Mato Grosso
STF avalia constitucionalidade da Lei do “boi bombeiro” que concilia pecuária e proteção ambiental

Divulgação
O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a analisar a Lei 12.653/2024, a chamada “lei do boi bombeiro”, sancionada pelo governador de Mato Grosso, Mauro Mendes nos últimos dias de setembro. A lei autoriza o uso de gado em áreas de preservação permanente (APPs) no Pantanal, com a proposta de controlar incêndios naturais na região, permitindo que o gado consuma a vegetação seca, um combustível que, sem manejo, facilita as queimadas.
Inspirada em mais de cinco décadas de estudos da Embrapa Pantanal, a lei permite que o pastoreio seja uma ferramenta estratégica para o manejo sustentável do Pantanal. Segundo o governo de Mato Grosso, a ideia é simples: o gado ao pastar naturalmente reduz a quantidade de vegetação seca, que serve de base para os incêndios. Dessa forma, cria-se uma barreira natural ao fogo, um “aceiro” feito pelo próprio pastoreio, ajudando a evitar queimadas que, especialmente em anos recentes, devastaram o bioma.
Imagem: assessoria
Para o Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), a lei apenas regulamentou uma prática comum no pantanal. “O manejo do gado no Pantanal é uma prática centenária, realizada pelos pecuaristas que conhecem a fundo a realidade da região. Estudos ao longo dos anos já comprovaram que o pastoreio ajuda no controle dos incêndios naturais ao manter a vegetação seca sob controle, preservando, ao mesmo tempo, as características do bioma. Essa integração entre pecuária e meio ambiente é, para nós, uma forma eficiente de reduzir os riscos de queimadas, sem comprometer o equilíbrio natural da região”, frisou Isan.
“É importante lembrar que o Pantanal é um ambiente único, e o pecuarista pantaneiro, com seu conhecimento de gerações, sabe como lidar com essa realidade. A proposta do ‘boi bombeiro’ valoriza esse saber, oferecendo uma alternativa viável e sustentável. Com o gado, conseguimos manter o bioma seguro, ao mesmo tempo em que fortalecemos a economia local, uma combinação que traz benefícios ambientais e sociais para todos”, disse o presidente do IA.
Embora críticos apontem riscos para o ecossistema, o governo de Mato Grosso destaca que a pecuária autorizada nessas áreas segue regras claras e restrições. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso, a prática só é permitida onde existem pastagens nativas, e há monitoramento para garantir a preservação ambiental.
Ao sancionar a lei, o governador Mauro Mendes defendeu que a medida visava justamente fortalecer o equilíbrio ambiental. Ele enfatizou que a prática é amparada por estudos técnicos e pode ser um exemplo de como a pecuária e a conservação ambiental podem trabalhar juntas, especialmente em uma área de grande relevância como o Pantanal. Além disso, o governo mato-grossense acredita que o modelo do “boi bombeiro” pode ser um importante aliado contra a devastação, especialmente em áreas onde é inviável o uso de maquinário pesado para manejo.
NO STF – A ação, movida pelo Partido Verde (PV), coloca em pauta uma questão sobre a competência de legislar: segundo o PV, a responsabilidade por leis de proteção ambiental é da União, enquanto o governo de Mato Grosso defende que a proposta respeita as especificidades regionais e se baseia em evidências científicas para aprimorar a gestão do bioma. O ministro do STF Cristiano Zanin deu prazo de 10 dias para o estado apresentar suas justificativas, e o tribunal decidirá pela continuidade ou não da medida.
Para o PV, a norma representa um grave retrocesso ambiental, já que flexibiliza a proteção em áreas sensíveis e ameaça a biodiversidade pantaneira, uma das mais ricas e frágeis do país. Ambientalistas têm se manifestado com preocupação, argumentando que a criação de gado nessas áreas pode agravar a degradação do ecossistema, já pressionado por práticas como o desmatamento e as queimadas.
A discussão traz também uma questão de competência: o PV afirma que o estado de Mato Grosso estaria extrapolando suas atribuições ao legislar sobre temas de proteção ambiental, um papel que seria exclusivo da União. Além disso, a lei reforça a tese do “boi bombeiro”, que defende que o gado ajudaria a prevenir incêndios ao consumir a vegetação. No entanto, especialistas questionam a eficácia desse modelo, apontando que ele não impede as queimadas e desconsidera a complexidade ecológica do Pantanal.
Fonte: Pensar Agro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Otaviano Pivetta lidera intenções de voto espontâneas para o Governo de Mato Grosso

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Pesquisa do Instituto Veritá divulgada nesta quinta (02) mostra o atual governador com 35,4% da preferência popular. No cenário estimulado, Wellington Fagundes aparece à frente, enquanto Jayme Campos detém a maior rejeição.
O tabuleiro da política MT 2026 começou a ser desenhado com cores claras. Segundo o levantamento do Instituto Veritá, registrado sob o número MT-02322/2026, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) é o nome mais consolidado na memória do eleitor. Na modalidade espontânea — aquela em que o eleitor cita o nome sem ver uma lista —, Pivetta alcança 35,4% dos votos válidos, evidenciando o recall de sua gestão ao lado de Mauro Mendes.
📊 OS NÚMEROS DA DISPUTA (Votos Válidos)
A pesquisa revela um contraste interessante entre o que o eleitor lembra de cabeça e como ele reage quando nomes são apresentados.
Cenário Espontâneo (O mais lembrado)
Neste quesito, Pivetta demonstra força no “boca a boca” do estado:
Otaviano Pivetta: 35,4%
Wellington Fagundes: 24,5%
Jayme Campos: 10,4%
Cenário Estimulado (Com lista de nomes)
Aqui, o senador Wellington Fagundes inverte o jogo, sugerindo que sua base eleitoral é reativada quando seu nome é lido:
Wellington Fagundes: 40,5%
Otaviano Pivetta: 24,1%
Jayme Campos: 9,3%
🚫 ÍNDICE DE REJEIÇÃO: O “NÃO” DO ELEITOR
O Instituto também perguntou em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum. O senador Jayme Campos enfrenta o maior desafio de imagem neste momento:
Jayme Campos: 44,9%
Wellington Fagundes: 20,3%
Natasha Slhessarenko: 19,7%
🔍 DETALHES DA PESQUISA
O levantamento ouviu 1.220 eleitores entre os dias 18 e 24 de março em diversas regiões do estado. Com uma margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, os dados servem como o primeiro termômetro real para as articulações que devem ocorrer nos próximos meses em cidades estratégicas como Lucas do Rio Verde, Sinop e Cuiabá. Pesquisa foi registrada no TRE-MT sob o número MT-02322/2026.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Deputado Botelho sai do União, entra no MDB e diz apoiar Janaina e Mauro

foto: assessoria
O deputado Eduardo Botelho, ex-presidente da Assembleia Legislativa, saiu do União Brasil e se filiou, hoje, no MDB, na sede do partido, em Cuiabá. Botelho foi recebido pela presidente do partido, deputada Janaina Riva, a presidente do MDB Cuiabá e vice-prefeita da Capital, coronel Vânia Rosa, e o ex-prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat.
A filiação ocorre em um momento de articulação intensa do MDB visando às eleições de 2026, com a ampliação de filiados, lideranças e o fortalecimento das chapas proporcionais e majoritárias. A chegada de Botelho agrega experiência política e amplia a competitividade da sigla no próximo pleito. “Seja bem-vindo, meu amigo Botelho. As suas bandeiras têm tudo a ver com as que o MDB defende: a valorização da agricultura familiar, a defesa dos servidores públicos, do pescador. Você é muito bem-vindo aqui”, disse Janaina, pré-candidata a senadora.
Botelho estava no mesmo partido do ex-governador Mauro Mendes, que renunciou esta semana para ser candidato a senador. O MDB deve apoiar Wellington Fagundes ao governo, adversário do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que tem apoio de Mauro. Uma ala do União defende lançar Jayme Campos ao governo.
Eduardo Botelho disse que apoiará ao Senado Janaina e Mauro Mendes, e reafirmou apoio para Jayme Campos ao governo.
Há poucos dias, o MDB perdeu o deputado Juarez Costa que foi para o Republicanos e apoiará Pivetta. O partido ficou com um deputado federal, Emanuelzinho Pinheiro.
Hoje, o deputado federal Nelson Barbudo saiu do PL e se filiou no Podemos.
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Governo federal aponta queda de 80% na taxa de reprovação escolar em Mato Grosso

foto: assessoria
O governo federal informou hoje que o programa Pé-de-Meia colaborou para que o número de alunos fora do ensino médio caísse 70% no estado do Mato Grosso. Enquanto em 2022 a taxa de abandono escolar era de 10,5%, em 2024 ela caiu para 3,1%. Além disso, a taxa de reprovação escolar também recuou em 80% no mesmo período, e o atraso escolar (distorção idade-série) sofreu queda de 51%, entre 2022 e 2025.
Com 91,8 mil estudantes mato-grossenses beneficiados desde sua criação, o que corresponde a 44% do total de alunos das redes públicas do estado, o investimento local do Governo do Brasil na política tem ajudado jovens a permanecerem na escola com uma trajetória de sucesso. Em todo o país, o programa teve 5,6 milhões de estudantes participantes e um investimento de R$ 18,6 bilhões, que resultou na diminuição da taxa de abandono escolar em quase pela metade (43%).
Segundo o governo federal, o perfil dos participantes do Pé-de-Meia reforça seu caráter de inclusão e equidade educacional. Voltado a estudantes de famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), ou seja, jovens cujas famílias tenham renda de até meio salário mínimo por pessoa, do total de beneficiários no Mato Grosso, desde o início do programa, 51% são meninas e 76% são negros, entre pretos e pardos. Nos dois anos, 3.340 estudantes indígenas receberam o incentivo no estado.
Os participantes do ensino médio ganham R$ 200 por mês, caso mantenham a frequência escolar, e R$ 1.000 por ano de ensino concluído com aprovação, além de uma parcela extra para quem participa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano de conclusão. Enquanto as parcelas mensais podem ser utilizadas imediatamente, auxiliando em gastos diários dos estudantes, os pagamentos da parcela de R$ 1.000, por outro lado, são depositados em poupança e podem ser sacados apenas após a conclusão do ensino médio, como um incentivo para encerrar essa etapa de ensino e uma perspectiva para o futuro.
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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