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SOJA

Produtores de Rondônia enfrentam incertezas em relação ao plantio da soja

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Foto: Logcomex

 

Com o fim do vazio sanitário em Rondônia, os produtores do estado poderão dar início à semeadura da soja a partir desta quarta-feira (11). No entanto, as condições climáticas são fatores que exigem paciência e cautela dos produtores, já que é necessário identificar o momento ideal para iniciar o plantio. A falta de chuvas significativas, por exemplo, tem sido um desafio para os produtores da região.

Segundo Adair José Menegol, presidente da Aprosoja-RO, as chuvas isoladas que apareceram no estado ainda não são suficientes para iniciar a semeadura de forma segura. Ele aponta que os municípios de Vilhena, Cerejeiras e Cabixi, que costumam ser os primeiros a começar o plantio, estão em espera pela chegada de chuvas mais volumosas.

“A expectativa é que os produtores aguardem para iniciar o plantio. Até o momento, não se tem notícia de ninguém na região de Rondônia que vá começar a plantar amanhã, sem uma previsão adequada de chuva”, comenta Menegol.

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O presidente explica que o calor intenso e a seca têm complicado muito, e as condições não são favoráveis. Em Vilhena, geralmente, as chuvas começam entre os dias 10 e 15 de setembro, mas até agora não há previsão”, explica Menegol.

A situação reflete a cautela dos produtores em não comprometer o desenvolvimento inicial das lavouras de soja, que dependem de umidade adequada no solo para plantio. Assim, a janela de plantio pode ser ajustada conforme as condições climáticas se tornem mais propícias nos próximos dias.

Gabriel Almeida

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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SOJA

Vazio sanitário da soja já está em vigência em Mato Grosso

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Dados do Indea demonstram que a cultura da soja está em expansão no Estado. – Foto por: Indea

 

O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) informa que o período do vazio sanitário da soja em Mato Grosso da safra 2025/26 já está em vigência. O período que proíbe a existência de qualquer estágio vegetativo de soja, visando diminuir incidência da ferrugem asiática, começou na segunda (8.6) e vai até o dia 06 de setembro, conforme previsto na Instrução Normativa Conjunta nº 001/2026 entre o Indea e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Durante o período de 90 dias de vigência da fase proibitiva de plantio de soja, o Indea realizará fiscalizações nas propriedades produtoras para verificar se o vazio sanitário está sendo cumprido.

A medida fitossanitária foi instituída pelo Indea em 2006, por sugestão de produtores e pesquisadores que perceberam a necessidade de controlar a principal doença da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, além de outras pragas e doenças da cultura.

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O fungo que causa a ferrugem asiática da soja precisa de hospedeiro vivo (plantas vivas de soja) para se desenvolver e multiplicar, ao eliminar as plantas de soja na entressafra quebra-se o ciclo do fungo, retardando o surgimento da doença na safra seguinte.

A ferrugem asiática provoca a desfolha precoce da planta, impedindo a completa formação dos grãos, o que gera redução na produtividade, sendo considerada uma praga de importância econômica para Mato Grosso.

O produtor rural que foi pego descumprindo está sujeito a multa 30 Unidades de Padrão Fiscal (UPFs), no valor atual de R$ 7.855,20, mais 02 UPFs por hectare da área reservada ao plantio.

Produção

Dados do Indea demonstram que a cultura se encontra em expansão no Estado. Na safra 2024/2025 foram cadastradas 16.324 unidades de produção (UPs), com total de área de 11.353.852 hectares. Já na safra 2025/2026 foram cadastradas 16.610 UPs, com uma área de 11.706.361 hectares, resultando em um incremento de 352.509 hectares de soja.

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Luciana Cury | Indea

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

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SOJA

Soja responde por 84% das exportações do Piauí em maio

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Divulgação

A soja reafirmou sua liderança no agronegócio do Piauí ao responder por 83,9% das exportações estaduais em maio. Segundo dados do setor, a oleaginosa movimentou cerca de R$ 460,5 milhões, de um total de R$ 549 milhões exportados pelo estado no período, consolidando o Cerrado piauiense como uma das principais fronteiras agrícolas do país.

Atualmente, a cultura ocupa aproximadamente 1,2 milhão de hectares no estado, com forte concentração na região do Matopiba. Municípios como Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Bom Jesus e Santa Filomena são responsáveis por cerca de 75% da produção estadual, destacando-se entre os maiores polos produtores de grãos do Brasil.

Apesar da queda de 15,7% nas exportações em comparação com maio de 2025, o agronegócio manteve saldo positivo na balança comercial. O resultado foi impulsionado pela redução de 75% nas importações, garantindo um superávit próximo de R$ 496 milhões no mês.

Além da soja em grão, o estado também exporta farelo de soja, óleos vegetais, mel natural e outros produtos agroindustriais, ampliando a geração de valor dentro da cadeia produtiva. A China segue como principal destino das exportações piauienses, absorvendo cerca de dois terços dos embarques realizados em maio.

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Com investimentos em armazenagem, logística, infraestrutura e tecnologia, o Cerrado do Piauí continua ampliando sua competitividade. O desempenho da soja reforça a importância do estado no abastecimento dos mercados internacionais e fortalece o papel do Matopiba como uma das regiões mais estratégicas para a produção brasileira de alimentos, fibras e energia.

Redação RDM Online

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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SOJA

Chuvas favorecem soja 2026 em Roraima, mas El Niño preocupa

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Foto: Abiove

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia, o calendário de cultivo da soja em Roraima apresenta características distintas em relação ao restante do país por coincidir com a estação chuvosa da região. A condição climática, marcada pela regularidade das precipitações, garante maior segurança produtiva e estabilidade no rendimento das lavouras. O zoneamento agrícola para a cultura no estado começou no fim de março e segue até meados de junho, período considerado mais adequado devido às condições favoráveis de chuva.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o cenário da safra 2026 tem sido positivo até o momento. Desde o início da janela recomendada para semeadura, o estado registra chuvas frequentes e, em alguns períodos, volumes expressivos de precipitação, favorecendo a emergência das plantas e a formação adequada do estande. O levantamento aponta ainda que as perdas observadas até agora permanecem reduzidas, reflexo da regularidade das chuvas, da ausência de deficiência hídrica e das temperaturas consideradas favoráveis ao desenvolvimento da cultura.

Nas próximas semanas, as lavouras devem entrar em fases de maior demanda hídrica, tornando a manutenção das chuvas um fator decisivo para o desempenho produtivo. Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia, a estação chuvosa em Roraima é influenciada principalmente pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), cuja posição mais ao sul entre abril e agosto favorece chuvas intensas e persistentes. Historicamente, junho e julho representam o pico da estação chuvosa, com acumulados que frequentemente superam 250 milímetros, volumes considerados suficientes para atender à demanda hídrica da soja quando distribuídos de forma equilibrada ao longo do ciclo. A partir de agosto, porém, o deslocamento sazonal da ZCIT para latitudes mais ao norte reduz gradativamente as precipitações, elevando o risco de déficit hídrico em áreas de plantio tardio.

O relatório alerta, no entanto, que a estabilidade produtiva da safra pode ser comprometida pela atuação do fenômeno El Niño. O aquecimento anômalo das águas do Pacífico Equatorial altera a circulação atmosférica tropical e provoca redução e irregularidade das chuvas na porção norte da Amazônia durante a primavera e o verão. Esse cenário tende a antecipar o fim da estação chuvosa e aumentar o risco de secas severas, afetando diretamente o suprimento hídrico necessário ao desenvolvimento da soja e ampliando a possibilidade de perdas nas lavouras.

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A previsão climática elaborada em conjunto pelo Instituto Nacional de Meteorologia, Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos e Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos indica que, entre junho e agosto, os volumes de chuva podem ficar até 50 milímetros abaixo da média climatológica em Roraima. O cenário reforça a preocupação com as fases de maior exigência hídrica da cultura.

Diante desse quadro, os órgãos meteorológicos recomendam atenção redobrada ao planejamento das atividades agrícolas no estado. A orientação é para que produtores acompanhem continuamente as atualizações climáticas e meteorológicas, utilizando as informações como suporte à tomada de decisões no manejo das lavouras, na redução de riscos operacionais e na organização das operações de campo.

Agrolink – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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