Economia
“Sabores das nossas raízes”, da Syngenta, aposta em histórias do campo para valorizar a agricultura inovadora

Foto: Divulgação
A Syngenta estreia “Sabores das nossas raízes”, websérie em cinco episódios que utiliza a gastronomia como fio condutor para mergulhar no coração do agro brasileiro. Ao reunir produtores rurais do programa OTO em diferentes regiões do país e o chef Pedro Benoliel, a produção transforma trajetórias reais em narrativa documental e coloca os pilares de inovação, sustentabilidade e capacitação de pessoas no centro da conversa sobre o futuro do setor.
Ao longo dos episódios, a ponte entre o campo e a cozinha discute a agricultura inovadora a partir de uma perspectiva única no agronegócio: unindo histórias de família, o afeto da comida brasileira e decisões de gestão que mantêm a produção alinhada às exigências de um setor cada vez mais técnico e dinâmico.
O OTO como protagonista da narrativa
A série tem no OTO, o programa de relacionamento da Syngenta, seu principal eixo de conteúdo. Voltado a produtores que recebem atendimento próximo, com benefícios e soluções personalizadas, o OTO surge nos episódios como um parceiro que caminha lado a lado com quem produz.
Em vez de explicar o programa por meio de descrições institucionais, a série deixa que ele apareça pela voz dos próprios produtores e suas famílias. São eles que contam, com suas palavras, como o acompanhamento técnico, o relacionamento próximo e o acesso a soluções específicas se traduzem em decisões reais dentro da porteira, da gestão da propriedade aos planos para as próximas gerações.
Ao escolher a gastronomia como porta de entrada, a série encontra um terreno comum entre quem produz e quem consome. Receitas regionais, ingredientes de família e memórias de infância funcionam como contexto para conversas mais profundas sobre tecnologia, manejo e os desafios reais enfrentados nas lavouras brasileiras.
Inácio Urban e a memória que vira receita
O primeiro episódio acompanha Inácio Carlos Urban, em Patos de Minas (MG). Migrante do Sul para o Triângulo Mineiro em 1976, Seu Inácio simboliza a resiliência do agricultor brasileiro, e sua trajetória dá à Syngenta espaço para se posicionar como parceira desde o início dessa história. Ao lado da filha, ele fala sobre gestão, sucessão e os caminhos que mantêm a propriedade competitiva sem romper com a origem.
Uma jornada contínua
Cada episódio adiciona uma camada à narrativa que a Syngenta vem construindo: a de uma marca que não apenas fornece soluções para o campo, mas que celebra a parceria, a paixão pela terra e o propósito de alimentar o Brasil.
Depois de Patos de Minas, a websérie segue para outras regiões do Brasil, ampliando o mapa de histórias e mostrando como produtores OTO de diferentes tradições enfrentam, cada um a seu modo, os principais pilares abordados.
Mais do que conteúdo institucional, a série é um convite para olhar o agro a partir das pessoas que constroem essa história todos os dias e para reconhecer, em cada sabor, as raízes que sustentam o alimento que chega à mesa.
Agrolink – Aline Merladete
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Preço do etanol hidratado cai pela 2ª semana consecutiva

Divulgação
As cotações do etanol hidratado recuaram no mercado paulista no começo de junho pela segunda semana seguida.
Pesquisadores do Cepea ressaltam que os atuais valores estão próximos aos custos de produção das usinas. Diante desse cenário, parte dos vendedores optou por se afastar temporariamente do mercado spot, aguardando os próximos movimentos dos valores.
Segundo pesquisadores do Cepea, a baixa dos preços reflete, de certa forma, o bom desempenho da safra de cana-de-açúcar, com aumento dos estoques de etanol à medida que a moagem avança.
Ainda de acordo como Centro de Pesquisas, nem mesmo o feriado de Corpus Christi no dia 4 aqueceu o mercado. Compradores seguiram adquirindo volumes pequenos, mesmo porque quantidades maiores já haviam sido fechadas em semanas anteriores.
com Cepea
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Custo da construção segue estável em maio, enquanto aço e cimento ampliam queda em 2026

© Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil
O custo da construção em Mato Grosso registrou alta de 0,20% em maio, com o metro quadrado chegando a R$ 3.148,99 para projetos residenciais de padrão normal (R-8), segundo dados do Sinduscon-MT. Apesar do avanço no mês, o indicador mantém um cenário de estabilidade para o setor.
O resultado considera o Custo Unitário Básico (CUB/m²), indicador utilizado como referência para acompanhar a evolução dos custos da construção civil. Em abril, o valor havia sido de R$ 3.142,83 por metro quadrado, o que demonstra uma variação moderada entre os dois períodos.
O comportamento dos insumos continuou marcado por movimentos opostos dentro da cadeia produtiva. Enquanto itens ligados ao acabamento e às esquadrias registraram aumento de preços, materiais considerados essenciais para a estrutura das obras mantiveram trajetória de queda.
O destaque ficou para o aço CA-50, um dos principais insumos utilizados na construção civil, que apresentou recuo de 2,44% em maio. Com isso, o material passou a acumular queda de 12,5% em 2026 e de 13,85% nos últimos 12 meses.
O cimento também registrou nova redução. O saco de 50 quilos teve queda de 1,75% no mês, ampliando para 10% o recuo acumulado no ano. Em 12 meses, a redução chega a 21,05%.
Mesmo com essas oscilações, a queda contínua de insumos estruturais de grande peso na composição dos custos contribuiu para manter o CUB em trajetória estável, preservando a previsibilidade para o setor da construção civil em Mato Grosso.
O presidente do Sinduscon-MT, Claudio Ottaiano, destaca que o CUB é um indicador que reflete a variação média dos custos da construção como um todo. No entanto, cada obra possui características próprias, com projetos, padrões e especificidades que podem influenciar diretamente no custo final.
“Observamos uma continuidade na redução de insumos importantes para a estrutura das obras, o que contribui para equilibrar os custos da construção. Ao mesmo tempo, alguns materiais de acabamento seguem registrando reajustes pontuais, resultando em uma variação moderada do indicador”, avalia.
com Assessoria
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
O paradoxo do milho em MT: Exportação dispara 540%, mas margem é negativa

Milho – Divulgação
Como é possível o Brasil registrar um salto histórico de 543,4% nas exportações de milho em maio e, ao mesmo tempo, o produtor de Mato Grosso trabalhar no vermelho? Essa conta intrigante dominou os debates na abertura nacional da colheita.
O evento oficial de largada das colheitadeiras aconteceu no município de Querência, polo gigante do Vale do Araguaia. A reunião de campo serviu para acender o sinal amarelo nas fazendas e traçar estratégias de sobrevivência financeira.
Para quem produz o grão em polos como Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, o início dos trabalhos nas lavouras de segunda safra traz um desafio severo. Os custos de produção dispararam e a queda nos preços globais engoliu a rentabilidade da temporada.
Preço da tonelada desaba quase pela metade no porto
Os dados oficiais divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam o tamanho do aperto financeiro. Em maio de 2026, o volume exportado pelo país atingiu 250.449,5 toneladas, esmagando as 38.928,1 toneladas enviadas ao exterior em maio do ano passado.
No entanto, a lei da oferta e da procura cobrou o seu preço no mercado internacional. O valor médio da tonelada de milho embarcada nos portos desabou 42,9%, despencando de US$ 467,1 para US$ 266,6 no intervalo de apenas um ano.
Mesmo com o tombo nos preços, a enxurrada de grãos nos navios elevou o faturamento mensal nacional para US$ 66,773 milhões. A média diária de receita deu um salto de 267,2%, saltando de US$ 865,8 mil para US$ 3,339 milhões por dia útil.
Insumos caros empurram produtor para o vermelho
O nó da questão está no custo de implantação da lavoura 2025/26. O agricultor mato-grossense comprou fertilizantes e defensivos químicos quando os preços estavam no topo, mas agora precisa vender a safrinha com o mercado de commodities desvalorizado.
Mato Grosso responde sozinho por cerca de 30% de todo o milho colhido no Brasil. Por causa desse peso gigantesco, a realidade de margens muito estreitas ou negativas observada em Querência reflete o sufoco financeiro que atinge o restante do estado.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a produção nacional do grão deve superar as 130 milhões de toneladas. Contudo, o tamanho real do lucro que vai sobrar no bolso de quem plantou vai depender do controle de perdas na colheita.
O peso do frete no Centro-Oeste profundo
Além do descompasso entre o custo do adubo e o preço de venda, o escoamento logístico funciona como um ralo de dinheiro. A grande distância física que separa Querência e o interior do estado dos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) encarece o frete rodoviário.
O custo do óleo diesel e a falta de ferrovias integradas devoram boa parte do valor da saca antes mesmo de o grão chegar ao navio. Para se proteger contra novas quedas no segundo semestre, os produtores tentam travar valores por meio de contratos a termo.
A porção central do país enfrenta ainda a concorrência agressiva do milho produzido nos Estados Unidos no mercado externo. Por outro lado, o avanço das usinas de etanol de milho em Mato Grosso e o setor de ração animal ajudam a sustentar a demanda interna.
Em Lucas do Rio Verde e região, onde a tecnologia de precisão dita o ritmo do campo, a margem negativa exige desperdício zero na pista. Cada grão perdido na fita da plataforma da colheitadeira representa prejuízo direto no fechamento do caixa da fazenda. Em um ano de preços achatados e frete caro, a eficiência mecânica e a cautela na hora de travar os lotes comerciais serão as únicas ferramentas capazes de proteger o patrimônio do agricultor até a abertura do próximo ciclo da soja.
Fique conectado no portal CenárioMT para acompanhar os boletins diários de colheita, cotações de commodities, fretes rodoviários e todas as análises econômicas do agronegócio regional.
*Com informações de dados estatísticos de exportação da Secex/MDIC e relatórios de mercado do Imea e da Conab.*
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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