Agronegócio
Boi: Cotações têm novas quedas

Foto: Pensar Agro
Em meio à “queda de braço” entre frigoríficos e pecuaristas, os preços do boi registram novas baixas, conforme levantamentos do Cepea.
Dispondo de maior oferta de fêmeas, especialmente vacas, e recebendo pressão para reduzir o valor de venda da carne, pesquisas do Cepea apontam que frigoríficos tentam diariamente ajustar para baixo também as cotações do boi.
Na parcial de fevereiro (até o dia 25), o Indicador CEPEA/ESALQ recua 3,81%, fechando a R$ 321,10 nessa terça-feira. No atacado da Grande São Paulo, referência de consumo no País, a carcaça casada bovina acumula desvalorização de 2,9% no mês, a R$ 21,79/kg à vista.
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Os preços do suíno vivo vêm registrando comportamentos distintos neste encerramento de fevereiro.
Segundo levantamentos do Cepea, em São Paulo, a firme demanda da indústria tem sustentado as cotações.
Já no Paraná, os valores caíram, refletindo o enfraquecimento da procura. Diante da maior resistência na ponta final, pesquisadores do Cepea explicam que frigoríficos reduziram as aquisições de novos lotes de animais nesta região.
Em Minas Gerais, de forma geral, o mercado apresenta estabilidade diante do equilíbrio entre a oferta e a demanda locais.
Quanto à carne, agentes consultados pelo Cepea indicam ter dificuldades para comercializar o produto, o que, por sua vez, pode estar associado aos elevados patamares da proteína suína no atacado e às recentes desvalorizações da carne bovina.
(Com Cepea)
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Agronegócio supera R$ 77 bilhões em março com soja e carnes na liderança

Imagem: reprodução/feagro
As exportações do agronegócio brasileiro somaram cerca de R$ 77 bilhões em março de 2026, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mantendo o setor como principal gerador de divisas do país mesmo em um cenário global mais instável.
O resultado representa leve recuo frente ao mesmo mês do ano passado, mas com desempenho sustentado por produtos de maior peso na pauta, especialmente soja e proteínas.
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A soja voltou a liderar com folga. Foram embarcadas 14,5 milhões de toneladas, com receita próxima de R$ 29,5 bilhões. Mesmo com pequena queda no volume, a valorização internacional do grão ajudou a manter o faturamento em patamar elevado.
O farelo de soja também avançou, com 1,9 milhão de toneladas exportadas, enquanto o óleo, embora com menor volume, registrou aumento de preço, reforçando a geração de receita dentro do complexo.
Nas proteínas, o desempenho seguiu positivo. A carne bovina exportada alcançou 234 mil toneladas, com receita aproximada de R$ 6,8 bilhões, sustentada tanto pelo aumento de volume quanto pela valorização do produto no mercado internacional.
A carne de frango também cresceu, com embarques de 431 mil toneladas, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais. A diversificação de mercados ajudou a compensar dificuldades pontuais em regiões afetadas por problemas logísticos.
O algodão foi outro destaque do mês, com exportações de 348 mil toneladas, crescimento expressivo na comparação anual e sinal de ganho de espaço do Brasil no mercado global da fibra.
No acumulado do primeiro trimestre, o cenário segue favorável para os principais produtos do agro. A soja registra avanço no volume exportado, enquanto carnes bovina, suína e de frango mantêm trajetória de crescimento, reforçando a demanda internacional.
Por outro lado, alguns segmentos apresentaram ajuste. O etanol teve queda acentuada nos embarques, enquanto café e parte do complexo sucroenergético também recuaram, refletindo movimentos de preço e mercado.
O ambiente externo adiciona um fator de atenção. A instabilidade no Oriente Médio já pressiona custos logísticos. O frete marítimo para alguns destinos chegou a mais que dobrar, impactando especialmente exportações de proteínas.
Ainda assim, o agro brasileiro mantém desempenho consistente. A combinação de escala, produtividade e demanda global continua sustentando os embarques, mesmo diante de maior volatilidade.
Para o produtor, o cenário segue positivo, mas mais exigente. O mercado continua comprador, especialmente para soja e carnes, mas custos e logística passam a ter peso crescente na formação da margem.
O resultado de março reforça uma tendência clara: mesmo em ambiente adverso, o agronegócio brasileiro segue como um dos principais pilares da economia e da balança comercial do país.
Com Feagro
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Café recua, mas ainda pesa no bolso

Foto: Pixabay
O preço do café no varejo segue em patamar elevado durante o período de entressafra. Segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, divulgado na quinta-feira (16), em março, o pacote de 500 gramas foi comercializado, em média, a R$ 28,56, valor 3% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando atingiu R$ 29,36. A redução ocorre após o pico observado em abril de 2025, quando os preços chegaram a R$ 31,61, mas ainda não reverte a alta acumulada anteriormente.
Entre julho de 2024 e julho de 2025, os preços subiram de R$ 16,10 para R$ 31,14, avanço de 95%. O movimento de queda recente é mais limitado, com recuo próximo de R$ 3,00. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café, esse cenário impactou o consumo, que registrou redução de 2,3% no Brasil em 2025, considerando o período entre outubro de 2024 e novembro de 2025.
Para 2026, a expectativa é de mudança no comportamento dos preços com a perspectiva de uma safra maior no país. De acordo com o Departamento de Economia Rural, esse cenário já influencia os valores recebidos pelos produtores no Paraná, onde houve queda de 27% nos últimos 12 meses, passando de R$ 2.362,81 em março de 2025 para R$ 1.734,11 no mês mais recente.
O Departamento de Economia Rural aponta que, para que a redução chegue ao consumidor final na mesma proporção, é necessário que os preços se mantenham em níveis mais baixos durante o avanço da colheita. Como o produto atualmente disponível foi formado com custos mais elevados, a entrada da nova safra tende a pressionar as cotações e pode resultar em queda dos preços ao consumidor ao longo do segundo semestre.
Ainda segundo o Departamento de Economia Rural, fatores externos podem influenciar essa trajetória, como tarifas de importação, políticas comerciais associadas a Donald Trump, variações cambiais, custos logísticos relacionados a conflitos e possíveis frustrações de safra. Apesar disso, a avaliação é de que esses elementos dificilmente elevarão os preços acima dos níveis atuais no curto prazo.
AGROLINK – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Altas e quedas nos preços do tomate, banana e arroz em São Paulo

Foto: Pixabay
O Relatório de Acompanhamento Mensal dos Preços Pagos ao Produtor, elaborado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento e do Cepea-Esalq/USP referentes a março de 2026, aponta oscilações nos preços dos principais produtos agropecuários, influenciadas por fatores como clima, oferta e demanda.
Entre os destaques do período, o tomate registrou valorização superior a 100% em relação a fevereiro. Segundo o relatório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, “a forte valorização é explicada pela desaceleração da safra de verão, que reduziu significativamente a disponibilidade do produto no mercado”.
A banana nanica também apresentou alta de cerca de 40% tanto na comparação mensal quanto anual. De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, “a elevação dos preços está relacionada à oferta limitada no Vale do Ribeira, em decorrência da antecipação da colheita para os meses de janeiro e fevereiro, influenciada por chuvas e temperaturas elevadas”. A entidade acrescenta que “a maior demanda das escolas no período contribuiu para a elevação nos preços”.
No caso do arroz, o preço médio registrou alta de 17% em março, impulsionado pela demanda. Ainda assim, o relatório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo aponta que “a rentabilidade do produtor segue comprometida”.
A laranja apresentou comportamentos distintos entre os segmentos. A variedade Pêra teve alta de 5,6% em relação a fevereiro, sustentada pela menor disponibilidade com a aproximação do fim do ciclo produtivo, embora ainda acumule queda de 55% no comparativo anual. Por outro lado, a laranja destinada à indústria registrou recuo de 10% no mês e de 51% em 12 meses, influenciada pelo aumento da oferta global.
O amendoim em casca também registrou queda nos preços, com recuo de 4% em março e de 6% no acumulado dos últimos 12 meses. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, “a desvalorização está associada ao início da colheita, à expectativa de maior produção e à queda histórica dos preços internacionais”.
De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, “o comportamento dos preços em março reflete a dinâmica típica do setor agropecuário, marcada por variações sazonais e pela influência direta de fatores climáticos e de mercado, reforçando a importância do acompanhamento constante para a tomada de decisão dos produtores rurais”.
AGROLINK – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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