Agronegócio
Arroz: governo, indústria e produtor fazem acordo para monitorar preço

Para o ministro, o cancelamento do pregão serviu para “dar um freio de arrumação” (Foto: Joédson Alves)
Após se reunir com representantes da indústria e produtores de arroz, o Ministério da Agricultura e Pecuária firmou um compromisso para monitorar preços e estoques do produto no país. A declaração foi feita nesta quinta-feira (4) pelo chefe da pasta, Carlos Fávaro, durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
“Já que todos concordamos que há arroz suficiente, esse arroz tem que chegar rápido à mesa, com preço justo e bater a especulação. Vamos monitorar. Na medida em que os preços normalizem e não haja especulação, não se faz mais necessário ter leilão”, disse. No mês passado, o governo chegou a realizar leilão público para a compra de arroz importado, mas a licitação foi anulada devido a questionamentos sobre a capacidade técnica e financeira das empresas vencedoras.
“Foi toda uma polêmica. Com o edital, só depois é que a gente sabe quem são os vendedores do arroz – e aqui não estou fazendo nenhuma crítica pessoal. Parecia que nem todos teriam capacidade técnica para entregar arroz de qualidade. E nós temos que ter responsabilidade com o dinheiro público. Tomamos a decisão difícil de cancelar o leilão e monitorar os preços do arroz.”
Para o ministro, o cancelamento do pregão serviu para “dar um freio de arrumação”. “A especulação no Mercosul cessou, os produtores gaúchos puderam começar, junto com a indústria, a normalizar as entregas. Ainda há algumas regiões onde o preço está elevado, mais longe da região produtora. Por exemplo: em Manaus, o preço do arroz ainda está fora do normal. Em Recife, ainda está fora da normalidade”.
“Paralelo a isso [monitoramento de preços e estoques], vamos estimular o plantio de arroz. É determinação do presidente Lula que a gente plante mais arroz, que a gente tenha arroz como temos soja, milho, carne bovina e suína, aves. Em abundância. Se sobrar, vamos exportar, gerar renda no campo e excedentes na balança comercial brasileira”, concluiu Fávaro.
Agência Brasil
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preços do suíno vivo e da carne acumulam terceira queda consecutiva e atingem menores patamares históricos

Foto: Agência Brasil
Os preços do suíno vivo e da carne suína registraram, em maio, o terceiro mês consecutivo de queda, refletindo o enfraquecimento das demandas interna e externa. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostra que a cotação média do animal vivo comercializado na praça SP-5 — que engloba os municípios de Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba — atingiu o menor nível real desde julho de 2012, considerando os valores corrigidos pelo IGP-DI de abril de 2026.
ão dos preços tem sido significativa ao longo do ano. Entre 30 de dezembro de 2025 e 29 de maio de 2026, o valor do suíno vivo acumulou queda de 40,7%, evidenciando o cenário de forte pressão sobre a rentabilidade da atividade.
Apesar do enfraquecimento da demanda internacional em comparação com abril, as exportações brasileiras de carne suína mantiveram desempenho expressivo. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que o Brasil embarcou 127,9 mil toneladas de carne suína in natura e processada em maio.
O volume representa uma redução de 7,5% frente ao registrado em abril, mas supera em 8,8% o resultado obtido em maio de 2025. Trata-se do maior volume já exportado para um mês de maio desde o início da série histórica da Secex, em 1997.
Poder de compra do produtor diminui diante dos insumos
A relação de troca entre o suíno vivo e os principais insumos utilizados na atividade também se deteriorou em maio. Segundo o Cepea, o poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho caiu pelo oitavo mês consecutivo, alcançando o menor nível desde fevereiro de 2023.
Embora os preços do milho e do farelo de soja também tenham recuado no período, a desvalorização do suíno vivo foi mais intensa, reduzindo a capacidade de aquisição de insumos pelos produtores.
Na região de Campinas (SP), o suinocultor conseguiu comprar, em média, 4,94 quilos de milho e 3,15 quilos de farelo de soja para cada quilo de suíno vivo comercializado. Os índices representam quedas de 4,9% e 6%, respectivamente, em comparação com abril.
Carne suína amplia vantagem competitiva sobre bovina e frango
Por outro lado, a queda mais acentuada dos preços da carne suína aumentou sua competitividade frente às proteínas concorrentes. De acordo com o Cepea, a vantagem da carne suína em relação à bovina atingiu o maior nível da série histórica iniciada em 2004.
No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína foi negociada, em média, a R$ 8,67 por quilo em maio, valor 3,7% inferior ao observado em abril. Em termos reais, corrigidos pelo IPCA de abril de 2026, trata-se do menor preço desde outubro de 2018, quando a média foi de R$ 8,54 por quilo.
O cenário reforça a competitividade da proteína suína no mercado doméstico, embora a redução dos preços continue pressionando as margens dos produtores, especialmente diante da piora na relação de troca com os insumos utilizados na atividade.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preços do açúcar seguem em queda no mercado paulista

Reprodução
Em meio à baixa movimentação, as cotações do açúcar cristal branco seguem em queda no mercado paulista. Segundo pesquisadores do Cepea, compradores estão retraídos, à espera de mais baixas em meio à oferta abundante de açúcar neste início do ciclo 2026/27.
No campo climático, a National Oceanic and Atmospheric Administration dos EUA (NOAA) confirmou a ocorrência do fenômeno El Niño, que tende a ampliar os riscos sobre a produção de açúcar em regiões importantes, como Índia, Tailândia e partes do Brasil. As expectativas no Centro-Sul brasileiro são de aumento no volume de chuvas, o que, de acordo com o Cepea, pode dificultar a colheita e o processamento da cana, limitando a oferta imediata.
No cenário internacional, os preços do açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures) permaneceram em baixa diante de perspectivas de maior oferta global no curto prazo.
com Assessoria
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Produção de trigo pode recuar na safra de 2026

Reprodução
As incertezas climáticas e sobre a rentabilidade da cultura seguem reduzindo o interesse de produtores em ampliar os investimentos e a área destinada ao trigo no Brasil. Diante desse cenário, projeções oficiais já indicam queda significativa da produção nacional em 2026.
Dados da Conab indicam que a produção brasileira de trigo deve alcançar 6,3 milhões de toneladas em 2026, volume 1,4% inferior ao projetado em maio/26 e fortes 20% abaixo da safra de 2025. A área cultivada pode totalizar 2,12 milhões de hectares, recuos de 1,1% em relação à estimativa anterior e de 13,4% em relação à temporada passada. A produtividade média é estimada em 2,974 toneladas por hectare, com quedas de 0,4% no comparativo mensal e de 7,6% em relação à safra anterior.
Atualmente, no mercado brasileiro, os preços do trigo em grão seguem sustentados pela reduzida disponibilidade no spot e pela postura retraída dos vendedores, que permanecem retendo o produto, à espera de melhores oportunidades de comercialização, de acordo com o Cepea.
com Assessoria
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Mato Grosso5 dias atrásArraiá Jipa 2026 terá telão para transmissão do primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo
-

Transporte5 dias atrásCorreios vão ajudar a distribuir veículos para atendimento do SUS
-

Mato Grosso6 dias atrásMT e Pará iniciam processo de regularização de imóveis na divisa dos Estados
-

Notícias7 dias atrásPM desarticula a 70ª invasão de terra e apreende plantação com 5 mil pés de maconha em Luciara
-

Mato Grosso5 dias atrásPrefeitura de Ji-Paraná promove formação de agentes multiplicadores para incentivo à doação de sangue
-

Notícias6 dias atrásPolícia Militar e PRF apreendem 251 tabletes de maconha e pasta base em Diamantino
-

Notícias4 dias atrásEncefalites equinas ameaçam rebanhos no Brasil e reforçam importância da vacinação preventiva
-

Transporte6 dias atrásJornalista é preso pela PRF após tentar escapar de fiscalização com pistola carregada em Sinop






































