Economia
Brasil amplia exportações para três países

AGROLINK – Seane Lennon
O governo brasileiro concluiu negociações para ampliar o acesso de produtos agropecuários a mercados internacionais, com autorizações para exportações destinadas a El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago. As tratativas foram conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Em El Salvador, foi autorizada a exportação de carne suína e derivados. Segundo o governo, a medida “permitirá maior aproveitamento econômico da cadeia produtiva, com agregação de valor”. Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 103 milhões em produtos agropecuários para o país.
Para as Filipinas, a abertura de mercado contempla o envio de feno seco. De acordo com o governo brasileiro, a autorização “criará oportunidades em mercado de grande escala”. O país asiático, com cerca de 112 milhões de habitantes, importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025.
Já em Trinidad e Tobago, foi liberada a exportação de sementes de coco. Conforme informado, a medida “deverá contribuir para a recomposição da flora e o fortalecimento da economia local”. Em 2025, o país importou mais de US$ 61 milhões em produtos agropecuários do Brasil.
Com as novas autorizações, o agronegócio brasileiro soma 555 aberturas de mercado desde o início de 2023, resultado atribuído à atuação conjunta dos ministérios envolvidos.
AGROLINK – Aline Merladete
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Nova entidade quer ampliar crédito rural fora dos bancos
Imagem: Freepik
O lançamento da Associação Brasileira dos Fundos e Títulos do Agronegócio (ABFiagro), em São Paulo, sinaliza uma tentativa de reorganizar uma frente ainda pouco explorada no financiamento do agro: o acesso direto ao mercado de capitais. Na prática, a entidade sem fins lucrativos, nasce com um objetivo claro — tornar mais simples, padronizado e viável o uso de instrumentos como Fiagros e títulos privados para financiar a produção rural.
Hoje, apesar do crescimento desses mecanismos nos últimos anos, o produtor ainda depende majoritariamente do crédito rural tradicional, com forte presença de bancos e recursos direcionados. O mercado de capitais, por sua vez, enfrenta entraves que vão desde insegurança jurídica até dificuldade de estruturar operações em escala, o que limita sua chegada na ponta.
CMN reduz juros de financiamentos a cooperativas rurais
É justamente nesse ponto que a nova associação pretende atuar. A proposta é organizar regras, reduzir ruídos regulatórios e dar mais previsibilidade às operações. Na prática, isso significa facilitar a estruturação de operações de crédito fora do sistema bancário — como emissões lastreadas em produção, recebíveis ou terras — e ampliar o interesse de investidores nesses ativos.
Para o produtor, o impacto não é imediato, mas o caminho é claro: com um ambiente mais organizado, a tendência é de aumento na oferta de crédito via mercado, sobretudo para perfis que hoje encontram mais dificuldade no sistema tradicional ou buscam alternativas de prazo e custo. Isso inclui, por exemplo, operações estruturadas via fundos ou securitização, que permitem antecipar recursos com base na produção futura.
Outro efeito esperado é a padronização das operações. Hoje, muitas estruturas ainda são feitas “caso a caso”, o que eleva custo e complexidade. Com maior organização institucional, a tendência é reduzir essa barreira e tornar o acesso mais recorrente, especialmente para médios e grandes produtores.
A associação também deve atuar na interlocução com reguladores para ajustar pontos considerados críticos, como tributação e regras de lastro dos títulos. Esses fatores são apontados como limitantes para ampliar a escala do mercado e atrair novos investidores, principalmente estrangeiros.
A leitura no setor é que o movimento acompanha uma necessidade estrutural: o crescimento do agro brasileiro exige volume crescente de recursos, e o crédito tradicional, sozinho, tende a não acompanhar esse ritmo. Nesse cenário, ampliar a participação do mercado de capitais deixa de ser alternativa e passa a ser parte da estratégia de financiamento.
No curto prazo, o produtor dificilmente verá mudança direta na tomada de crédito. Mas, à medida que essas estruturas ganhem escala, a expectativa é de maior concorrência entre fontes de financiamento — o que, na prática, pode significar mais opções, maior flexibilidade e, eventualmente, melhores condições para financiar a safra.
Com Pensar Agro
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Aberturas de mercado em El Salvador, nas Filipinas e em Trinidad e Tobago

MAPA
O governo brasileiro concluiu negociações que permitirão a exportação de novos produtos agropecuários para El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago.
Em El Salvador, as aberturas de mercado para carne suína e seus derivados permitirão maior aproveitamento econômico da cadeia produtiva, com agregação de valor. Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 103 milhões em produtos agropecuários o país.
Nas Filipinas, a autorização para exportar feno seco criará oportunidades em mercado de grande escala. Com cerca de 112 milhões de habitantes, o país importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025.
Em Trinidad e Tobago, a aprovação para o ingresso de sementes de coco deverá contribuir para a recomposição da flora e o fortalecimento da economia local. O país importou, em 2025, mais de US$ 61 milhões em produtos agropecuários do Brasil.
Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 555 aberturas de mercado desde o início de 2023.
AGROLINK – Aline Merladete
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Ovos mais caros: preço dispara e preocupa famílias

Foto: Divulgação
O preço da dúzia de ovos subiu 9,21% na capital paulista entre janeiro e fevereiro de 2026, em um movimento puxado pela demanda aquecida, pela alta das exportações brasileiras e pelos custos de produção ainda elevados. A elevação ocorre em meio a um cenário mais amplo de pressão sobre os alimentos, grupo que avançou 4,55% no IPCA de fevereiro.
Na avaliação do economista Gesner Oliveira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e sócio da GO Associados, a alta não é pontual e reflete um desequilíbrio entre oferta e demanda em um item cada vez mais presente na mesa do brasileiro.
“O aumento de 9,21% no preço da dúzia de ovos na capital paulista entre janeiro e fevereiro de 2026 reflete pressões simultâneas sobre oferta e demanda, dentro de um cenário de alimentos básicos com alta mais ampla”, afirma. Segundo ele, o encarecimento do produto acompanha uma tendência estrutural do mercado de alimentos e tem impacto direto no custo de vida, especialmente para as famílias de menor renda.
Um dos principais motores dessa valorização é o avanço do consumo interno. Estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que o consumo por brasileiro chegou a 287 unidades em 2025, alta de 6,7% em relação a 2024 e de 33,4% na comparação com 2015.
Para Gesner Oliveira, esse movimento está ligado ao chamado “boom das proteínas”, com maior procura por alternativas mais acessíveis diante do encarecimento de outras fontes proteicas. “A pressão sobre os ovos combina a expansão da demanda interna, impulsionada pelo chamado ‘boom das proteínas’, com a redução da oferta decorrente do aumento das exportações brasileiras, que restringe o volume disponível para o mercado doméstico”, explica.
Além do consumo mais forte, o mercado interno também sente os efeitos da menor disponibilidade do produto. Com o aumento dos embarques ao exterior, parte da produção deixa de abastecer o mercado doméstico, o que ajuda a sustentar os preços em patamar mais elevado.
Outro fator de peso é o custo de produção. Despesas com ração e energia seguem pressionando o setor e dificultam uma acomodação mais rápida dos preços.
“Custos de produção elevados, especialmente ração e energia, sustentam a tendência de alta, tornando difícil uma acomodação rápida dos preços e mantendo a trajetória iniciada no final de 2025”, destaca o economista.
Os dados do primeiro bimestre reforçam esse cenário. O preço médio da dúzia passou de R$ 10,04 em dezembro de 2025 para R$ 10,44 em fevereiro de 2026, o que representa alta de 3,98% no período. Embora o peso do ovo no índice geral de inflação seja limitado, o efeito sobre o orçamento doméstico é relevante. Por fazer parte da cesta básica e ser uma proteína amplamente consumida, o produto tem impacto direto sobre o poder de compra das famílias.
“Do ponto de vista inflacionário, a evolução do preço do ovo impacta diretamente famílias de menor renda, dada a relevância do item na cesta básica, afetando a percepção de perda de poder de compra e pressionando a inflação de alimentos essenciais”, afirma Oliveira. Na prática, a alta do ovo reforça uma pressão já sentida no dia a dia do consumidor e sinaliza que a inflação dos alimentos básicos continua sendo um dos principais desafios para o orçamento das famílias brasileiras.
AGROLINK – Aline Merladete
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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