Pecuária
Pecuária de precisão no Mato Grosso do Sul: genética, cruzamento Nelore-Angus e confinamento elevam valor da produção

Reprodução/Portal do Agronegócio
A pecuária brasileira avança para um novo patamar de eficiência e rentabilidade, impulsionada pela adoção de tecnologias, gestão profissional e estratégias de agregação de valor. No Mato Grosso do Sul, o Grupo Learn, liderado pelo empresário Rafael Rocha, vem se destacando ao adotar a pecuária de precisão como eixo central de sua expansão, com foco no melhoramento genético e na intensificação dos sistemas produtivos.
A operação está distribuída em três fazendas próprias no município de Porto Murtinho e em uma área arrendada em Campo Grande (MS), somando cerca de 3 mil cabeças de gado e faturamento anual estimado em R$ 14,4 milhões. O modelo de negócio prioriza não apenas o crescimento do rebanho, mas principalmente a eficiência produtiva e o posicionamento em nichos de maior valor agregado dentro da cadeia da carne.
Cruzamento Nelore com Angus impulsiona qualidade e valorização do gado
Nos últimos quatro anos, o grupo intensificou investimentos em inseminação artificial e no cruzamento industrial entre o Nelore — raça predominante no Brasil, reconhecida pela rusticidade e adaptação ao clima tropical — e o Angus, de origem europeia e amplamente valorizado pela qualidade da carne.
O resultado é a produção de animais com características mais competitivas no mercado premium, como maior marmoreio, precocidade de engorda, melhor acabamento de carcaça e eficiência produtiva. Além disso, a genética contribui para a redução de problemas como presença de chifres e melhora o desempenho econômico na comercialização.
Segundo o empresário Rafael Rocha, a estratégia está alinhada à transformação do setor. “Entendemos que o futuro da pecuária está na qualidade e não apenas no volume. Quando investimos em genética, conseguimos produzir um animal mais valorizado, com melhor desempenho e maior retorno por cabeça”, afirma.
Pecuária intensiva ganha força com implantação do confinamento
Outro pilar da estratégia do Grupo Learn é a transição para um sistema mais intensivo, com a implantação do confinamento nas propriedades. A mudança marca uma nova etapa da operação e tem como objetivo reduzir o ciclo produtivo, aumentar o giro do rebanho e garantir maior previsibilidade dos resultados.
Em um cenário de custos elevados e margens mais apertadas, o modelo de confinamento é visto como uma alternativa para elevar o controle da produção e melhorar o desempenho zootécnico e econômico dos animais.
“Estamos preparando a operação para o confinamento porque acreditamos em uma pecuária mais intensiva e eficiente. Isso permite maior controle, ganho de produtividade e consistência na entrega de um produto de qualidade”, destaca Rocha.
Pecuária brasileira avança para modelo mais tecnológico e competitivo
A estratégia adotada no Mato Grosso do Sul reflete uma tendência mais ampla da pecuária brasileira, que vem migrando de sistemas extensivos baseados em escala para modelos intensivos focados em produtividade por hectare e valorização por animal.
A combinação entre genética, tecnologia e gestão profissional tem se consolidado como diferencial competitivo no setor, especialmente em um mercado cada vez mais exigente e orientado à qualidade da carne.
Nesse contexto, iniciativas como a do Grupo Learn reforçam a consolidação de uma nova fase do agronegócio brasileiro, na qual eficiência produtiva e valor agregado deixam de ser tendência e passam a ser requisito fundamental para competitividade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Preço do boi gordo volta a subir no fim de maio com exportações aquecidas e oferta restrita

Divulgação
Os preços da arroba do boi gordo voltaram a registrar leves altas neste final de maio, impulsionados pelo forte desempenho das exportações brasileiras de carne bovina e pela oferta limitada de animais prontos para abate em diversas regiões pecuárias do país.
Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que o mercado vem apresentando recuperação gradual após a retração observada na primeira quinzena do mês. No início de maio, o Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ chegou a superar os R$ 350 por arroba, mas recuou posteriormente para a faixa dos R$ 340.
Nos dias 14 e 15 de maio, o indicador atingiu R$ 344,60 por arroba. Entretanto, entre os dias 19 e 26 de maio, houve avanço de 0,87%, com o indicador encerrando a terça-feira (26) cotado a R$ 347,80 por arroba.
Apesar da recuperação recente, o mercado ainda acumula desvalorização no mês. Considerando o período entre 30 de abril e 26 de maio, o Indicador do Boi Gordo registra queda de 1,88%.
Exportações de carne bovina sustentam o mercado interno
O desempenho das exportações segue como principal fator de sustentação para os preços do boi gordo no Brasil. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que os embarques de carne bovina in natura já ultrapassaram 200 mil toneladas na parcial de maio.
A média diária exportada alcança 13,565 mil toneladas, volume significativamente superior ao registrado em maio de 2025, quando a média diária ficou em 10,381 mil toneladas.
Caso o ritmo atual seja mantido até o encerramento do mês, o Brasil poderá superar a marca de 270 mil toneladas exportadas, estabelecendo um novo recorde histórico para maio no segmento de carne bovina.
Oferta restrita de animais contribui para valorização da arroba
Além da demanda internacional aquecida, a disponibilidade mais limitada de animais terminados também contribui para o movimento de sustentação dos preços no mercado físico.
Segundo analistas do Cepea, frigoríficos seguem encontrando dificuldades para ampliar escalas de abate em algumas praças pecuárias, cenário que reduz a pressão de baixa sobre a arroba e favorece reajustes pontuais nos negócios.
O mercado acompanha ainda as condições climáticas e a evolução das pastagens neste período de transição para a seca, fator que tradicionalmente influencia a disponibilidade de bovinos para comercialização no segundo semestre.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Mercado do boi mantém preços firmes

Foto: Sheila Flores
De acordo com a análise desta terça-feira (26) do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo em São Paulo manteve cotações firmes. Na comparação diária, os preços não apresentaram alterações, embora a ponta compradora tenha demonstrado maior atividade em relação ao dia anterior. Apesar disso, os negócios seguiram em ritmo moderado, com os frigoríficos realizando compras de forma cautelosa.
Segundo a análise, frigoríficos que na semana passada trabalhavam com escalas mais longas e tentavam pressionar os preços, oferecendo valores abaixo das referências de mercado, não conseguiram avançar na estratégia. Para manter as escalas de abate em níveis confortáveis, as indústrias voltaram a comprar dentro das referências vigentes.
A ponta vendedora, por sua vez, manteve resistência nas negociações e trabalhou com um piso definido para os preços da arroba do boi gordo.
As escalas de abate em São Paulo estavam, em média, programadas para dez dias, conforme levantamento divulgado pela Scot Consultoria.
No Tocantins, a terça-feira começou com estabilidade nas cotações na região Sul do estado. Já no Norte, a arroba do boi gordo registrou queda de R$ 3,00, enquanto as demais categorias permaneceram sem mudanças.
No mercado de exportação de carne bovina in natura, os embarques perderam ritmo na comparação com a segunda semana do mês, mas seguiram em patamares elevados. Até a terceira semana de maio, considerando 15 dias úteis, o volume exportado alcançou 203,5 mil toneladas, com média diária de 13,6 mil toneladas. O resultado representa aumento de 30,7% em relação à média embarcada por dia em maio de 2025.
A cotação média da tonelada exportada ficou em US$ 6,5 mil, avanço de 24,8% frente ao mesmo período do ano passado. De acordo com a Scot Consultoria, o bom desempenho nos preços e no volume exportado elevou o faturamento acumulado para US$ 1,3 bilhão até o momento.
Mesmo com menos dias úteis contabilizados, a receita já supera em 16,5% o registrado em maio de 2025. Segundo a análise, caso o ritmo das exportações seja mantido, maio de 2026 pode se consolidar como um dos melhores meses da série histórica para o setor em termos de faturamento.
Agrolink – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
IA apoia manejo de plantas daninhas em sistemas integrados de lavoura e pecuária

Foto: Maurílio de Oliveira (plantas daninhas na pós emergencia do milho em sistema ILP)
Estudo inédito desenvolvido em parceria entre a Embrapa Milho e Sorgo (MG) e a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) avalia o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) preditiva, chamadas de algoritmos de aprendizado de máquina, na dinâmica de plantas daninhas em sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). O objetivo é compreender as interações do ecossistema com base em dados de clima, solo e de culturas.
A adoção de práticas sustentáveis, que compõem a estratégia ILP, altera o comportamento das plantas daninhas. Os conhecimentos de IA auxiliam no entendimento desse processo, além de impulsionar estudos complementares que mostram o seu potencial para a redução do uso de herbicidas em sistemas agrícolas, atendendo aos preceitos da economia verde.
Para isso, foram separados três grupos de informações para compor uma base de dados. O primeiro forneceu dados quantitativos sobre as espécies de plantas daninhas. O segundo contemplou características dos solos e dos sistemas de cultivo. Já o terceiro, integrou registros climáticos da região, para estabelecer correlações entre esses fatores e a ocorrência dessas plantas.
Os algoritmos utilizados foram o Support Vector Machine, o Decision Tree, o Random Forest e o K-Nearest Neighbors. Eles demonstraram bom desempenho geral para prever as culturas mais propensas ao aparecimento de plantas daninhas. O Decision Tree e o Random Forest demonstraram melhor desempenho em ambos os modelos, alcançando 99% de precisão, segundo análise da doutora em Matemática e em Ciências de Dados, Ana Letícia Becker Gomes Luz. “Trata-se de um procedimento tecnicamente viável e eficaz”, comenta o pesquisador Maurílio Fernandes de Oliveira, da Embrapa Milho e Sorgo.
Segundo Oliveira, a ferramenta de IA preditiva permite conhecer os fatores envolvidos na dinâmica das plantas daninhas no sistema avaliado, o que facilita a tomada de decisão no manejo. “O uso dessa técnica em plataformas computacionais pode contribuir na decisão de qual herbicida é mais adequado considerando a área de plantio”, complementa.
O pesquisador explica que as ferramentas de inteligência artificial já aplicadas à ciência de plantas daninhas resultaram em tecnologias avançadas, como máquinas inteligentes capazes de identificá-las por visão computacional e robôs para aplicação direcionada e seletiva de herbicidas com altíssima precisão. Para Oliveira, o novo resultado amplia o conhecimento já adquirido e pode subsidiar recomendações sobre práticas agrícolas para o controle dessas espécies, como o uso de herbicidas em dosagens específicas para diferentes situações.
O estudo compõe a dissertação de mestrado “Modelos de aprendizado de máquina para predição de dinâmicas populacionais de plantas daninhas em sistemas ILP”, desenvolvida por Gomes Luz na Univali, sob a orientação de Oliveira e da professora Anita Maria Fernandes.
A pesquisa justifica-se pela necessidade de práticas sustentáveis na produção alimentícia para atender o crescimento populacional. “Estima-se que, até 2050, a população mundial será de 9 bilhões de pessoas. Nesse contexto, entre os diversos obstáculos enfrentados na produção agrícola, destacam-se as plantas daninhas. Existem diferentes métodos de manejo para o controle dessas pragas e, atualmente, o controle químico é o mais utilizado. Contudo, ao mesmo tempo em que se procura aumentar a produção de alimentos, busca-se também reduzir a poluição ambiental causada pelos herbicidas”, explica o pesquisador Ramon Costa Alvarenga, responsável por sistemas ILP na Embrapa Milho e Sorgo.
A pesquisa integra atividades de dois projetos. Uma, liderada pelo pesquisador Maurílio de Oliveira, é do projeto da Embrapa intitulado “Soluções recomendativas e generativas baseadas em IA para aumento da eficiência, qualidade e resiliência produtiva” (SORaIA). A segunda é do projeto “Plataforma para o monitoramento da dinâmica e recomendações de controle de populações de plantas daninhas”, vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), capitaneado pela professora Anita Maria Fernandes.
Desempenho da IA
O estudo foi conduzido no bioma Cerrado, no município de Sete Lagoas, em Minas Gerais, onde fica situada a Embrapa Milho e Sorgo. Todos os dados coletados são provenientes dos experimentos em sistemas de integração Lavoura-Pecuária. Os registros compreendem variáveis que incluem data, nome comum da planta daninha, número por espécie, morfologia da folha (estreita ou larga), biomassa fresca, biomassa seca, período de amostragem, cultura, identificação da área amostrada (lavoura ou pastagem), número de amostras e área total amostrada.
Os sistemas ILP envolveram quatro tipos de culturas: milho consorciado com braquiária, sorgo consorciado com braquiária, soja e pastagem de braquiária. A amostragem foi realizada em quatro períodos distintos por ano. As medições ocorreram nas fases de colheita de grãos, na entressafra, na pré-dessecação e após a emergência da cultura e das plantas daninhas, antes da aplicação dos herbicidas de manejo.
Com Embrapa
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Agronegócio5 dias atrásMilho se torna potência econômica em Mato Grosso
-

Pecuária5 dias atrásIA apoia manejo de plantas daninhas em sistemas integrados de lavoura e pecuária
-

Transporte3 dias atrásPolícia Civil cumpre mandados em investigação de esquema de corrupção em hospital de Campo Novo do Parecis
-

Notícias4 dias atrásMolion lota Conexão Agro e alerta produtores sobre clima das próximas safras em Luís Eduardo Magalhães/BA
-

Mato Grosso6 dias atrásMato Grosso terá R$ 18 milhões para projetos indígenas e rurais
-

Destaque6 dias atrásMapa reconhece oficialmente raça ovina Berganês
-

Pecuária3 dias atrásMercado do boi mantém preços firmes
-

Notícias3 dias atrásNa Rondônia Rural Show, exposição de robótica apresenta tecnologias que revolucionam o campo








































