Mato Grosso
Após destruição de propriedades em Rondônia, Incra defende diálogo e revisão técnica em áreas sobrepostas à Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau

Divulgação
epois da destruição de dezenas de imóveis rurais na região dos municípios de Alvorada do Oeste e São Miguel do Guaporé, em mais uma etapa da Operação Desintrusão no entorno da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Rondônia divulgou nota oficial nesta quinta-feira (30) para explicar sua posição sobre a situação fundiária das áreas afetadas. As ações federais, autorizadas pela Casa Civil e executadas por equipes da Força Nacional, Ibama e Funai, vêm sendo denunciadas por produtores que afirmam possuir títulos definitivos emitidos pelo próprio Incra há mais de 40 anos.
Na manifestação, o Incra informou que acompanha os desdobramentos da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 709, proposta em 2020 pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e sob relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o órgão, sua atuação ocorre de forma técnica, concentrada na análise fundiária e no apoio à mediação coordenada pela Comissão Nacional de Soluções Fundiárias do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
De acordo com a nota, o STF determinou a execução imediata do Plano Integrado de Desintrusão da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, com exceção da área de confluência com o Projeto de Assentamento Dirigido (PAD) Burareiro, onde o CNJ conduz uma mediação entre indígenas e assentados. O Incra destacou que o PAD Burareiro e outras áreas federais próximas, como o projeto Jaru-Uaru e glebas da União, possuem títulos emitidos pelo Estado brasileiro desde a década de 1970, com base em políticas públicas de colonização e reforma agrária voltadas à Amazônia.
O instituto reconheceu que a demarcação da Terra Indígena, formalizada pelo Decreto nº 251/1991, provocou sobreposição a partes dessas áreas, gerando “situações jurídicas e territoriais complexas”. Por esse motivo, o Incra defendeu que as ações de desintrusão respeitem a legalidade, a segurança jurídica e sejam executadas de forma interinstitucional, com base em critérios técnicos.
O documento também aponta como “medida inadiável e determinante” o georreferenciamento perimetral da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, que abrange cerca de 1,8 milhão de hectares em 12 municípios rondonienses. Segundo o Incra, apenas esse levantamento técnico pode corrigir eventuais distorções históricas na ocupação e gestão do território amazônico.
Por fim, o Incra reafirmou que mantém cooperação permanente com as instituições envolvidas e defende que o diálogo, a transparência e a mediação conduzida pela Comissão Nacional de Soluções Fundiárias do CNJ são o caminho adequado para pacificar o conflito e assegurar a proteção dos direitos tanto de indígenas quanto de assentados.
Rondoniagora
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Otaviano Pivetta lidera intenções de voto espontâneas para o Governo de Mato Grosso

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Pesquisa do Instituto Veritá divulgada nesta quinta (02) mostra o atual governador com 35,4% da preferência popular. No cenário estimulado, Wellington Fagundes aparece à frente, enquanto Jayme Campos detém a maior rejeição.
O tabuleiro da política MT 2026 começou a ser desenhado com cores claras. Segundo o levantamento do Instituto Veritá, registrado sob o número MT-02322/2026, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) é o nome mais consolidado na memória do eleitor. Na modalidade espontânea — aquela em que o eleitor cita o nome sem ver uma lista —, Pivetta alcança 35,4% dos votos válidos, evidenciando o recall de sua gestão ao lado de Mauro Mendes.
📊 OS NÚMEROS DA DISPUTA (Votos Válidos)
A pesquisa revela um contraste interessante entre o que o eleitor lembra de cabeça e como ele reage quando nomes são apresentados.
Cenário Espontâneo (O mais lembrado)
Neste quesito, Pivetta demonstra força no “boca a boca” do estado:
Otaviano Pivetta: 35,4%
Wellington Fagundes: 24,5%
Jayme Campos: 10,4%
Cenário Estimulado (Com lista de nomes)
Aqui, o senador Wellington Fagundes inverte o jogo, sugerindo que sua base eleitoral é reativada quando seu nome é lido:
Wellington Fagundes: 40,5%
Otaviano Pivetta: 24,1%
Jayme Campos: 9,3%
🚫 ÍNDICE DE REJEIÇÃO: O “NÃO” DO ELEITOR
O Instituto também perguntou em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum. O senador Jayme Campos enfrenta o maior desafio de imagem neste momento:
Jayme Campos: 44,9%
Wellington Fagundes: 20,3%
Natasha Slhessarenko: 19,7%
🔍 DETALHES DA PESQUISA
O levantamento ouviu 1.220 eleitores entre os dias 18 e 24 de março em diversas regiões do estado. Com uma margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, os dados servem como o primeiro termômetro real para as articulações que devem ocorrer nos próximos meses em cidades estratégicas como Lucas do Rio Verde, Sinop e Cuiabá. Pesquisa foi registrada no TRE-MT sob o número MT-02322/2026.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Deputado Botelho sai do União, entra no MDB e diz apoiar Janaina e Mauro

foto: assessoria
O deputado Eduardo Botelho, ex-presidente da Assembleia Legislativa, saiu do União Brasil e se filiou, hoje, no MDB, na sede do partido, em Cuiabá. Botelho foi recebido pela presidente do partido, deputada Janaina Riva, a presidente do MDB Cuiabá e vice-prefeita da Capital, coronel Vânia Rosa, e o ex-prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat.
A filiação ocorre em um momento de articulação intensa do MDB visando às eleições de 2026, com a ampliação de filiados, lideranças e o fortalecimento das chapas proporcionais e majoritárias. A chegada de Botelho agrega experiência política e amplia a competitividade da sigla no próximo pleito. “Seja bem-vindo, meu amigo Botelho. As suas bandeiras têm tudo a ver com as que o MDB defende: a valorização da agricultura familiar, a defesa dos servidores públicos, do pescador. Você é muito bem-vindo aqui”, disse Janaina, pré-candidata a senadora.
Botelho estava no mesmo partido do ex-governador Mauro Mendes, que renunciou esta semana para ser candidato a senador. O MDB deve apoiar Wellington Fagundes ao governo, adversário do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que tem apoio de Mauro. Uma ala do União defende lançar Jayme Campos ao governo.
Eduardo Botelho disse que apoiará ao Senado Janaina e Mauro Mendes, e reafirmou apoio para Jayme Campos ao governo.
Há poucos dias, o MDB perdeu o deputado Juarez Costa que foi para o Republicanos e apoiará Pivetta. O partido ficou com um deputado federal, Emanuelzinho Pinheiro.
Hoje, o deputado federal Nelson Barbudo saiu do PL e se filiou no Podemos.
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Governo federal aponta queda de 80% na taxa de reprovação escolar em Mato Grosso

foto: assessoria
O governo federal informou hoje que o programa Pé-de-Meia colaborou para que o número de alunos fora do ensino médio caísse 70% no estado do Mato Grosso. Enquanto em 2022 a taxa de abandono escolar era de 10,5%, em 2024 ela caiu para 3,1%. Além disso, a taxa de reprovação escolar também recuou em 80% no mesmo período, e o atraso escolar (distorção idade-série) sofreu queda de 51%, entre 2022 e 2025.
Com 91,8 mil estudantes mato-grossenses beneficiados desde sua criação, o que corresponde a 44% do total de alunos das redes públicas do estado, o investimento local do Governo do Brasil na política tem ajudado jovens a permanecerem na escola com uma trajetória de sucesso. Em todo o país, o programa teve 5,6 milhões de estudantes participantes e um investimento de R$ 18,6 bilhões, que resultou na diminuição da taxa de abandono escolar em quase pela metade (43%).
Segundo o governo federal, o perfil dos participantes do Pé-de-Meia reforça seu caráter de inclusão e equidade educacional. Voltado a estudantes de famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), ou seja, jovens cujas famílias tenham renda de até meio salário mínimo por pessoa, do total de beneficiários no Mato Grosso, desde o início do programa, 51% são meninas e 76% são negros, entre pretos e pardos. Nos dois anos, 3.340 estudantes indígenas receberam o incentivo no estado.
Os participantes do ensino médio ganham R$ 200 por mês, caso mantenham a frequência escolar, e R$ 1.000 por ano de ensino concluído com aprovação, além de uma parcela extra para quem participa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano de conclusão. Enquanto as parcelas mensais podem ser utilizadas imediatamente, auxiliando em gastos diários dos estudantes, os pagamentos da parcela de R$ 1.000, por outro lado, são depositados em poupança e podem ser sacados apenas após a conclusão do ensino médio, como um incentivo para encerrar essa etapa de ensino e uma perspectiva para o futuro.
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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