Notícias
Reajuste do ICMS impulsiona alta nos preços dos combustíveis em fevereiro

Imagem Ilustrativa
O mês de fevereiro marcou o primeiro reflexo do reajuste do ICMS sobre os combustíveis, impactando diretamente os preços praticados nos postos brasileiros. Segundo a mais recente análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o litro do etanol foi comercializado, em média, a R$ 4,51 no país, apresentando alta de 3,92% em relação a janeiro. Já a gasolina registrou um aumento de 2,85%, com preço médio de R$ 6,49.
“O aumento no preço dos combustíveis já era uma tendência desde dezembro, impulsionada pela valorização do petróleo no mercado internacional e pela oscilação do dólar. Com a entrada em vigor do novo ICMS em fevereiro, esse cenário se consolidou, elevando os custos para o consumidor em todas as regiões do Brasil”, explica Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil.
Variação regional e estadual dos preços
Entre as regiões, o Nordeste registrou a maior alta para o etanol, com avanço de 4,83% e preço médio de R$ 4,99. No caso da gasolina, o maior aumento ocorreu no Sul, com elevação de 3,86%, atingindo R$ 6,45 por litro.
A região Sudeste apresentou os preços mais baixos para ambos os combustíveis: o etanol foi comercializado, em média, a R$ 4,41, mesmo com uma alta de 3,76%, enquanto a gasolina foi vendida a R$ 6,33, após acréscimo de 2,43%. Já o Norte registrou os valores mais elevados, com a gasolina chegando a R$ 6,96 (aumento de 2,2%) e o etanol atingindo R$ 5,19 (alta de 3,59%).
No recorte estadual, o Rio Grande do Norte teve a maior variação para o etanol, com um aumento de 12,95%, levando o preço médio a R$ 5,32. São Paulo manteve o menor valor do país, com o etanol a R$ 4,28, apesar da alta de 3,88%. Os estados com o preço mais elevado para o combustível foram Acre e Amapá, ambos com média de R$ 5,39.
Já a gasolina registrou seu maior aumento também no Rio Grande do Norte, onde subiu 5,95%, chegando a R$ 6,77. O menor preço foi identificado no Rio de Janeiro, com o litro a R$ 6,25, após alta de 2,12%. O Acre, por sua vez, registrou a gasolina mais cara do país, custando R$ 7,57, após um reajuste de 2,02%.
Impacto econômico e ambiental
Embora a gasolina tenha se mostrado economicamente mais vantajosa em grande parte do país, especialmente nas regiões Nordeste e Sul, Pina destaca a importância de considerar o impacto ambiental na escolha do combustível. “O etanol é uma alternativa mais sustentável, pois emite menos poluentes e contribui para uma mobilidade de baixo carbono”, reforça.
O IPTL é um indicador baseado em abastecimentos realizados em 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, consolidando dados de mais de um milhão de veículos administrados pela empresa, com uma média de oito transações por segundo. Com mais de 30 anos de atuação no setor, a Edenred Ticket Log oferece soluções modernas e inovadoras para otimizar a mobilidade e gestão de frotas no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Notícias
Reforma tributária amplia peso do enquadramento rural

A avaliação entre pessoa física e pessoa jurídica ganha peso – Foto: Pixabay
A Reforma Tributária prevista para 2026 impõe novos desafios ao produtor rural e amplia a importância das decisões ligadas ao enquadramento fiscal da atividade. Segundo a contadora Liciene França, a escolha entre atuar como pessoa física ou pessoa jurídica deixa de ser apenas uma definição operacional e passa a ter impacto direto na estratégia do negócio rural.
Com as mudanças no sistema de tributos, a tendência é de aumento na diferença de carga tributária entre os dois modelos, o que exige atenção redobrada por parte dos produtores. Um enquadramento inadequado pode resultar em perda de créditos tributários, elevação do custo fiscal e reflexos negativos no resultado financeiro da atividade, afetando desde o fluxo de caixa até a capacidade de investimento.
A avaliação entre pessoa física e pessoa jurídica ganha peso em um cenário no qual o planejamento tributário se torna indispensável. A decisão incorreta pode comprometer a competitividade do produtor no mercado e gerar efeitos duradouros sobre o patrimônio construído ao longo dos anos. Por outro lado, uma escolha bem fundamentada permite maior previsibilidade dos custos e melhor aproveitamento das regras do novo sistema.
A partir de 2026, o planejamento deixa de ser uma alternativa e passa a ser uma necessidade para quem atua no campo. A definição do enquadramento mais adequado funciona como uma ferramenta de proteção do resultado econômico da produção rural, ajudando a reduzir riscos e a sustentar a atividade em um ambiente tributário mais complexo. A decisão entre pessoa física ou jurídica deve ser encarada como parte central da gestão do negócio, com foco na preservação do caixa, da competitividade e da segurança patrimonial do produtor.
AGROLINK – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Notícias
Governo brasileiro acompanha salvaguarda da China sobre carne bovina e busca mitigar impactos ao setor

Divulgação
O governo brasileiro informou que acompanha com atenção a decisão da China de aplicar medidas de salvaguarda às importações globais de carne bovina, com vigência a partir de 1º de janeiro e duração prevista de três anos. A medida estabelece uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil, volume que poderá ser exportado sem sobretaxa. As vendas que ultrapassarem esse limite estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 55%.
Segundo o governo, a atuação tem ocorrido de forma coordenada com o setor privado, com diálogo permanente com frigoríficos, produtores e entidades representativas. A estratégia inclui negociações diretas com o governo chinês, no âmbito bilateral, e também ações no contexto da Organização Mundial do Comércio (OMC), com o objetivo de reduzir os impactos da medida e defender os interesses legítimos dos trabalhadores e produtores brasileiros.
As salvaguardas comerciais são instrumentos previstos nos acordos da OMC e costumam ser adotadas para lidar com surtos de importação, não tendo como foco o combate a práticas desleais de comércio. A aplicação, nesse caso, atinge importações de todas as origens, e não apenas o Brasil.
A decisão ganha ainda mais relevância diante da forte dependência do setor em relação ao mercado chinês. Em 2024, a China respondeu por 52% das exportações brasileiras de carne bovina, consolidando-se como o principal destino do produto. Ao mesmo tempo, o Brasil ocupa a posição de maior fornecedor da carne bovina importada pela China, relação construída ao longo dos últimos anos.
O governo brasileiro ressalta que a pecuária nacional tem contribuído de forma consistente para a segurança alimentar chinesa, com oferta de carne competitiva, sustentável e submetida a rigorosos controles sanitários, reconhecidos internacionalmente. Esse histórico, segundo a avaliação oficial, reforça a importância do diálogo técnico e diplomático para preservar a estabilidade do comércio bilateral.
O tema é acompanhado de perto pelo setor produtivo e por autoridades brasileiras, especialmente em um momento de virada de ciclo da pecuária, no qual decisões internacionais podem ter reflexos diretos sobre preços, exportações e renda do produtor rural.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Notícias
Setor fecha 2025 com exportações recordes e custos sob controle

Foto: Governo Federal
A suinocultura brasileira encerra 2025 com um dos balanços mais consistentes da última década. O setor deve fechar o ano com exportações acima de 1,37 milhão de toneladas, crescimento superior a 10% em relação a 2024, e receita cambial estimada em R$ 17,728 bilhões, avanço próximo de 20% na comparação anual.
O desempenho foi sustentado por custos de produção mais equilibrados, oferta ajustada e maior diversificação dos mercados compradores.
Terraço na produção de grãos diminui perda de água no solo
O controle dos custos foi decisivo para a manutenção das margens ao longo do ano. As boas safras de milho e soja reduziram a pressão sobre a alimentação animal — principal componente do custo da atividade — e melhoraram as relações de troca para o produtor.
Com maior previsibilidade nos preços dos insumos, a suinocultura conseguiu atravessar 2025 sem picos de custo, mesmo em um cenário de preços internos mais estáveis.
Do lado da oferta, a produção cresceu de forma moderada e compatível com a capacidade de absorção do mercado.
A produção brasileira de carne suína deve alcançar cerca de 5,45 milhões de toneladas em 2025, volume suficiente para atender o consumo interno e sustentar o avanço das exportações, sem provocar excedentes que pressionassem os preços ao longo do ano.
(Com Pensar Agro)
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Mato Grosso5 dias atrásSafra de soja em 2026 vai crescer 1,6% e produtividade deve baixar 8%, prevê IMEA
-

Mato Grosso5 dias atrásMT fecha ano com 31 milhões de bovinos; Sorriso, Lucas e Mutum entre os mais com aves e suínos
-

Mato Grosso5 dias atrásMinistério confirma caso de gripe aviária em Mato Grosso; Indea abate de aves e anuncia outras medidas
-

Notícias4 dias atrásIncentivos fiscais colocam Moratória da Soja em risco em Mato Grosso
-

Notícias4 dias atrásAno é marcado por maior produção de leite e por preço em queda
-

Agronegócio4 dias atrásProdução de milho em Mato Grosso deve cair 8% na safra 2025/26, aponta Imea
-

Mato Grosso5 dias atrásPrefeitura institui Plano Municipal de Apoio à Agricultura Familiar até 2040
-

Agronegócio4 dias atrásQueijos puxam alta de preços no Brasil enquanto leite e arroz recuam





































