Transporte
Caminhão tomba e carga de milho é saqueada em porta-malas, baldes e sacos

Foto: Polícia Rodoviária
Um acidente na PR-445, em Londrina, no norte do Paraná, no último domingo (19), terminou em uma cena inusitada — e ilegal. Após o tombamento de um caminhão carregado com milho, moradores da região usaram porta-malas de carros, baldes, sacos e o que mais estivesse à mão para saquear a carga que ficou espalhada pela rodovia.
Apesar do tom curioso das imagens — que incluíram até crianças e adolescentes participando do saque — a ação configura crime de furto, mesmo sem uma tipificação específica no Código Penal para saque de cargas.
Segundo o relatório da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o motorista, de 25 anos, perdeu o controle da direção em uma curva, resultando no tombamento. Felizmente, ele não se feriu. O caminhoneiro João Vinícius Muller havia saído do Mato Grosso do Sul e levava os grãos para Santa Catarina.
Com o impacto, a carroceria do caminhão se rompeu, e toneladas de milho se espalharam pela pista, acostamento e até parte de um barranco. Minutos depois, dezenas de pessoas começaram a recolher os grãos. Algumas imagens da RPC foram borradas para preservar a identidade de crianças envolvidas na ação.
Crime e impunidade
A PRE confirmou que o saque configura crime, mas relatou que não foi possível conter os moradores no momento. Nenhuma prisão foi efetuada. A corporação reforçou que a prioridade, nesses casos, é o atendimento ao motorista e à segurança no local.
Em nota, a PRE informou que imagens foram registradas para encaminhamento à Polícia Civil, que deve investigar e tentar identificar os envolvidos. “Após situação controlada, a equipe tentará identificar a empresa responsável pela carga para acionamento de segurança particular para permanecer no local até que possa ser feito o transbordo da carga excedente e liberação da via”, destacou o comunicado.
Impacto no transporte de grãos
Situações como essa geram prejuízo direto para produtores, transportadoras e empresas do setor agroindustrial. Além do risco físico para motoristas e saqueadores, o saque de carga compromete seguros e encarece a logística.
Embora o Brasil seja um dos maiores produtores de grãos do mundo, a infraestrutura e segurança nas estradas ainda enfrentam desafios. Acidentes como o de Londrina, infelizmente, se tornam palco de ações oportunistas, como demonstrado neste caso.
A cena chamou atenção nas redes sociais pela forma como a comunidade reagiu ao acidente — com pressa, estratégia improvisada e aparente naturalização da prática. O que, para muitos, parece “aproveitamento da situação”, para a lei é furto, e pode ser punido com até quatro anos de prisão, além de multa.
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Operação Lei Seca para motocicletas termina com cinco prisões e 26 veículos removidos em Várzea Grande
GGI-SESP
Uma operação da Lei Seca voltada exclusivamente para motocicletas, realizada na noite desta quarta-feira (28.1), em Várzea Grande, terminou com cinco prisões. Do total, uma foi por embriaguez ao volante, três por adulteração de veículo e uma por guarda ou transporte de droga para consumo pessoal. As abordagens ocorreram na Rua Iara, no bairro Jardim Glória.
De acordo com o relatório do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), 62 veículos foram fiscalizados durante a ação. Além das prisões, 30 multas foram aplicadas e 26 motocicletas removidas ao pátio.
Ao todo, a operação expediu 54 Autos de Infração de Trânsito (AIT). Desses, 19 foram por falta de licenciamento ou registro do veículo e 13 por ausência da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). As demais infrações se referem a irregularidades diversas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, sob coordenação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), e contou com a participação de equipes do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Polícia Militar, Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Guarda Municipal de Várzea Grande.
*Sob Supervisão de Alecy Alves
Maria Klara Duque* | Sesp-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Professor de escola cívico-militar é demitido após puxar orelha de aluna em MT

PMMT
Uma aluna da Escola Cívico-Militar 13 de Maio, em Porto Alegre do Norte (1.139 km de Cuiabá), denunciou ter sido agredida com um puxão de orelha por um professor. O caso ocorreu no fim do ano passado, mas só veio à tona agora.
Após tomar conhecimento dos fatos, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) demitiu o profissional. A pasta informou, por meio de nota, ter adotado “imediatamente as providências cabíveis”.
A estudante foi acolhida pelo professor mediador da unidade com apoio da equipe psicossocial da Diretoria Regional de Educação (DRE), que segue acompanhando a rotina na unidade de ensino.
Ao mesmo tempo, estão sendo realizadas ações de conscientização junto à comunidade escolar “com foco na promoção do respeito, da convivência saudável e do bem-estar no ambiente educacional”.
APARECIDO CARMO/Da Redação/HNT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Polícia Civil prende jovem por difundir ideologias neonazistas e racistas nas redes sociais

PJC
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (29.1) a operação Enigma, para o cumprimento de três mandados judiciais no interior do estado, tendo como alvo um jovem investigado por utilizar redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar atentados contra populações vulneráveis.
As ordens judiciais, de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e afastamento de sigilo telemático, foram expedidas pela Justiça com base em investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), que identificaram o suspeito de 20 anos, morador do município de Gaúcha do Norte.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Paranatinga.
Com o avanço dos trabalhos, foi apontado que o investigado utilizava redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar atentados contra populações vulneráveis. Em suas publicações, o suspeito incitava e manifestava vontade de praticar atos de extrema violência em locais públicos, visando especificamente judeus e a população negra.
A equipe de investigação da DRCI conseguiu superar as camadas de anonimização utilizadas pelo suspeito, estabelecendo o nexo causal entre as ameaças e obtendo a sua identidade civil. Além da incitação a massacres escolares, a investigação revelou que ele utilizava o ambiente digital para a prática de racismo.
O delegado responsável pelas investigações, Guilherme da Rocha, destaca que a intervenção estatal imediata foi indispensável para evitar a concretização de atos violentos.
“O investigado demonstrava estar em estágio avançado de radicalização, com intenções de vandalizar mesquitas e praticar atos de violência contra a população negra”, disse o delegado.
“A atuação da DRCI não apenas retira de circulação um indivíduo de altíssima periculosidade social, mas assegura a paz social, a incolumidade pública e a dignidade da população mato-grossense”, ressalta o titular.
Enigma
O nome da operação foi dado em alusão à quebra da criptografia da máquina nazista Enigma pelas forças aliadas. Da mesma forma, a DRCI superou as tentativas de anonimização do investigado, com clara motivação neonazista, obtendo êxito em identificá-lo e dar cumprimento aos mandados judiciais em seu desfavor.
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