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Agricultura

Dicas para comprar fertilizantes

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A logística também se tornou um fator mais sensível nos últimos anos – Foto: Canva

A compra de fertilizantes exige planejamento e atenção a uma série de fatores que influenciam diretamente o desempenho das lavouras e os custos de produção. Entre os principais pontos estão procedência, qualidade e logística, que têm ganhado peso nas decisões do produtor rural. As orientações são de Rodrigo Moratelli, gerente comercial da Autem Trade Company, distribuidora de fertilizantes.

De acordo com o especialista, o primeiro passo é realizar a análise de solo, que orienta o que, como, quando e onde aplicar os insumos, dentro do conceito conhecido como 4C do manejo sustentável. Esse processo permite ao produtor avaliar diferentes alternativas e alinhar a escolha às necessidades da cultura e às condições de mercado.

Outro aspecto relevante é a verificação da procedência do fertilizante. Avaliar a credibilidade de quem comercializa o produto, o tempo de atuação no mercado e a reputação entre outros produtores são medidas que ajudam a reduzir riscos na compra.

A logística também se tornou um fator mais sensível nos últimos anos. A redução da capacidade de expedição em fábricas do interior aumentou a dependência de estruturas portuárias e do transporte rodoviário, o que pode impactar prazos e planejamento no campo.

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A qualidade do fertilizante no momento da entrega é outro ponto de atenção. A recomendação é realizar conferência do material e, sempre que possível, encaminhar amostras para análise em laboratórios certificados pelo Ministério da Agricultura, garantindo que o produto esteja dentro dos padrões esperados.

Por fim, o câmbio exerce influência direta na formação dos preços. Como a maior parte dos fertilizantes utilizados no país é importada e negociada em dólar, pequenas variações na moeda podem gerar impactos significativos no custo por tonelada, exigindo acompanhamento constante do mercado.

AGROLINK – Leonardo Gottems

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Erro comum no campo acelera resistência de daninhas

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O manejo eficaz vai além da escolha de herbicidas – Foto: Divulgação

O avanço de plantas daninhas resistentes a herbicidas tem exigido mudanças no manejo agrícola, com foco em estratégias mais amplas e integradas ao longo de todo o ciclo produtivo. Segundo o Comitê de Ação à Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR), o enfrentamento desse desafio depende da combinação de práticas que reduzam a pressão de seleção e preservem a eficiência das ferramentas disponíveis no campo.

A dessecação bem executada é considerada o ponto de partida para um manejo eficiente. O uso criterioso de herbicidas em associação e, quando necessário, a inclusão de produtos residuais contribuem para diminuir a infestação inicial e ampliar o controle das plantas daninhas. Esse cuidado inicial influencia diretamente o desempenho das etapas seguintes e reduz a necessidade de intervenções corretivas mais intensas.

Na sequência, a adoção de herbicidas pré-emergentes e a rotação de mecanismos de ação assumem papel central. Essas práticas ajudam a evitar a seleção de biótipos resistentes, mantendo a eficácia dos produtos ao longo do tempo. Em sistemas como soja e milho, a integração entre herbicidas pós-emergentes, o manejo de plantas voluntárias e o uso de culturas de cobertura reforça o controle e contribui para a redução do banco de sementes no solo.

O manejo eficaz vai além da escolha de herbicidas e envolve um conjunto de práticas agronômicas. A rotação de culturas, a manutenção de palhada e a eliminação do pousio são medidas que favorecem o equilíbrio do sistema produtivo. Essas ações reduzem a emergência de plantas daninhas e dificultam a multiplicação de indivíduos resistentes.

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A resistência é resultado de uma pressão de seleção contínua, causada principalmente pelo uso repetido de um mesmo mecanismo de ação. Por isso, a diversificação de estratégias é apontada como fundamental para prevenir o problema. A adoção de diferentes métodos de controle, aliada ao planejamento técnico, contribui para a sustentabilidade da produção agrícola e para a manutenção da produtividade ao longo das safras.

AGROLINK – Leonardo Gottems

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Frutas ficam mais baratas nas Ceasas em fevereiro, com banana liderando queda de 11,16%

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CEAGESP

As principais frutas comercializadas nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país registraram queda nos preços em fevereiro. É o que aponta o 3º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) , divulgado nesta quinta-feira (26) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na comparação com janeiro, banana, laranja, maçã, melancia e mamão ficaram mais baratos na média ponderada. Cebola e cenoura também acompanharam o movimento de queda.

A maior redução foi verificada para a banana, com preços na média ponderada de fevereiro 11,16% inferiores aos de janeiro. A diminuição ocorreu mesmo com o retorno das aulas – que elevou a demanda – e num contexto de baixa oferta de banana nanica até o pós-Carnaval. O impacto sobre os preços foi limitado pelo volume adquirido no terço final do mês, especialmente da variedade nanica do norte de Santa Catarina e da banana prata do norte de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Ceará.

Maçã com queda de dois dígitos

A maçã também registrou recuo expressivo, com variação negativa de 10,32% na média ponderada. Os menores preços no atacado refletem a maior oferta da fruta, explicada pelo início da colheita da maçã gala, além da presença do restante da safra da maçã eva do Paraná e da safra em São Paulo.

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Mamão e melancia

No mercado do mamão, a oferta da variedade papaya foi reduzida devido ao maior volume de chuvas no último trimestre de 2025, que prejudicou as floradas. Por outro lado, o mamão formosa apresentou preços mais baixos e oferta mais elevada, limitando a valorização do papaya e contribuindo para que os preços ficassem 7,52% mais baixos.

Para a melancia, a redução foi de 3,72% na média ponderada. A qualidade das frutas melhorou devido ao clima adequado e chuvas pontuais, mas o alto volume de chuvas tem influenciado o plantio da melancia goiana, especialmente na região de Ceres, um dos maiores polos produtores do país.

Laranja em estabilidade

No caso da laranja, a maioria das Ceasas do Sudeste registrou queda na comercialização e no consumo, com redução de 7% na oferta. Os preços, no entanto, mostraram estabilidade, com ligeira queda de 0,06% na média ponderada.

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Hortaliças: cebola e cenoura em queda; tomate, batata e alface sobem

Entre as hortaliças, a cebola teve recuo de 5,52%, influenciado pela menor qualidade do produto. A oferta catarinense cresceu, mas o volume comercializado nas Ceasas caiu 10%. Em março, com o fim da colheita em Santa Catarina e a redução de estoques, observa-se pressão altista.

A cenoura caiu 1,23% após sucessivas altas desde dezembro de 2025. A oferta reduziu 5,6%, mas as chuvas frequentes prejudicaram a qualidade do produto, limitando a alta dos preços.

Já a alface subiu 2,02%, com oferta total 7% menor. O tomate avançou 5,20%, diante da menor oferta após o esgotamento das áreas em ponto de colheita e a transição após o pico da safra de verão. A batata teve alta expressiva de 11,72%, impactada pelas chuvas que afetaram o ritmo de colheita e pela redução da oferta após o pico da safra das águas.

As previsões para março indicam redução da oferta e continuidade da alta de preços para batata, movimento já observado no início do mês.

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Oferta baixa e cotação do milho disponível em Mato Grosso tem alta

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foto: arquivo/assessoria

 

O preço do milho no estado subiu 0,94% na última semana, encerrando o período na média de R$ 46,54/saca, na última sexta-feira, influenciado pela menor quantidade do grão disponível no mercado.

Já em São Paulo, a cotação do milho no Cepea encerrou a semana com declínio de 1,38%, e finalizou o período em média de R$ 70,68/saca.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) também informou, esta tarde, no boletim semanal do milho, que a paridade do contrato julho deste ano de milho encerrou em queda de 1,43%, quando comparada à da semana anterior, devido à constante baixa no prêmio de Santos, no mesmo mês, na última semana.

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

 

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