Agronegócio
Exportações de soja e milho avançam e pressionam logística com destaque para Mato Grosso

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná/Ilustração
O avanço da colheita e o bom desempenho das exportações de grãos colocam Mato Grosso no centro da logística nacional neste início de 2026. Dados do boletim logístico divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que os embarques de soja e milho cresceram no primeiro trimestre, intensificando a demanda por transporte e elevando os custos de frete nas principais rotas do país.
Com cerca de 88,1% da área de soja já colhida, o volume exportado da oleaginosa entre janeiro e março superou em 5,92% o registrado no mesmo período de 2025. O milho também apresentou avanço expressivo, com crescimento de 15,25% nas exportações, enquanto a colheita da primeira safra já ultrapassa metade da área plantada.
Mato Grosso lidera escoamento e puxa demanda logística
As regiões Centro-Oeste e Sul concentraram a maior parte dos embarques, com destaque para Mato Grosso, principal produtor nacional. No caso da soja, o chamado Arco Norte respondeu por 39% das exportações no trimestre, seguido pelo porto de Santos (36,2%) e Paranaguá (18,3%). Para o milho, o Arco Norte também liderou, com 34,9% do total exportado.
Esse forte fluxo de grãos impacta diretamente o transporte. Em Mato Grosso, especialmente no Vale do Araguaia, o avanço da colheita manteve os fretes em alta, com elevação de até 10%, refletindo a intensa movimentação nas estradas e a disputa por caminhões.
Fretes sob pressão em todo o país
O aumento da demanda logística não se limita ao estado. Em Goiás, por exemplo, os fretes chegaram a subir até 35% em rotas partindo de Cristalina. No Distrito Federal, a alta foi de até 12%, enquanto em Mato Grosso do Sul os preços também avançaram até 10%.
Segundo o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, o cenário reflete uma combinação de fatores. “É preciso considerar o bom desempenho produtivo da soja e o volume de carga no contexto da pressão logística”, avalia.
No Sul e Sudeste, os custos também subiram. No Paraná, houve aumento de até 11% nos fretes, enquanto em São Paulo a alta chegou a 30%. Minas Gerais registrou elevações mais moderadas, de até 10%.
Nordeste também sente impacto
Com transportadores direcionando operações para o Centro-Oeste, o Nordeste também apresentou aquecimento nos fretes. No oeste da Bahia, região produtora de soja, os valores subiram até 19%, enquanto o Maranhão registrou a maior variação, com alta de até 23%. No Piauí, o mercado mostrou maior estabilidade, com variações de até 8%.
O cenário evidencia que, com a safra robusta e exportações em alta, a logística segue como um dos principais desafios do agronegócio brasileiro — especialmente em estados como Mato Grosso, onde a produção em larga escala exige eficiência no escoamento para garantir competitividade no mercado internacional.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Exportação de carne bovina do Brasil pode bater recorde histórico em abril de 2026

Divulgação
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte ritmo e podem alcançar um novo recorde histórico para o mês de abril. De acordo com análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior, os embarques já demonstram crescimento expressivo tanto em volume quanto em valor.
Até a quarta semana de abril de 2026, considerando 16 dias úteis, o Brasil exportou 216,27 mil toneladas de carne bovina, gerando receita de US$ 1,34 bilhão. A média diária embarcada foi de 13,52 mil toneladas, o que representa um avanço de 11,95% em relação ao mesmo período de abril de 2025.
Projeção indica novo recorde para o mês
Mantido o ritmo atual nos dias úteis restantes, o volume total exportado pode atingir 283,85 mil toneladas até o fim de abril. Caso a projeção se confirme, o crescimento será de 17,54% na comparação anual, configurando o maior volume já registrado para o mês.
O desempenho reforça a competitividade da carne bovina brasileira no mercado global, sustentada por demanda consistente e pela ampliação de mercados compradores.
Preço da carne bovina dispara no mercado externo
Além do aumento no volume embarcado, o preço médio da carne bovina exportada também registrou forte valorização. Em abril de 2026, o valor médio atingiu US$ 6.200,66 por tonelada, alta de 23,24% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Em termos absolutos, o avanço foi de US$ 1.169,30 por tonelada, refletindo um cenário internacional favorável, com demanda aquecida e maior disposição de pagamento por parte dos importadores.
Demanda externa sustenta crescimento das exportações
O cenário positivo para as exportações brasileiras está diretamente ligado ao aumento da demanda global por proteína animal, especialmente em mercados estratégicos. A combinação de volume elevado e preços mais altos tem impulsionado a receita cambial do setor.
Com isso, o Brasil reforça sua posição como um dos principais fornecedores de carne bovina no mundo, consolidando o agronegócio como pilar fundamental da balança comercial.
A tendência para os próximos meses dependerá da continuidade da demanda internacional, do comportamento cambial e das condições de oferta interna, mas o desempenho de abril já sinaliza um ano promissor para o setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preço do arroz sobe em abril, mas excesso de oferta no Brasil eleva risco de queda no curto prazo

Foto: Fagner Almeida
Mercado de arroz enfrenta baixa liquidez e pouca referência de preços
O mercado brasileiro de arroz segue com negociações limitadas e baixa liquidez, mesmo diante de uma leve alta nos preços ao longo de abril. Na prática, o setor opera com valores ofertados, mas com poucos negócios efetivamente realizados, o que dificulta a formação de preços consistentes.
Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o cenário atual é caracterizado por ausência de fluxo relevante, refletindo um ambiente de cautela tanto por parte dos produtores quanto da indústria.
Preços do arroz variam por região, com suporte pontual da qualidade
No principal polo produtor do país, o Rio Grande do Sul, os preços do arroz em casca giram entre R$ 60 e R$ 64 por saca de 50 quilos na região da Fronteira Oeste. Lotes de melhor qualidade alcançam entre R$ 65 e R$ 68 em negociações pontuais.
Em Santa Catarina, os valores variam de R$ 55 a R$ 60 por saca, refletindo diferenças regionais de qualidade e demanda.
Apesar da sustentação parcial, o mercado ainda carece de consistência nas negociações, o que limita movimentos mais firmes de alta.
Colheita avançada amplia oferta e pressiona o mercado
A evolução da colheita tem sido um dos principais fatores de pressão sobre o mercado. De acordo com dados da Conab, o Brasil já colheu 88,3% da área plantada, percentual superior ao registrado no mesmo período do ano passado e acima da média histórica.
A produtividade elevada e a boa qualidade dos grãos — com índices superiores a 65% de inteiros e picos de até 70% em algumas regiões — reforçam o cenário de ampla oferta.
No entanto, o avanço da safra também expõe gargalos logísticos, como filas em armazéns e indústrias, que limitam o recebimento e contribuem para a lentidão nas negociações.
Comportamento dos agentes trava o fluxo de negócios
A dinâmica entre produtores e indústria tem contribuído para a paralisação do mercado. Produtores de maior porte optam por reter estoques, apostando em melhores preços no futuro, enquanto pequenos produtores acabam vendendo por necessidade de caixa.
Do lado da indústria, as compras seguem restritas ao necessário, diante de margens apertadas e dificuldade de repasse de preços ao varejo.
Além disso, a atuação de pequenas cerealistas com políticas comerciais mais agressivas aumenta a desorganização do mercado, ampliando a pressão sobre os preços.
Cenário externo limita escoamento e aumenta pressão interna
No mercado internacional, as exportações brasileiras de arroz seguem em ritmo lento e não têm sido suficientes para equilibrar a oferta interna.
O câmbio abaixo de R$ 5,00 reduz a competitividade do produto brasileiro no exterior, enquanto o aumento das importações intensifica a pressão sobre o mercado doméstico.
Indicadores de preços apontam tendência de instabilidade
A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,58 em 29 de abril, registrando queda de 1,05% na comparação semanal.
Apesar disso, no comparativo mensal ainda há alta de 2,56%. Já em relação ao mesmo período de 2025, o mercado acumula desvalorização de 17,52%, evidenciando um cenário estrutural mais pressionado.
Perspectivas: risco de correção no curto prazo
Com a oferta elevada, exportações fracas e demanda interna cautelosa, o mercado de arroz no Brasil segue com viés de pressão no curto prazo.
A sustentação dos preços dependerá principalmente de:
melhora no ritmo das exportações
ajustes na oferta interna
recuperação da demanda
Até lá, o setor deve continuar operando com baixa liquidez e elevada sensibilidade a fatores logísticos e cambiais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Venda de gado de Mato Grosso para abate em outros Estados cai 23%

foto: arquivo/assessoria
Mato Grosso teve o menor volume de bovinos enviados para abate, em frigoríficos de outros Estados. Foram 2,54 mil cabeças, queda de 23,16% no comparativo mensal e de 44,05% frente a março do ano passado. Os dados são do INDEA.
Dentre os destinos, Goiás concentrou 48,55% do total, seguido por São Paulo, com 46,27%, e Mato Grosso do Sul, com 5,18%. Esse movimento esteve atrelado ao encurtamento do diferencial de base dos preços do boi gordo entre Mato Grosso e São Paulo no mês, com deságio médio de 6,50% frente à praça paulista, reduzindo a competitividade dos envios interestaduais e estimulando os abates nos frigoríficos mato-grossenses.
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou que, até a terceira semana deste mês (abril), os preços em Mato Grosso e São Paulo registraram médias de R$ 350,21/@ e R$ 368,74/@, respectivamente, e o diferencial de base entre as praças esteve em -5,03% no período, representando aproximação de 1,47 p.p. em relação a março.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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