Mato Grosso
Pacheco pede defesa do agro contra embargos ambientais e critica falta de distinção entre desmatamento legal e ilegal

Senado Federal
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, reforçou a necessidade de o governo brasileiro defender o agronegócio contra possíveis embargos relacionados ao desmatamento. Em evento em Londres, Pacheco destacou que é essencial diferenciar o desmatamento ilegal das práticas de supressão vegetal permitidas pelo Código Florestal brasileiro.
Segundo ele, a União Europeia não faz essa distinção, o que, segundo o senador, gera um “sacrifício” às commodities brasileiras e traz preocupação aos produtores do país. A fala do presidente do Senado surge em meio à discussão sobre a chamada “moratória da soja e da carne”. A moratória é um acordo privado que proíbe a compra de soja e carne de produtores que desmataram áreas da Amazônia após 22 de julho de 2008.
O acordo foi firmado em 2006 por algumas empresas exportadoras, mesmo que o desmate tenha sido legalizado pelo Código Florestal. A moratória é monitorada por satélite e levantamento aéreo, permitindo que o Grupo de Trabalho da Soja controle e rastreie novos desmatamentos. Com a Lei Antidesmatamento (EUDR), a União Europeia exige que produtos importados não tenham relação com desmatamento ou degradação ambiental. A legislação, que entrará em vigor para grandes empresas em dezembro de 2025 e para micro e pequenas empresas em junho de 2026, tem gerado apreensão entre produtores brasileiros, principalmente em setores como o da soja e da pecuária.
A moratória afeta diretamente o mercado agropecuário brasileiro, uma vez que a União Europeia é um importante destino de exportação para soja e carne bovina do Brasil. Para cumprir as novas regras, os produtores brasileiros precisarão fornecer provas de que suas operações não contribuem para o desmatamento, o que pode representar um aumento de custos e mudanças em processos de produção. Segundo Pacheco, a falta de clareza entre desmatamento ilegal e práticas de manejo sustentável pode resultar em barreiras injustas para os produtos brasileiros, que já seguem as normas do Código Florestal, regulamentação que determina o percentual de áreas preservadas dentro das propriedades rurais.
O setor agrícola no Brasil, que responde por uma parte significativa do Produto Interno Bruto (PIB) e das exportações do país, tem mostrado preocupação com o potencial impacto econômico dessas restrições. Líderes do setor argumentam que a regulamentação europeia impõe desafios comerciais e logísticos, já que exige monitoramento rigoroso de origem e rastreamento dos produtos exportados, aumentando a complexidade e os custos para acessar o mercado europeu.
A posição de Pacheco reflete o interesse de lideranças políticas e empresariais brasileiras em estabelecer um diálogo com a União Europeia para rever os critérios da nova lei, buscando um modelo que reconheça as práticas sustentáveis já adotadas pelo agronegócio brasileiro.
Imagem: assessoria
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o presidente do Senado trouxe um ponto crucial que precisa ser debatido com seriedade. “A União Europeia aplica uma política unilateral, sem considerar as particularidades da produção agrícola brasileira e as leis que já seguimos rigorosamente. Colocar todos os produtores na mesma categoria, sem distinguir o desmatamento ilegal das práticas autorizadas pelo Código Florestal, é injusto e prejudica a competitividade do Brasil no mercado global”, declarou Isan.
Rezende criticou a moratória e afirmou que essa imposição coloca um fardo desproporcional sobre os produtores brasileiros, que já assumem o compromisso de preservar parte de suas propriedades para garantir a sustentabilidade. “A moratória ignora o compromisso do agro brasileiro em manter áreas preservadas e práticas sustentáveis. Acreditamos que essa medida cria uma barreira não-tarifária, disfarçada de preocupação ambiental, para proteger mercados europeus da concorrência de produtos mais eficientes, como os nossos. Não é apenas uma questão ambiental, mas de interesses comerciais”, acrescentou.
“Ao invés de barreiras unilaterais, deveríamos estar discutindo parcerias de cooperação para promover o desenvolvimento sustentável, o que beneficiaria tanto o Brasil quanto a União Europeia. Respeitamos o meio ambiente e as leis nacionais, e é essencial que isso seja reconhecido. Queremos um diálogo construtivo, não uma moratória que afeta injustamente milhares de produtores brasileiros”, concluiu Rezende, reforçando a necessidade de diálogo internacional para evitar embargos e garantir a estabilidade das exportações.
Fonte: Pensar Agro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Lucas do Rio Verde abre inscrições para programa de inovação voltado a startups; R$ 150 mil

foto: Anderson Lippi
Foram abertas inscrições para a Fase 3 do programa Acelera Cidade, voltada à Inovação Aberta em Lucas do Rio Verde. A iniciativa busca atrair startups de todo o Brasil para desenvolver e testar soluções voltadas a desafios reais do município e, nesta etapa, o programa selecionará até cinco startups para implementar Provas de Conceito em ambiente real, transformando Lucas do Rio Verde em um Living Lab, modelo que, segundo a prefeitura, permite validar tecnologias diretamente no cotidiano da cidade.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até 5 de julho. Para participar, as startups precisam possuir CNPJ ativo e apresentar soluções com nível de maturidade tecnológica entre TRL 6 e TRL 9, ou seja, já validadas em ambiente relevante ou em operação no mercado. O investimento total previsto é de R$ 150 mil, com aportes entre R$ 15 mil e R$ 30 mil por solução selecionada.
As soluções deverão atender desafios vinculados aos eixos de economia inteligente, governança inteligente, mobilidade inteligente, meio ambiente inteligente, qualidade de vida e capital humano. Entre os temas priorizados pelo município estão mobilidade urbana, empregabilidade, sustentabilidade, gestão pública e bem-estar da população.
“O Acelera Cidade representa um avanço importante para o município. Ao abrir espaço para que startups desenvolvam soluções para desafios reais da cidade, fortalecemos uma gestão mais inovadora, colaborativa e voltada à melhoria dos serviços prestados à população”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade, Danilo Messias.
As startups selecionadas serão anunciadas em julho e terão até outubro para executar os projetos-piloto. Os resultados serão apresentados durante o Demo Day, evento que marcará o encerramento da Fase 3 e a divulgação das soluções implementadas no município.
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
GAFFFF será lançando hoje e reforçará Sorriso como vitrine mundial do agronegócio, avalia secretário

foto: assessoria/arquivo
Sorriso sedia, entre os dias 23 e 26 do próximo mês, do Global Agribusiness, Food, Festival & Forum (GAFFFF), considerado uma das principais vitrines mundiais da cultura agro. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Hilton Polesello, afirmou, ao Só Notícias, que a escolha de Sorriso como sede foi resultado de articulações iniciadas após a participação do município na edição do festival realizada ano passado, no Allianz Parque, em São Paulo. Na ocasião, Sorriso foi o único município brasileiro a manter estande próprio no evento.
Segundo o secretário, a presença no festival abriu espaço para negociações que culminaram na realização da edição especial em Mato Grosso. Ele destacou que o reconhecimento de Sorriso como um dos maiores polos produtores do agronegócio mundial pesou na decisão dos organizadores. “Vamos mostrar tudo o que temos de tecnologia e inovação dentro do agro. Tudo isso está presente em Sorriso”, afirmou. Hilton acrescentou que em todas as noites haverá também shows nacionais, que ainda serão divulgados, após finalização dos contratos.
Para viabilizar a programação, a prefeitura investirá R$ 10 milhões em serviços técnicos que incluem organização, produção executiva, coordenação e curadoria de conteúdo. A programação reunirá debates, palestras e painéis voltados às transformações do agronegócio, tendências de mercado, sustentabilidade e integração do setor com outras cadeias produtivas. Também estão previstas discussões conduzidas por especialistas e personalidades reconhecidas nacional e internacionalmente.
Além do fórum de debates, o evento contará com uma feira de negócios que reunirá startups, produtores rurais, empresas de fertilizantes, fabricantes de máquinas e equipamentos, operadores logísticos, instituições financeiras, agtechs, produtores artesanais, universidades, entidades de classe e representantes do poder público.
O festival também terá atrações voltadas ao público em geral, com atividades gastronômicas, culturais e de entretenimento. Uma das novidades será a realização, nas mesmas datas, de uma etapa do PBR, considerado um dos maiores circuitos de montaria em touros do mundo. A programação noturna ainda incluirá shows nacionais, cujos nomes permanecem em sigilo enquanto os contratos são finalizados.
Para o secretário, a combinação entre negócios, conhecimento, gastronomia e entretenimento reforça o potencial de Sorriso como vitrine do agronegócio brasileiro. A expectativa é que o evento atraia produtores, investidores, empresários e visitantes de diversas regiões do país e do exterior.
Conforme Só Notícias já informou, parte dos recursos previstos também será destinada à participação de Sorriso, pelo segundo ano consecutivo, na edição internacional do evento que ocorrerá nos dias 1º e 2 de outubro, em São Paulo.
Só Notícias/Wellinton Cunha
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Presidente do Tribunal de Justiça assume governo de Mato Grosso até sexta-feira

foto: Mayke Toscano
O governador Otaviano Pivetta transmitiu o cargo ao presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, hoje, no Palácio Paiaguás. Zuquim ficará no comando do Estado até a próxima sexta-feira (19). Segundo o governo estadual, Pivetta se ausentará da chefia do Executivo Estadual para passar o aniversário de 96 anos de seu pai, Tilídio Pivetta, nesta quarta-feira, no Rio Grande do Sul.
“Passar o cargo é um gesto de gentileza para um dos Poderes constituídos do Estado. Zuquim é um magistrado exemplo de retidão e cordialidade, que honrou o Poder Judiciário a vida toda e atuou de forma muito correta, é justo ter essa oportunidade de governar o Estado de Mato Grosso”, afirmou o governador, que se ausenta pela primeira vez desde que assumiu o governo.
Ao receber o cargo, Zuquim destacou que fará tudo para honrar a oportunidade e governar o Estado nestes três dias de forma muito correta. “Pode ter certeza que farei tudo com muito carinho, pois amo muito essa terra. Não tenho palavras para agradecer a oportunidade”, destacou.
Estiveram presentes na transmissão do cargo o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o deputado estadual Carlos Avallone, o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, o desembargador José Luiz Leite Lindote, os secretários Mauro Carvalho (Casa Civil), Eduardo Manciolli (Chefe de Gabinete) e Laice Souza (Comunicação).
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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