Pecuária
Preço do leite em Mato Grosso sobe significativamente, revela instituto

Preço do leite em Mato Grosso sobe significativamente, revela instituto – Reprodução: Mapa
O mercado de leite em Mato Grosso e no Brasil enfrenta uma fase de intensas mudanças, com impactos significativos para produtores e consumidores. De acordo com boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o preço do leite captado no estado atingiu R$ 2,23 por litro em junho de 2024, um aumento de 3,34% em relação ao mês anterior. Esse incremento é um reflexo direto da redução na captação de leite, que caiu 6,49 pontos percentuais, atingindo 45,01% devido ao período de entressafra na região Centro-Oeste.
A elevação no preço do leite em Mato Grosso contrasta com a média nacional. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço do leite na “média Brasil” subiu pelo oitavo mês consecutivo, registrando um aumento de 1,51% em junho, alcançando R$ 2,75 por litro. No entanto, esse ajuste foi menor que nos meses anteriores, devido a uma maior oferta de leite impulsionada por um aumento de 21,64% nas importações de lácteos e um crescimento produtivo na região Sul do país.
Causas e Efeitos
O cenário atual é marcado por uma série de fatores que influenciam tanto a oferta quanto a demanda de leite. A seca prolongada na região Centro-Oeste limitou a produção, enquanto as pastagens de inverno no Sul aumentaram a oferta. Esse desequilíbrio contribuiu para a alta de preços em Mato Grosso, onde a menor captação pressiona o mercado local.
Além disso, a relação de troca entre leite e milho, que é um indicador importante para os custos de produção, caiu 2,04% em julho de 2024, fixando-se em 16,83 litros por saca. Este declínio reflete o avanço mais significativo do preço do leite em comparação com o cereal, impactando diretamente a rentabilidade dos produtores.
Perspectivas para os Produtores
O aumento no custo de produção também foi destacado pelo IMEA. No segundo trimestre de 2024, o custo para produzir leite em Mato Grosso foi de R$ 0,95 por litro, um aumento de 2,18% em relação ao trimestre anterior. Este aumento foi impulsionado principalmente pelo aumento nos preços do sal mineral e da alimentação concentrada, além de um ajuste positivo nos preços dos animais de reposição.
Apesar do aumento nos custos, os produtores de leite de Mato Grosso viram uma margem de preço melhorada, com um incremento de 18,55% na comparação trimestral. No curto prazo, a expectativa é de que o preço do leite continue em alta, favorecendo a margem do pecuarista devido à oferta limitada causada pela seca na região.
Para o consumidor, o aumento no preço do leite pode ser sentido diretamente no bolso. Com a menor oferta de leite e os preços mais altos, produtos derivados como queijos, iogurtes e manteiga também tendem a sofrer reajustes. A tendência de alta pode persistir, especialmente se as condições climáticas não melhorarem, prolongando o período de entressafra no Centro-Oeste.
Redação/VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Crédito ampliado para melhoramento genético da pecuária

Foto: Kadijah Suleiman
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, na quinta-feira (26), a Resolução nº 5.288, que amplia as finalidades financiáveis no Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro). A medida permite que produtores rurais utilizem crédito para a aquisição de material genético e serviços voltados ao melhoramento reprodutivo de rebanhos.
Com a nova norma, passam a ser financiáveis a compra de sêmen, óvulos e embriões de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos, além de serviços como inseminação artificial e transferência de embriões. Segundo o governo, essas biotecnologias contribuem para o aumento da produtividade na pecuária.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a inclusão do melhoramento genético no programa reforça o foco em sistemas produtivos mais eficientes. “A inclusão do melhoramento genético animal entre as finalidades financiáveis reforça a estratégia do programa de apoiar tecnologias que elevem a eficiência produtiva e reduzam a pegada ambiental dos sistemas pecuários”, informa a pasta.
Estudos técnicos citados na medida indicam que o uso da inseminação artificial em tempo fixo pode reduzir a pegada de carbono em até 37% por litro de leite e em até 49% por quilo de peso vivo em sistemas de corte. Esses resultados estão associados a ganhos como redução da idade ao primeiro parto e maior eficiência reprodutiva dos rebanhos.
A resolução também altera o Manual de Crédito Rural, permitindo o financiamento integral dessas tecnologias dentro do limite do programa, atualmente de R$ 5 milhões por produtor. O prazo para pagamento é de até cinco anos, com carência de até 12 meses.
Além disso, o CMN atualizou regras do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), ampliando o acesso de agricultores familiares às mesmas tecnologias, com condições diferenciadas para a pecuária leiteira.
Segundo a Secretaria de Política Agrícola, a medida busca aumentar a eficiência produtiva com menor uso de recursos. “Rebanhos mais eficientes, do ponto de vista reprodutivo, permitem produzir a mesma quantidade de animais com menor número de matrizes, reduzindo o consumo de insumos, o metano entérico emitido pelo rebanho e os custos de produção”, destaca.
A iniciativa integra a estratégia do governo de incentivo a sistemas de produção agropecuária com menor emissão de gases de efeito estufa.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Mato Grosso lidera abate de bovinos no país e amplia participação nas exportações em 2025

GComMT/Junior Silgueiro
Mato Grosso encerrou 2025 na liderança nacional no abate de bovinos, com 17,1% de participação, e também se manteve como o maior exportador de carne bovina do país, respondendo por 24,4% dos embarques. Os dados são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e reforçam o protagonismo do estado no agronegócio brasileiro.
Ao longo de 2025, Mato Grosso ampliou tanto o volume de animais abatidos quanto a quantidade de carne destinada ao exterior, consolidando sua posição estratégica no setor. No acumulado do ano, o Brasil registrou aumento de 3,25 milhões de cabeças de bovinos abatidas em relação a 2024, com crescimento em 25 das 27 Unidades da Federação. Mato Grosso teve um acréscimo de 199,21 mil cabeças e se manteve na primeira colocação do ranking nacional, seguido por São Paulo (11,1%) e Goiás (9,9%).
Nas exportações, o estado liderou com o envio de 752,77 mil toneladas de carne bovina ao exterior. A China foi o principal destino, concentrando 54,9% do volume exportado, seguida por Rússia, Chile, Estados Unidos, Filipinas e Egito. Em relação ao ano anterior, Mato Grosso registrou aumento de 168,09 mil toneladas, um dos maiores crescimentos do país.
De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o desempenho é resultado de uma cadeia produtiva estruturada, que envolve desde a produção no campo até a indústria frigorífica e a inserção no mercado internacional, com números que refletem a força e a organização da pecuária no estado.
“Mato Grosso tem uma pecuária consolidada, com produtores eficientes e um setor industrial estruturado. Esses números mostram não só a nossa capacidade de produção, mas também a confiança dos mercados internacionais na carne produzida no estado”, destacou.
Quarto trimestre
No quarto trimestre de 2025, Mato Grosso manteve o desempenho positivo, com aumento de 15,3% no abate de bovinos em comparação ao mesmo período de 2024, além de registrar o maior crescimento absoluto entre os estados, com 256,11 mil cabeças a mais.
No mesmo período, o estado também liderou as exportações, com 255,15 mil toneladas embarcadas, o equivalente a 27% do total nacional, alta de 57,5% na comparação anual.
Yasmim Di Berti | Assessoria/Sedec
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Mercado do boi tem estabilidade e altas pontuais

Foto: Canva
O mercado do boi gordo iniciou a quarta-feira (18) sem alterações nas cotações em São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. De acordo com o levantamento, “o mercado abriu a quarta-feira sem mudanças nas cotações de nenhuma categoria”, em um cenário de oferta enxuta de bovinos terminados e ausência de negociações abaixo dos preços de referência. Em situações pontuais, frigoríficos pagaram valores acima das referências para completar as escalas de abate. “O ponto de alerta foi o escoamento da carne bovina no mercado interno, que esteve lento”, aponta o relatório.
As escalas de abate atenderam, em média, a seis dias úteis, conforme a consultoria. “As escalas de abate estiveram, em média, para seis dias”, informa o documento.
Em Mato Grosso do Sul, o mercado apresentou viés de estabilidade para alta na comparação diária. Na região de Dourados, “a cotação de todas as categorias subiu R$2,00/@”. Já em Campo Grande, o preço do boi gordo avançou R$2,00/@, enquanto o das fêmeas permaneceu estável. Em Três Lagoas, “a cotação da novilha e a da vaca subiu R$2,00/@, enquanto a do boi gordo permaneceu estável”. O levantamento destaca ainda que “a cotação do ‘boi China’ subiu R$4,00/@”.
Na região Noroeste do Paraná, a oferta esteve ajustada à demanda, sem excedentes, o que manteve estabilidade nas cotações. “Dessa forma, o mercado abriu a quarta-feira com estabilidade para todas as categorias”, informa o relatório, acrescentando que as escalas de abate estiveram, em média, para nove dias.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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