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Mato Grosso

Veja aqui as 20 sugestões propostas ao governo para combater a inflação dos alimentos

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Reprodução/Pensar Agro

 

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apresentou ao governo federal um conjunto de 20 propostas voltadas ao combate da inflação dos alimentos no país. O documento foi elaborado pelo Instituto Pensar Agropecuária (IPA) e entregue aos ministérios da Casa Civil e da Fazenda, contendo medidas de curto, médio e longo prazo para fortalecer a produção e reduzir custos no setor agropecuário.

Entre as sugestões de curto prazo, destacam-se a revisão da tributação sobre fertilizantes e defensivos agrícolas, a redução temporária de PIS/Cofins sobre insumos essenciais, a revisão do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) e a simplificação dos processos alfandegários. Além disso, o documento propõe a inclusão do óleo de soja na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec), eliminando a tarifa de importação para ampliar a oferta do produto no mercado nacional.

O documento também enfatiza a importância de medidas estruturantes para garantir previsibilidade e competitividade ao setor agropecuário. Entre as ações de médio e longo prazo, estão o incentivo à produção nacional de fertilizantes, a ampliação da infraestrutura de armazenagem e transporte, a recuperação de rodovias estratégicas e o fortalecimento do seguro rural. Além disso, sugere a adoção de políticas para reduzir o desperdício de alimentos e ampliar o financiamento de longo prazo para investimentos na cadeia de frio, melhorando a conservação e distribuição de produtos perecíveis.

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A FPA ressalta que, enquanto as medidas emergenciais podem mitigar os impactos da inflação no curto prazo, apenas investimentos estratégicos em infraestrutura, estímulo à produção nacional e políticas fiscais equilibradas poderão garantir a estabilidade dos preços dos alimentos a longo prazo. O governo federal deve avaliar as propostas e discutir a viabilidade de sua implementação.

Veja aqui as sugestões na íntegra:

  1. Revisão da tributação sobre fertilizantes e defensivos agrícolas, garantindo a renovação do Convênio ICMS 100/97 até a transição da reforma tributária;
  2. Redução temporária de PIS/Cofins sobre insumos essenciais, como trigo e óleo vegetal, para aliviar os custos de produtos básicos como massas e pães;
  3. Revisão do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), reduzindo custos no transporte de insumos agropecuários;
  4. Redução dos requisitos de garantia real para operações de crédito: o governo federal pode solicitar aos bancos públicos que reduzam o percentual de garantia real exigido. E permitir que produtores utilizem créditos de ICMS para a compra de máquinas e insumos agrícolas, aumentando o capital de giro do produtor, uma vez que este não forma preço;
  5. Reavaliação dos impostos sobre embalagens essenciais, reduzindo o impacto no preço final dos alimentos processados;
  6. Desburocratização alfandegária, integrando processos alfandegários e sanitários para agilizar a liberação de mercadorias;
  7. Ampliação do uso do Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex) para integração entre processos alfandegários e sanitários e padronizar os procedimentos entre Ministério da Agricultura e Receita Federal, reduzindo tempos de liberação de mercadorias;
  8. Combate a restrições artificiais à oferta agrícola, eliminando barreiras regulatórias desnecessárias que dificultam a comercialização de produtos agropecuários;
  9. Inclusão do óleo de soja na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec): atualmente, o óleo de soja importado de países do Mercosul é internalizado sem imposto de importação. Para aqueles advindos de fora do bloco, incide tarifa de 9% sobre o óleo de soja bruto e de 10% sobre o óleo de soja refinado envasado. A sugestão é zerar temporariamente a TEC para todas as origens.
  10. Adoção de políticas para reduzir o desperdício de alimentos, reavaliando normas de validade e incentivando programas de aproveitamento de alimentos próprios para consumo;
  11. Plano Safra sem contingenciamentos, garantindo previsibilidade orçamentária e condições de financiamento mais acessíveis para os produtores;
  12. Extinção de barreiras regulatórias no acesso ao crédito rural, adequando normas ambientais e simplificando exigências de garantias;
  13. Ampliação da subvenção ao seguro rural e ao Proagro, garantindo maior
    proteção financeira aos produtores em caso de perdas climáticas;
  14. Financiamento de longo prazo para investimento na “cadeia de frio”: a infraestrutura de armazenamento refrigerado evita desperdícios e aumenta a oferta de alimentos perecíveis, reduzindo oscilações de preços;
  15. Expansão da malha ferroviária e hidroviária, reduzindo a dependência do modal rodoviário e barateando os custos logísticos;
  16. Incentivo à produção nacional de fertilizantes e bioinsumos, reduzindo a dependência de insumos importados e aumentando a competitividade do setor.
  17. Recuperação de rodovias estratégicas e estradas vicinais, facilitando o escoamento da produção e reduzindo perdas logísticas;
  18. Expansão da capacidade de armazenagem, evitando oscilações de preços e reduzindo a vulnerabilidade dos produtores a períodos de colheita;
  19. Aplicação de medidas antidumping apenas em casos comprovados de concorrência desleal, evitando impactos negativos na oferta e no preço dos alimentos; e
  20. Aumentar a disponibilidade de farelo de milho e soja para baratear a ração animal e reduzir o custo da produção de proteína, por meio do aumento da mistura de biodiesel e etanol à combustíveis fósseis.

Fonte: Pensar Agro

Colaborou:  Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Gigante chinesa ignora capitais e escolhe interior de Mato Grosso para abrir sua primeira concessionária no Brasil

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Nos próximos meses, Mato Grosso consolidará sua força global com a chegada da FM World, gigante chinesa de maquinários agrícolas. Em um movimento estratégico, a empresa deixou as capitais para trás e escolheu Sinop, o coração do agronegócio mato-grossense, para instalar sua primeira concessionária oficial no Brasil. A unidade será erguida de forma célere às margens da BR-163, próximo ao Estádio Gigante do Norte.

A escolha não foi por acaso. Segundo a diretoria da empresa, Sinop é sinônimo de agricultura desenvolvida do outro lado do mundo. Com 30 mil funcionários e três décadas de história, a FM World domina 65% do mercado de máquinas na China e detém 40% de participação mundial no segmento de colheitadeiras de arroz, prometendo acirrar a concorrência no estado.

Por que Sinop? Estratégia logística e agropolo

A decisão da FM World foi baseada em estudos de mercado que apontaram Sinop como o local ideal para fixar raízes. Embora a estrutura produtiva esteja ligada a Minas Gerais, o braço comercial e de atendimento ao cliente terá seu “marco zero” em Mato Grosso devido ao potencial logístico da BR-163.

A vinda da gigante chinesa reforça o momento econômico que vive Mato Grosso, atraindo investimentos que antes ficariam restritos aos grandes centros costeiros. A presença em Sinop permite que a empresa participe ativamente da expansão das culturas de soja, milho e, principalmente, algodão.

Tecnologia e custo-benefício: O teste no campo

O principal trunfo da FM World para conquistar o produtor mato-grossense é a eficiência operacional aliada ao baixo consumo de combustível. Em testes realizados no Brasil, os tratores da marca apresentaram resultados superiores aos concorrentes diretos.

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Os diferenciais técnicos incluem:

  • Consumo de Combustível: Redução de 6,3 para 4,5 litros por hora em atividades de roçadeira;
  • Componentes Consolidados: Uso de bombas injetoras Bosch e motores Yuchai (que produz desde motores pequenos até navais);
  • Conforto Operacional: Menos vibração e “sofrimento” do maquinário durante o serviço pesado;
  • Pós-venda Estruturado: Garantia de assistência técnica e peças já disponíveis em território nacional.

Maior indústria de algodão do mundo em MT

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Pedro Serafini, Sinop está recebendo nada menos que a maior fabricante de equipamentos para algodão do planeta. O impacto dessa instalação vai além da venda de máquinas, gerando empregos e atraindo novos executivos para a região.

A instalação da concessionária deve ser concluída em aproximadamente 60 dias, marcando o início de uma nova era na mecanização agrícola de Mato Grosso. Para o economista Feliciano Azuaga, a escolha ratifica a posição de Sinop como polo estratégico de serviços e suporte ao campo.

Expectativas para o pós-venda no Brasil

Um dos maiores receios do produtor rural ao adquirir marcas estrangeiras é a falta de peças. Para mitigar isso, a FM World já estreia com uma estrutura montada para atender o pós-venda. A ideia é que a unidade de Sinop funcione como um modelo para futuras expansões da marca no país.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Frente fria em Cuiabá: Quando o termômetro cai para 13°C?

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Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução.

 

Prepare os agasalhos: uma frente fria em Cuiabá está oficialmente confirmada para este final de semana. De acordo com os dados mais recentes da Climatempo, a capital mato-grossense entrou na lista das seis capitais brasileiras que registrarão as menores temperaturas do país nos próximos dias.

A mudança brusca no clima começa a ser sentida neste sábado (9), mas o pico do frio está previsto para a próxima segunda-feira (11), quando os termômetros devem marcar mínima de 13°C. O fenômeno é resultado de uma intensa massa de ar polar que avança sobre o Centro-Oeste.

Previsão do tempo detalhada para Cuiabá

A queda na temperatura será acompanhada de uma diminuição significativa na máxima, proporcionando um alívio no calor intenso. Confira o cronograma do frio:

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  • Sábado (09/05): Mínima de 23°C e máxima de 33°C.
  • Domingo (10/05): Mínima de 15°C e máxima de 21°C.
  • Segunda (11/05): Mínima de 13°C e máxima de 23°C (Dia mais frio).
  • Terça (12/05): Mínima de 15°C e máxima de 26°C.

Cuiabá registra queda brusca e atinge mínimas de 13°C na próxima segunda-feira | Foto: Divulgação

Frio no interior de Mato Grosso

Não é apenas a capital que sentirá os efeitos da onda de frio. Cidades vizinhas e do interior também devem registrar temperaturas abaixo da média para o mês de maio:

  • Chapada dos Guimarães: A cidade turística pode registrar mínima de 12°C na segunda-feira.
  • Tangará da Serra: Previsão de 13°C para o início da semana.
  • Rondonópolis: Mínimas variando entre 15°C e 18°C.

A expectativa é que as temperaturas comecem a subir gradualmente a partir de quarta-feira (13), mas as noites e madrugadas continuarão frescas durante toda a semana.

Perguntas Frequentes (FAQ)

  • Qual será o dia mais frio em Cuiabá? A segunda-feira, 11 de maio, com mínima prevista de 13°C.
  • Vai chover com a chegada da frente fria? A previsão indica queda de temperatura com tempo seco, mas o aumento de nebulosidade é esperado no domingo.
  • Quanto tempo dura o frio em Mato Grosso? A massa de ar polar deve atuar com força até quarta-feira (13).

Fenômeno meteorológico trará temperaturas negativas ao Sul e marcas entre 10°C e 15°C em Mato Grosso a partir deste final de semana.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Produtores enxergam nova chance de crescimento com avanço do MT Produtivo

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Expedição em Paranatinga com a participação de Nova Xavantina – Foto por: Vânia Neves

De cidade em cidade, a expedição do programa MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade tem levado informações sobre crédito e regularização ao interior de Mato Grosso e despertado nos pequenos produtores a expectativa de ampliar renda e permanecer no campo. Em Nova Xavantina, o produtor de melancia Ítalo Leão vê no programa “um empurrão para produzir” e acredita que a iniciativa pode abrir uma nova fase para cooperativas e associações da agricultura familiar.

“É um excelente incentivo para os produtores organizados em associações e cooperativas. Se tiver coragem de colocar a mão na terra, tem uma chance aí”, afirmou. A mobilização do programa já percorreu 13 municípios-polo em Mato Grosso, alcançando 24 cidades até esta sexta-feira (8.5). A iniciativa do Governo do Estado, coordenada pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), prevê investimentos de US$ 80 milhões financiados junto ao Banco Mundial, além de contrapartida estadual de US$ 20 milhões. As ações seguem até 2030.

Nos próximos 15 dias, as equipes técnicas devem concluir o roteiro nos 23 municípios-polo definidos pelo programa, chegando a 61 cidades com potencial para desenvolver planos de negócios sustentáveis voltados à agricultura familiar.

O projeto conta com cooperação técnica da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), responsável pela mobilização de lideranças comunitárias, cooperativas e associações para participação nas apresentações e futura adesão aos editais. Também participam da iniciativa a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e a Corregedoria-Geral da Justiça do Estado (CGE).

O principal objetivo do MT Produtivo é ampliar o acesso de agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais aos serviços de regularização ambiental e fundiária, além de incentivar práticas produtivas sustentáveis e inclusão nos mercados consumidores.

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Segundo o coordenador de Assistência Técnica do projeto, Rogério Monteiro, uma das principais demandas identificadas durante a expedição é a dificuldade de comercialização da produção rural.

“O produtor faz seu papel, mas muitas vezes não consegue vender. Então o projeto quer incluir esses produtores nos mercados, fazer essa conexão”, afirmou.

De acordo com Rogério, as reuniões realizadas nas regiões noroeste, baixada cuiabana, sul do Estado e Vale do Araguaia também têm reforçado a importância do associativismo para garantir renda e sucessão no campo.

“Por que os jovens estão saindo da zona rural? Porque não estão tendo renda. Então essa política pública quer que ele entre no processo produtivo e comece a ter sua renda”, destacou.

O coordenador reforçou ainda que o fortalecimento das cooperativas e associações é essencial para garantir desenvolvimento sustentável nas comunidades rurais.

“Nosso objetivo é sensibilizar as organizações produtivas sobre a importância de atrair mais associados ou cooperados, para que a consciência coletiva seja ampliada e o desenvolvimento aconteça com segurança e tenha uma sequência próspera”, completou.

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Já o coordenador de Inclusão Produtiva Inteligente para o Clima, Luciano Ferreira, explica que o programa deve movimentar cerca de R$ 600 milhões em investimentos até 2030, destinados às cooperativas e associações que atenderem aos critérios previstos nos editais.

Segundo ele, organizações produtivas emergentes poderão acessar até R$ 1 milhão em financiamento, enquanto cooperativas e associações já estruturadas poderão receber até R$ 3 milhões.

Luciano percorreu municípios da baixada cuiabana, região sul e parte da região sudoeste do Estado e destacou a forte participação das comunidades quilombolas nas reuniões realizadas em cidades como Nossa Senhora do Livramento e Poconé.

“Tivemos participação maciça de associações e cooperativas da população quilombola. Até o momento, os produtores têm participado bastante, levantando questionamentos sobre acesso ao edital, documentação necessária, CAF, investimentos e elaboração dos planos de negócios”, explicou.

As equipes também têm orientado os participantes sobre gestão dos recursos, capacitação de lideranças e práticas sustentáveis voltadas à resiliência climática e produção de baixo carbono.

Outro destaque observado durante a expedição foi a presença das mulheres nas reuniões. “A participação das mulheres é de mais de 50% do público, o que nos deixa muito animados. Elas têm apresentado sugestões importantes para melhorar o acesso ao edital”, disse Luciano.

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Outros Investimentos

Segundo a Seaf, entre 2019 e 2025 o Governo de Mato Grosso destinou mais de R$ 817 milhões para fortalecer a agricultura familiar nos 142 municípios mato-grossenses. Os investimentos incluem entrega de máquinas e implementos, distribuição de insumos, incentivo à tecnologia genética para a cadeia leiteira e criação do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf) – Inclusão Rural.

Vânia Neves | Seaf/Empaer

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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