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Agricultura

Seaf disponibiliza cartilha para orientar na criação dos Planos Municipais de Agricultura Familiar

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Nathielly Carvalho/Seaf

 

 

A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) lançou uma cartilha para orientar os municípios na criação do Plano Municipal de Agricultura Familiar (PMAF). A criação do plano é um dos requisitos para a adesão ao Sistema Estadual Integrado da Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seiaf-MT).

A cartilha foi produzida pela Seaf e pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Sustentável (CEDRS- MT), com apoio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), e integra as atividades de orientações às prefeituras para a construção do plano. Além do documento, a Seaf realizará capacitações no decorrer de 2025.

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“Os planos municipais são essenciais para trabalharmos de maneira estratégica e com eficiência. Queremos fortalecer os pequenos produtores rurais. Com os planos, conheceremos de forma mais detalhada a realidade de cada município, o que nos permitirá aprimorar as políticas públicas no Estado”, destaca a secretária de Agricultura Familiar de Mato Grosso, Andreia Fujioka.

Os Planos Municipais também serão utilizados para aferição do Índice Municipal de Agricultura Familiar (IAF), que baseará o recebimento de 2% do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado no Estado.

Para consolidar o PMAF, o município precisará fazer o diagnóstico, planejamento, gestão e monitoramento da Política Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável da Agricultura Familiar. A cartilha traz o passo a passo para cada uma destas etapas, com o conceito delas, as normativas vigentes e as metodologias usadas.

A cartilha está disponível apenas em formato digital e pode ser acessada no site da Seaf, na parte de Serviços – Sistemas Seiaf, ou direto por este link.

Sistema Seiaf

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O Seiaf é uma ferramenta de gestão que reunirá as políticas, programas, projetos e ações que trazem o desenvolvimento, o fortalecimento e a consolidação da agricultura familiar e grupos sociais determinados na Política Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável da Agricultura Familiar. As informações lá consolidadas subsidiarão a criação de políticas públicas e iniciativas voltadas ao setor.

Aline Chagas | Secom-MT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Demora em registros pressiona setor de defensivos

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Na estratégia jurídica adequada é importante – Foto: inpEV

 

A demora na análise de pedidos de registro de pesticidas permanece entre os principais desafios do mercado brasileiro de defensivos agrícolas. Em um setor regulado, prazos longos podem afetar o planejamento comercial, os investimentos, o lançamento de produtos e a competitividade.

Nesse cenário, a busca pelo Judiciário para acelerar ou concluir processos administrativos tem se tornado mais frequente. A medida exige atenção à documentação, aos fundamentos técnicos e aos procedimentos legais. Uma estratégia jurídica adequada é importante para reduzir riscos e evitar decisões desfavoráveis.

O tema será discutido no 17º Brasil AgrochemShow, nos dias 3 e 4 de agosto de 2026, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo. Luciana Fabri Mazza, sócia do escritório Mazza e Manente de Almeida Advogados, apresentará palestra sobre a judicialização de registros de pesticidas. Formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários, a advogada atua em Direito Público e Empresarial.

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Organizado pela AllierBrasil em parceria com a CCPIT Chem, da China, o encontro pretende aproximar empresas nacionais e estrangeiras, estimular parcerias e ampliar a troca de informações sobre agroquímicos, bioinsumos, mercado, registro, meio ambiente e inovação agrícola. A expectativa é reunir 1.500 expositores e visitantes. As inscrições serão feitas pelo portal allierbrasil.com.br/agrochemshow, mediante doação de cestas básicas à ONG Crê-Ser. Em 2025, foram arrecadados 14 mil quilos de alimentos. As informações foram divulgadas recentemente.

Agrolink – Leonardo Gottems

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Action® – Tecnologia Botânica que Potencializa os Mecanismos Naturais de Defesa das Plantas

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Foto: Divulgação

 

Em uma agricultura cada vez mais desafiadora, produzir mais e melhor exige soluções inovadoras que trabalhem em sintonia com os mecanismos naturais das plantas. É nesse contexto que surge o Action®: uma tecnologia botânica desenvolvida para fortalecer as plantas, estimulando seus mecanismos naturais de defesa e potencializando sua capacidade de enfrentar estresses bióticos e abióticos, além dos principais desafios fitossanitários.

Obtido a partir de extratos vegetais cuidadosamente selecionados, o Action® é um produto 100% natural, certificado pela Ecocert para uso na agricultura orgânica, reforçando o compromisso com uma produção mais sustentável, segura e alinhada às demandas do mercado moderno.

Polifenóis: compostos bioativos que contribuem para o desempenho e a produtividade das culturas.

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O diferencial do Action® está na alta concentração de compostos bioativos, especialmente os polifenóis, moléculas naturalmente presentes nas plantas e reconhecidas por sua participação em importantes mecanismos de defesa vegetal.

Quando aplicado às culturas, o Action® atua como um potente elicitor, estimulando respostas fisiológicas que favorecem a indução de resistência sistêmica. Esse processo ativa mecanismos naturais de proteção da planta, promovendo um estado de prontidão fisiológica que permite uma resposta mais rápida e eficiente diante da presença de patógenos e outros desafios fitossanitários.

Mais vigor e recuperação para as plantas

As plantas estão constantemente sujeitas a situações que provocam lesões e danos, seja durante operações de manejo como podas, tratos culturais ou pelo ataque de pragas.

Nesse cenário, o Action® contribui para os processos naturais de recuperação, auxiliando na cicatrização de tecidos lesionados e favorecendo a manutenção da integridade fisiológica da planta, seja através da ativação da rota de produção de lignina ou para a rota de defesa das plantas.

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Compatibilidade e integração no manejo

Outro importante benefício do Action® é sua excelente compatibilidade operacional. O produto pode ser incorporado aos programas de manejo integrado, sendo utilizado em conjunto com diferentes soluções químicas sem comprometer a formulação ou a eficiência das aplicações.

Essa flexibilidade permite que produtores e consultores ampliem as estratégias de proteção das culturas, agregando uma ferramenta de origem natural que complementa as práticas já adotadas no campo.

Resultados comprovados

A eficiência do Action® já foi demonstrada em importantes sistemas produtivos. Estudos e avaliações de campo evidenciaram seu potencial em culturas de grande relevância econômica, como soja, citrus e café, promovendo o fortalecimento das plantas e estimulando mecanismos naturais de defesa. Os resultados observados demonstram sua contribuição para maior equilíbrio fisiológico, resiliência e adaptação das culturas frente aos desafios encontrados no ambiente de produção.

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Esses resultados evidenciam o potencial do Action® como uma tecnologia moderna voltada ao fortalecimento das plantas, contribuindo para sistemas produtivos mais sustentáveis com equilíbrio fisiológico das culturas, contribuindo para o aumento da resiliência das plantas e para a promoção da sanidade vegetal.

Natureza, ciência e inovação trabalhando juntas

O futuro da agricultura passa pela integração entre tecnologia e processos biológicos. Com formulação botânica, certificação para agricultura orgânica e mecanismos de ação alinhados à fisiologia vegetal, o Action® representa uma nova geração de soluções para produtores que desejam contribuir para o equilíbrio fisiológico de sua lavoura de forma eficiente, sustentável e confiável.

Agrolink & Assessoria

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Queda das commodities e alta das dívidas colocam produtores rurais à prova no Centro-Oeste

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Queda das commodities e alta das dívidas colocam produtores rurais à prova no Centro-Oeste. Foto: Assessoria.

 

Responsável por liderar a produção nacional de grãos, Mato Grosso também se tornou o retrato de uma crise que avança silenciosamente pelo agronegócio brasileiro. Nos últimos anos, a combinação entre preços menores para soja e milho, custos elevados de produção e dificuldades de financiamento tem pressionado produtores rurais, levando muitos deles a renegociar dívidas, encerrar operações ou recorrer à recuperação judicial.

Nesse período, a combinação entre custos elevados de produção, juros mais altos, restrição ao crédito e a queda nos preços da soja e do milho reduziu significativamente as margens de lucro no campo. O cenário atingiu especialmente estados com forte vocação agrícola, como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, onde o impacto financeiro tem se refletido no aumento da inadimplência e no avanço dos pedidos de recuperação judicial.

O aumento expressivo dos processos levou inclusive o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério da Agricultura a criarem diretrizes e mecanismos de monitoramento para os pedidos de recuperação judicial envolvendo produtores rurais, diante da escalada da judicialização no setor.

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Além do endividamento, a queda dos preços das principais commodities agrícolas tem agravado a situação financeira de muitos produtores. Levantamentos recentes do mercado mostram retração nas cotações da soja e do milho ao longo dos últimos meses, pressionadas pelo aumento da oferta global, pela valorização do real frente ao dólar em determinados períodos e pela desaceleração da demanda internacional.

Desde 2022, o Brasil convive com uma taxa básica de juros em patamares historicamente elevados, com a Selic acima de 12% ao ano em longos períodos e chegando a 15% ao ano entre 2025 e o início de 2026. Mesmo após o início dos cortes, a taxa ainda permanecia em 14,5% ao ano em 2026, mantendo o custo financeiro em nível muito superior à rentabilidade de diversas operações rurais. Para produtores que investiram em expansão, aquisição de máquinas, abertura de áreas, custeio agrícola ou capital de giro por meio de crédito pós-fixado, esse cenário multiplicou o peso das dívidas e reduziu drasticamente a capacidade de pagamento.

Esse ambiente ajuda a explicar por que a crise alcançou não apenas produtores individuais, mas também grandes companhias e redes nacionais do agronegócio. A AgroGalaxy, uma das principais distribuidoras de insumos agrícolas do país, ingressou em recuperação judicial em 2024 com passivo bilionário. A Lavoro, outra gigante do setor de distribuição de insumos, também precisou recorrer a uma recuperação extrajudicial para reestruturar bilhões de reais em dívidas com fornecedores.

O avanço das dificuldades financeiras no campo já se reflete em casos de grande repercussão também no Centro-Oeste. Em Mato Grosso, o Grupo Safras, com atuação nos segmentos de armazenagem, agroindústria e biocombustíveis, teve o processamento de sua recuperação judicial deferido pela Justiça em 2025. O grupo busca reestruturar um passivo estimado entre R$ 1,78 bilhão e R$ 2,2 bilhões, envolvendo dezenas de empresas e produtores rurais ligados à operação.

Mais recentemente, em janeiro de 2026, a Justiça também deferiu a recuperação judicial do Grupo Forte Agro, de Rondonópolis (MT). A empresa atua na comercialização de máquinas agrícolas, insumos, produção de grãos e pecuária e informou um passivo próximo de R$ 260 milhões. A deterioração do crédito rural e os problemas de fluxo de caixa enfrentados pelos produtores estão entre os fatores que impulsionam o aumento dos pedidos de recuperação judicial em toda a cadeia do agronegócio.

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O cenário se repete em diferentes estados da região. Dados da Serasa Experian mostram que Mato Grosso liderou o ranking nacional de recuperações judiciais ligadas ao agronegócio em 2025, com 332 solicitações. Goiás aparece na sequência com 296 pedidos, enquanto Mato Grosso do Sul registrou 216 requerimentos, evidenciando que a crise financeira tem alcançado produtores rurais e empresas de toda a região Centro-Oeste.

Foi em meio a esse cenário de retração econômica no campo que o empresário e produtor rural José Romanzzini, de Lucas do Rio Verde (MT), vivenciou na prática os desafios enfrentados por milhares de agricultores brasileiros.

Há cerca de três anos, após uma trajetória consolidada também no setor imobiliário, ele decidiu encerrar sua participação operacional nas atividades de incorporação para dedicar-se integralmente ao agronegócio. A expectativa era acompanhar uma recuperação do mercado agrícola e continuar investindo na atividade rural, mas a realidade encontrada nos últimos anos foi marcada pela deterioração das condições econômicas do setor.

“Estou no mercado há muitos anos e posso dizer que o agronegócio atravessa um dos momentos mais desafiadores que já vi. Com a idade chegando, entendi que era o momento de encerrar completamente minha participação na operação incorporadora e concentrar minhas energias naquilo que sempre foi uma paixão: o agronegócio. Há cerca de três anos, passei a me dedicar integralmente à fazenda. Mesmo com um cenário difícil em Mato Grosso, segui trabalhando com seriedade e confiança, acreditando que haveria uma recuperação dos preços da soja e uma melhora nas condições do mercado, mas isso não aconteceu”, aponta.

De acordo com o empresário, o cenário ruim o levou a parar as atividades para reestruturar passivo, “Depois de enfrentar sucessivas dificuldades e acompanhar a perda de rentabilidade da atividade, fui obrigado a encerrar a operação da fazenda. Ainda assim, mantenho a tranquilidade e a convicção de que o correto é assumir as responsabilidades. Estou de cabeça erguida e vou trabalhar para honrar todos os compromissos assumidos. Não pretendo seguir o caminho que muitos têm adotado no mercado”, afirma.

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A trajetória de José reflete a realidade enfrentada por diversos produtores do Centro-Oeste. Muitos investiram na ampliação da produção durante o período de alta das commodities e, posteriormente, passaram a conviver com um ambiente de crédito mais restrito, custos ainda elevados e receitas menores. Segundo dados do setor, a deterioração do fluxo de caixa tornou-se um dos principais fatores por trás do crescimento das recuperações judiciais no campo.

O impacto da crise já alcança diferentes elos da cadeia produtiva, desde fornecedores de insumos até revendas de máquinas e implementos agrícolas. Em algumas regiões, a renegociação de dívidas tornou-se prática recorrente entre produtores que buscam preservar a atividade e manter a capacidade produtiva.

Fonte: CenárioMT com Assessoria

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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