Agronegócio
Frete marítimo enfrenta novo aumento de 10% e previsão de instabilidade até agosto

Reprodução
O cenário do frete marítimo global continua desafiador em 2024, com um novo aumento previsto de cerca de 10% nas taxas, afetando especialmente setores como commodities e produtos refrigerados no Brasil. Segundo Mario Veraldo, CEO da MTM Logix, além dos altos encargos de juros que inicialmente indicavam uma desaceleração econômica, a persistência da demanda robusta e o crescimento do consumo global têm forçado ajustes significativos nas tarifas.
Pressões e Tendências do Mercado
Um dos fatores que contribuem para o aumento das taxas é o movimento de empresas chinesas, que estão aumentando os volumes de envios para países como México e Brasil, aproveitando as vantagens do nearshoring. Isso, combinado com desafios logísticos como a devolução de contêineres vazios, tem criado um déficit na disponibilidade de transporte, elevando ainda mais os custos.
Impacto nos Setores e Empresas
Empresas como SHEIN exemplificam esse movimento, expandindo sua produção no Brasil e estabelecendo parcerias com centenas de fábricas locais. O aumento nos custos de transporte tem repercussões variáveis, mas significativas, dependendo do setor e do porte da empresa. Por exemplo, um contêiner que custava US$ 2.000 em 2023 agora pode chegar a US$ 5.000, um incremento de 150%, refletindo-se em acréscimos menores por unidade de produto, mas que impactam os preços finais ao consumidor.
Estratégias e Recomendações
Para mitigar os impactos, Veraldo recomenda estratégias como negociações flexíveis de contratos de frete, diversificação das cadeias de suprimentos e adoção de tecnologias avançadas de controle logístico. Essas medidas visam otimizar o planejamento e a execução das operações, essenciais diante da volatilidade das tarifas e das condições de mercado.
Em face da instabilidade contínua, é crucial para as empresas analisar cuidadosamente suas estratégias de suprimento e demanda, assegurando que as mercadorias cheguem ao mercado no momento certo e de maneira eficiente. Apesar dos desafios, adaptar-se às novas realidades do frete marítimo global é essencial para manter a competitividade e a sustentabilidade operacional no cenário atual.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Mato Grosso lucra com venda de pênis bovino para Ásia

Divulgação
Além dos cortes nobres, Mato Grosso tem ampliado a exportação de subprodutos bovinos, como o pênis do boi, conhecido como vergalho, para o mercado asiático. O produto é valorizado na culinária de países como Hong Kong, onde a tonelada pode chegar a US$ 6 mil, muito acima do preço médio de R$ 21 o quilo praticado no mercado interno.
O vergalho é exportado in natura, seguindo protocolos sanitários rigorosos. Segundo Alan Gutierrez, gerente de marketing da SulBeef, a indústria mato-grossense envia em média quatro a cinco toneladas por mês, mostrando a consolidação desse mercado.
Na Ásia, o vergalho é utilizado em pratos cozidos e ensopados, valorizado pela textura e pela capacidade de absorver temperos. A tradição cultural de aproveitar integralmente o animal garante uma demanda estável para partes menos convencionais, como miúdos e subprodutos.
Para Bruno Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o comércio de subprodutos reforça a competitividade da pecuária local. “Ampliar o portfólio e atender diferentes mercados fortalece a economia e aumenta a competitividade da carne mato-grossense no cenário global”, afirma.
Redação RDM Online
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Soja disponível em Mato Grosso tem leve alta; colheita avança

foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo
A cotação da soja disponível no Estado teve valorização de 0,20% semana passada, em relação a anterior, e fechou, na última sexta-feira, cotada a R$ 103,64/saca. A informação foi divulgada, há pouco, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal.
O indicador Prêmio Santos (SP) apresentou alta de 26,98% no comparativo semanal, fechando em ¢US$ 80,00/bu.
O IMEA informou ainda que a redução no volume de chuvas na última semana permitiu um avanço de 4,71 pontos percentuais na colheita da safra 25/26, que fechou em 6,69%, estando acima da média histórica.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Plantio de algodão em Mato Grosso está adiantado

foto: arquivo/assessoria
A semeadura do algodão da safra 25/26 avançou 20,96 pontos percentuais na última semana, alcançando 29,04% da área projetada até o último dia 16, no mais recente levantamento divulgado pelo IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). O período foi marcado pela intensificação dos trabalhos nas áreas de segunda safra, em meio ao avanço da colheita da soja, enquanto a semeadura das áreas de primeira safra se aproxima do final.
Apesar do início mais lento em relação aos anos anteriores, o ritmo das atividades se intensificou nos últimos dias, superando o que havia sido observado na safra passada. Dessa maneira, o percentual atingido se encontra 9,70 pontos percentuais adiantado no comparativo com a safra 24/25, e 4,84 pontos percentuais à frente da média das últimas cinco safras. Até o momento, a região Sudeste é a mais avançada, com 45,84% da semeadura concluída, enquanto a Oeste é a mais atrasada no ciclo, com 22,36%.
O IMEA acrescenta que a expectativa para as próximas semanas depende das condições climáticas, que tendem à normalidade segundo o NOAA, e do ritmo da colheita da soja, fatores que definirão o avanço da semeadura da segunda safra
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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