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Agronegócio

Exportadora de cacau do Brasil conquista mais de 90 mercados e fatura bilhões em vendas externas

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ChocoBrasil: da lavoura familiar no sul da Bahia ao posto de líder continental em exportação de cacau – Cacau

A maior exportadora de cacau da América Latina nasceu de um pequeno cultivo em Ilhéus, Bahia. Após décadas de dificuldades com pragas, oscilações de preço e desafios logísticos, a ChocoBrasil se reinventou e hoje fornece matéria-prima para mais de 90 países.

Atualmente, a companhia lidera as exportações da região e concorre com players globais tradicionais. Estratégia de diversificação, foco em qualidade e expansão geográfica permitiram à ChocoBrasil se consolidar como referência no agronegócio internacional.

Origens e desafios iniciais

Fundada em 1942 por Manoel Andrade, a plantação começou de forma artesanal. A crise do “vassoura-de-bruxa”, em 1989, quase exterminou a produção, deixando milhares de famílias endividadas.

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O ressurgimento veio nos anos 1990, com novas técnicas de cultivo e apoio de cooperativas. A virada ocorreu em 1997, quando a empresa investiu em tecnologia de fermentação e secagem, alcançando padrão de exportação.

Expansão nos anos 2000

Com o crescimento do consumo mundial de chocolate, a empresa viu sua oportunidade. Em 2003, iniciou exportações para a Europa e, em 2007, expandiu para Ásia e Oriente Médio.

O reposicionamento incluiu certificações de sustentabilidade, que abriram portas em mercados exigentes como Alemanha e Suíça.

Abertura de capital e internacionalização

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Em 2011, a ChocoBrasil abriu capital na bolsa brasileira. O investimento foi aplicado em infraestrutura portuária e aquisição de fazendas estratégicas.

Entre 2012 e 2016, adquiriu unidades em Gana e Costa do Marfim, fortalecendo a rede de suprimento e diminuindo riscos climáticos.

Grandes aquisições e recordes de lucro

A década de 2020 trouxe novos saltos: a compra de indústrias de processamento na Bélgica e na Espanha em 2021 permitiu à companhia aumentar a exportação de cacau processado, elevando margens de lucro.

Em 2025, a ChocoBrasil reportou faturamento recorde, com 70% da receita proveniente das vendas externas.

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ChocoBrasil hoje

Mesmo menor em valor de mercado que multinacionais suíças e norte-americanas, a ChocoBrasil é a principal fornecedora de cacau da América Latina, atendendo mercados como EUA, China, França e Emirados Árabes.

Com resultados consistentes, distribui dividendos regulares e segue no radar de grandes investidores.

Perspectivas para o futuro

O histórico da ChocoBrasil mostra que crises, inovação e ousadia foram determinantes para seu crescimento. Atualmente, a empresa exibe robustez financeira e sólida posição no mercado internacional.

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A dúvida é se continuará ampliando sua liderança ou se as dívidas assumidas em aquisições recentes podem reduzir o ritmo de expansão.

E você, acredita que a ChocoBrasil vai manter o posto de maior exportadora de cacau da América Latina? Ou os desafios financeiros podem comprometer o avanço? Participe nos comentários, queremos conhecer sua opinião.

Fonte: DA REDAÇÃO

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mato Grosso lucra com venda de pênis bovino para Ásia

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Divulgação

 

Além dos cortes nobres, Mato Grosso tem ampliado a exportação de subprodutos bovinos, como o pênis do boi, conhecido como vergalho, para o mercado asiático. O produto é valorizado na culinária de países como Hong Kong, onde a tonelada pode chegar a US$ 6 mil, muito acima do preço médio de R$ 21 o quilo praticado no mercado interno.

O vergalho é exportado in natura, seguindo protocolos sanitários rigorosos. Segundo Alan Gutierrez, gerente de marketing da SulBeef, a indústria mato-grossense envia em média quatro a cinco toneladas por mês, mostrando a consolidação desse mercado.

Na Ásia, o vergalho é utilizado em pratos cozidos e ensopados, valorizado pela textura e pela capacidade de absorver temperos. A tradição cultural de aproveitar integralmente o animal garante uma demanda estável para partes menos convencionais, como miúdos e subprodutos.

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Para Bruno Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o comércio de subprodutos reforça a competitividade da pecuária local. “Ampliar o portfólio e atender diferentes mercados fortalece a economia e aumenta a competitividade da carne mato-grossense no cenário global”, afirma.

Redação RDM Online

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Soja disponível em Mato Grosso tem leve alta; colheita avança

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colheita-de-soja-2024/25-esta-praticamente-concluida-no-brasil,-segundo-a-conab

foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo

A cotação da soja disponível no Estado teve valorização de 0,20% semana passada, em relação a anterior, e fechou, na última sexta-feira, cotada a R$ 103,64/saca. A informação foi divulgada, há pouco, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal.

O indicador Prêmio Santos (SP) apresentou alta de 26,98% no comparativo semanal, fechando em ¢US$ 80,00/bu.

O IMEA informou ainda que a redução no volume de chuvas na última semana permitiu um avanço de 4,71 pontos percentuais na colheita da safra 25/26, que fechou em 6,69%, estando acima da média histórica.

Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Plantio de algodão em Mato Grosso está adiantado

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precos-do-algodao-em-pluma-seguem-em-alta-no-brasil

foto: arquivo/assessoria

A semeadura do algodão da safra 25/26 avançou 20,96 pontos percentuais na última semana, alcançando 29,04% da área projetada até o último dia 16, no mais recente levantamento divulgado pelo IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). O período foi marcado pela intensificação dos trabalhos nas áreas de segunda safra, em meio ao avanço da colheita da soja, enquanto a semeadura das áreas de primeira safra se aproxima do final.

Apesar do início mais lento em relação aos anos anteriores, o ritmo das atividades se intensificou nos últimos dias, superando o que havia sido observado na safra passada. Dessa maneira, o percentual atingido se encontra 9,70 pontos percentuais adiantado no comparativo com a safra 24/25, e 4,84 pontos percentuais à frente da média das últimas cinco safras. Até o momento, a região Sudeste é a mais avançada, com 45,84% da semeadura concluída, enquanto a Oeste é a mais atrasada no ciclo, com 22,36%.

O IMEA acrescenta que a expectativa para as próximas semanas depende das condições climáticas, que tendem à normalidade segundo o NOAA, e do ritmo da colheita da soja, fatores que definirão o avanço da semeadura da segunda safra

Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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