Economia
Cesta básica dispara em Cuiabá, ultrapassa a série histórica e vai a R$ 913

Houve registro de altas significativas nos preços do tomate, da batata e do feijão, segundo pesquisa da Fecomércio Mato Grosso – Foto: Reprodução
Com acréscimo de 1,86% na terceira semana de maio, em comparação à semana anterior, a cesta básica em Cuiabá atingiu o valor de R$ 913,47.
Nesse caso, o mantimento ultrapassou, pela primeira vez na série histórica, a marca de R$ 900.
O maior patamar apurado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) elevou em 9,58% a diferença de preço observada em relação ao mesmo período do ano passado, quando o custo era de R$ 833,59.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou a alta de preços em produtos que sofrem grande influência climática.
“Mesmo com quedas observadas em itens como carne, café, banana e açúcar, as altas concentradas em produtos de maior peso e sensibilidade climática sustentaram o avanço do custo médio da cesta nesta semana”, disse.
É o caso do tomate, que registrou variação semanal positiva de 14,95%, chegando ao preço médio de R$ 13,47/kg.
A baixa temperatura registrada nas principais lavouras provoca atrasos na maturação dos frutos, restringe a oferta e pode ocasionar o aumento de preços observado.
A batata também registrou aumento de 9,04%, e a média semanal chegou a R$ 9,10/kg.
Segundo análise do IPF-MT, a variação de preço pode estar relacionada também à baixa oferta, consequência do fim da colheita da safra atual e das chuvas observadas em algumas lavouras, que atrasam o processo de colheita do produto.
Outro item que apresentou aumento em decorrência de fatores climáticos foi o feijão, com acréscimo de 2,14%, chegando à média de R$ 8,16/kg.
A alta nos custos de produção, em decorrência dos cuidados no armazenamento dos grãos, pode ter resultado em aumento no preço final ao consumidor.
Diante do incremento da oferta à nível global, o café segue em queda pela nona semana consecutiva.
Desta vez, a variação negativa observada foi de 1,96%, fazendo com que o pacote de 500 gramas atingisse o preço médio de R$ 29,98, além de ficar 12,11% mais barato em comparação com o mesmo período de 2025.
Wenceslau Júnior reforçou que a dinâmica das variações observadas nesta semana evidencia a influência das condições climáticas e sazonais sobre a inflação dos alimentos, especialmente entre os produtos in natura e de ciclo agrícola mais sensível.
Marianna Peres/Diário de Cuiabá
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Chuvas reduzem oferta e sequência de quedas do etanol em SP é interrompida

Reprodução
As recentes chuvas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do estado de São Paulo provocaram paralisações pontuais na moagem, diminuindo o ritmo de processamento.
Segundo o Cepea, enquanto algumas usinas optaram por se afastar temporariamente das negociações, outras mantiveram postura mais firme nas ofertas, sustentando os valores em patamares mais elevados. Assim, os preços do etanol hidratado subiram na semana passada em São Paulo, após oito semanas consecutivas de baixas.
De acordo com o Centro de Pesquisas, distribuidoras, por sua vez, atuaram na retirada de volumes adquiridos anteriormente. O número de novas negociações permaneceu limitado, indicando que os estoques formados nas semanas anteriores foram suficientes para atender à demanda imediata. Compradores seguiram atuando de maneira pontual, evitando grandes recomposições, diante da expectativa de maior oferta, à medida que a safra 2026/27 avança. (com Cepea)
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Destilaria leva sabores do Pantanal para o mercado internacional

Foto: Famasul
Transformar ingredientes do Pantanal em uma experiência única e, ao mesmo tempo, mostrar ao mundo o potencial de Mato Grosso do Sul. Foi com esse propósito que nasceu a Destilaria Bunker, primeira do estado especializada na produção de gin e vodka autorais. Com apoio do Sistema CNA/Senar, por meio do programa agroBR, a empresa estruturou seu projeto de exportação e hoje está mais próxima de conquistar o mercado internacional.
Com a proposta de criar novos sabores a partir de ingredientes que fazem parte do bioma sul-mato-grossense, a Bunker iniciou suas atividades em 2022. O projeto surgiu da vontade de desenvolver bebidas que traduzissem, em aroma e sabor, a identidade regional.
Fertilizantes caros e conflitos pressionam custo da próxima safra
“A gente veio com um projeto focado em fomentar o nosso bioma, que é o Pantanal. Nós somos a primeira destilaria de gin e vodka do estado do Mato Grosso do Sul e a gente queria desenvolver um gin que tivesse características aromáticas dos ingredientes locais, regionais”, conta o gestor da empresa, Breno Andrade de Moraes.
Por ser pioneira no segmento, a empresa precisou buscar referências e orientação para estruturar o negócio e explorar novas oportunidades de mercado.
“Por ser a primeira do estado na área de gin e vodka, a gente precisava de referência, precisava de suporte. Era um mercado ainda muito escuro para a gente. Foi onde a gente acabou se aproximando do Senar, mais especificamente do agroBR.”
Com o suporte técnico do programa, a Bunker desenvolveu um projeto de comercialização internacional, incluindo a elaboração de portfólio em diversos idiomas, estratégias de precificação, estudos logísticos e adequação de materiais para apresentação a compradores estrangeiros.
“Nosso projeto a gente ficou alguns meses discutindo e desenvolvendo toda a parte do portfólio dos produtos, apresentação em diversos idiomas, toda a parte de precificação do produto, logística, questão dos incoterms, dos fretes, de entender a logística de exportação, que é muito diferente da operação interna.”
Atualmente, cerca de 90% do projeto já está concluído e a empresa já participou de rodadas internacionais de negócios. Para Breno, o conhecimento adquirido ao longo do processo foi essencial para superar o receio de entrar em um mercado ainda desconhecido.
“O medo, a insegurança, ela pode existir sempre, mas quando a gente está acompanhado de pessoas que trazem o conhecimento, que trazem autoridade, a gente acaba deixando um pouco isso de lado e consegue trabalhar de maneira mais eficiente, com mais assertividade nos negócios. Sozinho não chega em lugar nenhum.”
Entenda o agroBR – Criado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, em parceria com a ApexBrasl e o Sebrae, o programa é totalmente gratuito para dar suporte a empreendedores rurais no caminho do comércio internacional, a fim de serem cada vez mais protagonistas do próprio sucesso. Além de prestar assistência em todas as etapas, o agroBR oferece ferramentas para quem vê na exportação novas possibilidades.
Com Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Brasil alcança maior número de cervejarias da história

Gerada por IA
O Brasil registrou, em 2025, o maior número de cervejarias da história. Dados do Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, apontam que o país chegou a 1.954 estabelecimentos do setor espalhados por 794 municípios.
Além do crescimento no número de cervejarias, o setor também bateu recorde no valor das exportações, que alcançaram US$ 218,4 milhões no ano passado.
Mesmo com avanço mais tímido em relação aos últimos anos — alta de apenas 0,3% sobre 2024 — o mercado cervejeiro brasileiro ampliou a presença internacional e consolidou a diversidade de produtos disponíveis no país.
O levantamento mostra ainda que o Brasil contabilizou 44.212 cervejas registradas em 2025, crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior, além de mais de 56 mil marcas cadastradas.
Segundo o Ministério da Agricultura, o número de cervejarias registradas no Brasil cresceu 4.785% ao longo da série histórica monitorada pelo Governo Federal.
O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura, Hugo Caruso, afirmou que o desempenho demonstra a consolidação da cerveja brasileira no mercado internacional, principalmente pelo aumento no valor das exportações.
Já o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Márcio Maciel, avaliou que o setor mostrou capacidade de adaptação mesmo diante de um cenário econômico desafiador em 2025.
São Paulo segue liderando o ranking nacional, com 452 cervejarias registradas. A região Sudeste concentra quase metade das unidades brasileiras, com 923 estabelecimentos.
A atividade cervejeira já está presente em 14,3% dos municípios brasileiros. A cidade de São Paulo permanece como a líder nacional em número de cervejarias, com 61 registros.
No comércio exterior, o Brasil exportou 315,5 milhões de litros de cerveja em 2025. Apesar da queda de 5,1% no volume exportado, o faturamento bateu recorde histórico, indicando valorização do produto brasileiro no mercado internacional.
O Paraguai segue como principal destino da cerveja brasileira, concentrando 62,3% das exportações, seguido por Bolívia, Uruguai, Argentina e Chile.
As importações também cresceram. O Brasil importou 26,3 milhões de litros de cerveja em 2025, aumento de 251,4% em comparação com o ano anterior. Os Estados Unidos lideram as vendas para o mercado brasileiro.
O setor de bebidas superou 143 mil empregos diretos no país. Desse total, quase 42 mil postos estão ligados diretamente à fabricação de cerveja, chope e malte.
Outra tendência apontada pelo anuário foi o crescimento das cervejas sem glúten, cuja produção aumentou mais de 400% em 2025.
Redação/VGNAgro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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