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Economia

Bioestimulantes à base de alga marinha transformam a produtividade da soja no Brasil

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Foto: Divulgação

Por Bruno Carloto, engenheiro agrônomo e mestre em agrobiologia e gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e no Paraguai.

A agricultura enfrenta desafios crescentes. As mudanças climáticas, a escassez de recursos e o aumento da demanda global por alimentos pressionam a produção. Nesse ambiente desafiador, os sojicultores buscam soluções que aumentem a produtividade sem comprometer o meio ambiente. Entre essas soluções, os bioestimulantes à base da alga marinha Ascophyllum nodosum se destacam, oferecendo benefícios para o esperado desenvolvimento e o bom desempenho da cultura.

Extraída de forma sustentável das costas do Atlântico Norte, especificamente no Canadá, ela é rica em bioativos naturais – como ácido algínico, manitol, aminoácidos, polissacarídeos, vitaminas, ácidos orgânicos e minerais, que atuam como catalisadores de processos fisiológicos nas plantas. Em lavouras de soja, esses extratos estimulam o crescimento das raízes, aumentam a absorção de nutrientes, fortalecem a resistência a estresses abióticos como seca e calor excessivo e proporcionam maior uniformidade no desenvolvimento das plantas.

Os estudos conduzidos por vários anos pela Acadian na cultura da soja, em diferentes regiões do território brasileiro, comprovam que os bioestimulantes à base de Ascophyllum nodosum entregam consistência de resultados mesmo diante das adversidades do campo, proporcionando um incremento médio de 4 sacas de soja por hectare.

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Do ponto de vista fisiológico, os extratos melhoram a taxa de assimilação de dióxido de carbono (CO₂), a condutância estomática (que regula a entrada de CO₂ e a saída de vapor de água) e a atividade de enzimas antioxidantes, aumentando a tolerância da planta a estresses térmicos e promovendo biometria mais robusta. Outro benefício importante é a redução de perdas por quebra de vagens, problema que compromete a colheita e favorece a produção de sementes em diferentes cultivos.

Globalmente, a Acadian Sea Beyond é referência no desenvolvimento de bioestimulantes à base de Ascophyllum nodosum. A empresa, de origem canadense, investe em tecnologia própria de extração para maximizar a atividade dos compostos bioativos da alga, com foco em produtividade, práticas de agricultura regenerativa e menor pegada ambiental. As soluções têm mostrado melhoria na resistência das plantas a estresses ambientais, fortalecendo sistemas agrícolas mais resilientes e sustentáveis.

Com a agricultura brasileira batendo recordes de produção, a integração de bioestimulantes representa um diferencial competitivo. Ao fortalecer a fisiologia das plantas e mitigar efeitos de estresses climáticos e nutricionais, esses insumos proporcionam um manejo mais eficiente, tecnológico e ambientalmente responsável, representando um caminho para a agricultura sustentável e altamente produtiva.

AGROLINK & ASSESSORIA

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Brasil faz as primeiras exportações de carne e cachaça com tarifa zero

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Imagem: reprodução/pensaragro

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia começou a produzir os primeiros efeitos práticos no comércio exterior brasileiro. Desde a entrada em vigor do tratado, em 1º de maio, o Brasil já iniciou exportações de carne bovina, carne de aves e cachaça ao mercado europeu com redução ou isenção de tarifas, enquanto produtos europeus começaram a chegar ao país com impostos menores.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) aprovou, até o momento, oito licenças de exportação para produtos brasileiros e seis licenças de importação para mercadorias originárias da União Europeia.

Alta de insumos ameaça elevar custo da soja

Entre os primeiros produtos europeus liberados para entrada no mercado brasileiro estão queijos, chocolates e tomates. No caso dos queijos, a redução tarifária passou a valer imediatamente dentro da cota negociada no acordo, com a alíquota caindo de 28% para 25,2%.

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Já para chocolates e tomates, a diminuição das tarifas ocorrerá de forma gradual a partir de 2027. Até lá, continuam em vigor as taxas atualmente aplicadas sobre as importações.

Do lado brasileiro, os primeiros embarques autorizados incluem carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves desossada e cachaça. Segundo o governo federal, as exportações de carne de aves e da bebida brasileira entram no mercado europeu com tarifa zero dentro dos limites estabelecidos nas cotas do acordo.

Na carne bovina, o tratado ampliou o espaço para o produto brasileiro na Europa. A tradicional Cota Hilton, usada para exportação de cortes nobres, teve a tarifa reduzida de 20% para zero.

Além disso, foi criada uma nova cota de 99 mil toneladas compartilhada entre os países do Mercosul. Antes do acordo, embarques fora da Cota Hilton enfrentavam cobrança de 12,8% de tarifa mais 304,10 euros por 100 quilos exportados. Com as novas regras, a tarifa intracota caiu para 7,5%.
O governo brasileiro avalia que o acordo fortalece a presença do agronegócio nacional no mercado europeu e amplia oportunidades para exportadores de alimentos e bebidas.

Segundo o Mdic, mais de 5 mil linhas tarifárias passaram a operar com tarifa zero para produtos exportados do Mercosul à União Europeia. No sentido contrário, mais de mil linhas tarifárias do bloco sul-americano também passaram a conceder isenção para produtos europeus.

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Apesar da abertura comercial, o governo destaca que as cotas representam parcela pequena do comércio bilateral, equivalente a cerca de 4% das exportações brasileiras e apenas 0,3% das importações.

Com Pensar Agro

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Agronegócio bate recorde com 28 milhões de empregos no Brasil e vagas “fora da porteira” disparam

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Cadeia do agronegócio agora demanda mais profissionais qualificados em áreas administrativas e tecnológicas do que o trabalho manual no campo – Assessoria

 

O agronegócio brasileiro rompeu uma barreira histórica. Pela primeira vez desde que o Cepea iniciou o levantamento em 2012, o setor ultrapassou a marca de 28 milhões de pessoas empregadas, representando 26% de todos os postos de trabalho do país. O dado surpreendente revela que o “boom” de vagas não está mais no trabalho braçal, mas nos escritórios e centros de tecnologia.

Em Mato Grosso, esse fenômeno é visível no crescimento de agroserviços. Cidades como Lucas do Rio Verde e Cuiabá têm se tornado hubs de logística, consultoria jurídica e análise de dados, absorvendo a mão de obra que antes se concentrava apenas “dentro da porteira”.

Enquanto o número de trabalhadores diretos nas fazendas caiu — processo acelerado pela mecanização e inteligência artificial nas lavouras — as áreas de suporte dispararam. De acordo com a pesquisadora Nicole Rennó Castro (Esalq/USP), o agro hoje emprega desde contadores e advogados até especialistas em marketing e desenvolvedores de software.

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“O agro não está só na fazenda. Ele está na análise de estoque, no gerenciamento de frotas e na exportação”, explica Veronei Alves, diretor executivo de uma unidade de processamento de soja. Somente no último ano, empresas do setor chegaram a aumentar seu quadro de funcionários em 40%, focando exclusivamente em áreas de maior qualificação e ensino superior.

Tecnologia: Analistas de dados para monitoramento de insumos e safras;

Logística: Gestores de armazenamento e exportação para mercados na Ásia e Europa;
Administrativo: Advogados e contadores especializados em legislação agrária e tributária.
O estado, que é o maior produtor de grãos do país, lidera essa transformação. A verticalização da produção — onde a soja e o milho são processados e comercializados no próprio estado — cria uma demanda contínua por profissionais de TI e comércio exterior.

Para os especialistas, este é um caminho sem volta que assemelha o Brasil às maiores potências agrícolas do mundo. A eficiência no campo agora depende diretamente da eficiência nos escritórios, tornando o agronegócio a maior engrenagem de empregos qualificados do país em 2026.

Você já pensou em trabalhar no agronegócio sem precisar sair da cidade? Como você vê essa transformação tecnológica mudando as oportunidades de carreira aqui na nossa região?

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Friboi, da JBS, abre 62 vagas em programa de formação de líderes industriais em todo o Brasil

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Foto: JBS

 

A Friboi, pertencente à JBS, anunciou o lançamento de um novo programa voltado à formação de jovens lideranças industriais. A iniciativa, chamada Friboi Desenvolve, oferece 62 vagas distribuídas em unidades da empresa em diversas regiões do país.

As oportunidades estão disponíveis nos estados de São Paulo, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará e Rondônia. As inscrições podem ser realizadas até o dia 22 de maio de 2026 por meio do portal oficial de carreiras da companhia.

Foco em formação de lideranças no setor industrial

O programa é direcionado a profissionais com até dois anos de formação em cursos de nível superior. O objetivo é preparar talentos para assumir posições de supervisão nas áreas de produção e manutenção industrial — funções estratégicas para a operação da empresa.

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A jornada de desenvolvimento terá duração total de 18 meses, sendo:

  • 12 meses de atuação prática nas unidades industriais
  • 6 meses em regime de supervisão compartilhada

Ao final do ciclo, os participantes poderão ser efetivados em cargos de liderança, conforme desempenho e necessidade da empresa.

Metodologia combina prática, mentoria e capacitação técnica

A estrutura do programa segue o modelo de aprendizagem 70-20-10:

  • 70% do desenvolvimento ocorre na prática, com job rotation
  • 20% envolve aprendizado social, com interação com equipes e lideranças
  • 10% é composto por treinamentos formais e workshops

Essa abordagem busca acelerar a formação técnica e comportamental dos participantes em ambientes industriais de alta complexidade.

Áreas e perfis profissionais

Para a área de produção, o programa busca candidatos formados em:

  • Engenharia (Alimentos, Produção ou Agronômica)
  • Zootecnia
  • Medicina Veterinária
  • Gestão Industrial

Já para a área de manutenção, são elegíveis profissionais com formação em:

  • Engenharia Elétrica
  • Engenharia Mecânica
  • Mecatrônica
  • Engenharia Química
  • Automação
  • Manutenção Industrial

Segundo Wanderson Costa, diretor de Recursos Humanos da Friboi, a iniciativa reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento de talentos e a formação de lideranças alinhadas às demandas do setor.

Setor de alimentos impulsiona geração de empregos

O programa surge em um contexto de forte relevância do setor de proteína animal para a economia brasileira. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, a indústria de alimentos emprega cerca de 10,6 milhões de pessoas no país, o que representa aproximadamente 10,3% da força de trabalho nacional.

Diante desse cenário, iniciativas como o Friboi Desenvolve buscam preparar profissionais para atuar em um ambiente dinâmico, com alta demanda por qualificação técnica e capacidade de gestão.

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Processo seletivo em várias etapas

O processo seletivo será composto por seis fases, incluindo:

  • Testes online
  • Avaliações técnicas voltadas à resolução de problemas industriais
  • Entrevistas com lideranças locais e comitês corporativos

A expectativa da empresa é atrair jovens talentos com perfil analítico, capacidade de adaptação e interesse em construir carreira no setor industrial do agronegócio.

Oportunidade para carreira no agroindustrial

Com presença relevante no mercado global de proteína animal, a JBS reforça sua estratégia de investimento em capital humano como diferencial competitivo.

Para recém-formados que buscam ingressar em uma das maiores cadeias produtivas do agronegócio brasileiro, o programa representa uma porta de entrada estruturada para crescimento profissional e atuação em escala nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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