Agronegócio
Frango vivo tem melhor preço em quase dois anos

Foto: Arquivo/Ari Dias/AEN/PR
O preço do frango vivo subiu nas principais regiões produtoras do país e atingiu o maior patamar em quase dois anos. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a valorização está ligada ao bom ritmo das vendas, tanto no Brasil quanto no exterior, e à queda nos custos de produção, como milho e farelo de soja.
No estado de São Paulo, o frango vivo está sendo vendido a R$ 6,15 o quilo, uma alta de 11% só em abril. No Paraná, outro importante polo da avicultura, o valor de referência segue estável em R$ 5,10/kg. Em Santa Catarina, segundo a Epagri, a cotação é de R$ 4,66/kg. Mesmo com essas diferenças, o cenário é positivo para o setor de corte em todo o Brasil.
Com o custo dos insumos em baixa, o poder de compra do avicultor melhorou pelo segundo mês seguido, segundo análise do Cepea. Esse equilíbrio entre preços de venda e despesas dá fôlego ao produtor, que vinha pressionado nos últimos meses.
Já no mercado atacadista, o frango abatido está com preços firmes. Em São Paulo, o valor gira em torno de R$ 8,20/kg. No entanto, os cortes congelados e resfriados tiveram leve recuo nesta semana, com o congelado sendo vendido a R$ 8,67 e o resfriado a R$ 8,68 por quilo. O movimento indica que os compradores estão mais cautelosos, avaliando o consumo e controlando estoques.
Por outro lado, quem trabalha com postura enfrenta cenário mais difícil. A queda na procura e a pressão nos custos reduziram a margem do produtor. Em Bastos (SP), maior centro de produção de ovos do país, os preços recuaram. A caixa de 30 dúzias do ovo branco caiu de R$ 203 para R$ 192, enquanto a do ovo vermelho foi para R$ 220.
Apesar das diferenças entre os segmentos, o momento geral da avicultura é de atenção aos movimentos do mercado. O frango de corte vive fase positiva, mas o setor de ovos precisa de reação nas vendas para equilibrar as contas. A expectativa para os próximos dias é de estabilidade com possíveis ajustes pontuais.
(Com Pensar Agro)
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preço do feijão carioca sobe em meio à troca de safra

Gerada por IA
A transição entre a primeira e a segunda safra tem pressionado o mercado de feijão carioca, que registrou forte valorização na última semana, impulsionada pela combinação de oferta restrita e demanda aquecida. O cenário, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), revela um descompasso no curto prazo, especialmente para grãos de melhor qualidade, mais disputados pelos compradores.
De acordo com o Cepea, as cotações do feijão carioca avançaram de forma generalizada, com boa aceitação no mercado para lotes superiores. A limitação na oferta desses grãos tem sustentado o movimento de alta, indicando um mercado firme e com tendência de manutenção dos preços enquanto persistir o desequilíbrio entre oferta e demanda.
Já no caso do feijão preto, o comportamento é diferente. Apesar de momentos pontuais de menor oferta, a demanda irregular tem impedido uma reação mais consistente nos preços. O resultado é um mercado com menor dinamismo, sem força suficiente para sustentar valorizações mais amplas.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Algodão atinge maior preço desde julho de 2025

MaisSoja
Os preços do algodão em pluma seguem em alta no Brasil e já alcançam o maior patamar nominal desde o fim de julho de 2025, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (29.04) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O avanço é medido pelo Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em oito dias, e reflete um cenário de valorização sustentado por cotações internacionais mais firmes e pela postura cautelosa dos vendedores brasileiros durante o período de entressafra.
Além do mercado externo, outros fatores têm pressionado os preços, como os valores elevados do petróleo e as condições climáticas no Brasil e nos Estados Unidos, que aumentam a atenção de produtores e compradores sobre a oferta da fibra.
No mercado spot, a comercialização ocorre de forma pontual, voltada principalmente ao atendimento de necessidades imediatas e à reposição de estoques. Segundo pesquisadores do Cepea, um volume maior de negócios ainda é limitado pelo desencontro entre as expectativas de compradores e vendedores.
Do lado da demanda, indústrias relatam dificuldade em repassar aos fios e demais manufaturados as recentes valorizações da matéria-prima e de outros insumos. Com as vendas no varejo enfraquecidas, as compras seguem cautelosas ao longo da cadeia produtiva.
Entre os fatores que restringem o consumo estão os juros elevados, o alto endividamento das famílias e a inflação, que reduzem o fôlego do varejo e pressionam a indústria têxtil.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Café tem ritmo lento, mas expectativa é de safra volumosa

Gerada por IA
A colheita da safra 2026/27 de café arábica no Brasil ainda avança em ritmo lento na maior parte das regiões produtoras, mas o bom desenvolvimento das lavouras mantém a expectativa de uma temporada volumosa. Segundo levantamento do Cepea divulgado nesta quarta-feira (29.04), os trabalhos de campo começaram de forma mais efetiva apenas na Zona da Mata de Minas Gerais.
No Sul de Minas, uma das principais regiões produtoras do país, a maioria dos cafeicultores ainda não iniciou a colheita. A previsão é de que as atividades ganhem força somente a partir da segunda quinzena de maio.
No Cerrado mineiro, importante praça produtora de arábica, o início efetivo da colheita deve ocorrer apenas no fim de maio, comportamento considerado típico para a região, conforme pesquisadores do Cepea.
Em São Paulo, parte dos produtores da região de Garça já começou os trabalhos, mas o volume colhido ainda é pequeno. Na Mogiana paulista, a expectativa é de que a colheita tenha início em aproximadamente duas semanas, entre meados e o fim de maio.
No Noroeste do Paraná, as atividades também estão começando, mas podem sofrer atraso por causa das chuvas recentes. A tendência, segundo agentes consultados pelo Cepea, é de normalização assim que o tempo firmar.
Apesar do ritmo inicial mais lento, o cenário das lavouras é considerado positivo. Produtores e agentes do setor relatam bom desenvolvimento tanto do café arábica quanto do robusta, o que reforça a perspectiva de uma colheita expressiva. A Conab projeta safra recorde para o Brasil nesta temporada.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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