Transporte
“Nunca me senti tão segura no Centro de Cuiabá”, diz comerciante sobre o reforço do policiamento

PMMT
“Antes não víamos muita segurança nas ruas e isso era bastante preocupante para nós lojistas. Nunca me senti tão segura no Centro de Cuiabá”. A fala é da empresária Joana de Oliveira Salgado, proprietária de uma loja de semijoias na região central da Capital. Lojista há 15 anos, ela contou que há muito tempo não via reforço do policiamento a pé, montado ou circulação de viaturas da Polícia Militar em torno da Rua Pedro Celestino. “A realidade hoje é completamente diferente. Temos até diversas câmeras do Vigia Mais MT espalhadas por toda a área reforçando ainda mais a sensação de segurança dos empresários, funcionários, clientes e moradores aqui da região”, ressaltou Joana.
As Forças de Segurança registraram uma redução de 26% em crimes de roubos e de 9% em ocorrências de furtos, de janeiro a maio deste ano, em comparação com o ano interior. Os dados são da Superintendência do Observatório de Segurança Pública (SROP). Na última semana, a Polícia Militar deflagrou a Operação Centro Seguro, para redobrar o policiamento nas regiões centrais de Cuiabá e Várzea Grande. A ação integra o Programa Tolerância Zero do Governo do Estado. Ao todo, foram empregados mais de 300 policiais militares, do 1º e 2º Comandos Regionais, em 63 viaturas. A Operação Centro Seguro ocorre até o próximo dia 5 de julho.
A vendedora de uma loja de roupas especializadas no público infantil, Adriana Ferreira de Souza, também enfatizou a presença da Polícia Militar no Centro de Cuiabá. “Para onde olhamos percebemos uma equipe de policiais militares realizando rondas nas praças e nos calçadões daqui do Centro. Isso nos garante uma maior sensação de segurança para quem trabalha aqui e que muitas vezes sai tarde da noite para fazer o fechamento da loja”, comentou Adriana.
O farmacêutico Ronaldo Simão contou que trabalha nas proximidades da Praça Alencastro há 9 anos e que já testemunhou algumas ações criminosas, mas que foram frustradas rapidamente pela atuação da Polícia Militar. “Apesar do reforço do policiamento e apoio das câmeras de segurança de comércios locais, nós também conseguimos auxiliar as equipes na identificação de autores em ações criminosas com fotos e vídeos. Essa é uma integração que muitas vezes acaba dando certo na abordagem e prisão de criminosos”, destacou Simão.
Operação Centro Seguro
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, declarou que durante o desdobramento da Operação Centro Seguro estão sendo realizadas diversas ações preventivas, como pontos demonstrativos, saturações e abordagens policiais, com o objetivo de garantir a ordem pública e combater crimes de roubo, furto e outras práticas criminosas.
“A Operação Centro Seguro tem como principal objetivo reforçar o policiamento tático e ostensivo nas áreas comerciais e bancárias, que são locais com maiores concentração de pessoas circulando. Essa operação integra o Programa Tolerância Zero com diversas ações estratégicas e planejadas das nossas equipes militares. Com os investimentos do Governo do Estado, desde entregas de novas viaturas, armamentos e equipamentos de segurança, hoje já é possível deflagrar diversas operações simultâneas contra facções criminosas, nos 142 municípios de Mato Grosso, por meio dos 15 Comandos Regionais. Somente no Centro de Cuiabá são 800 câmeras de segurança do Vigia Mais MT e outras 13 mil instaladas em todo Estado”, ressaltou o coronel Fernando.
A Operação Centro Seguro conta com policiamento montado por parte da Cavalaria da Polícia Militar, Companhia Independente de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio), Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Polícia Militar de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Força Tática e Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer).
Transporte
Operação Lei Seca para motocicletas termina com cinco prisões e 26 veículos removidos em Várzea Grande
GGI-SESP
Uma operação da Lei Seca voltada exclusivamente para motocicletas, realizada na noite desta quarta-feira (28.1), em Várzea Grande, terminou com cinco prisões. Do total, uma foi por embriaguez ao volante, três por adulteração de veículo e uma por guarda ou transporte de droga para consumo pessoal. As abordagens ocorreram na Rua Iara, no bairro Jardim Glória.
De acordo com o relatório do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), 62 veículos foram fiscalizados durante a ação. Além das prisões, 30 multas foram aplicadas e 26 motocicletas removidas ao pátio.
Ao todo, a operação expediu 54 Autos de Infração de Trânsito (AIT). Desses, 19 foram por falta de licenciamento ou registro do veículo e 13 por ausência da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). As demais infrações se referem a irregularidades diversas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, sob coordenação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), e contou com a participação de equipes do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Polícia Militar, Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Guarda Municipal de Várzea Grande.
*Sob Supervisão de Alecy Alves
Maria Klara Duque* | Sesp-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Professor de escola cívico-militar é demitido após puxar orelha de aluna em MT

PMMT
Uma aluna da Escola Cívico-Militar 13 de Maio, em Porto Alegre do Norte (1.139 km de Cuiabá), denunciou ter sido agredida com um puxão de orelha por um professor. O caso ocorreu no fim do ano passado, mas só veio à tona agora.
Após tomar conhecimento dos fatos, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) demitiu o profissional. A pasta informou, por meio de nota, ter adotado “imediatamente as providências cabíveis”.
A estudante foi acolhida pelo professor mediador da unidade com apoio da equipe psicossocial da Diretoria Regional de Educação (DRE), que segue acompanhando a rotina na unidade de ensino.
Ao mesmo tempo, estão sendo realizadas ações de conscientização junto à comunidade escolar “com foco na promoção do respeito, da convivência saudável e do bem-estar no ambiente educacional”.
APARECIDO CARMO/Da Redação/HNT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Polícia Civil prende jovem por difundir ideologias neonazistas e racistas nas redes sociais

PJC
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (29.1) a operação Enigma, para o cumprimento de três mandados judiciais no interior do estado, tendo como alvo um jovem investigado por utilizar redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar atentados contra populações vulneráveis.
As ordens judiciais, de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e afastamento de sigilo telemático, foram expedidas pela Justiça com base em investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), que identificaram o suspeito de 20 anos, morador do município de Gaúcha do Norte.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Paranatinga.
Com o avanço dos trabalhos, foi apontado que o investigado utilizava redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar atentados contra populações vulneráveis. Em suas publicações, o suspeito incitava e manifestava vontade de praticar atos de extrema violência em locais públicos, visando especificamente judeus e a população negra.
A equipe de investigação da DRCI conseguiu superar as camadas de anonimização utilizadas pelo suspeito, estabelecendo o nexo causal entre as ameaças e obtendo a sua identidade civil. Além da incitação a massacres escolares, a investigação revelou que ele utilizava o ambiente digital para a prática de racismo.
O delegado responsável pelas investigações, Guilherme da Rocha, destaca que a intervenção estatal imediata foi indispensável para evitar a concretização de atos violentos.
“O investigado demonstrava estar em estágio avançado de radicalização, com intenções de vandalizar mesquitas e praticar atos de violência contra a população negra”, disse o delegado.
“A atuação da DRCI não apenas retira de circulação um indivíduo de altíssima periculosidade social, mas assegura a paz social, a incolumidade pública e a dignidade da população mato-grossense”, ressalta o titular.
Enigma
O nome da operação foi dado em alusão à quebra da criptografia da máquina nazista Enigma pelas forças aliadas. Da mesma forma, a DRCI superou as tentativas de anonimização do investigado, com clara motivação neonazista, obtendo êxito em identificá-lo e dar cumprimento aos mandados judiciais em seu desfavor.
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