Agricultura
BB se une a Ambipar e Coopercitrus por reflorestamento

Com foco na recuperação de 50 mil hectares de vegetação nativa de Cerrado e Mata Atlântica no interior do estado de São Paulo, o Banco do Brasil (BB) assinou nesta quarta-feira (30), com a Ambipar e a Coopercitrus um contrato para o desenvolvimento do projeto, o “Águas do Interior Paulista”.
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O objetivo da ação é promover a regularização ambiental a partir do reflorestamento com espécies nativas em áreas de reserva legal e áreas de preservação permanente (APP) em propriedades particulares. Serão priorizadas áreas próximas a rios, de maneira a melhorar o fluxo e qualidade hídrica da região.
Atualmente, a área contemplada pelo projeto possui somente 15% de vegetação nativa preservada de Mata Atlântica e de Cerrado. Devido à fragmentação das áreas verdes, muitas espécies de fauna e flora encontram-se ameaçadas.
O reflorestamento dos 50 mil hectares, alvo do projeto, possui potencial para a geração de cerca de 12 milhões de créditos de carbono, ao longo dos 37 anos de projeto, na metodologia de ARR – Afforestation, Reforestation e Revegetation da VERRA, principal certificadora do mercado voluntário de carbono.
Estima-se um preço de venda em torno de USD 45 por crédito, representando potencial financeiro de cerca de R$ 3 bilhões ao longo de todo o projeto. A ideia é de que sejam plantadas em torno de 50 a 80 espécies por hectare, reconstituindo as áreas de APP e Reserva Legal de propriedades de cooperados da Coopercitrus.
De acordo com José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, o BB reforça o compromisso com um futuro mais sustentável ao participar de ações como o projeto Águas do Interior Paulista.
“Ao lado dos parceiros Coopercitrus e Ambipar, estamos promovendo a recuperação de ecossistemas, a geração de créditos de carbono e o fortalecimento de uma agricultura cada vez mais responsável e alinhada à economia de baixo carbono”, afirmou Sasseron.
“Nossa parceria com o Banco do Brasil é construída ao longo dos anos e reflete o nosso compromisso de entregar valor ao cooperado. O apoio do BB em projetos como o Águas do Interior Paulista é essencial para que possamos entregar valor ao cooperado, fortalecer práticas ambientais responsáveis e impulsionar a produção rural com foco na preservação dos recursos naturais”, afirma Simonia Sabadin, diretora financeira da Coopercitrus.
“O Projeto ARR Águas do Interior é um exemplo de como o reflorestamento com espécies nativas pode gerar impactos positivos em múltiplas frentes: recuperação ambiental, geração de créditos de carbono e valorização da produção agropecuária sustentável. Por meio da restauração de corredores ecológicos, vamos ampliar a conectividade entre fragmentos florestais e fortalecer a resiliência hídrica de uma das regiões mais produtivas do país”, acrescenta Plínio Ribeiro, conselheiro da Ambipar.
Efeito e resultados
Segundo o BB, ações como essa geram diversos impactos positivos. “As questões Ambiental, Social e Governança (ASG) estão na ordem do dia das empresas que visam identificar e gerenciar riscos e oportunidades nas dimensões econômica, social e ambiental e, com isso, aprimorar a sua capacidade de gerar valor no longo prazo para os seus públicos de relacionamento”, informa a instituição.
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Agricultura
Girassol inicia colheita e mantém preços no RS

Foto: Divulgação
A colheita de girassol teve início em áreas do Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1). Na região administrativa de Bagé, produtores de São Borja começaram a retirar a cultura do campo, com cerca de 20% das lavouras já com o ciclo concluído.
A área cultivada no município soma 2.000 hectares, com expectativa de produtividade de 1.800 quilos por hectare e preço em torno de R$ 125,00 por saca de 60 quilos. Segundo o levantamento, “os produtores de São Borja estão em início de colheita”, indicando o avanço dos trabalhos nesta etapa da safra.
Na região administrativa de Santa Rosa, a área plantada com girassol alcança aproximadamente 1.800 hectares, volume que representa o dobro do inicialmente estimado. A produtividade projetada é de 1.830 quilos por hectare. O Informativo Conjuntural aponta que “1% das lavouras está em enchimento de grãos, 75% em maturação e 24% já colhidos”. O preço apresentou elevação na região e foi cotado em R$ 126,13 por saca de 60 quilos, refletindo a movimentação do mercado no período.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produtores ampliam sorgo como alternativa ao milho

Foto: Pixabay
A semeadura do sorgo avança na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, com destaque para o município de São Borja, mesmo diante do registro de chuvas irregulares. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1).
De acordo com o levantamento, a previsão é de cultivo de 5.000 hectares na região, com “95% das áreas já implantadas”. O documento aponta que os produtores acompanham o desenvolvimento da cultura ao longo da implantação da safra.
O Informativo registra ainda que o sorgo tem sido adotado como alternativa ao milho por ser considerado “uma opção de menor custo e risco ambiental”, mantendo os benefícios de uma gramínea de verão no sistema de rotação de culturas.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Safra de cebola confirma produção, mas frustra preços

Foto: Pixabay
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1), a colheita da cebola avança nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, com bom desempenho produtivo, mas preços abaixo do esperado para os agricultores.
Na região administrativa de Caxias do Sul, em Nova Roma do Sul, o ciclo da cultura ocorreu de forma mais tardia em relação às safras anteriores. A colheita foi concluída, e o produto apresentou calibre e produtividade considerados satisfatórios. No entanto, o valor pago ao produtor voltou a frustrar as expectativas. Segundo o levantamento, “o preço pago ao produtor ficou muito aquém do esperado, prejudicando a viabilidade econômica”. Os valores variam de R$ 0,80 a R$ 1,10 por quilo para cebola classificada como caixa 3, sem beneficiamento.
Ainda na região, em Caxias do Sul, a colheita segue em ritmo acelerado, mas os preços permanecem baixos, com remuneração em torno de R$ 1,00 por quilo ao produtor. Na Ceasa, a cebola é comercializada por cerca de R$ 2,00 o quilo.
Na região de Pelotas, os principais municípios produtores são São José do Norte, com 1.440 hectares, Tavares, com 225 hectares, e Rio Grande, com 200 hectares, totalizando 1.865 hectares cultivados. Em São José do Norte, a colheita alcança aproximadamente 90% da área plantada, confirmando boa produtividade. A comercialização está em andamento, com cerca de metade da produção já vendida. O Informativo aponta, contudo, queda nos preços e variações entre as praças de comercialização, atribuídas a fatores locais, como acesso aos mercados, tipo de venda e volume disponível.
Já nos municípios de Herval e Pedras Altas, as lavouras destinadas à produção de sementes encontram-se em plena floração, com desenvolvimento e sanidade adequados. A expectativa é de rendimentos satisfatórios ao final do ciclo.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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