Agricultura
Custo do milho sobe em Mato Grosso e desafia produtor a superar 105 sacas por hectare para equilibrar contas

Divulgação
O custo de produção do milho em Mato Grosso segue em trajetória de alta, pressionando as margens dos produtores e exigindo produtividade elevada para garantir rentabilidade, segundo acompanhamento feito pelo IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). De acordo com dados atualizados para abril de 2025, o custeio da lavoura da safra 2025/26 subiu 1,95% em relação ao mês anterior, totalizando R$ 3.225,52 por hectare. O aumento foi impulsionado, principalmente, pela valorização das sementes e dos defensivos agrícolas, dois dos insumos mais representativos na composição dos custos de produção.
O Custo Operacional Efetivo (COE), que considera todos os desembolsos necessários para o cultivo, incluindo mão de obra, máquinas, insumos e serviços, também apresentou elevação de 1,60% no período, fechando o mês em R$ 4.715,11/ha. Diante disso, o cenário exige ainda mais atenção dos agricultores ao planejamento e gestão das lavouras, pois a escalada dos custos compromete a margem financeira caso a produtividade não acompanhe esse movimento.
Com o preço médio ponderado do milho em abril registrado em R$ 44,72 por saca, a rentabilidade só será garantida se o produtor alcançar uma produtividade mínima de 105,43 sacas por hectare, patamar considerado desafiador especialmente em áreas com limitações de solo ou problemas climáticos. Em safras passadas, produtividades abaixo disso acabaram por gerar prejuízos, mesmo com vendas antecipadas ou boas práticas de manejo.
Esse cenário reforça a necessidade de adoção de tecnologias que maximizem a eficiência do uso de insumos, o acompanhamento técnico constante e a busca por alternativas de comercialização, como o hedge com contratos futuros ou barter com fornecedores. A variação nos custos também serve de alerta para quem ainda está em fase de planejamento da safra, mostrando que decisões estratégicas no momento da compra de insumos e no manejo podem ser decisivas para a viabilidade da atividade.
Com os custos da produção em ascensão e os preços do milho sujeitos a pressões do mercado interno e externo, o produtor mato-grossense precisará ser ainda mais resiliente e eficiente para manter sua competitividade na safra 2025/26.
Fonte: CenarioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Girassol inicia colheita e mantém preços no RS

Foto: Divulgação
A colheita de girassol teve início em áreas do Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1). Na região administrativa de Bagé, produtores de São Borja começaram a retirar a cultura do campo, com cerca de 20% das lavouras já com o ciclo concluído.
A área cultivada no município soma 2.000 hectares, com expectativa de produtividade de 1.800 quilos por hectare e preço em torno de R$ 125,00 por saca de 60 quilos. Segundo o levantamento, “os produtores de São Borja estão em início de colheita”, indicando o avanço dos trabalhos nesta etapa da safra.
Na região administrativa de Santa Rosa, a área plantada com girassol alcança aproximadamente 1.800 hectares, volume que representa o dobro do inicialmente estimado. A produtividade projetada é de 1.830 quilos por hectare. O Informativo Conjuntural aponta que “1% das lavouras está em enchimento de grãos, 75% em maturação e 24% já colhidos”. O preço apresentou elevação na região e foi cotado em R$ 126,13 por saca de 60 quilos, refletindo a movimentação do mercado no período.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produtores ampliam sorgo como alternativa ao milho

Foto: Pixabay
A semeadura do sorgo avança na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, com destaque para o município de São Borja, mesmo diante do registro de chuvas irregulares. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1).
De acordo com o levantamento, a previsão é de cultivo de 5.000 hectares na região, com “95% das áreas já implantadas”. O documento aponta que os produtores acompanham o desenvolvimento da cultura ao longo da implantação da safra.
O Informativo registra ainda que o sorgo tem sido adotado como alternativa ao milho por ser considerado “uma opção de menor custo e risco ambiental”, mantendo os benefícios de uma gramínea de verão no sistema de rotação de culturas.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Safra de cebola confirma produção, mas frustra preços

Foto: Pixabay
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1), a colheita da cebola avança nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, com bom desempenho produtivo, mas preços abaixo do esperado para os agricultores.
Na região administrativa de Caxias do Sul, em Nova Roma do Sul, o ciclo da cultura ocorreu de forma mais tardia em relação às safras anteriores. A colheita foi concluída, e o produto apresentou calibre e produtividade considerados satisfatórios. No entanto, o valor pago ao produtor voltou a frustrar as expectativas. Segundo o levantamento, “o preço pago ao produtor ficou muito aquém do esperado, prejudicando a viabilidade econômica”. Os valores variam de R$ 0,80 a R$ 1,10 por quilo para cebola classificada como caixa 3, sem beneficiamento.
Ainda na região, em Caxias do Sul, a colheita segue em ritmo acelerado, mas os preços permanecem baixos, com remuneração em torno de R$ 1,00 por quilo ao produtor. Na Ceasa, a cebola é comercializada por cerca de R$ 2,00 o quilo.
Na região de Pelotas, os principais municípios produtores são São José do Norte, com 1.440 hectares, Tavares, com 225 hectares, e Rio Grande, com 200 hectares, totalizando 1.865 hectares cultivados. Em São José do Norte, a colheita alcança aproximadamente 90% da área plantada, confirmando boa produtividade. A comercialização está em andamento, com cerca de metade da produção já vendida. O Informativo aponta, contudo, queda nos preços e variações entre as praças de comercialização, atribuídas a fatores locais, como acesso aos mercados, tipo de venda e volume disponível.
Já nos municípios de Herval e Pedras Altas, as lavouras destinadas à produção de sementes encontram-se em plena floração, com desenvolvimento e sanidade adequados. A expectativa é de rendimentos satisfatórios ao final do ciclo.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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