Conecte-se Conosco

Pecuária

Crédito ampliado para melhoramento genético da pecuária

Publicado

em

integracao-lavoura,-pecuaria-e-floresta-podem-ajudar-na-recuperacao-de-areas-agricolas

Foto: Kadijah Suleiman

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, na quinta-feira (26), a Resolução nº 5.288, que amplia as finalidades financiáveis no Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro). A medida permite que produtores rurais utilizem crédito para a aquisição de material genético e serviços voltados ao melhoramento reprodutivo de rebanhos.

Com a nova norma, passam a ser financiáveis a compra de sêmen, óvulos e embriões de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos, além de serviços como inseminação artificial e transferência de embriões. Segundo o governo, essas biotecnologias contribuem para o aumento da produtividade na pecuária.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a inclusão do melhoramento genético no programa reforça o foco em sistemas produtivos mais eficientes. “A inclusão do melhoramento genético animal entre as finalidades financiáveis reforça a estratégia do programa de apoiar tecnologias que elevem a eficiência produtiva e reduzam a pegada ambiental dos sistemas pecuários”, informa a pasta.

Estudos técnicos citados na medida indicam que o uso da inseminação artificial em tempo fixo pode reduzir a pegada de carbono em até 37% por litro de leite e em até 49% por quilo de peso vivo em sistemas de corte. Esses resultados estão associados a ganhos como redução da idade ao primeiro parto e maior eficiência reprodutiva dos rebanhos.

Publicidade

A resolução também altera o Manual de Crédito Rural, permitindo o financiamento integral dessas tecnologias dentro do limite do programa, atualmente de R$ 5 milhões por produtor. O prazo para pagamento é de até cinco anos, com carência de até 12 meses.

Além disso, o CMN atualizou regras do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), ampliando o acesso de agricultores familiares às mesmas tecnologias, com condições diferenciadas para a pecuária leiteira.

Segundo a Secretaria de Política Agrícola, a medida busca aumentar a eficiência produtiva com menor uso de recursos. “Rebanhos mais eficientes, do ponto de vista reprodutivo, permitem produzir a mesma quantidade de animais com menor número de matrizes, reduzindo o consumo de insumos, o metano entérico emitido pelo rebanho e os custos de produção”, destaca.

A iniciativa integra a estratégia do governo de incentivo a sistemas de produção agropecuária com menor emissão de gases de efeito estufa.

AGROLINK – Seane Lennon

Publicidade

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Mídia Rural, sua fonte confiável de informações sobre agricultura, pecuária e vida no campo. Aqui, você encontrará notícias, dicas e inovações para otimizar sua produção e preservar o meio ambiente. Conecte-se com o mundo rural e fortaleça sua

Continue Lendo
Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mato Grosso

Mato Grosso lidera abate de bovinos no país e amplia participação nas exportações em 2025

Publicado

em

GComMT/Junior Silgueiro

Mato Grosso encerrou 2025 na liderança nacional no abate de bovinos, com 17,1% de participação, e também se manteve como o maior exportador de carne bovina do país, respondendo por 24,4% dos embarques. Os dados são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e reforçam o protagonismo do estado no agronegócio brasileiro.

Ao longo de 2025, Mato Grosso ampliou tanto o volume de animais abatidos quanto a quantidade de carne destinada ao exterior, consolidando sua posição estratégica no setor. No acumulado do ano, o Brasil registrou aumento de 3,25 milhões de cabeças de bovinos abatidas em relação a 2024, com crescimento em 25 das 27 Unidades da Federação. Mato Grosso teve um acréscimo de 199,21 mil cabeças e se manteve na primeira colocação do ranking nacional, seguido por São Paulo (11,1%) e Goiás (9,9%).

Nas exportações, o estado liderou com o envio de 752,77 mil toneladas de carne bovina ao exterior. A China foi o principal destino, concentrando 54,9% do volume exportado, seguida por Rússia, Chile, Estados Unidos, Filipinas e Egito. Em relação ao ano anterior, Mato Grosso registrou aumento de 168,09 mil toneladas, um dos maiores crescimentos do país.

De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o desempenho é resultado de uma cadeia produtiva estruturada, que envolve desde a produção no campo até a indústria frigorífica e a inserção no mercado internacional, com números que refletem a força e a organização da pecuária no estado.

Publicidade

“Mato Grosso tem uma pecuária consolidada, com produtores eficientes e um setor industrial estruturado. Esses números mostram não só a nossa capacidade de produção, mas também a confiança dos mercados internacionais na carne produzida no estado”, destacou.

Quarto trimestre

No quarto trimestre de 2025, Mato Grosso manteve o desempenho positivo, com aumento de 15,3% no abate de bovinos em comparação ao mesmo período de 2024, além de registrar o maior crescimento absoluto entre os estados, com 256,11 mil cabeças a mais.

No mesmo período, o estado também liderou as exportações, com 255,15 mil toneladas embarcadas, o equivalente a 27% do total nacional, alta de 57,5% na comparação anual.

Yasmim Di Berti | Assessoria/Sedec

Publicidade

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Pecuária

Mercado do boi tem estabilidade e altas pontuais

Publicado

em

Foto: Canva

O mercado do boi gordo iniciou a quarta-feira (18) sem alterações nas cotações em São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. De acordo com o levantamento, “o mercado abriu a quarta-feira sem mudanças nas cotações de nenhuma categoria”, em um cenário de oferta enxuta de bovinos terminados e ausência de negociações abaixo dos preços de referência. Em situações pontuais, frigoríficos pagaram valores acima das referências para completar as escalas de abate. “O ponto de alerta foi o escoamento da carne bovina no mercado interno, que esteve lento”, aponta o relatório.

As escalas de abate atenderam, em média, a seis dias úteis, conforme a consultoria. “As escalas de abate estiveram, em média, para seis dias”, informa o documento.

Em Mato Grosso do Sul, o mercado apresentou viés de estabilidade para alta na comparação diária. Na região de Dourados, “a cotação de todas as categorias subiu R$2,00/@”. Já em Campo Grande, o preço do boi gordo avançou R$2,00/@, enquanto o das fêmeas permaneceu estável. Em Três Lagoas, “a cotação da novilha e a da vaca subiu R$2,00/@, enquanto a do boi gordo permaneceu estável”. O levantamento destaca ainda que “a cotação do ‘boi China’ subiu R$4,00/@”.

Na região Noroeste do Paraná, a oferta esteve ajustada à demanda, sem excedentes, o que manteve estabilidade nas cotações. “Dessa forma, o mercado abriu a quarta-feira com estabilidade para todas as categorias”, informa o relatório, acrescentando que as escalas de abate estiveram, em média, para nove dias.

Publicidade

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Pecuária

Exportações sustentam mercado, mas consumo limita reação dos preços

Publicado

em

Imagem: reprodução/pensaragro

 

O mercado brasileiro do boi gordo atravessa um momento de ajuste. Depois de um início de ano marcado por preços firmes em várias praças pecuárias, as últimas semanas trouxeram recuos pontuais na arroba e um movimento de acomodação no atacado. A demanda externa continua dando sustentação ao setor, mas o consumo doméstico mais restrito tem limitado uma reação mais consistente das cotações.

Nas principais regiões produtoras, os preços da arroba registraram pequenas variações até 12 de março. Em São Paulo, a referência para a modalidade a prazo ficou em R$ 345 por arroba, queda de 1,43% em relação aos R$ 350 observados no fim da semana anterior. Em Goiânia, o valor permaneceu em R$ 330 por arroba, enquanto em Uberaba a cotação também se manteve em R$ 345.

Verão vai invadir o outono com calor excessivo

Publicidade

Outras praças apresentaram leve ajuste negativo. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, a arroba recuou para R$ 335, ante R$ 340 na semana anterior. Já em Vilhena, em Rondônia, o preço caiu para R$ 310 por arroba. Em Cuiabá, no Mato Grosso, a referência permaneceu próxima de R$ 340.

O movimento reflete uma tentativa de frigoríficos de recompor margens após semanas de preços mais elevados do gado. Em algumas regiões, as indústrias passaram a testar compras em valores mais baixos, aproveitando o aumento da oferta de animais terminados.

Ao mesmo tempo, o mercado interno tem mostrado sinais de resistência a novos aumentos no preço da carne. No atacado, os cortes bovinos apresentaram acomodação ao longo da semana, indicando dificuldade de repasse ao consumidor.

O quarto dianteiro foi negociado em torno de R$ 20,50 por quilo, ante R$ 21 registrados na semana anterior. Já os cortes do traseiro permaneceram próximos de R$ 27 por quilo, sem mudanças relevantes no período.

A principal razão está no comportamento da demanda doméstica. Com a carne bovina em níveis considerados altos para grande parte da população, muitos consumidores têm migrado para proteínas mais baratas, como frango, ovos e embutidos. Esse deslocamento de consumo reduz a capacidade de reajuste dos frigoríficos no mercado interno.

Publicidade

Se o consumo doméstico perdeu fôlego, o mesmo não ocorre no mercado internacional. As exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo forte neste início de ano. Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que, nos cinco primeiros dias úteis de março, o Brasil embarcou 59,9 mil toneladas de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada.

O volume gerou receita de US$ 341,2 milhões no período, com média diária de US$ 68,2 milhões. O preço médio ficou em US$ 5.687 por tonelada.

Na comparação com março de 2025, o desempenho é superior. O valor médio diário exportado avançou 22,9%, enquanto o volume médio embarcado cresceu 5,9%. O preço médio da tonelada também subiu, com alta de 16,1% no período.

Esse desempenho externo tem sido um dos principais fatores de sustentação do mercado pecuário brasileiro. A demanda internacional continua absorvendo volumes relevantes de carne, ajudando a equilibrar a oferta em um momento em que o consumo doméstico mostra sinais de enfraquecimento.

Ainda assim, o setor acompanha com atenção possíveis impactos logísticos no comércio global de proteínas. O aumento das tensões no Oriente Médio e eventuais restrições de navegação em rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, podem elevar custos de transporte e exigir ajustes nas rotas marítimas utilizadas pelos exportadores.

Publicidade

No curto prazo, o mercado do boi gordo tende a permanecer influenciado por esse equilíbrio entre exportações firmes e demanda interna mais contida. Enquanto as vendas externas seguem dando suporte ao setor, a capacidade de reação dos preços no mercado doméstico depende principalmente de uma recuperação do consumo de carne bovina no país.

Com Pensar Agro

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Publicidade
Continue Lendo

Tendência