Agricultura
INABALÁVEL: Mato Grosso sustenta produção de 51,3 milhões de toneladas em safra recorde de soja

Reprodução
Nova estimativa da Agroconsult eleva produção nacional para 184,7 milhões de toneladas. Mesmo com chuvas intensas em fevereiro, lavouras de MT mantiveram média de 66 sacas por hectare, consolidando o estado como o maior produtor do país.
O agronegócio brasileiro acaba de receber um novo número de referência que confirma a força do campo em 2026. A consultoria Agroconsult, após percorrer mais de 60 mil quilômetros no Rally da Safra, elevou a estimativa da produção nacional de soja para 184,7 milhões de toneladas — um salto de 6,7% em relação ao ciclo anterior. E o grande protagonista dessa história, mais uma vez, é Mato Grosso.

Mato Grosso: Eficiência que Impressiona
Mesmo enfrentando a preocupação com o excesso de chuvas em fevereiro, que ameaçou o peso e a qualidade dos grãos, o estado mostrou resiliência técnica.
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Produção Total: 51,3 milhões de toneladas (o maior volume do país).
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Produtividade: Estável em 66 sacas por hectare, superando a estimativa inicial do Rally.
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Fator Sucesso: O alto número de grãos por hectare e o bom peso final compensaram as janelas climáticas adversas.
O Cenário Nacional: Bahia Brilha e RS Sofre
Enquanto Mato Grosso mantém a liderança absoluta em volume, a Bahia registrou a maior produtividade do Brasil, alcançando 70,3 sacas por hectare. No lado oposto, o Rio Grande do Sul aparece como o destaque negativo, com a produtividade castigada pela estiagem, caindo para 48,3 sacas por hectare.
Com a soja garantida no armazém, o produtor de Lucas do Rio Verde agora volta os olhos para a segunda safra de milho. A área plantada cresceu 2,5%, mas o risco climático é real.
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Aposta de Abril: A produtividade do milho (estimada em 103,1 sacas/ha) depende inteiramente das chuvas de abril.
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Incerteza: Enquanto o modelo climático europeu prevê chuvas consistentes, o modelo americano alerta para volumes abaixo da média. “Em Mato Grosso, a necessidade de precipitações se concentra ao longo de abril para garantir o desenvolvimento adequado”, alerta André Debastiani, da Agroconsult.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Pesquisa respalda eficácia do inseticida etofenproxi no controle do bicho-mineiro do café

Divulgação
Franca (SP) – Entomologista com doutorado pela Unesp e pós-doutora pela Universidade da Califórnia, a pesquisadora Alessandra Vacari, acadêmica da Unifran – Universidade de Franca-SP, liderou estudos relacionados aos efeitos do inseticida etofenproxi sobre o bicho-mineiro do café (Leucoptera coffeella). O agroquímico, comercializado pela Sipcam Nichino Brasil, acaba de receber dos órgãos reguladores a extensão de bula para manejo dessa praga, considerada a de mais difícil controle da cafeicultura nacional.
“O bicho-mineiro, não-controlado, ocasiona perdas de até 70% a uma lavoura de café”, resume Alessandra. “O inseto se instala nas folhas. Ele apresenta comportamento ‘minador’: as fêmeas colocam ovos sobre a superfície da folha, larvas eclodem e entram no ‘mesofilo’ para se alimentar, provocando ‘injúrias’ e a diminuição da capacidade fotossintética das plantas”, ela acrescenta.
Devido a esse comportamento da praga, não são todos os inseticidas que conseguem controlar o bicho-mineiro, porque a larva do inseto fica ‘protegida’ no mesofilo foliar”, reforça a pesquisadora.
Quebra do ciclo, ovos e seletividade
De acordo com Alessandra Vacari, a pesquisa demonstrou que a aplicação de etofenproxi resulta em até 100% de eficácia na contenção do bicho-mineiro.
“O inseticida quebra o ciclo da praga por meio do controle do inseto na fase adulta”, ela afirma. “Constatamos também uma redução na longevidade dos ‘adultos’ do bicho-mineiro, logo após a aplicação do inseticida, de cinco dias para dois dias, em média. Essa característica do etofenproxi impede que a praga continue produzindo novas gerações”, explica a pesquisadora.
“Apuramos ainda expressiva diminuição na quantidade de ovos que as mariposas da praga colocaram nas folhas posteriormente ao inseticida”, continua Alessandra. “Consequentemente, não eclodiram lagartas do bicho-mineiro nas plantas de café estudadas”, ela exemplifica.
Segundo frisa Alessandra, o registro de baixo número de ovos nas plantas analisadas prolongou-se por períodos de sete a 21 dias depois de aplicado etofenproxi. Conforme a pesquisadora, além da ação efetiva do etofenproxi na alta mortalidade de insetos adultos do bicho-mineiro, e na diminuição de ovos férteis nas plantas, o inseticida ajuda a preservar inimigos naturais importantes da praga, entre estes o ‘crisopídeo’ (Chrysoperla externa). “Crisopídeo é hoje o principal inimigo natural do bicho-mineiro e bastante utilizado no controle biológico da praga nos cafezais de todo o Brasil”, conclui a pesquisadora.
Segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, coordenador de marketing da Sipcam Nichino, o inseticida etofenproxi é comercializado pela companhia em toda a fronteira agrícola do café, com a marca comercial Trebon®. Ele acrescenta que a solução está recomendada também para o controle da broca-do-café (Hypothenemus hampei).
Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Projeto moderniza a Lei do Trabalho Rural

Foto: Eduardo Cardoso/Sistema Famato
A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) celebra a aprovação do relatório ao Projeto de Lei nº 4.812/2025 pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal. A proposta, de autoria da senadora mato-grossense Margareth Buzetti, representa um avanço importante para a modernização das relações de trabalho no campo e para o fortalecimento da atividade agropecuária no país.
Construído com participação ativa da Famato e demais entidades do setor, o projeto atualiza a legislação trabalhista rural em vigor desde 1973 e consolida, em um único marco legal, regras relacionadas à contratação, jornada, segurança no trabalho, negociação coletiva e qualificação profissional. A iniciativa responde a uma demanda histórica do setor produtivo por normas mais compatíveis com a realidade atual do campo, marcada por avanços tecnológicos, sazonalidade e novos modelos de organização do trabalho.
Nova entidade quer ampliar crédito ao agronegócio
Entre os principais pontos do texto estão a regulamentação dos contratos por safra, intermitentes e temporários, adequando a legislação às características próprias da produção rural. O projeto também institui a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com foco na capacitação da mão de obra, no aumento da produtividade e na promoção de práticas sustentáveis no setor.
O relatório aprovado na CRA incorpora, ainda, ajustes apresentados pelo relator, senador Zequinha Marinho, que retiram dispositivos considerados de difícil aplicação prática no meio rural, como exigências burocráticas excessivas e regras incompatíveis com a dinâmica das atividades sazonais. Com isso, a proposta ganha mais efetividade, preserva direitos e amplia a segurança jurídica tanto para empregadores quanto para trabalhadores.
Na avaliação da Famato, o avanço do projeto traz reflexos diretos para Mato Grosso, principal potência agropecuária do país. A proposta facilita contratações mais adequadas aos ciclos produtivos de cadeias como soja, milho e pecuária, além de contribuir para a formação e atração de mão de obra qualificada, uma necessidade cada vez mais presente no campo. O texto também fortalece instrumentos de prevenção de acidentes e assegura maior previsibilidade nas negociações coletivas, reduzindo riscos trabalhistas e aumentando a competitividade do setor.
De acordo com o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, a tramitação do PL 4.812/2025 também evidencia o trabalho da senadora Margareth Buzetti na defesa de uma legislação mais atual, equilibrada e alinhada às necessidades reais do campo. Ao apresentar a proposta, a parlamentar trouxe ao centro do debate um tema estratégico para o desenvolvimento do agro brasileiro e para a valorização das relações de trabalho no meio rural.
Com a aprovação na CRA, o projeto segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS). “O avanço da matéria representa uma conquista relevante para o setor e reforça a importância de iniciativas que conciliem modernização, segurança jurídica, produtividade e qualificação profissional em benefício de produtores, trabalhadores e de toda a economia brasileira”, finaliza o Vilmondes Tomain.
Com CNA
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Nova liberação muda o jogo no tratamento de sementes

Soja é uma das culturas tratadas – Foto: Divulgação
O tratamento de sementes tem ganhado importância no manejo fitossanitário das principais culturas agrícolas, com soluções que buscam ampliar o controle de doenças e garantir melhor estabelecimento das lavouras. Nesse contexto, a ampliação de espectro de Fungicidas tem sido estratégica para atender diferentes sistemas produtivos.
O fungicida Torino®, da Sipcam Nichino, recebeu nova extensão de bula e passou a abranger o controle de doenças em soja, milho, feijão e trigo. O produto, lançado há cerca de três anos, já havia ampliado anteriormente sua cobertura para mais de 11 cultivos e vem consolidando presença entre as alternativas utilizadas no tratamento de sementes.
Segundo o engenheiro agrônomo Iago Carraschi, da área de Pesquisa & Desenvolvimento da empresa, o produto passa a incluir recomendações para podridão de Fusarium e podridão radicular no feijoeiro. Na soja e no trigo, o foco está em fungos associados à contaminação durante o armazenamento, como Aspergillus e Penicillium, além da inclusão de Phytophthora sojae no espectro.
No milho, a solução foi autorizada para controle de Aspergillus flavus e proteção contra Pythium. O produto também apresenta ação sobre patógenos que afetam culturas como algodão, amendoim e sorgo, entre outras.
Formulado à base de fluazinam e tiofanato metílico, o fungicida atua de forma sistêmica e de contato, contribuindo para a proteção das sementes desde a germinação até a emergência. A proposta inclui redução de riscos de contaminação do solo, maior vigor das plantas e melhor desempenho produtivo em diferentes condições.
AGROLINK – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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