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Sorriso: delegada diz que câmera em escola auxiliou para prisão de professor suspeito de abusar aluno

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foto: Só Notícias/Lucas Torres

A delegada de Polícia Civil, Jéssica Cristina, detalhou as investigações que resultaram na prisão em flagrante de um professor da rede pública de ensino por abuso sexual, ontem, no município. Conforme a delegada, o suspeito, 38 anos, lecionava para crianças da faixa etária de 6 anos, as quais informaram a equipe escolar sobre os toques inapropriados que recebiam do homem, após uma palestra sobre o maio laranja (mês do combate ao abuso e à exploração sexual infantil no Brasil).

Jéssica explicou que a escola conta com circuito de monitoramento interno nas salas, onde foi observado que esse professor tinha levado a vítima para o fundo da sala, onde se posicionou de maneira que ficasse escondido atrás de uma carteira, a criança se deitou embaixo carteira, e ambos permaneceram naquele local por cerca de 7 minutos. “Nesse intervalo de tempo, várias crianças da sala estavam brincando de ‘lutinha’, tinha criança escondida dentro do armário, tinha criança ameaçando outro coleguinha com lápis e ele não fazia nada porque estava concentrado ali naquela criança. Uma das representantes da escola, estranhando a situação, adentrou na sala, ele sequer viu ela entrando na sala, ela tocou o ombro dele e ele se assustou, ajeitou a camisa do menino e se levantou. Ela deu uma desculpa a qualquer testemunha para ele buscar um documento no armário da sala de aula, momento em que ele foi até o armário pegar esse documento e essa pessoa notou que ele estava com o pênis ereto”, detalhou a delegada.

“Ficamos convencidos de que houve um delito de estupro vulnerável cometido dentro da sala de aula com um sistema de monitoramento vigiando aquele professor. Nas filmagens é muito nítido até que várias crianças nesse momento, durante esses lapsos de minutos que ele fica com o menino de baixo da carteira, algumas crianças se aproximam dele, abraçam ele por trás, chama a atenção uma cena que uma criança abraça ele por trás, ele retira bruscamente os braços da criança em volta dos ombros dele e dá uma tapa na orelha da criança, assim, para ela se afastar ali daquela situação. Todo o contexto é muito denotativo de uma situação realmente de abuso sexual, motivo pelo qual nós estamos lavrando o alto de prisão em flagrante e vamos representar também pela conversão em prisão preventiva. Estamos apurando na realidade se houve ou não crimes pretéritos, até porque como a investigação está no começo ainda, a gente ainda não tem todos os elementos”, disse Jéssica.

Ainda segundo a delegada, é necessário que caso alguma testemunha tenha mais informações sobre o suspeito, as repasse à polícia, mesmo que faça de maneira anônima. “Para que a gente consiga uma dosimetria de vítimas para pena adequada. Houve um caso muito parecido aqui em Sorriso no ano passado e é um caso que conseguimos dar uma resposta muito adequada para gravidade do que aconteceu”, explicou.

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“O que a gente está apurando é que realmente parecia que a criança já estava treinada a ir para aquele canto da sala de aula, então isso gente é extremamente grave, quem tem informação não pode ficar segurando esse tipo de informação, não pode deixar de procurar a Polícia Judiciária Civil porque senão a gente não vai conseguir fazer o trabalho direito e esse homem rapidamente estará nas ruas, lecionando novamente, caso nós não promovamos uma reunião entre a população sorrisense para a gente conseguir punir esse agressor”.

O suspeito foi interrogado e negou as acusações. “Ele disse que ficou ali com a criança apenas uns dois minutos suficiente para conversar, porque é rechaçado pelas filmagens e ele disse que ele usa os toques e carinhos como uma forma de estreitar os vínculos com as crianças”, acrescentou Jéssica. “O pedófilo geralmente tem esse perfil, as pesquisas já mostram, principalmente nesse âmbito de um abuso que não é com pessoas da família, geralmente é uma pessoa solitária, que ela não tem um relacionamento público, ela busca uma profissão que ela vá trabalhar com crianças, que ela possa ter uma interação mais estreita com esse tipo de público, que ele possa ganhar vínculo de uma maneira desvigiada e o que chama a atenção realmente na gravidade desse caso é por ser cometido numa sala de aula com diversas outras crianças debaixo de uma câmera de vigilância de monitoramento. Se não fossem as pessoas corajosas ali de dentro da escola para atuar rapidamente naquele caso, realmente a situação teria ficado pior, se é que já não ficou”, concluiu.

Conforme Só Notícias já informou, a mãe da criança foi ouvida e contou em depoimento que o professor vem, há meses, presenteando a criança com skate, mochila e garrafas e ainda pediu para que pudesse levar o menor em casa após as aulas, alegando que queria ajudar a mãe. O professor, de 38 anos, foi conduzido à Delegacia de Sorriso e autuado em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável.

Só Notícias/Ana Dhein com Lucas Torres, de Sorriso

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Operação Lei Seca para motocicletas termina com cinco prisões e 26 veículos removidos em Várzea Grande

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em

GGI-SESP

 

Uma operação da Lei Seca voltada exclusivamente para motocicletas, realizada na noite desta quarta-feira (28.1), em Várzea Grande, terminou com cinco prisões. Do total, uma foi por embriaguez ao volante, três por adulteração de veículo e uma por guarda ou transporte de droga para consumo pessoal. As abordagens ocorreram na Rua Iara, no bairro Jardim Glória.

De acordo com o relatório do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), 62 veículos foram fiscalizados durante a ação. Além das prisões, 30 multas foram aplicadas e 26 motocicletas removidas ao pátio.

Ao todo, a operação expediu 54 Autos de Infração de Trânsito (AIT). Desses, 19 foram por falta de licenciamento ou registro do veículo e 13 por ausência da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). As demais infrações se referem a irregularidades diversas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

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A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, sob coordenação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), e contou com a participação de equipes do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Polícia Militar, Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Guarda Municipal de Várzea Grande.

*Sob Supervisão de Alecy Alves

Maria Klara Duque* | Sesp-MT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Transporte

Professor de escola cívico-militar é demitido após puxar orelha de aluna em MT

Publicado

em

PMMT

 

Uma aluna da Escola Cívico-Militar 13 de Maio, em Porto Alegre do Norte (1.139 km de Cuiabá), denunciou ter sido agredida com um puxão de orelha por um professor. O caso ocorreu no fim do ano passado, mas só veio à tona agora.

Após tomar conhecimento dos fatos, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) demitiu o profissional. A pasta informou, por meio de nota, ter adotado “imediatamente as providências cabíveis”.

A estudante foi acolhida pelo professor mediador da unidade com apoio da equipe psicossocial da Diretoria Regional de Educação (DRE), que segue acompanhando a rotina na unidade de ensino.

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Ao mesmo tempo, estão sendo realizadas ações de conscientização junto à comunidade escolar “com foco na promoção do respeito, da convivência saudável e do bem-estar no ambiente educacional”.

APARECIDO CARMO/Da Redação/HNT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Transporte

Polícia Civil prende jovem por difundir ideologias neonazistas e racistas nas redes sociais

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PJC

 

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (29.1) a operação Enigma, para o cumprimento de três mandados judiciais no interior do estado, tendo como alvo um jovem  investigado por utilizar redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar atentados contra populações vulneráveis.

As ordens judiciais, de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e afastamento de sigilo telemático, foram expedidas pela Justiça com base em investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), que identificaram o suspeito de 20 anos, morador do município de Gaúcha do Norte.

O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Paranatinga.

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As investigações tiveram início a partir de um alerta da Homeland Security Investigations (HSI), agência ligada à Embaixada dos Estados Unidos, que encaminhou as informações para a unidade especializada em Mato Grosso.

Com o avanço dos trabalhos, foi apontado que o investigado utilizava redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar atentados contra populações vulneráveis. Em suas publicações, o suspeito incitava e manifestava vontade de praticar atos de extrema violência em locais públicos, visando especificamente judeus e a população negra.

A equipe de investigação da DRCI conseguiu superar as camadas de anonimização utilizadas pelo suspeito, estabelecendo o nexo causal entre as ameaças e obtendo a sua identidade civil. Além da incitação a massacres escolares, a investigação revelou que ele utilizava o ambiente digital para a prática de racismo.

O delegado responsável pelas investigações, Guilherme da Rocha,  destaca que a intervenção estatal imediata foi indispensável para evitar a concretização de atos violentos.

“O investigado demonstrava estar em estágio avançado de radicalização, com intenções de vandalizar mesquitas e praticar atos de violência contra a população negra”, disse o delegado. Segundo o  delegado titular da DRCI, Sued Dias da Silva Júnior, com a deflagração desta fase ostensiva, a Polícia Civil de Mato Grosso reafirma sua posição de vanguarda no combate ao crime cibernético.

“A atuação da DRCI não apenas retira de circulação um indivíduo de altíssima periculosidade social, mas assegura a paz social, a incolumidade pública e a dignidade da população mato-grossense”, ressalta o titular.

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Enigma

O nome da operação foi dado em alusão à quebra da criptografia da máquina nazista Enigma pelas forças aliadas. Da mesma forma, a DRCI superou as tentativas de anonimização do investigado, com clara motivação neonazista, obtendo êxito em identificá-lo e dar cumprimento aos mandados judiciais em seu desfavor.

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