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Agronegócio

Exportação de Açúcar em Julho Registra Aumento Significativo

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Reprodução

 

Em julho, o Brasil exportou 3,782 milhões de toneladas de açúcares e melaços, o que representa um aumento de 28,5% em relação ao mesmo mês de 2023, quando foram embarcadas 2,944 milhões de toneladas. A receita gerada com essas exportações também cresceu 16% em comparação anual, passando de US$ 1,491 bilhão para US$ 1,729 bilhão.

Apesar do aumento no volume e na receita, o preço médio por tonelada do açúcar exportado caiu 9,7%, de US$ 506,30 para US$ 457,20. Os dados, fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), consideram 23 dias úteis em julho de 2024, comparados a 21 dias úteis no mesmo mês do ano anterior.

Ao considerar os números acumulados até julho de 2024, o Brasil exportou 20,542 milhões de toneladas de açúcar, uma alta de 45% em relação às 14,167 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2023. Na mesma base de comparação, a receita totalizou US$ 10,385 bilhões, marcando um crescimento de 52,70% frente aos US$ 6,801 bilhões registrados no ano passado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Safra de morango exige atenção redobrada ao pulgão-da-raiz

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Imagem: Sindiveg

A cultura do morango no Brasil mantém trajetória de crescimento em 2026, com produção nacional estimada em cerca de 200 mil toneladas, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço de 2,6%, na comparação com o ano passado, reflete ganhos contínuos de produtividade e maior tecnificação, especialmente em polos tradicionais como Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Apesar desse cenário positivo, o cultivo ainda enfrenta desafios relevantes, sobretudo relacionados às condições climáticas. Episódios de calor fora de época têm impactado o desenvolvimento das lavouras e o calendário produtivo. De forma geral, o plantio do morangueiro em parte das regiões produtivas do Brasil ocorre entre meados de abril e o fim de maio, período considerado ideal para garantir bom enraizamento e desenvolvimento das plantas. Alterações nesse padrão, provocadas pelo clima, podem comprometer o desempenho da safra.

Camex rejeita provisoriamente pedido de antidumping

Neste contexto, mesmo com a evolução tecnológica e produtiva, o manejo fitossanitário segue como ponto crítico para a sustentabilidade da cultura. Entre as principais ameaças está o pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale), considerado uma praga de difícil controle por atuar de forma subterrânea e frequentemente ser diagnosticada de forma tardia. O inseto suga a seiva das raízes, provocando amarelamento, redução do vigor e paralisação do crescimento das plantas, podendo levá-las à morte em casos mais severos. A infestação tende a ser mais agressiva em períodos de seca, quando o campo já se encontra sob estresse hídrico.

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A população do inseto é composta predominantemente por fêmeas e, tanto as formas jovens quanto adultas, alimentam-se continuamente, removendo fluidos das plantas e injetando toxinas, o que intensifica os danos ao sistema radicular e compromete o desenvolvimento da plantação.

O gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Fábio Kagi, reforça que, além dos prejuízos causados pela sucção da seiva, o pulgão-da-raiz também atua como vetor do vírus conhecido como mosqueado-do-morangueiro, ampliando significativamente as perdas na produção.

“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação. O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes momentos do ciclo, desde que respeitadas as recomendações técnicas e o período adequado”, explica o profissional.

Como ressalta Kagi, o avanço da cultura do morango no Brasil está diretamente ligado à adoção de boas práticas de manejo, por isso é essencial que o produtor esteja atento ao uso correto e seguro de defensivos. “O crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”, conclui.

Com Sindveg

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Apesar de exportações recorde, preços do suíno atingem menor nível desde 2022

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Divulgação

Mesmo com desempenho histórico nas exportações, o mercado interno de suínos segue pressionado no Brasil. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, os preços do suíno vivo e da carne suína caíram e atingiram os menores níveis desde 2022, refletindo a fraqueza da demanda doméstica.

Demanda interna fraca pesa no mercado

O principal fator por trás da queda nos preços é o consumo interno enfraquecido, observado ao longo de março e mantido na primeira quinzena de abril.

De acordo com o Cepea:

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A procura por carne suína segue limitada

Compradores estão mais cautelosos

O mercado doméstico não absorve a produção

Esse cenário mantém pressão constante sobre as cotações.

Oferta elevada intensifica queda

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Além da demanda fraca, o aumento da oferta contribui para o movimento de desvalorização.

O mercado apresenta:

Maior disponibilidade de animais para abate

Concorrência elevada entre produtores

Excesso de produto no mercado interno

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Entre 7 e 14 de abril, as quedas foram as mais intensas desde janeiro, reforçando o cenário de pressão.

Preços atingem mínimas em anos

Com esse quadro, os indicadores mostram:

Suíno vivo: menor nível desde março de 2022

Carne suína: menor patamar desde maio de 2020 (em termos reais)

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A queda evidencia o descompasso entre produção e consumo no país.

Exportações não compensam mercado interno

Apesar do cenário negativo nos preços, o desempenho externo segue positivo, com embarques em níveis recordes.

No entanto:

A demanda internacional não absorve totalmente a produção

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O mercado interno continua sendo determinante

O excesso de oferta mantém pressão sobre os preços

Esse contraste marca o atual momento da suinocultura brasileira.

Margens do produtor ficam pressionadas

A combinação de preços mais baixos e custos ainda elevados impacta diretamente a rentabilidade no campo.

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Com isso:

O poder de compra do produtor diminui

A margem da atividade fica mais apertada

O setor entra em alerta para os próximos meses
Perspectiva ainda é de cautela

O comportamento do mercado dependerá principalmente da retomada da demanda interna.

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Especialistas apontam que:

A recuperação do consumo pode aliviar a pressão

Exportações seguem como suporte parcial

O equilíbrio entre oferta e demanda será decisivo

Enquanto isso, o setor enfrenta um cenário de preços baixos mesmo com exportações fortes, exigindo atenção redobrada dos produtores.

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CenárioRural

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Açúcar cristal mantém firmeza mesmo com baixa liquidez no mercado spot

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O mercado spot de açúcar registrou baixa liquidez na última semana de abril, mas os preços do cristal permaneceram firmes. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, compradores adotaram postura cautelosa, mantendo-se afastados das negociações diante da expectativa de novas quedas — movimento que, no entanto, não se concretizou no curto prazo.

Apesar da resistência dos preços na semana, o acumulado mensal ainda aponta recuo expressivo nas cotações. Segundo o Cepea, a redução no volume de negócios evidencia a postura firme dos vendedores, que têm evitado ceder à pressão dos demandantes, contribuindo para sustentar os valores no mercado interno.

Outro fator que ajuda a explicar esse cenário é a predominância de açúcares mais escuros nas negociações recentes, o que indica que a safra 2026/27 ainda não atingiu seu ritmo pleno. Isso limita a disponibilidade de açúcar cristal de melhor qualidade no curto prazo, restringindo a oferta e ajudando a manter os preços.

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No cenário internacional, o comportamento também influencia o mercado brasileiro. As cotações do contrato nº 11 na ICE Futures, em Nova York, registraram alta na última semana. Caso essa tendência se mantenha, há possibilidade de recuperação dos preços internos nas próximas semanas.

A valorização externa está ligada, principalmente, à alta nos preços do petróleo, que eleva os custos globais de energia. Nesse contexto, conforme apontam pesquisadores do Cepea, usinas brasileiras tendem a direcionar maior parte da cana-de-açúcar para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar e contribuindo para a sustentação das cotações no mercado doméstico.

O cenário reforça a interdependência entre os mercados de energia e de commodities agrícolas, com reflexos diretos na formação de preços e nas estratégias produtivas do setor sucroenergético.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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