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Agronegócio

Exportações de feijão batem recorde anual, enquanto mercado interno mantém ritmo lento, aponta indicador Cepea/CNA

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As exportações brasileiras de feijão alcançaram, entre janeiro e novembro de 2025, mais de 500 mil toneladas embarcadas, estabelecendo um novo recorde histórico da série da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997. Apesar do forte desempenho no mercado externo, o consumo doméstico segue marcado por negociações pontuais, voltadas principalmente à reposição de estoques.

No mercado interno, os preços do feijão carioca continuam influenciados pelo comportamento seletivo da demanda, já que a oferta recente tem sido composta, em sua maioria, por produtos de qualidade superior. O feijão preto, por sua vez, permanece pressionado pela elevada disponibilidade de grãos remanescentes da safra 2024/2025.

Feijão carioca (Notas 9 ou superiores): A oferta de grãos de coloração clara, boa peneira e baixa umidade segue concentrada na colheita paulista, favorecendo a estabilidade das cotações. Entre 28 de novembro e 5 de dezembro, a saca registrou leve alta de 0,42% em Itapeva (SP). A postura mais firme dos produtores, principalmente dos lotes irrigados remanescentes da terceira safra, também sustentou valorizações em Sorriso (MT), de 1,03%, e no Noroeste de Minas, de 0,54%. No Centro e no Noroeste Goiano, o movimento foi de pequena retração.

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Feijão carioca (Notas 8 e 8,5): Nos lotes de qualidade intermediária, houve maior aproximação dos preços em relação aos produtos de notas superiores, reduzindo a diferença para cerca de 5,5% no início de dezembro. Itapeva (SP) liderou as altas, com avanço de 3,24%, seguida pelo Noroeste de Minas (3,21%), Centro/Noroeste Goiano (2,72%) e Leste Goiano (0,88%). Em contrapartida, a postura mais cautelosa dos compradores ocasionou quedas no Sul Goiano (-3,44%), Barreiras (BA) (-0,90%) e Sorriso (MT) (-0,51%).

Feijão preto (Tipo 1): A elevada oferta de grãos da safra anterior continua mantendo pressão sobre os preços do feijão preto. Produtores seguem negociando conforme necessidade de caixa ou liberação de espaço nos armazéns, enquanto compradores demonstram baixa disposição de compra. Os preços do tipo 1 registraram alta moderada em Curitiba (+0,9%) e leve retração na Metade Sul do Paraná (-0,4%).

Assessoria de Comunicação CNA

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mato Grosso lucra com venda de pênis bovino para Ásia

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Além dos cortes nobres, Mato Grosso tem ampliado a exportação de subprodutos bovinos, como o pênis do boi, conhecido como vergalho, para o mercado asiático. O produto é valorizado na culinária de países como Hong Kong, onde a tonelada pode chegar a US$ 6 mil, muito acima do preço médio de R$ 21 o quilo praticado no mercado interno.

O vergalho é exportado in natura, seguindo protocolos sanitários rigorosos. Segundo Alan Gutierrez, gerente de marketing da SulBeef, a indústria mato-grossense envia em média quatro a cinco toneladas por mês, mostrando a consolidação desse mercado.

Na Ásia, o vergalho é utilizado em pratos cozidos e ensopados, valorizado pela textura e pela capacidade de absorver temperos. A tradição cultural de aproveitar integralmente o animal garante uma demanda estável para partes menos convencionais, como miúdos e subprodutos.

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Para Bruno Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o comércio de subprodutos reforça a competitividade da pecuária local. “Ampliar o portfólio e atender diferentes mercados fortalece a economia e aumenta a competitividade da carne mato-grossense no cenário global”, afirma.

Redação RDM Online

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Soja disponível em Mato Grosso tem leve alta; colheita avança

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foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo

A cotação da soja disponível no Estado teve valorização de 0,20% semana passada, em relação a anterior, e fechou, na última sexta-feira, cotada a R$ 103,64/saca. A informação foi divulgada, há pouco, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal.

O indicador Prêmio Santos (SP) apresentou alta de 26,98% no comparativo semanal, fechando em ¢US$ 80,00/bu.

O IMEA informou ainda que a redução no volume de chuvas na última semana permitiu um avanço de 4,71 pontos percentuais na colheita da safra 25/26, que fechou em 6,69%, estando acima da média histórica.

Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Plantio de algodão em Mato Grosso está adiantado

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foto: arquivo/assessoria

A semeadura do algodão da safra 25/26 avançou 20,96 pontos percentuais na última semana, alcançando 29,04% da área projetada até o último dia 16, no mais recente levantamento divulgado pelo IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). O período foi marcado pela intensificação dos trabalhos nas áreas de segunda safra, em meio ao avanço da colheita da soja, enquanto a semeadura das áreas de primeira safra se aproxima do final.

Apesar do início mais lento em relação aos anos anteriores, o ritmo das atividades se intensificou nos últimos dias, superando o que havia sido observado na safra passada. Dessa maneira, o percentual atingido se encontra 9,70 pontos percentuais adiantado no comparativo com a safra 24/25, e 4,84 pontos percentuais à frente da média das últimas cinco safras. Até o momento, a região Sudeste é a mais avançada, com 45,84% da semeadura concluída, enquanto a Oeste é a mais atrasada no ciclo, com 22,36%.

O IMEA acrescenta que a expectativa para as próximas semanas depende das condições climáticas, que tendem à normalidade segundo o NOAA, e do ritmo da colheita da soja, fatores que definirão o avanço da semeadura da segunda safra

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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