Agricultura
Brasil conquista 20 novos mercados em seis países

Brasil conquista 20 novos mercados em seis países
O Peru autorizou a importação de erva-mate, o Reino Unido e o México autorizaram a importação de erva-mate processada, incrementando a presença desse produto no mercado internacional e consolidando o Brasil como importante fornecedor global dessa “commodity”.
O farelo de mandioca brasileiro foi liberado para exportação para Austrália, Peru, Reino Unido, Angola, México e Coreia do Sul, o que amplia o alcance desse produto em outros mercados.
A polpa cítrica desidratada teve sua exportação aprovada para Austrália, México, Reino Unido, Angola e Coreia do Sul, consolidando a liderança brasileira no setor de cítricos.
Foi obtida aprovação para exportar feno (“alfalfa hay” e “timothy hay”) para Peru, Angola e Coreia do Sul, além de feno processado para o Reino Unido. Com isso, são criadas novas oportunidades no setor de alimentação animal e diversificados os possíveis destinos exportadores.
Adicionalmente, abriu-se o mercado de flor seca de cravo-da-índia e fibra de coco no Peru, o que amplia a variedade de produtos agrícolas que pode ser exportada para esse mercado.
Com essas vinte novas autorizações, o agronegócio brasileiro chega à 158ª abertura de mercado em 2024, totalizando 236 aberturas novas oportunidades desde o início de 2023, consolidando o protagonismo do Brasil no comércio agrícola internacional.
Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Fonte: MAPA
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Inteligência artificial utilizada para proteger citricultura

Imagem: reprodução/pensaragro
O avanço do greening, doença que ameaça a citricultura mundial e já provoca perdas bilionárias em São Paulo, levou Minas Gerais a acelerar uma ofensiva tecnológica para tentar impedir que o problema comprometa a expansão dos pomares no estado. O Governo de Minas Gerais anunciou um investimento de R$ 3 milhões em um projeto que usará inteligência artificial, drones e sensores de alta precisão no monitoramento da doença.
Batizado de “Citros Guard 4.0”, o programa reúne o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV) em uma tentativa de evitar que Minas repita o cenário enfrentado por produtores paulistas, onde o greening já alterou a geografia da produção e elevou os custos de controle nos pomares.
Pragas avançam nas pastagens
A preocupação não é pequena. O greening já foi identificado em 92 municípios mineiros e é considerado hoje a doença mais destrutiva da citricultura. Transmitida por um inseto conhecido como psilídeo, a praga reduz drasticamente a produtividade, compromete a qualidade dos frutos e pode inviabilizar plantações inteiras. Em casos sem controle adequado, as perdas podem chegar a 80%.
O movimento acontece justamente em um momento de expansão da citricultura mineira. Minas Gerais vem atraindo investimentos de empresas do setor que buscam áreas menos pressionadas pela doença e condições climáticas mais favoráveis. Hoje, o estado já ocupa a segunda posição nacional na produção de citros e produziu mais de 1,2 milhão de toneladas de laranja, limão e tangerina em 2024.
A estratégia do governo mineiro é transformar regiões ainda livres do greening em nova fronteira de expansão da citricultura brasileira. Norte de Minas, Noroeste, Vale do Jequitinhonha e Vale do Rio Doce aparecem entre as áreas consideradas prioritárias para contenção sanitária.
O projeto aposta em drones equipados com câmeras térmicas e sensores multiespectrais capazes de identificar plantas infectadas antes mesmo dos sintomas aparecerem visualmente. As imagens serão processadas por sistemas de inteligência artificial para mapear focos da doença e acelerar as ações de contenção.
A corrida contra o greening ganhou força porque o problema já afeta diretamente a produção brasileira de laranja. A safra nacional enfrenta redução provocada pela combinação entre clima adverso e avanço da doença, cenário que elevou preços da fruta e do suco de laranja no mercado internacional nos últimos meses.
Com a ofensiva tecnológica, Minas tenta evitar que a praga comprometa justamente um dos setores que mais avançam no agronegócio estadual. Além da expansão da produção, o estado busca consolidar espaço na exportação de frutas e no abastecimento da indústria de suco, mercado historicamente dominado por São Paulo.
Com Pensar Agro
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Município altera edital da agricultura familiar para escolas

Gerada por IA
A Prefeitura de Santa Rita do Trivelato (445 km de Cuiabá) publicou um termo de retificação da Chamada Pública nº 001/2026, que trata da aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar destinados à alimentação escolar dos alunos da rede municipal de ensino.
A medida altera pontos do edital original e também prorroga a data da sessão pública para o próximo dia 27 de maio, às 8h30.
Conforme o documento, a chamada pública tem como objetivo a compra direta de produtos da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural para abastecimento da merenda escolar no exercício de 2026.
O procedimento atende às exigências da Lei Federal nº 11.947/2009, atualizada pela Lei nº 15.226/2025, que estabelece percentual mínimo de 45% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) destinados à aquisição de produtos oriundos da agricultura familiar.
No termo de retificação, a Prefeitura informa que houve alteração na redação do edital e dos anexos da chamada pública, sem detalhar no extrato quais pontos específicos foram modificados.
Além da mudança no conteúdo do edital, a gestão municipal decidiu ampliar o prazo para participação dos interessados, prorrogando a abertura da sessão pública.
Os produtores rurais e empreendedores familiares interessados poderão acessar gratuitamente o edital atualizado por meio do portal oficial da Prefeitura de Santa Rita do Trivelato.
A administração municipal também disponibilizou atendimento presencial no setor de credenciamento, além de contato telefônico e eletrônico para esclarecimento de dúvidas relacionadas ao processo.
O termo de retificação foi assinado pelo agente de contratação da Prefeitura, Marcos da Silva Nascimento, no último dia 12 de maio.
Gislaine Morais/VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Robôs rurais inteligentes já identificam pragas imperceptíveis

Imagem: IA/MSN
Os robôs agrícolas inteligentes deixaram de ser uma promessa distante e já atuam em lavouras reais, detectando pragas antes que sejam visíveis a olho nu, reduzindo o uso de agrotóxicos e compensando a crescente escassez de mão de obra no campo. Entender essa transformação é essencial para quem acompanha o futuro da agricultura.
O que está mudando na agricultura com a chegada dos robôs inteligentes?
A robótica avançada chegou ao campo com uma proposta concreta: identificar doenças, plantas daninhas e deficiências nutricionais antes que causem prejuízos visíveis. Esses equipamentos percorrem as plantações coletando dados térmicos em tempo real para antecipar problemas que comprometem a produção.
Com o apoio da inteligência artificial, as máquinas aplicam produtos químicos apenas nas áreas que realmente necessitam de tratamento. Esse método de precisão reduz custos para o produtor rural e protege a saúde do solo a longo prazo.
Detecção precoce: Câmeras térmicas e sensores identificam pragas antes de qualquer sintoma visível nas plantas
Uso eficiente da água: Sistemas autônomos otimizam a irrigação e reduzem o desperdício hídrico nas lavouras
Menos agrotóxicos: A pulverização seletiva atua somente nas zonas afetadas, reduzindo o impacto ambiental
Mapas digitais: Robôs geram mapeamentos detalhados do terreno consultáveis por aplicativos móveis
Apoio ao produtor: Máquinas autônomas reduzem o esforço físico e complementam o trabalho humano no campo
Como a falta de trabalhadores rurais está acelerando a automação agrícola?
O campo enfrenta uma crise estrutural relacionada à escassez de trabalhadores especializados. Atividades como a colheita de frutas e determinadas tarefas hortícolas encontram cada vez mais dificuldades para contratar profissionais, tornando a automação uma resposta urgente e necessária.
A pulverização seletiva permite que máquinas autônomas apliquem defensivos apenas nas áreas afetadas da lavoura.© Imagem gerada por inteligência artificial
Nesse contexto, os robôs agrícolas passaram a desempenhar funções de apoio que aliviam as tarefas mais exigentes fisicamente. O objetivo central não é substituir o trabalhador, mas melhorar suas condições de trabalho e elevar a produtividade geral das propriedades rurais.
De que forma os robôs identificam pragas invisíveis antes da colheita?
Um dos avanços mais expressivos dessa tecnologia é a capacidade de identificar doenças, ervas daninhas e carências nutricionais sem que qualquer sintoma seja perceptível a olho nu. Essa habilidade permite intervenções rápidas, evitando perdas significativas na safra de culturas sensíveis.
Como a tecnologia de precisão protege o solo e o bolso do agricultor
Em vez de aplicar defensivos sobre toda a área cultivada, os robôs agrícolas inteligentes atuam exclusivamente nas zonas afetadas. Combinando câmeras térmicas, sensores LIDAR e algoritmos de inteligência artificial, esses sistemas percorrem as lavouras de forma autônoma enquanto analisam o estado das plantas e do solo em tempo real.
Essa abordagem representa uma economia expressiva para o produtor rural e uma redução direta da carga química no meio ambiente. Culturas sensíveis como vinhedos, olivais e pomares são as que mais se beneficiam dessa detecção antecipada, já que pragas podem se alastrar rapidamente em períodos de calor e umidade elevados.
A incorporação dessas máquinas também viabiliza a geração de mapas detalhados do terreno e do estado dos cultivos. Essas informações podem ser acessadas posteriormente por plataformas digitais e aplicativos, permitindo uma gestão agrícola muito mais eficiente e baseada em dados concretos.
*Câmeras térmicas que captam variações de temperatura nas plantas antes de qualquer sintoma visível
*Sensores LIDAR que mapeiam com precisão o relevo e a densidade da vegetação em cada área
*Algoritmos de inteligência artificial que interpretam os dados coletados e indicam pontos críticos de intervenção
*Sistemas de navegação autônoma que permitem ao robô percorrer a lavoura sem supervisão constante
Quais são os principais obstáculos para expandir o uso desses robôs?
Apesar dos avanços tecnológicos acelerados, o maior entrave para a expansão dos robôs agrícolas inteligentes ainda é econômico e estrutural. Encontrar modelos de negócio viáveis para propriedades de médio e pequeno porte é o verdadeiro desafio do setor.
A automação no campo surge como uma solução estratégica para enfrentar a escassez de mão de obra rural.© Imagem gerada por inteligência artificial
Outro problema relevante é a conectividade nas áreas rurais. Muitas regiões ainda carecem de cobertura estável ou redes de dados suficientes para garantir o funcionamento contínuo dos sistemas autônomos que dependem de troca de dados em tempo real para operar.
*Custo inicial elevado que dificulta o acesso de pequenos e médios produtores rurais
*Fragmentação das propriedades, tornando mais complexo o aproveitamento pleno das máquinas autônomas
*Falta de conectividade estável em diversas zonas rurais, comprometendo a operação dos sistemas
*Necessidade de adaptação tecnológica a condições climáticas extremamente variáveis no campo
Como será a agricultura conectada e inteligente do futuro?
A agricultura do futuro se perfila como um ecossistema totalmente integrado, no qual o produtor poderá gerenciar grande parte da sua propriedade pelo celular. Sensores, imagens de satélite, robôs e sistemas de inteligência artificial vão compartilhar informações de forma contínua e automatizada.
A combinação de automação, internet das coisas e inteligência artificial permitirá avançar em direção a um modelo produtivo mais eficiente e sustentável. O objetivo central é produzir mais alimentos utilizando menos recursos naturais, reduzindo o impacto ambiental, uma prioridade crescente em todo o mundo.
Com MSN
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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