Conecte-se Conosco

Destaque

Ager-MT aplica multa de R$ 4 milhões à Usina Hidrelétrica Colíder

Publicado

em

Foto: Assessoria

 

 

A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) aplicou R$ 4,7 milhões em multas na Usina Hidrelétrica (UHE) Colíder. A penalidade é decorrente de fiscalização realizada pela Superintendência Reguladora de Energia (SRE) da Agência.

Nas instalações da usina foram identificadas irregularidades relativas ao Plano de Ação e Emergência (PAE), documento que estabelece orientações técnicas e administrativas para atuação rápida e de maneira ordenada em incidentes.

Publicidade

Na avaliação da equipe de fiscalização, o PAE estava em desacordo com a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). A multa foi aplicada em abril e a decisão por mantê-la, após julgado o recurso, foi ratificada pela Diretoria Executiva Colegiada da Ager-MT no dia 12 de setembro.

A atuação da Agência decorre de convênio de descentralização firmado junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que delegou à autarquia as atividades de fiscalização e ouvidoria dos serviços de energia elétrica no Estado de Mato Grosso.

Ainda cabe recurso contra a decisão da Ager-MT, a ser apreciado pela diretoria da ANEEL.

Canal de Ouvidoria

A Ager-MT atende denúncias, sugestões e elogios da população sobre a prestação de serviços públicos de energia elétrica, rodovias, balsas, ferrovia, transporte intermunicipal de passageiros, gás natural canalizado e saneamento básico pela Ouvidoria, nos telefones 0800 647 6464, (65) 9 9675-8719 (WhatsApp) e 0800 727 0167 (específico energia elétrica), e pelo e-mail [email protected]

Publicidade

Leiagora

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

Mídia Rural, sua fonte confiável de informações sobre agricultura, pecuária e vida no campo. Aqui, você encontrará notícias, dicas e inovações para otimizar sua produção e preservar o meio ambiente. Conecte-se com o mundo rural e fortaleça sua

Continue Lendo
Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Destaque

Estados adotam medidas sobre tilápia importada e ampliam debate sobre competitividade da piscicultura brasileira

Publicado

em

Peixe BR – Divulgação

A importação de filé de tilápia do Vietnã voltou ao centro das discussões no setor aquícola brasileiro após a adoção de medidas por governos estaduais que buscam avaliar impactos econômicos e sanitários da entrada do produto no mercado nacional.

Nos últimos dias, São Paulo e Pernambuco anunciaram iniciativas relacionadas à comercialização da tilápia importada, em decisões acompanhadas de perto por produtores e entidades ligadas à piscicultura brasileira.

Em São Paulo, o governo estadual informou que deverá publicar um decreto estabelecendo a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o filé de tilápia importado. A medida busca equiparar as condições tributárias entre o produto estrangeiro e o pescado produzido no país.

Já em Pernambuco, a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária (Adagro) publicou uma portaria suspendendo a comercialização de pescados que possam representar riscos sanitários à atividade aquícola estadual. A decisão inclui produtos relacionados à importação de tilápia e foi fundamentada em critérios de proteção sanitária da produção local.

Publicidade

Setor defende isonomia tributária e sanitária

A entrada da tilápia vietnamita no mercado brasileiro tem gerado preocupação entre produtores nacionais, que argumentam haver diferenças nas exigências tributárias e sanitárias aplicadas aos produtos importados e aos produzidos internamente.

Representantes da cadeia produtiva defendem a adoção de mecanismos que garantam condições equivalentes de concorrência, especialmente em um setor que tem apresentado forte crescimento nos últimos anos e se consolidado como uma importante atividade econômica em diversas regiões do país.

A discussão envolve tanto questões de competitividade econômica quanto aspectos relacionados à segurança sanitária, considerados fundamentais para a manutenção da produção aquícola brasileira.

Outros estados acompanham o tema

Publicidade

Além de São Paulo e Pernambuco, outros estados também analisam possíveis medidas relacionadas ao assunto. Entre eles estão Mato Grosso e Bahia, que acompanham os desdobramentos da discussão sobre a importação de pescado e seus reflexos para os produtores locais.

O tema tem mobilizado entidades do setor, empresas, cooperativas e lideranças da piscicultura, que buscam diálogo com órgãos governamentais para avaliar impactos e construir alternativas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva nacional.

A tilápia é atualmente a principal espécie cultivada pela piscicultura brasileira e responde por grande parte da produção aquícola do país. Por isso, qualquer alteração nas condições de mercado envolvendo o produto tende a gerar repercussão significativa em toda a cadeia, desde os produtores até a indústria de processamento e distribuição.

Enquanto novas decisões são analisadas por estados e órgãos reguladores, o setor segue acompanhando o tema e defendendo medidas que garantam equilíbrio competitivo e segurança sanitária para a produção nacional.

Fonte: CenárioMT

Publicidade

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Destaque

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Publicado

em

Aplicação dos organominerais no solo para experimentos de campo. – Foto por: Arquivo/Pesquisador

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Legenda – . Ensaios Laboratoriais com organomineral composto por cinza de biomassa desenvolvido através dos projetos apoiados pela FAPEMAT. – Créditos – Arquivo/pesquisadora

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Publicidade

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Legenda – Produção de feijão-caupi utilizando organomineral à base de cinza de biomassa. – Créditos – Arquivo/pesquisadora

Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

Publicidade

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Widson Ovando | Fapemat

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Publicidade
Continue Lendo

Destaque

Banimento do glifosato pode pesar no bolso

Publicado

em

O ensaio destaca que o impacto de uma medida desse tipo não ficaria restrito ao campo – Foto: Divulgação

Uma interrupção regulatória sobre um insumo central para a produção agrícola pode gerar efeitos em cadeia sobre o campo, o crédito, a conservação do solo e o custo dos alimentos. A avaliação é de Lothar Langer Jr., estrategista e executivo de transformação do agronegócio, que analisa o cenário em torno da proposta de banimento do glifosato pelo Ministério Público e seus possíveis impactos sobre a estrutura produtiva nacional.

A discussão, segundo a análise, vai além de uma disputa ideológica. O ponto central está na dependência de uma cadeia complexa, em que decisões burocráticas repentinas podem alterar a dinâmica de manejo das lavouras e afetar etapas que vão da produção rural ao consumo final. O glifosato é apresentado como um insumo crucial para o funcionamento dessa engrenagem, e sua eventual restrição expõe a vulnerabilidade de um sistema que sustenta parte relevante do desempenho agrícola do país.

O ensaio destaca que o impacto de uma medida desse tipo não ficaria restrito ao campo. A retirada abrupta de uma ferramenta utilizada no manejo agrícola poderia pressionar o financiamento rural, mudar práticas relacionadas à sustentabilidade do solo e criar novos custos para produtores. Em uma cadeia interligada, esses efeitos tendem a se espalhar para outros elos, alcançando a formação de preços e, consequentemente, a mesa do consumidor.

A análise também chama atenção para o papel da governança regulatória e da ciência tropical na definição do futuro da segurança alimentar. Em um país com grande diversidade de ambientes produtivos, decisões sobre insumos agrícolas exigem avaliação técnica, previsibilidade e compreensão dos efeitos práticos sobre a produção. Sem esse equilíbrio, medidas tomadas de forma repentina podem ampliar incertezas e afetar a estabilidade de uma atividade estratégica para a economia.

Publicidade

Agrolink – Leonardo Gottems

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

Continue Lendo

Tendência