Destaque
FICO entra em nova etapa com colocação de trilhos entre Mara Rosa e Crixás (GO)

Foto: Infra S.A./Reprodução
Com o assentamento de lastro, dormentes e trilhos, a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) avança para a fase de superestrutura em um trecho de 132 quilômetros. Essa é etapa em que a obra deixa a terraplenagem e passa a ganhar trilhos, abrindo caminho para que entre gradualmente em operação a partir da conexão com a Ferrovia Norte-Sul, em Mara Rosa (GO).
Com o avanço das obras, cabe à Infra S.A. verificar a qualidade do ativo entregue, com testes técnicos, acompanhamento em campo e monitoramento da execução, sempre reportando às autoridades envolvidas.
Com investimento estimado em R$ 951 milhões, sob responsabilidade da Vale no modelo de parceria público-privada de investimento cruzado, a fase de superestrutura concentra o maior volume de movimentação de pessoas, máquinas e equipamentos toda a ferrovia.
No pico da execução, serão mobilizados cerca de 5.900 trabalhadores e 1.800 equipamentos, distribuídos em múltiplas frentes simultâneas ao longo do traçado. Essa estratégia permite atuação paralela em diferentes segmentos da ferrovia, respeitando os serviços, materiais e projetos, além das janelas climáticas mais favoráveis.
Para o diretor-presidente da Infra S.A., Jorge Bastos, o avanço para a fase de superestrutura consolida anos de planejamento e coordenação técnica, marcando o momento em que a FICO passa a cumprir seu papel estratégico no sistema logístico nacional.
“A partir de agora, a obra deixa de ser apenas um empreendimento de infraestrutura e passa a se tornar um ativo capaz de gerar ganhos econômicos permanentes ao integrar as regiões produtoras do Centro-Oeste aos principais corredores de escoamento do país”, destacou.
Impacto logístico e econômico
O início da superestrutura antecipa a entrada em operação por trechos ao transformar partes já concluídas da obra em ferrovia pronta para uso. Cumpridos os padrões de qualidade e segurança, esses segmentos seguem para a liberação dos órgãos responsáveis e, na sequência, passam a ser operados pela concessionária.
A migração parcial do transporte rodoviário para o ferroviário tende a aumentar a previsibilidade do frete, reduzir gargalos em períodos de safra e aliviar a pressão sobre rodovias federais e estaduais.
De acordo com o superintendente de Desenvolvimento de Empreendimentos, Tharlles José Soares Fernandes, do ponto de vista logístico, a FICO deve promover uma redução estrutural dos custos de transporte da produção agropecuária do nordeste de Goiás e do leste de Mato Grosso, oferecendo uma alternativa ferroviária de longa distância integrada aos principais corredores de exportação.
“Além de reduzir custos no escoamento da produção, a ferrovia melhora a logística de retorno, com mais eficiência no transporte de insumos como fertilizantes e combustíveis. Isso reduz gastos na porteira, amplia a competitividade da produção regional e tem impacto direto em áreas mais distantes dos portos, como o Vale do Araguaia, no Mato Grosso”.
Conexão com a Norte-Sul
A implantação da superestrutura foi desenhada a partir da conectividade logística com a Ferrovia Norte-Sul, no município de Mara Rosa. É por esse eixo que chegam os trilhos importados da China, desembarcados no Porto do Itaqui (MA) e transportados por ferrovia até o canteiro de obras da FICO.
Além de reduzir custos e riscos logísticos, a estratégia permite o transporte de grandes remessas por modal ferroviário, diminuindo a dependência do sistema rodoviário e antecipando, na prática, a futura integração operacional da FICO à malha nacional.
A própria via permanente em construção passa a ser utilizada como corredor logístico interno, otimizando o abastecimento de trilhos, dormentes e lastro ao longo do traçado.
A execução empregará metodologia New Track Construction (ntc) um método moderno de construção de ferrovias, com produção mecanizada da grade, alinhamento e nivelamento, o que permite ganhos expressivos de produtividade e precisão geométrica.
Para o diretor de Empreendimentos, André Luís Ludolfo, o próximo grande marco do projeto será a entrega do Lote 1, prevista para outubro de 2026. O trecho reúne os Pacotes 1, 2, 3 e 4, entre Mara Rosa e Crixás, com cerca de 132 quilômetros de via permanente, executados em ritmo médio de 1.000 metros por dia, o que garante maior capacidade de transporte e durabilidade ao ativo. Concluída essa etapa, a ferrovia estará apta a iniciar o processo de recebimento regulatório, com inspeções técnicas e validação operacional.
FICO
É a Ferrovia de Integração Centro-Oeste e faz parte de uma política de desenvolvimento logístico do Brasil para interligar os polos produtores de grãos do Centro-Oeste até a Ferrovia Norte Sul.
Com 888 km de extensão, sendo 383 km de Mara Rosa (GO) a Água-Boa (MT) e 505 km de Água Boa a Lucas do Rio Verde (MT), a FICO escoará a produção de soja e milho do centro norte do estado de Mato Grosso, maior região produtora de soja do Brasil em direção aos portos de São Luís (MA), Santos (SP) ou Paranaguá (PR).
Imprensa/Infra S.A.com redação/AguaBoaNews
Foto: Infra S.A./Reprodução
Destaque
Polos irrigados concentram maior renda, produtividade e desenvolvimento

Imagem: Pensar Agro
A colheita total de milho do Brasil em 2025/26 foi estimada nesta sexta-feira em 140,11 milhões de toneladas, de acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, que reduziu seu número em 1,1% na comparação com a projeção anterior, devido a uma expectativa menor com a segunda safra por questões climáticas.
Ainda assim, o Brasil veria uma produção maior em relação ao ciclo passado, quando a colheita somou 140,05 milhões de toneladas, segundo a consultoria.
O ajuste nos números levou em conta os problemas climáticos verificados em alguns Estados produtores da segunda safra, como Goiás, disse o consultor e analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, em comunicado.
Devido aos ajustes, o potencial de produção da segunda safra foi visto em 99,09 milhões de toneladas, ante 100,59 milhões de toneladas previstas em fevereiro.
O volume da segunda safra deve ficar abaixo das 100,81 milhões de toneladas colhidas no ano anterior, mas a safra total ainda cresce com um avanço
na produção no verão, segundo dados da consultoria.
A área total cultivada com milho no Brasil em 2025/26 deverá atingir 21,89 milhões de hectares, um pouco acima dos 21,83 milhões de hectares indicados na previsão de fevereiro.
Na comparação anual, a consultoria vê aumento de 2,9% na área plantada, enquanto a produtividade foi estimada em 6.400 quilos por hectare, abaixo dos 6.532 quilos registrados na safra 2024/25.
Com Pensar Agro
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Destaque
Produtores rurais podem responder pesquisa sobre javalis

Imagem: Faep
Os produtores rurais do Paraná ainda podem participar da pesquisa nacional que busca mapear a presença de javalis no meio rural. O prazo vai até 31 de maio para responder ao levantamento “Suínos Asselvajados – Percepção de Presença e seus Impactos no Brasil (2025/2026)”, conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e impulsionado por articulação do Sistema FAEP. A iniciativa reúne informações diretamente das propriedades para dimensionar a ocorrência de javalis e javaporcos, identificar os prejuízos causados e subsidiar políticas públicas mais eficientes de controle e manejo da espécie.
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, reforça que o engajamento dos produtores é determinante para a efetividade do estudo. “Essa pesquisa é uma ferramenta estratégica para transformar uma realidade que já impacta diretamente o campo. Quanto maior for a participação dos produtores, mais consistente será o diagnóstico e, consequentemente, mais eficazes serão as políticas públicas que podem ser construídas a partir desses dados”, diz. “O Sistema FAEP tem atuado de forma permanente nesse tema, articulando soluções e apoiando iniciativas que contribuam para o controle do javali e a proteção da produção agropecuária paranaense”, complementa.
Fertilizantes são equiparados a minerais críticos
A pesquisa é resultado de um processo iniciado no Paraná, a partir da Comissão Técnica de Suinocultura do Sistema FAEP, que reuniu diferentes instituições para enfrentar o avanço da espécie. Esse movimento levou à criação, em 2020, do Grupo de Trabalho de Javalis do Paraná, que reúne órgãos como Ministério da Agricultura, Ibama, Exército Brasileiro, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e entidades do setor produtivo.
Prejuízos econômicos e riscos sanitários
Sem predadores naturais no Brasil e com alta capacidade de adaptação, o javali se reproduz rapidamente e amplia sua presença em diferentes regiões. O cruzamento com suínos domésticos, formando o chamado “javaporco”, intensifica ainda mais esse crescimento.
Os impactos são diretos: destruição de lavouras, ataques a rebanhos, danos à vegetação nativa, degradação de nascentes e cursos d’água, além de desequilíbrios ecológicos e risco de acidentes com pessoas.
No campo sanitário, a preocupação é ainda mais sensível. Os animais podem atuar como vetores de doenças como a Febre Maculosa, Peste Suína Africana (PSA), Peste Suína Clássica (PSC), entre outras, ameaçando o status sanitário da produção brasileira.
Saiba mais acessando a cartilha, produzida pelo Sistema FAEP, que expõe os riscos causados por javalis.
Participação é fundamental
O Sistema FAEP orienta que produtores rurais que já tenham avistado javalis ou registrado prejuízos respondam ao questionário. A participação é considerada essencial para ampliar a qualidade das informações e fortalecer o diagnóstico.
Mesmo aqueles que não tiveram contato direto com os animais podem contribuir, divulgando a pesquisa para outros produtores e manejadores autorizados que atuam no controle da espécie.
A previsão é que os resultados sejam divulgados no segundo semestre deste ano. A expectativa é que os dados consolidados permitam dimensionar o avanço dos javalis no país e orientar ações mais eficazes para enfrentar um problema que impacta diretamente o campo.
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Destaque
Sema atua para evitar que árvore em área de manejo com ninho de Harpia seja derrubada

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) notificou o proprietário de uma fazenda no município de Tapurah para que não derrube uma árvore, localizada em área de manejo florestal, escolhida por uma Harpia para montar o seu ninho. A espécie está ameaçada de extinção.
De acordo com a notificação, o proprietário da área deverá manter a preservação do entorno da árvore em um raio de, no mínimo, 150 metros, para garantir a segurança do filhote durante sua fase de aprendizado e evitar a perturbação do comportamento natural dos adultos. O objetivo da medida é assegurar a conclusão do ciclo reprodutivo da ave sem intercorrências.
Nas áreas de manejo, o corte das árvores é feito de maneira seletiva, respeitando o ciclo de vida dos indivíduos. Árvores que já cumpriram o seu papel na natureza são colhidas de forma estratégica, minimizando o impacto ambiental e dando espaço para que suas filhas possam crescer para proliferação da espécie
Também conhecida como gavião-real, a Harpia foi classificada pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) como “vulnerável” e está contemplada no Plano de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Ameaçadas (ICMBio).
A descoberta, conforme o coordenador, é resultado da integração e comprometimento dos diversos setores da Sema na conservação da biodiversidade. “A preservação da fauna silvestre exige uma atuação conjunta de diversos segmentos dentro da própria Sema. Esse é um exemplo prático de que as equipes do órgão ambiental trabalham em sintonia para a proteção do meio ambiente”, destacou Toledo.
Em resposta à Coordenadoria de Recursos Florestais, o proprietário da fazenda assegurou que acatará a notificação. “Ficamos felizes em poder contribuir com a preservação da ave mencionada. Vamos manter todos os indivíduos, no raio de 150 metros, em pé no local. Vamos demarcar a árvore nº 5041 e todas as árvores do seu entorno (raios de 150 m) com plaqueta de “proibido corte” para melhor sinalizar. Além disso, será orientado a equipe de exploração para não fazer trilhas de arraste nesse local”.
Plano de manejo – O manejo florestal sustentável se consolida como uma das estratégias mais robustas para manter a floresta em pé, conservar serviços ecossistêmicos e, ao mesmo tempo, gerar renda e desenvolvimento regional.
Por meio do Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora), a Sema-MT consegue fazer a rastreabilidade da madeira extraída nessas áreas de manejo. Cada indivíduo possui numeração única dentro do sistema.
Mato Grosso possui cerca de 5,2 milhões de hectares em áreas de manejo florestal e a meta do Programa Carbono Neutro 2035 é chegar a seis milhões.
Clênia Goreth
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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