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Agronegócio

Umidade favorece feijão, mas exige manejo de pragas

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Foto: Pixabay

 

A primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul está concluída. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (17) pela Emater/RS-Ascar, o ciclo foi finalizado com resultados positivos em boa parte do Estado, apesar de perdas localizadas na Metade Oeste, atribuídas à estiagem.

Na região de Caxias do Sul, a colheita foi tecnicamente encerrada com produtividade média próxima de 2.400 quilos por hectare. Segundo a Emater, a qualidade dos grãos foi considerada excelente. Já na região administrativa de Pelotas, as lavouras apresentaram variações de rendimento, entre 1.200 e 1.800 quilos por hectare, dependendo das condições de cultivo.

A colheita da segunda safra de feijão teve início e alcança, até o momento, 13% da área cultivada. A ocorrência de chuvas no início do período dificultou os trabalhos de campo, mas beneficiou lavouras em desenvolvimento. “As áreas com irrigação seguem apresentando excelente potencial”, informa o boletim.

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Em Erechim, a Emater alerta que as temperaturas noturnas mais baixas podem impactar negativamente a produtividade. Em Frederico Westphalen, o ciclo avança em áreas de segunda safra sobre resteva de milho, que já iniciaram a colheita. Em Ijuí, 62% das lavouras estão em fase de granação, enquanto parte das áreas ainda se encontra em floração. A estimativa de produtividade é considerada satisfatória, com exceção das lavouras de sequeiro, que têm desenvolvimento abaixo do esperado.

Em Santa Maria, as chuvas ocorridas entre o final de março e a primeira quinzena de abril favoreceram as lavouras, especialmente nas fases de floração e enchimento de grãos. Na região de Santa Rosa, um produtor de Campina das Missões relatou que os 30 hectares cultivados em segunda safra foram impactados pela estiagem inicial, mas recuperaram o desenvolvimento após o retorno das chuvas.

Na região de Soledade, as condições climáticas melhoraram na segunda metade do período, com aumento da radiação solar e temperaturas mais adequadas. No entanto, a Emater adverte para os riscos associados à alta umidade relativa do ar. “O monitoramento e o manejo de doenças como a antracnose devem ser mantidos para evitar perdas significativas”, aponta o informe. Atualmente, 5% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 45% em floração e 50% em enchimento de grãos.

Quanto à comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos teve queda de 3,17%, passando de R$ 220,50 para R$ 213,50, conforme levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.

AGROLINK – Seane Lennon

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Queijo catarinense é eleito o melhor do mundo

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Foto: Mapa

Queijo Reserva do Vale, da empresa Queijos Possamai, foi eleito o melhor queijo do mundo no 4º Mundial do Queijo do Brasil 2026, competição realizada em São Paulo entre os dias 16 e 19 de abril.

Produzido em Pouso Redondo (SC) por estabelecimento integrado ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), o queijo brasileiro superou concorrentes de 30 países. O resultado destaca a qualidade da produção nacional e a importância da certificação sanitária, coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para a ampliação do acesso a mercados e a garantia de elevados padrões produtivos.

Além do prêmio principal, a empresa recebeu outras nove medalhas na competição.

A diretora do Departamento de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária e jurada oficial do concurso, Judi Nóbrega, destacou a relevância do Sisbi-POA para a competitividade das agroindústrias brasileiras.

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“Resultados como esse demonstram, de forma concreta, que a adesão ao Sisbi-POA não é apenas um requisito regulatório, mas um diferencial competitivo. O sistema permite que agroindústrias alcancem novos mercados com segurança sanitária e qualificação dos processos produtivos, ampliando oportunidades sem abrir mão da qualidade. Ver um produto brasileiro, de uma agroindústria de pequeno porte, ser reconhecido como o melhor do mundo reforça a efetividade da política pública e o potencial do nosso sistema de inspeção”, afirmou.

Fundada em 1984, a Queijos Possamai mantém tradição familiar no município de Pouso Redondo, a cerca de 264 quilômetros de Florianópolis. Antes da adesão ao sistema, a empresa processava cerca de 3,5 mil litros de leite por dia. Atualmente, conta com rebanho de aproximadamente 600 animais e capacidade superior a 7 mil litros diários, crescimento acompanhado por investimentos em boas práticas produtivas e rigoroso controle sanitário.

A conquista projeta Santa Catarina no cenário internacional e reforça o potencial dos produtos de origem animal brasileiros.

SISBI-POA

O Sisbi-POA foi criado em 2006 com o objetivo de integrar os serviços de inspeção de produtos de origem animal no país e ampliar as oportunidades de comercialização para as agroindústrias brasileiras.

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Na prática, significa que o serviço de inspeção municipal ou estadual passa a ter seus procedimentos de fiscalização e controle reconhecidos como equivalentes aos adotados em nível federal. Isso garante padronização e harmonização das ações de inspeção, em conformidade com as normas técnicas estabelecidas pelo Mapa, além de ampliar significativamente as oportunidades de mercado com a comercialização em todo o território nacional.

Durante os primeiros 16 anos do sistema, entre 2006 e 2022, foram integrados 331 municípios em todo o Brasil. Entre 2023 e março de 2026, esse processo ganhou novo ritmo, com a integração de 1.184 novos municípios, elevando o total nacional para 1.515 municípios.

Grande parte desse crescimento tem sido impulsionada pelo fortalecimento dos consórcios públicos municipais, modelo que permite compartilhar estrutura técnica, otimizar recursos e estruturar serviços de inspeção mais robustos e eficientes.

Com MAPA

Fernanda Toigo

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Safra de feijão 2026 avança, mas seca provoca perdas severas

Publicado

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Imagem: Magnific

A safra brasileira de feijão em 2026 deve manter o país entre os maiores produtores mundiais do grão, com área plantada próxima de 2,8 milhões de hectares e produção estimada entre 3,1 milhões e 3,3 milhões de toneladas, segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O cultivo segue distribuído em três ciclos ao longo do ano e tem forte presença em estados como Paraná, Minas Gerais, Bahia, Goiás e Mato Grosso.

O Paraná, tradicional líder nacional na produção, responde por parcela relevante do volume total, ao lado de Minas Gerais, com destaque para o feijão irrigado , e da Bahia, que concentra áreas importantes no cerrado. No Centro-Oeste, Goiás e Mato Grosso ampliaram participação nos últimos anos, impulsionados por ganhos de produtividade e integração com outras culturas.

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O desempenho da safra, no entanto, é marcado por forte assimetria climática. Enquanto áreas do Sudeste e do Centro-Oeste registram excesso de chuvas, com impacto sobre qualidade e manejo da colheita, o Paraná enfrenta um cenário oposto: seca prolongada, altas temperaturas e perdas expressivas, sobretudo no feijão da primeira safra. Há relatos de produtores que perderam 100% da safra por conta da seca.

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No centro-sul do estado, há relatos de quebra total em lavouras. Em algumas propriedades, a estiagem comprometeu completamente o desenvolvimento das plantas. O volume de chuva ficou muito abaixo do necessário durante o ciclo, em determinados casos, pouco mais de 10 milímetros ao longo de dois meses, inviabilizando qualquer recuperação, mesmo com o retorno recente das precipitações.

A irregularidade climática atingiu diretamente o potencial produtivo. Áreas que inicialmente projetavam rendimentos dentro da média estadual, ao redor de 25 sacas por hectare, acabaram sem condições de colheita. Em paralelo, medições indicam acumulados de chuva muito aquém do ideal durante o período crítico da cultura, o que explica o nível elevado de perdas.

O contraste com outras regiões é evidente. Em estados como Minas Gerais e partes do Centro-Oeste, o excesso de umidade tem dificultado operações no campo e aumentado o risco de doenças, mas ainda permite manutenção de produtividade em patamares próximos do esperado. Já no Sul, especialmente no Paraná, a combinação de estiagem e calor impôs um cenário mais severo.

Além do feijão, outras culturas de segunda safra também sentem os efeitos do clima. No milho safrinha paranaense, a estimativa é de produção em torno de 17,3 milhões de toneladas, leve recuo em relação ao ciclo anterior, segundo o Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral). Em nível regional, há áreas com potencial de recuperação, mas o desempenho segue dependente das condições climáticas nas próximas semanas.

Com Pensar Agro

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Cotações Agropecuárias: Cotações de ovos atingem menor patamar para abril em quatro anos

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Foto: Rodrigo Félix Leal/AEN

O movimento de alta nos preços dos ovos, observado entre fevereiro e março, foi interrompido em abril.

Na parcial do mês (até o dia 29), as cotações acumularam queda de até 14% nas regiões acompanhadas pelo Cepea, recuando, inclusive, ao menor patamar real para o mês dos últimos quatro anos em diversas praças.

Safra de feijão 2026 avança, mas seca provoca perdas severas

De acordo com o Centro de Pesquisas, o cenário de baixa reflete, principalmente, o desequilíbrio entre a oferta interna e a demanda pela proteína.

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Ao longo da segunda quinzena do mês, o ritmo das negociações diminuiu e, além disso, o feriado prolongado de Tiradentes impactou negativamente as vendas, reduzindo a procura para reposição das redes atacadistas e varejistas, em um contexto de consumo mais retraído na ponta final da cadeia.

Os preços da laranja pera negociada no mercado de mesa (na árvore) se mantiveram relativamente estáveis ao longo de abril, mas registraram queda expressiva de 56,1%, na comparação com o mesmo mês de 2025.

Segundo pesquisadores do Cepea, apesar de a oferta estar limitada neste fim de safra 2025/26, a estabilidade dos preços em abril reflete um mercado já com o começo da concorrência das laranjas precoces e uma demanda sem grandes aquecimentos – os feriados de abril atrapalharam um pouco a comercialização da fruta.

Já quanto à temporada 2026/27, as primeiras laranjas precoces começam a aparecer nos pomares, mas ainda com coloração verde e em volume reduzido, apontando para uma intensificação gradual da oferta nas próximas semanas, de acordo com o Centro de Pesquisas.

Com Cepea

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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