Conecte-se Conosco

Café

Mais de 60 anos de união e uma paixão por produzir café

Publicado

em

Reprodução/ Canal Rural Mato

 

 

Um casal com seis décadas de união e uma trajetória que nunca saiu de perto do campo. Assim é a história do “seo” Antônio Sebastião Ribeiro da Silva e da dona Maria José da Costa Silva nascidos no Paraná, mas que viram em Mato Grosso o sonho de produzir café concretizado.

É na Chácara Nossa Senhora Aparecida, em Sinop, local que representa literalmente um sonho para o “seo” Antônio, que o casal produz, beneficia e comercializa a própria produção.

Publicidade

O casal há nove meses conta com o apoio do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Agroindústria do Senar Mato Grosso e revelam que após receberem a assistência técnica passaram a olhar para o futuro da aconchegante Chácara Nossa Senhora Aparecida com novas perspectivas de crescimento.

Na chácara em Sinop, conta “seo” Antônio, eles estão há oito anos. Mas, até chegar ali foi muito chão e desafios, principalmente de saúde que quase tirou do produtor a coisa que mais gosta de fazer: mexer com a terra.

O produtor conta ao Senar Transforma desta semana que quando adquiriu o local o mesmo possuía dois hectares, mas que teve de vender metade após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

“O médico me proibiu de fazer qualquer coisa”, relembra “seo” Antônio.

Publicidade

A chácara quando chegaram “não tinha nada, além de braquiária”. As árvores e demais plantas encontradas hoje foram plantadas pelo casal. “Às vezes dá uma quebrada aqui, recupera lá na frente e assim se vai construindo”.

E assim como em uma construção, a base tem que ser sólida. Neste caso, foram os erros e aprendizados durante a vida que formaram o alicerce para transformar em realidade um projeto antigo do casal: voltar a produzir café.

O café para o produtor “representa muita coisa”. A cultura, por sinal, já era trabalhada por eles no município de Santa Carmem, onde chegaram a ter 32 mil pés de cafés, mas que de acordo com “seo” Antônio não produziam, apesar de florar, por um simples detalhe: ele não utilizava a irrigação.

 

 

Publicidade

 

 

 

 

 

Publicidade

 

 

 

 

 

Publicidade

 

 

Hoje, ele não descuida da adubação, da desbrota quando necessária, da roçada, da cobertura e, principalmente, da irrigação.

Os primeiros 100 pés de café na chácara foram plantados em 2017, como lembra a placa no local. De lá prá cá o cafezal ficou maior: hoje são mil pés ao todo, motivo de orgulho para o “seo” Antônio.

“O café custa caro para produzir, mas deu aquela ênfase aqui, né? Vamos produzir, vamos produzir e deu certo. E aí está a nossa lavoura. Muito bonita. Lamento não ter 20 anos para plantar 50 mil pés de café”, diz com um sorriso farto, que revela o tamanho da sua felicidade.

Publicidade

Quando se tem união e assistência, tudo dá certo

O trabalho na propriedade é dividido entre o “seo” Antônio e a dona Maria. Segunda a produtora, apenas a colheita é terceirizada. “O serviço é só nós dois. Ele faz a parte de limpar o café e para secar a gente vai lá e mexe. No dia de ensacar eu coloco no pacote e depois guardamos”.

 

 

 

Publicidade

 

 

 

 

 

Publicidade

 

 

 

 

 

Publicidade

 

E o casal unido dá conta do recado, ainda que surjam alguns desafios pelo caminho. Nesta safra, por exemplo, um erro no manejo do cafezal vai comprometer o desempenho da produtividade.

“A última safra foi boa. Nessa eu fui passar um óleo químico que me orientaram, junto com defensivo, e não produziu café. Derrubou a folha e por isso a produção baixou demais”.

A situação vivida demonstra a importância do acompanhamento profissional para produtores como o “seo” Antônio e a dona Maria, que aliás já buscaram esse auxílio. Há nove meses eles fazem parte de um grupo de 25 produtores atendidos pela ATeG Agroindústria do Senar Mato Grosso.

Durante três anos, o casal irá receber visitas mensais da técnica de campo Karen Gimenez. Ela explica para a reportagem do Canal Rural Mato Grosso que o foco da ATeG Agroindústria é levar conhecimento para produtor rural e mostrar para ele o que pode ser melhorado na propriedade, questões de boas práticas, legislação, a parte estrutural da agroindústria em si e a parte gerencial.

Publicidade

Segundo a técnica de campo do Senar Mato Grosso, o perfil dos produtores atendidos é de pequenos produtores com atuação em derivados de vegetais, como o “seo” Antônio com café, lácteos e cana de açúcar.

 

 

 

 

Publicidade

 

 

 

 

 

Publicidade

 

 

 

 

 

Publicidade

“São pequenos produtores que estão em busca de melhorias para a sua produção, querendo chegar em grandes mercados, chamadas públicas, por exemplo. Então, a gente precisa diferenciar essa parte em relação às outras atividades”, pontua Karen.

A técnica de campo explica ainda que ao chegar em uma propriedade, além do primeiro contato com o produtor, é realizado um diagnóstico produtivo do local.

“Cada produtor tem o seu objetivo. Primeiramente a gente conversa, vê a necessidade, onde ele quer chegar e aí sim o planejamento daquele produtor com as ações corretas. Cada perfil é único”.

Melhora na gestão dos números é fundamental

Em meio ao cafezal, o agricultor que sempre foi apaixonado por essa cultura revela à reportagem do Canal Rural Mato Grosso estar animado com as visitas mensais da técnica de campo. Uma oportunidade e tanto para ele, que admite: desconhecia este trabalho.

Publicidade

“O Senar é conhecido há muito tempo. A gente só pedia cursos, não sabia que tinha esse pessoal que dava apoio direto. A Karen faz muito por nós. Ela ensina, explica. A parte técnica ela é disposta, ensina com vontade”.

 

 

 

 

Publicidade

 

 

 

 

 

Publicidade

 

 

 

 

 

Publicidade

Esta melhora, especialmente na gestão dos números, é fundamental para o sucesso do cafeicultor que desde o plantio dos primeiros pés de café na propriedade, há oito anos, decidiu que não venderia a produção in natura.

“Eu acho que nós produtores rurais tínhamos que ter a consciência de que a matéria-prima, para qualquer coisa, quem fez fomos nós. Por que tem que entregar para outro? Não sei quanto que ganha. Mas para outro ganhar dinheiro sem risco nenhum, não serve. Porque produzir é risco”, salienta “seo” Antônio.

Por isso, todo o café colhido na Chácara Nossa Senhora Aparecida é beneficiado ali mesmo. E o foco do casal, salienta a técnica de campo da ATeG Agroindústria, Karen Gimenez, é o que mais impacta no local.

“Quando venho na visita, eles já deixam anotadas as questões de despesas e receitas. Na parte que eu passo orientação técnica eles sempre executam. São produtores que têm uma idade um pouquinho avançada, mas que pensam muito grande. Eles querem realmente uma mudança na agroindústria deles”.

 

Publicidade

 

 

 

 

 

Publicidade

 

 

 

 

 

Publicidade

 

 

 

 

 

Publicidade

O fato do casal possuir “mente aberta para as mudanças” é considerado um ponto forte da propriedade, destaca a técnica, o que auxilia na hora de colocar em prática as orientações para que possam seguir a legislação e assim alcançar diversos mercados.

“Eu acredito que a propriedade do “seo” Antônio está perto de conseguir tudo isso. Essas mudanças são importantes para valorizar ainda mais o produto dele, porque a gente sabe que todos os alimentos têm que ter uma segurança alimentar tanto para ele quanto para quem está consumindo os produtos. Hoje, o “seo” Antônio já faz um produto de qualidade, mas a gente sabe que quanto mais estiver dentro da legislação é melhor ainda para ele”.

E uma das ações necessárias de mudança é no barracão. A técnica do Senar identificou pontos na estrutura do local que precisam ser melhorados para que o café do “seo” Antônio e da dona Maria tenha acesso a novos compradores.

“A vontade é fazer correto do jeito que a técnica pediu. Vamos fazer conforme a orientação técnica”, frisa o produtor.

E sobre o futuro dos produtores de café, a técnica do Senar é enfática ao dizer que “é só crescimento”.

Publicidade

“O “seo” Antônio contanto a história dele a gente vê que mudou muita coisa. É uma pessoa guerreira e sabe o que quer. Eu vejo daqui um ano ou até o final da ATeG ele vendendo muito café em vários lugares”.

Luiz Patroni/Viviane Petroli

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Mídia Rural, sua fonte confiável de informações sobre agricultura, pecuária e vida no campo. Aqui, você encontrará notícias, dicas e inovações para otimizar sua produção e preservar o meio ambiente. Conecte-se com o mundo rural e fortaleça sua

Continue Lendo
Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Café

Exportações de café recuam na safra 2025/26 e refletem oferta restrita no Brasil

Publicado

em

Foto: Wenderson Araújo/CNA

As exportações brasileiras de café seguem em ritmo mais lento na safra 2025/26, evidenciando um cenário de oferta limitada no mercado interno. Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil mostram que, entre julho de 2025 e março de 2026, o país embarcou 29,09 milhões de sacas de 60 kg, volume 21,2% inferior ao registrado no mesmo período da temporada anterior, quando foram exportadas 36,91 milhões de sacas.

O resultado marca o menor volume para esse intervalo desde a safra 2022/23, reforçando o impacto da menor produção e da redução dos estoques disponíveis no país.

Recuperação pontual em março não muda cenário

Apesar do quadro mais restritivo, março apresentou uma leve recuperação nos embarques. No mês, o Brasil exportou 3,04 milhões de sacas, avanço de 15,4% em relação a fevereiro, quando o volume havia sido de 2,63 milhões.

Publicidade

Ainda assim, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, essa reação mensal não altera o cenário geral, que segue limitado pela baixa disponibilidade de café no mercado doméstico.

Estoques curtos e produtores cautelosos

A combinação entre produção menor na safra atual e estoques nacionais historicamente baixos tem restringido o volume disponível para exportação. Com isso, produtores já contam com poucos lotes da safra 2025/26 para negociação.

Além disso, o bom nível de preços ao longo da temporada contribuiu para a capitalização dos cafeicultores, que, neste momento, não demonstram urgência em comercializar os volumes remanescentes. Essa postura reduz ainda mais a oferta no curto prazo.

Perspectiva depende da próxima safra

Publicidade

De acordo com o Cepea, esse ambiente de exportações mais contidas deve persistir nas próximas semanas. A expectativa é de que o ritmo de embarques volte a ganhar força apenas com o avanço da colheita da safra 2026/27, que tende a se intensificar a partir de meados de maio.

Até lá, o mercado deve seguir ajustado, com oferta restrita e negociações pontuais, refletindo o equilíbrio delicado entre disponibilidade interna e demanda externa.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Publicidade
Continue Lendo

Café

Proximidade da colheita pressiona preços do café e reduz ritmo de negociações

Publicado

em

Reprodução

A proximidade da colheita já começa a influenciar o mercado de café no Brasil, mesmo com a intensificação dos trabalhos prevista apenas para meados de maio. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o movimento tem pressionado as cotações e alterado o comportamento dos agentes no mercado.

No caso do café arábica, os preços vêm apresentando recuo na maior parte dos dias desde o fim de março, refletindo a expectativa de entrada de uma nova safra. Ainda que a colheita não esteja em pleno ritmo, a antecipação desse cenário já impacta as negociações.

Para o café robusta, a pressão é ainda mais evidente. Como os primeiros talhões costumam ser colhidos entre abril e maio, a proximidade imediata da oferta tem pesado de forma mais intensa sobre os preços no mercado interno.

Nesse contexto, a liquidez no segmento de robusta segue limitada há algumas semanas. Produtores têm optado por comercializar apenas volumes pontuais, principalmente para cumprir compromissos financeiros de curto prazo e organizar o planejamento da colheita.

Publicidade

O cenário reforça um padrão recorrente no setor cafeeiro: a expectativa de maior oferta tende a pressionar os preços antes mesmo da entrada efetiva do produto no mercado, mantendo negociações mais cautelosas tanto por parte de vendedores quanto de compradores.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Café

CNA debate renovação de linha de crédito para cafezais danificados

Publicado

em

industria-do-cafe-preve-alta-de-ate-15%-nos-precos-nos-proximos-dias

Divulgação

 

Brasília – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu, na quarta (1º), a renovação da linha de crédito para cafezais danificados.

O assunto foi tema da Comissão Nacional do Café, que reuniu representantes das federações de agricultura estaduais para ouvir relatos sobre a realidade da produção nas regiões cafeeiras e as demandas dos cafeicultores.

O presidente da Comissão, Ademar Pereira, destacou o trabalho que a confederação tem feito junto aos ministérios para atender as demandas do setor e trazer benefícios para a cadeia produtiva.

Publicidade

A coordenadora de Produção Agrícola, Ana Lígia Lenat, explicou que a CNA se reuniu com os Ministérios da Agricultura, Fazenda e Desenvolvimento Agrário para tratar da liberação de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e da possibilidade de ampliar a linha para diferentes tipos de ocorrências.

Imagem

“Precisamos trabalhar a vulnerabilidade estrutural dos pequenos cafeicultores”, afirmou.

Ana esclareceu que a ideia é trabalhar ao longo do ano com relatos de produtores para embasar a reestruturação da linha junto ao governo, além de possibilitar ajustes parciais nos recursos visando atender outras destinações dentro da cadeia produtiva.

“A linha atualmente é reativa. Queremos reduzir isso para que ela fique um pouco mais atrativa para o produtor rural, deixando mais apropriada para as diferentes realidades regionais do país”, pontuou.

Além da escuta das federações estaduais, a CNA usou dados do projeto Campo Futuro para subsidiar a solicitação que será tratada junto ao Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC).

O vice-presidente da comissão, Thiago Orletti, ressaltou que, após a renovação na linha de crédito, a intenção do colegiado é promover ações com os agentes financeiros para que a linha chegue às mãos dos produtores, porque segundo ele, muitos ainda não sabem que existe.

Publicidade

Assessoria de Comunicação CNA

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Tendência