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Agronegócio

Oferta global de arroz recua pela 1ª vez desde 2015

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Foto: Paulo Rossi/Divulgação

Segundo dados divulgados pelo Cepea, a produção de arroz na temporada 2025/26 deve diminuir no Brasil e no mundo. Preços mais baixos ao longo de 2025, margens reduzidas, estoques elevados e restrições ao crédito estão entre os fatores que desestimulam o cultivo.

A produção brasileira de arroz na safra 2025/26 tende a ser menor do que a inicialmente prevista. De acordo com pesquisadores do Cepea, o cenário de preços deprimidos ao longo de 2025 reduziu a rentabilidade dos produtores e levou a ajustes na área plantada, especialmente diante do ambiente financeiro mais restritivo.

Além da pressão dos preços, os elevados níveis de estoques também pesaram sobre as decisões de plantio. Segundo dados divulgados pelo Cepea, a combinação entre oferta confortável e margens mais apertadas limitou o apetite por investimentos na cultura, resultando em revisões para baixo nas estimativas de produção que devem ser divulgadas no início de 2026.

No Brasil, a Conab já sinaliza esse movimento. Em dezembro, a companhia projetou a produção nacional de arroz em 11,17 milhões de toneladas na safra 2025/26, volume 12,4% inferior ao registrado no ciclo anterior. O recuo reflete, sobretudo, a redução de área e o ajuste dos produtores às condições de mercado.

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O cenário de retração não se limita ao mercado brasileiro. Em termos globais, pesquisadores do Cepea indicam que a produção deve cair em 10 dos 16 maiores países produtores de arroz. Esse movimento interrompe uma sequência de nove anos consecutivos de crescimento da oferta mundial do cereal.

Dados internacionais reforçam essa tendência. Informações divulgadas pelo USDA em dezembro apontam que a produção global de arroz beneficiado na safra 2025/26 está estimada em 540,4 milhões de toneladas, volume ligeiramente inferior ao da temporada anterior e que representa a primeira retração desde a safra 2015/16.

Diante desse quadro, segundo dados divulgados pelo Cepea, a menor produção brasileira e mundial poderá alterar a dinâmica de oferta ao longo de 2026. No entanto, os impactos sobre preços e mercado dependerão do comportamento da demanda e do ritmo de escoamento dos estoques acumulados nos principais países produtores.

AGROLINK – Aline Merladete

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mato Grosso lucra com venda de pênis bovino para Ásia

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Divulgação

 

Além dos cortes nobres, Mato Grosso tem ampliado a exportação de subprodutos bovinos, como o pênis do boi, conhecido como vergalho, para o mercado asiático. O produto é valorizado na culinária de países como Hong Kong, onde a tonelada pode chegar a US$ 6 mil, muito acima do preço médio de R$ 21 o quilo praticado no mercado interno.

O vergalho é exportado in natura, seguindo protocolos sanitários rigorosos. Segundo Alan Gutierrez, gerente de marketing da SulBeef, a indústria mato-grossense envia em média quatro a cinco toneladas por mês, mostrando a consolidação desse mercado.

Na Ásia, o vergalho é utilizado em pratos cozidos e ensopados, valorizado pela textura e pela capacidade de absorver temperos. A tradição cultural de aproveitar integralmente o animal garante uma demanda estável para partes menos convencionais, como miúdos e subprodutos.

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Para Bruno Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o comércio de subprodutos reforça a competitividade da pecuária local. “Ampliar o portfólio e atender diferentes mercados fortalece a economia e aumenta a competitividade da carne mato-grossense no cenário global”, afirma.

Redação RDM Online

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Soja disponível em Mato Grosso tem leve alta; colheita avança

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colheita-de-soja-2024/25-esta-praticamente-concluida-no-brasil,-segundo-a-conab

foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo

A cotação da soja disponível no Estado teve valorização de 0,20% semana passada, em relação a anterior, e fechou, na última sexta-feira, cotada a R$ 103,64/saca. A informação foi divulgada, há pouco, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal.

O indicador Prêmio Santos (SP) apresentou alta de 26,98% no comparativo semanal, fechando em ¢US$ 80,00/bu.

O IMEA informou ainda que a redução no volume de chuvas na última semana permitiu um avanço de 4,71 pontos percentuais na colheita da safra 25/26, que fechou em 6,69%, estando acima da média histórica.

Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Plantio de algodão em Mato Grosso está adiantado

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precos-do-algodao-em-pluma-seguem-em-alta-no-brasil

foto: arquivo/assessoria

A semeadura do algodão da safra 25/26 avançou 20,96 pontos percentuais na última semana, alcançando 29,04% da área projetada até o último dia 16, no mais recente levantamento divulgado pelo IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). O período foi marcado pela intensificação dos trabalhos nas áreas de segunda safra, em meio ao avanço da colheita da soja, enquanto a semeadura das áreas de primeira safra se aproxima do final.

Apesar do início mais lento em relação aos anos anteriores, o ritmo das atividades se intensificou nos últimos dias, superando o que havia sido observado na safra passada. Dessa maneira, o percentual atingido se encontra 9,70 pontos percentuais adiantado no comparativo com a safra 24/25, e 4,84 pontos percentuais à frente da média das últimas cinco safras. Até o momento, a região Sudeste é a mais avançada, com 45,84% da semeadura concluída, enquanto a Oeste é a mais atrasada no ciclo, com 22,36%.

O IMEA acrescenta que a expectativa para as próximas semanas depende das condições climáticas, que tendem à normalidade segundo o NOAA, e do ritmo da colheita da soja, fatores que definirão o avanço da semeadura da segunda safra

Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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