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Pecuária

Fazenda Santa Tereza recebe última etapa da Gira Técnica do Mundial Braford

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Foto: Fazenda Santa Tereza/Divulgação

A última etapa da Gira Técnica do Mundial Braford será realizada na Fazenda Santa Tereza, em Arambaré (RS), trazendo um panorama detalhado sobre a genética e os sistemas produtivos adotados pelo criatório. A propriedade, que atua há quase um século na integração entre pecuária e agricultura, será palco de uma apresentação técnica sobre a seleção de reprodutores Braford e os desafios da produção em terras baixas.

O titular da Fazenda Santa Tereza, Paulo Azambuja, destaca que a propriedade tem sua base produtiva na complementaridade entre a pecuária e as lavouras de arroz, soja e milho. “Nosso rebanho é composto 100% por animais Braford, com cerca de 500 matrizes em produção. O foco é a criação de touros rústicos adaptados às condições do campo, garantindo eficiência produtiva e reprodutiva dentro do modelo de integração lavoura-pecuária”, explica.

Na Gira Técnica, os participantes terão a oportunidade de acompanhar de perto as diferentes categorias do plantel da Santa Tereza. “Vamos apresentar todo o ciclo produtivo, começando pelos terneiros e terneiras da geração 2024, passando pelos animais de 2023, novilhas prenhas e os touros que serão comercializados neste ano. Além disso, destacaremos os lotes de vacas que compõem o rebanho, evidenciando as características produtivas essenciais para eficiência e adequação às demandas do mercado”, ressalta Azambuja.

A Santa Tereza é reconhecida pelos avanços em seleção genética, com conquistas expressivas em programas de avaliação. “Ao longo dos anos, fomos premiados em testes da Embrapa, tanto na Prova de Avaliação a Campo (PAC) quanto na Prova de Eficiência Alimentar (PEA), sendo uma das propriedades mais premiadas nesses critérios. No ano passado, vencemos a PEA na raça Braford, consolidando nosso compromisso com a produtividade e a eficiência dos animais”, detalha o criador.

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Além da avaliação fenotípica e produtiva, a fazenda adota tecnologias de ultrassonografia de carcaça para reprodutores e matrizes, buscando correlacionar características genéticas com qualidade de carne. “Nosso objetivo é produzir animais que reúnam eficiência a campo e rendimento frigorífico superior. Trabalhamos há mais de cinco anos com análise de ultrassonografia para garantir um melhor acabamento de carcaça, rendimento e qualidade da carne”, complementa Azambuja.

Outro diferencial da Santa Tereza é sua participação em programas de melhoramento genético. “Somos participantes do Promebo desde os anos 1980 e do PampaPlus desde sua criação. Os dados desses programas, aliados à nossa avaliação fenotípica, nos permitem selecionar os melhores indivíduos para reprodução. Temos conquistado consecutivamente posições de destaque com nossos machos e fêmeas ranqueados, refletindo a consistência do nosso trabalho”, afirma o pecuarista.

A etapa final da Gira Técnica reforça o compromisso do Mundial Braford com a disseminação de conhecimento e a troca de experiências entre criadores. “Queremos mostrar a realidade da pecuária dentro do nosso sistema produtivo, que enfrenta desafios como a proximidade da Lagoa dos Patos e a necessidade de sucessão de pastagens cultivadas após as lavouras de arroz. Nosso trabalho é garantir que a genética Braford continue sendo uma ferramenta eficiente e rentável para a produção pecuária em diferentes cenários”, conclui Azambuja.

A gira técnica do 9º Congresso Mundial Braford, que será realizado de 28 de abril a 4 de maio, abre as atividades programadas para criadores da raça. Serão quatro dias de visitas a importantes criatórios gaúchos com palestras, exposição de animais e momentos de confraternização. A gira antecede a programação que tem continuidade no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), bem como a 18ª Exposição Nacional da Raça Hereford. A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) é a responsável pela organização dos dois eventos.

Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Boi gordo tem dia de estabilidade nas praças paulistas

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Divulgação

O mercado do boi gordo iniciou a quinta  com estabilidade nas praças paulistas, segundo a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. O cenário refletiu o preenchimento das escalas de abate de dezembro pela maior parte das indústrias, além do início da programação para janeiro, com média de 13 dias. Parte dos compradores também estava em férias coletivas para manutenção das plantas.

De acordo com a Scot Consultoria, a combinação entre escalas mais confortáveis e menor presença de compradores ativos não pressionou as cotações, sustentadas pela oferta reduzida, principalmente de animais oriundos de confinamento. “Um ponto que ajudou a manter as cotações sustentadas foi a oferta mais diminuta”, destacou o informativo.

Nesse contexto, a cotação de todas as categorias permaneceu estável nas praças paulistas na comparação diária, sem registro de variações nos preços pagos pelos frigoríficos.

Em Santa Catarina, a oferta de bovinos foi considerada suficiente para atender à demanda, em um cenário influenciado pelo ritmo mais lento típico dos feriados de fim de ano. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a 11 dias, segundo a consultoria.

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No mercado de Alagoas, o levantamento indicou estabilidade nas cotações para todas as categorias, sem alterações relevantes em relação ao dia anterior.

Situação semelhante foi observada no Espírito Santo, onde o mercado abriu com preços estáveis em todas as categorias acompanhadas pela Scot Consultoria.

No Rio de Janeiro, as cotações também não apresentaram mudanças na comparação diária, mantendo o padrão de estabilidade observado em outras regiões monitoradas pelo informativo.

Alessandro Araújo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Atenções do mercado pecuário se voltam a demandas interna e externa aquecidas

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preco-do-boi-gordo:-veja-como-o-mercado-fechou-a-semana

Reprodução

Com a entrada de dezembro, o mercado pecuário se volta ao pico de consumo doméstico, impulsionado pelas festividades e pelo 13º salário, apontam levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

No front externo, China e Estados Unidos dão sinais de demandas também firmes para este mês que se inicia. Para atender a essas vendas, pesquisadores explicam que parte dos frigoríficos já está com escalas adiantadas e com programação de férias coletivas nos últimos dias do mês. Outra parte das indústrias, no entanto, ainda precisa adquirir boa quantidade de animais e isso pode manter o mercado aquecido principalmente até meados da próxima semana.

Historicamente, conforme o Centro de Pesquisas, a primeira quinzena do mês costuma ser marcada por forte escoamento de carne no atacado e varejo, o que dá suporte aos preços também da arroba. No entanto, é comum que, na segunda quinzena, haja uma redução no volume de negócios – paradas técnicas e recessos de final de ano nos frigoríficos. Mesmo assim, com a oferta de animais já ajustada e a exportação em ritmo recorde, os preços de toda a pecuária podem atravessar dezembro sustentados, sem pressão significativa de baixa.

Fonte: Assessoria

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Cotações do boi gordo abrem mês sem variações

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Foto: Pixabay

 

O informativo Tem Boi na Linha, divulgado nesta segunda-feira (1) pela Scot Consultoria, apontou estabilidade nas cotações do boi gordo em São Paulo. Segundo a análise, “o primeiro dia útil do mês começou com poucos negócios”. Apesar do avanço na cotação da novilha registrado na sexta-feira, as demais categorias permanecem sem mudanças há vários dias. Conforme o levantamento, o boi gordo e o chamado “boi China” seguem estáveis há 18 dias, enquanto a vaca mantém o mesmo patamar há 12 dias. As escalas de abate estavam, em média, programadas para oito dias.

No Espírito Santo, a consultoria informou que “as cotações não mudaram”.

No atacado de carne com osso, o informativo destacou que o mês terminou com volume expressivo de vendas, impulsionado pelo período que costuma apresentar menor movimentação devido à restrição de consumo. Ainda assim, segundo a análise, “com o pagamento do 13º salário, as vendas no varejo seguiram, com pedidos de reposição de estoque”.

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A carcaça casada do boi capão registrou alta de 0,2%, equivalente a R$ 0,05 por quilo, enquanto a carcaça do boi inteiro recuou 0,7%, ou R$ 0,15 por quilo, cotada a R$ 21,00. Para as fêmeas, não houve variação. Com o início do mês e o pagamento dos salários previstos até o fim da semana, o relatório indicou que o mercado deve permanecer sustentado.

Nas carnes alternativas, a cotação do frango médio teve alta de 0,4%, ou R$ 0,03 por quilo. Já o suíno especial recuou 3,1%, o que corresponde a R$ 0,40 por quilo.

O informativo também registrou o vencimento do contrato futuro do boi gordo (BGIX25) na B3, ocorrido em 28 de novembro. A liquidação terminou com a arroba cotada em R$ 320,69, segundo o indicador da bolsa. No mesmo dia, o indicador do Cepea ficou em R$ 321,54 por arroba, enquanto o indicador da Scot Consultoria encerrou em R$ 321,11.

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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