Algodão
Algodão colorido e agroecológico conquista passarelas no Brasil e no exterior

Saulo Coelho/Embrapa
O algodão colorido desenvolvido pela Embrapa foi mais uma vez atração em desfile de moda na Itália.
A coleção Calunga, da empresa Natural Cotton Color, confeccionada a partir do algodão colorido orgânico produzido da Paraíba, esteve presente em um dos principais eventos de moda sustentável, Beyond the Claim, nesta sexta-feira (20).
O evento ocorreu no Museo Nazionale Scienza e Tecnologia Leonardo da Vinci, durante a Semana de Moda de Milão.
Desfile no Rio Grande do Norte

Na semana passada, foi a vez do algodão agroecológico subir às passarelas no Rio Grande do Norte. A maior fábrica têxtil da América Latina, a Guararapes, foi palco do lançamento da nova coleção de verão da Riachuelo, com roupas produzidas a partir de matéria-prima do projeto Pró-Sertão.
O Pró-Sertão é uma iniciativa do Instituto Riachuelo, que visa fortalecer a cadeia produtiva do algodão no Rio Grande do Norte, com ações que vão desde o campo, por meio do incentivo do cultivo agroecológico, até a indústria têxtil e o artesanato local.
A Embrapa Algodão é parceira deste projeto que beneficia centenas de agricultores no sertão potiguar e gera 4 mil empregos diretos no estado.
Algodão colorido
O algodão colorido é um produto diferenciado para a agricultura familiar, com foco na sustentabilidade econômica e ambiental.
Além de gerar renda para o pequeno produtor, o algodão colorido natural não necessita de tingimento, reduzindo a utilização de água e de produtos químicos no processo de obtenção do tecido.
Por meio do melhoramento genético convencional, a Embrapa Algodão desenvolveu as cultivares de algodão colorido BRS Jade, BRS Safira, BRS Topázio, BRS Verde, BRS Rubi e BRS 200 Marrom.
O algodão colorido subiu às passarelas pela primeira vez em 2004, na São Paulo Fashion Week, com o estilista Ronaldo Fraga. Desde então, as peças confeccionadas com as variedades de algodão colorido vêm abrindo caminho no mundo da moda. O produto também esteve presente na Fashion Rio, além de desfiles em Paris e Milão.
Algodão em consórcios agroecológicos
O cultivo do algodão agroecológico consorciado com outras culturas alimentares como milho, feijão, gergelim e amendoim, mandioca, dentre outras, por agricultores familiares, com certificação orgânica participativa, tem sido outra alternativa disponibilizada pela Embrapa e instituições parceiras para promover a segurança alimentar e a preservação do meio ambiente.
A metodologia de capacitação dos produtores se dá por meio das Unidades de Aprendizagem e Pesquisa Participativa, respeitando os saberes locais e promovendo a consciência ambiental. O aprendizado vai desde a produção (com foco conservacionista), certificação e comercialização da pluma no comércio justo, com preços acima do algodão convencional.
Agenda 2030
O algodão colorido e agroecológico são tecnologias voltadas para a sustentabilidade econômica, ambiental e social, alinhados à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).
Nesta agenda foram estabelecidos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que abordam os principais desafios de desenvolvimento enfrentados no Brasil e no mundo. As tecnologias se alinham especialmente ao Selo ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis.
*Sob supervisão de Victor Faverin
Gabriel Cavalheiro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Algodão
Semeadura de algodão nos EUA avança acima da média e mercado monitora impacto nos preços

Reprodução/Portal do Agronegócio
A semeadura da safra 2026/27 de algodão nos Estados Unidos segue em ritmo acelerado e já supera os índices registrados na temporada passada e a média histórica dos últimos anos. O avanço do plantio, aliado à melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras, mantém o mercado internacional atento ao comportamento da oferta e dos preços da fibra na bolsa de Nova York.
Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos apontam que 41% da área projetada para o algodão já havia sido semeada até 17 de maio.
O percentual representa avanço de 3 pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra 2025/26 e também fica 1 ponto percentual acima da média dos últimos cinco anos.
Clima melhora e reduz preocupações nas áreas produtoras
Nas últimas semanas, condições climáticas desfavoráveis em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos chegaram a gerar preocupação no mercado internacional de algodão.
Entretanto, conforme destaca o levantamento do instituto, os últimos dias foram marcados por melhora no clima, além da previsão de chuvas mais volumosas para áreas estratégicas de produção.
O cenário climático mais favorável tende a beneficiar o desenvolvimento inicial das lavouras e pode influenciar diretamente as expectativas de produtividade da safra norte-americana.
Mercado acompanha próximo relatório do USDA
O mercado agora concentra atenção no próximo relatório oficial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que deverá trazer informações mais detalhadas sobre as condições das lavouras em campo.
A expectativa dos agentes é de que o novo levantamento apresente um panorama mais consistente sobre o potencial produtivo da safra 2026/27, especialmente após as recentes oscilações climáticas observadas no cinturão produtor norte-americano.
Safra dos EUA influencia preços do algodão global
Os Estados Unidos permanecem entre os maiores exportadores mundiais de algodão e exercem forte influência sobre a formação dos preços internacionais da commodity.
Por isso, o desenvolvimento da safra norte-americana segue no radar de traders, indústrias têxteis e produtores rurais em diversos países, incluindo o Brasil.
Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o comportamento das lavouras nos Estados Unidos deverá continuar sendo um dos principais fatores de impacto sobre os contratos futuros do algodão negociados na bolsa de Nova York nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Algodão
Alta internacional impulsiona comercialização do algodão em Mato Grosso

Boletim de comercialização do Imea aponta avanço das negociações das safras 2025/26 e 2026/27 – Arquivo
A comercialização do algodão em Mato Grosso avançou em abril de 2026, impulsionada pelo cenário favorável no mercado internacional. É o que aponta o novo boletim de comercialização do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (5). A valorização das cotações da fibra no exterior, especialmente na bolsa de Nova York, tem estimulado os cotonicultores mato-grossenses a negociarem maiores volumes da produção.
De acordo com o relatório, a comercialização da safra 2025/26 avançou 3,40 pontos percentuais no mês, alcançando 68,89% da produção estimada. O percentual está 3,01 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos.
Já para a safra 2026/27, as negociações atingiram 21,22% da produção projetada, com avanço mensal de 7,39 pontos percentuais, o maior desde o início das negociações, mantendo-se em linha com a média histórica.
Segundo o Imea, o movimento reflete a valorização dos preços do algodão no mercado internacional, especialmente na bolsa de Nova York, onde os contratos registraram as maiores cotações dos últimos dois anos.
Esse cenário tem estimulado os cotonicultores mato-grossenses a negociar maiores volumes da fibra, aproveitando o momento mais favorável de preços.
“Estamos observando um cenário mais favorável para o algodão no mercado internacional, com os contratos atingindo os melhores níveis dos últimos dois anos. Isso tem contribuído para o avanço das negociações, principalmente da safra futura”, destacou o coordenador de inteligência de mercado agropecuário do Imea, Rodrigo Silva.
MT tem redução de área, mas produtividade apresenta ajuste positivo
O Imea reduziu, neste mês de maio, a estimativa de área destinada ao algodão para a safra 2025/26 em Mato Grosso. A projeção ficou em 1,38 milhão de hectares, um recuo de 3,33% ante a estimativa anterior, e de 11,11% em relação à safra 2024/25.
Segundo o boletim, a redução está associada à perspectiva de rentabilidade mais apertada para a cultura, diante dos elevados custos de produção. Com isso, parte dos cotonicultores optou por reduzir as áreas destinadas à cotonicultura e priorizar talhões considerados mais produtivos.
Apesar do ajuste na área, o Imea elevou a projeção de produtividade das lavouras em 2,34% frente ao relatório anterior, estimando rendimento médio de 297,69 arrobas/hectare. Ainda assim, o volume permanece 5,53% abaixo do consolidado da safra 2024/25.
Conforme o instituto, a revisão positiva da produtividade está relacionada às condições favoráveis observadas nos primeiros meses após a semeadura, que contribuíram para melhor desenvolvimento vegetativo das lavouras e maior potencial produtivo.
Para os próximos meses, o acompanhamento climático segue no radar do setor, já que as condições do tempo permanecem entre os principais fatores para a consolidação da produtividade da safra.
Diante dos ajustes, a produção de algodão em caroço para a safra 2025/26 foi projetada em 6,14 milhões de toneladas, queda de 1,06% ante a estimativa anterior e recuo de 16,04% em relação à safra de 2024/25.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Algodão
EUA ampliam área de algodão para safra 26/27

Foto: Canva
Segundo dados da análise semanal divulgada na segunda-feira (6) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos apontou aumento na área de cultivo de algodão nos Estados Unidos para a safra 2026/27.
De acordo com o relatório, “a área foi estimada em 3,90 milhões de hectares, alta de 4,00% em relação à safra 2025/26”.
O documento indica ainda que, na comparação com o ciclo anterior, a área destinada ao cultivo deverá crescer ou se manter estável em 11 dos 17 principais estados produtores norte-americanos.
A principal variação ocorre no Texas, maior produtor do país, onde a área foi estimada em 2,23 milhões de hectares, ante 2,15 milhões registrados na safra anterior.
Apesar da projeção de aumento na área plantada, o relatório aponta que a área efetivamente colhida segue como ponto de atenção. “Na safra passada, foram colhidos 3,16 milhões de hectares frente aos 3,76 milhões semeados, resultando no abandono de 15,96% no ciclo”, destaca a análise.
Segundo o levantamento, esse cenário reforça a necessidade de acompanhamento das condições climáticas e do desenvolvimento das lavouras ao longo da temporada.
O relatório também informa que, a partir de segunda-feira (6), o USDA iniciará a divulgação do monitoramento semanal das atividades a campo e das condições das lavouras no país.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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