Estado. Na avaliação da entidade, o crescimento da piscicultura contribui para a arrecadação tributária, estimula investimentos regionais e fortalece economias ligadas ao agronegócio paulista.
Efeito pode ultrapassar as fronteiras paulistas
A decisão ocorre em um momento de preocupação crescente entre produtores nacionais diante do aumento das importações de filé de tilápia asiático. O setor vinha defendendo medidas que garantissem condições mais equilibradas de concorrência, especialmente em um mercado marcado pela elevação dos custos de produção, exigências regulatórias e necessidade constante de investimentos em sustentabilidade e biossegurança.
Para os representantes da cadeia produtiva, a iniciativa paulista poderá servir de referência para outros Estados e ampliar o debate nacional sobre mecanismos de proteção da produção aquícola brasileira.
Com MSN
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Meio Ambiente6 dias atrásComo será o clima no Brasil em junho de 2026
-

Meio Ambiente5 dias atrásJunho terá frio e mais chuva no Paraná
-

Mato Grosso6 dias atrásDe olho no milho: Governo dos EUA envia comitiva a Mato Grosso para decifrar a explosão na produção de etanol
-

Notícias4 dias atrásMaçã no Brasil – Especialistas debatem cenário da safra e desafios da cultura
-

SOJA5 dias atrásChuvas favorecem soja 2026 em Roraima, mas El Niño preocupa
-

Pecuária4 dias atrásChina reconhece território brasileiro como livre da febre aftosa
-

Mato Grosso5 dias atrásCorteva Agriscience e Aprosoja Brasil lançam cartilha técnica sobre Pragas Quarentenárias
-

Agronegócio4 dias atrásFruticultura brasileira busca mercado na Índia






































