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Agronegócio

Arco quer aumentar mercado de carne ovina no país em 2025

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Foto: Stéphany Franco/AgroEffective

A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) realizou nesta terça-feira, 10 de dezembro, em Porto Alegre (RS), reunião geral de diretoria para apresentar o relatório de gestão e as metas aprovadas no Fundo de Desenvolvimento da Ovinocultura (Fundovinos). O encontro ocorreu presencial e também pela internet.

Na abertura, a gerente administrativa da Arco, Lorena Riambau, mostrou alguns números da Arco no período entre 01 de janeiro a 30 de novembro de 2024. O superávit foi de R$185 mil. Também foi referida uma série de repasses feitos pela atual gestão com os respectivos valores e também os investimentos realizados, além de um programa que unifica os eventos promovidos pelas associações estaduais de ovinos. Nas redes sociais, houve um aumento de 10 mil seguidores no Facebook e de 12,2 mil no Instagram. Foram 231 novos cadastros de associados e 81 exposições homologadas no ano passado, inclusive fora do Estado, no Distrito Federal e em Goiânia.

Com relação ao Fundovinos, Lorena mostrou a verba para 36 meses que soma R$4.966.620,00, sendo que a primeira parcela que será recebida soma R$780 mil em conta aberta pelo governo do Estado. “Uma das primeiras metas do Fundovinos diz respeito à carne ovina, fomento de ações relativas à comercialização do produto. Em um primeiro momento as ações ocorrerão basicamente no Rio Grande do Sul, mas, dependendo, poderão acontecer em outros estados e fora do país”, relatou. Outro ponto importante relativo ao Fundovinos diz respeito ao fortalecimento do processamento da lã, que ocorrerá em três pilares fundamentais: sanidade ovina, apoio ao centro de estudos de ovinos e melhoramento genético.

Com relação a questões técnicas, a vice-presidente da Arco, Elisabeth Lemos, referiu um desejo muito grande da Associação no sentido de atender uma demanda que é a procura pela genética brasileira, “que, por incrível que pareça, não pode ser exportada”, numa referência à proibição de exportação de animais vivos devido à doença de scrapie. Elisabeth afirmou que, num primeiro momento, houve um avanço importante que é a permissão da Organização Mundial da Saúde de exportar sêmen e embriões. “O primeiro país a aderir, e faltam detalhes para finalizar essa medida, é o Paraguai. E há interesse também da Colômbia e do Peru”, adiantou. Outro ponto levantado por ela é o convênio que está sendo desenvolvido junto ao Sebrae para um programa de desenvolvimento da Ovinocaprinocultura. A Arco está dentro deste projeto e já houve duas reuniões com o Sebrae nacional neste sentido.

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A vice-presidente da entidade também destacou no ano de 2024 a maior aproximação da Arco com as associações promocionais de raça e com as associações estaduais. “A Arco tem certeza que este trabalho que todos nós realizamos é muito importante e a gente tem visto um desenvolvimento crescente, principalmente nos eventos, por todos os estados brasileiros que promovem ações com ovinos”, comemorou.

Elisabeth também fez referência à Arco Jovem, iniciativa de 2015, e que vem sendo incrementada ao longo dos anos. A ideia visa incentivar crianças e adolescentes no sentido de mantê-los junto da criação de ovinos e caprinos. “A Arco Jovem realizou uma série de eventos no Rio Grande do Sul junto às exposições mais importantes em mais de 10 municípios com mais de quinhentas crianças participando”, recordou. Sobre as ações pós enchentes de maio e junho, foi lembrada a iniciativa da Associação que coordenou a doação de quase 2 mil cobertores aos necessitados.

A superintendente de Registro Genealógico da Arco, Magali Moura, por sua vez, mostrou uma série de gráficos detalhados e estatísticos relativos ao Registro de Raças, Coberturas, Nascimentos, Inspeções e Confirmações. Também prestou contas dos encontros ocorridos recentemente em Brasília, junto ao Ministério da Agricultura, e também da Reunião da Câmara Setorial, realizada basicamente para tratar de questões relativas à abertura de novos mercados.

Por fim, o presidente da Arco, Edemundo Gressler, disse que o grande desafio do setor em 2025 será o foco no aumento da produção de carne ovina. “Eu até falei para o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em Brasília, que não queria ovinocultura na Amazônia. Nós temos que ter árvores, mas que as demais regiões do país possam ter uma ovinocultura forte. E eu nem quero trabalhar muito na exportação de carne. O que eu quero é que o povo brasileiro consuma mais carne e carne ovina. Então, nós temos um tema de casa extremamente importante”, convocou.

Gressler enfatizou que um país das dimensões do Brasil pode ter muito mais do que os atuais 20 milhões e 200 mil ovinos. “Nós temos condições de, num curto espaço de tempo, fazermos mais carne ovina chegar nas gôndolas dos supermercados, até porque a espécie nos proporciona isso. Uma espécie que tem cinco meses de gestação e com mais quatro, cinco meses, esse produto já pode estar no comércio”, projetou.

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Texto: Artur Chagas/AgroEffective

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Preço dos ovos reage em maio com alta de até 10% e melhora na demanda

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Reprodução

O mercado de ovos iniciou maio em recuperação, com aumento gradual nas vendas e valorização do produto nas principais regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Nos últimos dias, a alta chegou a 10%, refletindo um cenário mais favorável para os produtores.

De acordo com o Cepea, a reação do mercado está diretamente ligada ao escoamento dos estoques acumulados no fim de abril, período em que descontos foram praticados para estimular as vendas. Com a redução da oferta disponível, o setor encontrou espaço para reajustes nos preços.

Início do mês e Dia das Mães aquecem consumo

Outro fator determinante para o movimento de alta foi a retomada da demanda, impulsionada pelo aumento do poder de compra da população no início do mês. Além disso, a proximidade do Dia das Mães levou redes atacadistas e varejistas a reforçarem os estoques, contribuindo para o aquecimento do mercado.

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Esse cenário mais dinâmico tem permitido aos produtores negociar valores mais elevados, após um período de maior pressão sobre os preços.

Mercado segue atento ao consumo

A tendência para as próximas semanas dependerá principalmente da continuidade da demanda. Caso o ritmo de consumo se mantenha, o mercado pode sustentar os atuais patamares ou até registrar novos avanços, consolidando a recuperação observada neste início de maio.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Safra de laranja deve cair com bienalidade e avanço do greening, aponta mercado

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Fundecitrus

O setor citrícola brasileiro acompanha com atenção a divulgação da primeira estimativa da safra 2025/26, que deve indicar recuo na produção em relação ao ciclo anterior. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, que aponta a bienalidade negativa e o avanço do greening como os principais fatores de pressão sobre os pomares.

A expectativa do mercado é de que os números influenciem diretamente os preços e os volumes de contratos firmados com a indústria para a nova temporada, especialmente no segmento de suco de laranja.

Doença e ciclo produtivo limitam produtividade

A chamada bienalidade negativa — característica natural da cultura, que alterna anos de maior e menor produção — deve impactar o rendimento das lavouras. Ao mesmo tempo, o avanço do greening (HLB), uma das principais doenças da citricultura, segue comprometendo a produtividade e elevando os custos de manejo.

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Segundo o Cepea, a combinação desses fatores deve continuar pressionando o setor também no ciclo seguinte, com expectativa de novo recuo na produção em 2026/27.

Clima melhora, mas ainda gera preocupação

As condições climáticas apresentaram melhora nos primeiros meses de 2026, com boa umidade no cinturão citrícola, o que trouxe algum alívio aos produtores. No entanto, a previsão de temperaturas ligeiramente acima da média mantém o sinal de alerta quanto ao potencial produtivo ao longo da temporada.

Diante desse cenário, a definição da safra 2025/26 será determinante para o comportamento do mercado, especialmente no que diz respeito à formação de preços e ao planejamento da indústria nos próximos meses.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mercado avícola reage em abril, mas preços seguem abaixo do ano passado

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SEAPA/Divulgação

Após um início de ano marcado por quedas consecutivas, o mercado avícola brasileiro encerrou abril em recuperação, com alta nas cotações ao longo de toda a cadeia. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da demanda doméstica por carne de frango e pelos reajustes nos custos de frete.

Na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado fechou o mês com média de R$ 7,16 por quilo, avanço de 7,4% em relação a março. Apesar da reação, o valor ainda é considerado baixo frente ao mesmo período do ano passado e permanece abaixo do pico registrado em janeiro, quando atingiu R$ 7,47/kg, em termos reais.

Demanda e frete puxam recuperação

De acordo com pesquisadores do Cepea, a alta dos preços se intensificou na segunda metade da primeira quinzena de abril, período tradicionalmente marcado pelo aumento do consumo, impulsionado pelo pagamento de salários. A elevação nos preços dos combustíveis também contribuiu para o cenário, encarecendo o frete e pressionando os valores ao longo da cadeia.

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Mesmo com a recuperação, o produto acumula desvalorização real de 8,9% desde dezembro, refletindo um cenário ainda desafiador para o setor.

Feriados freiam avanço no fim do mês

Na segunda quinzena de abril, o ritmo de alta perdeu força. Segundo o Cepea, os feriados nacionais de Dia de Tiradentes e do Dia do Trabalho impactaram negativamente a demanda, reduzindo o consumo e provocando ajustes pontuais nos preços.

O comportamento do mercado nas próximas semanas deve seguir atrelado ao ritmo da demanda interna e aos custos logísticos, fatores que continuam determinantes para a formação das cotações no setor avícola.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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