Agronegócio
Citros: produtores relatam perdas de até 60% na Ponkan

Foto: Seane Lennon
Na região de Bagé, as laranjas seguem em fase de desenvolvimento, enquanto a bergamota está em maturação e colheita. Em São Gabriel, a produção continua com frutos de sabor adocicado e calibre considerado adequado. O limão é comercializado a R$ 60,00 a caixa de 22 kg, e a laranja de suco a R$ 80,00 por 25 kg, direcionada principalmente ao mercado in natura. Em Maçambará, a laranja de mesa sem semente tem cotação de R$ 7,00/kg.
No município de Caxias do Sul, variedades precoces e de ciclo médio, como a bergamota Ponkan, estão em fase final de colheita. O preço, embora reduzido, permaneceu estável na Ceasa/Serra, em R$ 2,25/kg. Segundo o boletim, o frio recente favoreceu a coloração e o sabor da fruta.
Em Passo Fundo, continuam os trabalhos com as laranjas Rubi e Salustiana, mantendo-se os tratamentos preventivos, podas e adubações. Já em Frederico Westphalen, seguem as colheitas de bergamota Caí e Ponkan, além das laranjas de umbigo e de suco.
Em Erechim, o comércio está parado. A incerteza provocada pela taxação de 50% sobre o suco de laranja exportado para os Estados Unidos gerou expectativa nas indústrias, que ainda não iniciaram a compra da fruta. A venda de laranja in natura permanece, com preços em torno de R$ 0,90/kg.
No Vale do Caí, a colheita foi favorecida pelas condições climáticas, mas a dificuldade de escoamento da produção e a retração da demanda industrial prejudicam os produtores. O excesso de chuvas provocou queda de frutas e podridões, com perdas de até 60% em alguns pomares de bergamota Ponkan em São Sebastião do Caí. Em pomares de limão que sofreram com geadas, os frutos foram desvalorizados pela perda de qualidade. O controle da mosca-branca tem sido ineficaz, segundo o informativo.
A colheita de bergamota Caí está próxima do fim em Pareci Novo, onde o preço pago é de R$ 35,00 por caixa de 25 kg. Em Bom Princípio, a safra atinge 90%, com preços em torno de R$ 30,00. Já a bergamota Montenegrina está no início da colheita, com valores variando de R$ 50,00 a R$ 60,00 conforme o município e a qualidade do produto.
A laranja Céu gaúcha teve a colheita encerrada em Bom Princípio e São Sebastião do Caí. Em São José do Hortêncio, a colheita da variedade atingiu 90%. A Céu paulista está no início da safra, com preços de R$ 30,00 a R$ 40,00 por caixa de 25 kg. A laranja Valência tem baixa demanda, com valores entre R$ 10,00 e R$ 25,00, dependendo do destino.
A comercialização do limão Tahiti também ocorre de forma lenta. Em Bom Princípio, a colheita atingiu 60% dos 120 hectares cultivados, com preços entre R$ 35,00 e R$ 40,00. Em São Sebastião do Caí, o valor é de R$ 30,00 por caixa. Em São José do Hortêncio, o preço é de R$ 50,00.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Mato Grosso lucra com venda de pênis bovino para Ásia

Divulgação
Além dos cortes nobres, Mato Grosso tem ampliado a exportação de subprodutos bovinos, como o pênis do boi, conhecido como vergalho, para o mercado asiático. O produto é valorizado na culinária de países como Hong Kong, onde a tonelada pode chegar a US$ 6 mil, muito acima do preço médio de R$ 21 o quilo praticado no mercado interno.
O vergalho é exportado in natura, seguindo protocolos sanitários rigorosos. Segundo Alan Gutierrez, gerente de marketing da SulBeef, a indústria mato-grossense envia em média quatro a cinco toneladas por mês, mostrando a consolidação desse mercado.
Na Ásia, o vergalho é utilizado em pratos cozidos e ensopados, valorizado pela textura e pela capacidade de absorver temperos. A tradição cultural de aproveitar integralmente o animal garante uma demanda estável para partes menos convencionais, como miúdos e subprodutos.
Para Bruno Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o comércio de subprodutos reforça a competitividade da pecuária local. “Ampliar o portfólio e atender diferentes mercados fortalece a economia e aumenta a competitividade da carne mato-grossense no cenário global”, afirma.
Redação RDM Online
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Soja disponível em Mato Grosso tem leve alta; colheita avança

foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo
A cotação da soja disponível no Estado teve valorização de 0,20% semana passada, em relação a anterior, e fechou, na última sexta-feira, cotada a R$ 103,64/saca. A informação foi divulgada, há pouco, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal.
O indicador Prêmio Santos (SP) apresentou alta de 26,98% no comparativo semanal, fechando em ¢US$ 80,00/bu.
O IMEA informou ainda que a redução no volume de chuvas na última semana permitiu um avanço de 4,71 pontos percentuais na colheita da safra 25/26, que fechou em 6,69%, estando acima da média histórica.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Plantio de algodão em Mato Grosso está adiantado

foto: arquivo/assessoria
A semeadura do algodão da safra 25/26 avançou 20,96 pontos percentuais na última semana, alcançando 29,04% da área projetada até o último dia 16, no mais recente levantamento divulgado pelo IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). O período foi marcado pela intensificação dos trabalhos nas áreas de segunda safra, em meio ao avanço da colheita da soja, enquanto a semeadura das áreas de primeira safra se aproxima do final.
Apesar do início mais lento em relação aos anos anteriores, o ritmo das atividades se intensificou nos últimos dias, superando o que havia sido observado na safra passada. Dessa maneira, o percentual atingido se encontra 9,70 pontos percentuais adiantado no comparativo com a safra 24/25, e 4,84 pontos percentuais à frente da média das últimas cinco safras. Até o momento, a região Sudeste é a mais avançada, com 45,84% da semeadura concluída, enquanto a Oeste é a mais atrasada no ciclo, com 22,36%.
O IMEA acrescenta que a expectativa para as próximas semanas depende das condições climáticas, que tendem à normalidade segundo o NOAA, e do ritmo da colheita da soja, fatores que definirão o avanço da semeadura da segunda safra
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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