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Agricultura

Senar-SP e Sindicato Rural de Itapeva promovem curso de capacitação de produção de morango orgânico

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Produtores e trabalhadores rurais dos bairros de Lagoa Grande, Morro Cavado, Cercadinho, Guarizinho e Rodinha, no município de Itapeva, participaram durante sete meses do Programa do Morango Orgânico oferecido pelo Senar-SP em parceria com o Sindicato Rural.

Toda produção é orgânica, ou seja, sem utilização de agroquímicos de moléculas sintéticas. O objetivo do Programa é capacitar profissionalmente pequenos produtores e trabalhadores rurais na produção de morango em sistema orgânico, visando à obtenção de produtos saudáveis, competitivos no mercado e menor agressão ao meio ambiente.

O programa ofereceu informações desde o preparo do solo até a comercialização do morango. Foram sete módulos, de março a setembro, proporcionando teoria atrelada à prática, com um cronograma completo que incluiu preparação de solo, plantio, manejo e tratos culturais, conhecimento sobre pragas e doenças, colheita e beneficiamento, e custo da produção e comercialização.

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Sônia Masumi Yamamoto, instrutora do Senar há mais de 20 anos, explica que “o programa mostra que o produtor não precisa fazer uso de insumos de moléculas artificiais, pois é possível controlar pragas e doenças com produtos orgânicos permitidos pela agricultura orgânica”. E é também possível “produzir morango de qualidade, sem o uso do que a gente chama de defensivos químicos e moléculas sintéticas.”

Para a produtora rural Ana Alice, o programa traz muito aprendizado e a possibilidade de tirar sustento da terra. “Minha expectativa é vender o morango diretamente à mesa do cliente, sem a interferência do atravessador. Para vender num preço bom às pessoas e um produto saudável”, conclui.

A produtora Sandra Galvão diz que o Programa de Morango Orgânico proporcionou muito conhecimento e foi uma novidade para ela, que só trabalhava com hortaliças. “O morango me surpreendeu, pois com sua produção e venda consegui pagar todas as minhas contas e fazer uma poupança, coisa que há muito tempo não conseguia.”

Leandro Silva Quevedo, coordenador do Sindicato Rural de Itapeva, afirma que é importantíssimo ver os produtores, principalmente os de olericultura, diversificando culturas em suas propriedades. “Eles estão agregando valor e qualidade em toda a produção. E também qualidade de vida, saúde da família. É um ganho para todos, tanto para a família, como para quem vai consumir um produto orgânico de qualidade”, destacou.

Mario Teixeira

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Zarc do girassol é atualizado e amplia precisão na análise de risco climático no Brasil

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Foto: Dulce Mazer

O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou uma nova portaria que atualiza o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do girassol no Brasil, introduzindo mudanças que ampliam a precisão das análises e fortalecem a segurança para o produtor rural. A principal novidade é a adoção de seis classes de água disponível no solo, substituindo o modelo anterior, que trabalhava com apenas três categorias.

A atualização, chamada de Zarc Girassol – 06ADs, representa um avanço técnico importante ao incorporar novos parâmetros e bases de dados climáticos mais recentes. Segundo a Embrapa Soja, responsável pelos estudos, a nova metodologia considera fatores hídricos, térmicos e fitossanitários, permitindo uma leitura mais fiel das condições de cultivo em diferentes regiões do país.

Mais precisão para reduzir perdas no campo

O zoneamento define períodos e áreas com menor risco de perdas produtivas, considerando probabilidades de até 20%, 30% e 40% diante de eventos climáticos adversos. No entanto, os especialistas alertam que a ferramenta não indica, necessariamente, onde se obterão os maiores rendimentos, mas sim onde há menor risco de prejuízo.

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A principal mudança está na forma de calcular a água disponível no solo. Agora, além do teor de argila, passam a ser considerados também os níveis de silte e areia, o que permite uma avaliação mais detalhada das características de cada área produtiva. Essa abordagem torna o zoneamento mais próximo da realidade enfrentada pelos produtores no campo.

Outro avanço relevante é a possibilidade futura de integrar diferentes níveis de manejo do solo e sistemas produtivos às análises de risco, ampliando ainda mais a utilidade da ferramenta.

Clima e doenças entram no radar do produtor

A nova versão do Zarc também passa a associar condições climáticas ao risco de doenças nas lavouras, um fator decisivo para a produtividade. Doenças como o mofo branco, favorecido por clima frio e úmido, e a mancha de alternaria, associada a calor e excesso de chuva, passam a ser consideradas na definição das áreas e períodos de menor risco.

Essa integração permite ao produtor tomar decisões mais estratégicas, reduzindo perdas e aumentando a eficiência do cultivo.

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Cultura estratégica, mas com desafios

Apesar do potencial do girassol, a cultura ainda enfrenta limitações no Brasil. A Companhia Nacional de Abastecimento estima que a área cultivada na safra 2025/26 deve ultrapassar 63 mil hectares, concentrados principalmente em estados como Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

Entre os principais entraves estão a variabilidade climática e a disponibilidade de água, fatores que impactam diretamente o rendimento das lavouras. O girassol necessita de cerca de 500 a 700 milímetros de água ao longo do ciclo, sendo mais sensível à falta hídrica nas fases iniciais e na formação dos grãos.

Impacto direto em crédito e políticas públicas

O Zarc é uma ferramenta estratégica para o acesso ao crédito rural e programas de seguro agrícola, como o Proagro e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Desde 1996, suas recomendações são utilizadas para orientar financiamentos e reduzir riscos na atividade agropecuária.

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Segundo estudos técnicos, o Brasil perde cerca de R$ 11 bilhões por ano em função de eventos climáticos extremos, como secas, geadas e excesso de chuvas. Com a atualização, a expectativa é reduzir essas perdas e oferecer maior previsibilidade ao produtor.

A nova versão do zoneamento reforça o papel da ciência na agricultura brasileira e aponta para um cenário em que tecnologia, dados e gestão de risco se tornam cada vez mais decisivos para a sustentabilidade e competitividade do setor.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

A semente da fortuna: Conheça a ‘Santa Rosa’, a cultivar lendária que saiu do Sul para criar os impérios da soja em Mato Grosso e completa 60 anos

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Foto: Divulgação

 

Em 1966, durante a 1ª Fenasoja em Santa Rosa (RS), o Brasil assistia ao nascimento de um gigante silencioso. A cultivar “Santa Rosa” não era apenas mais uma semente; era a primeira soja genuinamente adaptada ao solo brasileiro. Se hoje Mato Grosso é uma potência global, o DNA desse sucesso remonta a esse grão rústico que completa seu 60º aniversário em 2026.

A história parece inacreditável: o grão que hoje sustenta 6% do PIB nacional chegou ao Brasil em 1914 como uma solução contra a fome. O pastor Albert Lehenbauer trouxe as sementes para colonos pobres no Sul, que a plantavam para consumo próprio e para alimentar suínos. Quem poderia imaginar que aquela “ração de porco” transformaria o Brasil no maior exportador mundial de soja?

O dia em que o Brasil deixou de depender dos EUA

Até os anos 60, o agricultor brasileiro era refém de sementes americanas, desenvolvidas para climas frios e que produziam pouco por aqui. A virada de chave aconteceu no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), sob a orientação dos doutores Leonard Williams e Shiro Miyasaka.

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Independencia
Durante décadas, a historiografia sustentou que os Estados Unidos teriam sido o primeiro país a reconhecer oficialmente a independência brasileira, em 1824, em consonância com os princípios da Doutrina Monroe.

Eles cruzaram linhagens americanas para criar um material genético superior. Mas foi no Rio Grande do Sul que o potencial explodiu. Multiplicada a partir de apenas 2 quilos de sementes, a Santa Rosa provou que conhecia a terra em que pisava, atingindo 91 centímetros de altura e uma rusticidade que as variedades estrangeiras não possuíam.

A conexão Mato Grosso: A semente que abriu as fronteiras

A Santa Rosa foi a “mãe” das lavouras de Mato Grosso. Nos anos 70, pioneiros como a família Daltrozo deixaram o Sul rumo ao Centro-Oeste levando essa semente na bagagem. Eles desbravaram Primavera do Leste (MT) enfrentando o desconhecido com a segurança que apenas a cultivar Santa Rosa oferecia.

O impacto da semente na ocupação do Cerrado foi definitivo:

  • Resiliência Genética: Adaptou-se a baixas latitudes, permitindo o plantio em MT e MS;
  • Base Científica: Serviu de matriz para as 159 cultivares desenvolvidas pela Embrapa Soja após 1975;
  • Logística Heroica: Produtores viajavam centenas de quilômetros de volta ao RS apenas para buscar as sementes originais;
  • Legado Familiar: Hoje, a terceira geração de produtores em MT ainda colhe os frutos dessa coragem pioneira.

De 206 mil para 179 milhões de toneladas

Os números são colossais. Em 1960, o Brasil produzia apenas 206 mil toneladas de soja. Para a safra 2025/26, a projeção da Conab é de surreais 179,2 milhões de toneladas. A produtividade média saltou de 1.000 kg para 4.000 kg por hectare, graças aos avanços genéticos inaugurados pela Santa Rosa.

Santa Rosa, a cidade gaúcha que batizou a cultivar e sedia a Fenasoja, tornou-se o endereço de origem de toda a riqueza que vemos hoje em cidades como Lucas do Rio Verde e Sorriso. “O Rio Grande do Sul teve coragem de plantar quando ninguém sabia o que a soja seria”, destaca Marcos Servat, presidente da Fenasoja.

A pesquisadora Mônica Zavaglia, da Embrapa Soja, reforça que o fio condutor que conecta o Brasil moderno ao agronegócio passa obrigatoriamente por 1966. Os primeiros cientistas da Embrapa foram formados no mesmo programa que criou a Santa Rosa.

60 anos de um legado que alimenta o mundo

Celebrar o 60º aniversário da Santa Rosa é reconhecer que o império da soja não começou em grandes escritórios, mas nas mãos de colonos que plantaram com esperança no noroeste gaúcho. Hoje, o “complexo soja” (grão, farelo e óleo) alimenta bilhões de pessoas em quatro continentes.

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O grão que era administrado nos cochos dos colonos virou o maior ativo do agronegócio brasileiro. E se você olhar para qualquer lavoura de soja em Mato Grosso nesta safra, saiba que, no fundo de cada planta, existe um pouco da história que começou há seis décadas em Santa Rosa.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Milho 2ª safra – Pressão de lagartas no cereal se intensifica na área da BR-163

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Sorriso (MT) – Seguiram recorrentes na segunda safra de milho deste ano os ataques de lagartas, principalmente da Spodoptera frugiperda, às chamadas biotecnologias de última geração. O relato vem da J&A Consultoria, atuante em toda a região da BR-163 e sediada na cidade mato-grossense de Sorriso. “Praticamente perdemos uma ferramenta que agregava eficiência ao manejo da cultura”, adianta Jeferson Brambilla, sócio fundador da empresa, responsável pela gestão de quase 90 mil hectares de cultivos naquele estado.

Engenheiro agrônomo, especialista em fertilidade de solo e nutrição de plantas, Brambilla destaca que praticamente 100% das áreas de milho da BR-163 registraram ataques recentes de Spodoptera.

“Este ano, estávamos mais preparados em comparação à safra anterior, quando as infestações de lepidópteros devem ter sido as mais intensas dos últimos anos”, acrescenta. “As primeiras áreas cultivadas nesta safrinha sofreram no enfrentamento da ‘Spodoptera’”, reforça Brambilla.

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Segundo o especialista, a recomendação da J&A Consultoria ao produtor remete a aplicações de inseticidas químicos e biológicos na contenção da lagarta.

“A integração dos biológicos ao manejo, principalmente dos baculovírus, têm nos trazido resultados muito bons. Conseguimos passar de 90% em eficácia no manejo. O grande detalhe relacionado ao controle da ‘Spodoptera frugiperda’ é o tempo, ou seja, aplicar inseticidas químicos e biológicos no momento em que a lagarta está nos primeiros ‘ínstares’, pequena’”, continua Jeferson Brambilla.

Ainda assim, ele ressalta, diante da comprovada ‘perda’ das biotecnologias, os custos do produtor com a compra de inseticidas aumentam safra após safra.

Mais aplicações de inseticidas e migração

Na ‘safrinha’ de milho na região da BR-163, informa Brambilla, houve a necessidade de o produtor fazer de três a quatro aplicações a mais de produtos por hectare no controle de lagartas. “Esta relação elevou os custos das propriedades na faixa de US$ 60 por hectare”, calcula o consultor.

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“Ano após ano o produtor sente mais a pressão de custos. Está cada vez mais difícil para ele por conta da perda das biotecnologias. No caso do milho, especialmente, por ser uma cultura rápida, o controle de lagartas torna-se ainda mais complexo”, finaliza Jeferson Brambilla.

Conforme Brambilla, nesta época do ano o milho começa a secar nas áreas da BR-163. “Ocorre comumente a migração da ‘Spodoptera frugiperda’ para o algodão”, ele salienta. “Nas últimas duas semanas esse cenário se consolidou. Vemos hoje um número expressivo de mariposas nas lavouras. Necessário controlar rápido à praga porque, se ela entrar nas estruturas reprodutivas da cultura, haverá dano representativo ao produtor”, alerta Brambilla.

No milho e no algodão, conclui o consultor, o “melhor momento” de controlar à Spodoptera frugiperda é “sempre cedo”. “Quando o produtor adota manejos preventivos, obtém melhor eficiência e consegue reduzir custos.”

Fernanda Campos

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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