Agronegócio
Criação de empregos formais no Brasil tem alta, segundo dados do Caged

De acordo com nova pesquisa, foram criados 201,7 mil novos empregos; saldo foi positivo também no agronegócio – Divulgação
O Departamento Econômico da Faesp lançou o relatório “Acompanhamento do Mercado de Trabalho”, elaborado a partir de dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). Nos números referentes a junho, foram criados no Brasil 201.721 novos postos de trabalho formal. O resultado é fruto da diferença entre as 2.071.649 admissões e dos 1.869.944 desligamentos.
Apesar das reduções em comparação com o mês anterior, ambos os indicadores foram superiores aos do mesmo período de 2023, com aumentos de 6,9% e 4,9%, respectivamente. Tendo em vista o saldo de postos no período, observa-se um incremento de 0,4% no estoque de empregos ativos frente a maio, e de 3,8% contra o valor observado em junho de 2023.
SALDO POSITIVO TAMBÉM NO AGRO
Em junho, o setor agropecuário brasileiro apresentou um saldo positivo de 27.129 postos de trabalho. Foram registradas 116.667 admissões, com variações negativas de 9,6% em relação ao mês anterior e 8,4% em comparação com o mesmo mês de 2023.
Os desligamentos também seguiram essa tendência de queda, diminuindo 17,6% em relação a maio e 10,2% em relação a 2023. O número total de empregos no setor alcançou 1.859.279 em junho, o que representa um aumento de 1,5% em relação ao mês anterior.
LARANJA E SOJA
Em junho, os cultivos de laranja e soja se destacaram na criação de novos postos de trabalho, com saldos de 5.082 e 3.943, respectivamente. Além desses, os cultivos de alho e algodão também apresentaram saldos positivos significativos.
Em contraste, as atividades que mais fecharam postos foram a produção de sementes certificadas, com saldo negativo de 1.053 postos, e o cultivo de maçã, com perda de 537 postos.
NOVOS EMPREGOS NO ESTADO
O estado de São Paulo gerou 47.956 novos postos de trabalho formal em junho, conforme divulgado pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
No período, foram registradas 656.213 admissões e 608.256 desligamentos. Com isso, o total de empregos ativos no estado alcançou 14.241.383, o que representa um aumento de 3,5% em relação a junho de 2023.
AGROPECUÁRIA PAULISTA
A agropecuária paulista também apresentou saldo positivo em junho, com 7.610 novos postos. As admissões caíram 28,5% e os desligamentos 13,3%. O resultado foi um incremento de 2,1% no estoque de empregos ativos, totalizando 363.094 postos em junho.
Assim como no cenário nacional, o cultivo de laranja também foi um destaque na criação de vagas em São Paulo, gerando 4.426 novos postos. Em seguida, destacam-se os serviços de preparação de terreno e as atividades de apoio à agricultura, com 1.345 e 929 novas vagas, respectivamente.
Para acessar o relatório completo, clique no link abaixo. Outras informações relevantes sobre o setor podem ser acessadas através do Painel de Dados da Faesp.
2024.08 – Estatísticas de emprego formalBaixar
Mario Teixeira
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Mato Grosso lucra com venda de pênis bovino para Ásia

Divulgação
Além dos cortes nobres, Mato Grosso tem ampliado a exportação de subprodutos bovinos, como o pênis do boi, conhecido como vergalho, para o mercado asiático. O produto é valorizado na culinária de países como Hong Kong, onde a tonelada pode chegar a US$ 6 mil, muito acima do preço médio de R$ 21 o quilo praticado no mercado interno.
O vergalho é exportado in natura, seguindo protocolos sanitários rigorosos. Segundo Alan Gutierrez, gerente de marketing da SulBeef, a indústria mato-grossense envia em média quatro a cinco toneladas por mês, mostrando a consolidação desse mercado.
Na Ásia, o vergalho é utilizado em pratos cozidos e ensopados, valorizado pela textura e pela capacidade de absorver temperos. A tradição cultural de aproveitar integralmente o animal garante uma demanda estável para partes menos convencionais, como miúdos e subprodutos.
Para Bruno Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o comércio de subprodutos reforça a competitividade da pecuária local. “Ampliar o portfólio e atender diferentes mercados fortalece a economia e aumenta a competitividade da carne mato-grossense no cenário global”, afirma.
Redação RDM Online
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Soja disponível em Mato Grosso tem leve alta; colheita avança

foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo
A cotação da soja disponível no Estado teve valorização de 0,20% semana passada, em relação a anterior, e fechou, na última sexta-feira, cotada a R$ 103,64/saca. A informação foi divulgada, há pouco, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal.
O indicador Prêmio Santos (SP) apresentou alta de 26,98% no comparativo semanal, fechando em ¢US$ 80,00/bu.
O IMEA informou ainda que a redução no volume de chuvas na última semana permitiu um avanço de 4,71 pontos percentuais na colheita da safra 25/26, que fechou em 6,69%, estando acima da média histórica.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Plantio de algodão em Mato Grosso está adiantado

foto: arquivo/assessoria
A semeadura do algodão da safra 25/26 avançou 20,96 pontos percentuais na última semana, alcançando 29,04% da área projetada até o último dia 16, no mais recente levantamento divulgado pelo IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). O período foi marcado pela intensificação dos trabalhos nas áreas de segunda safra, em meio ao avanço da colheita da soja, enquanto a semeadura das áreas de primeira safra se aproxima do final.
Apesar do início mais lento em relação aos anos anteriores, o ritmo das atividades se intensificou nos últimos dias, superando o que havia sido observado na safra passada. Dessa maneira, o percentual atingido se encontra 9,70 pontos percentuais adiantado no comparativo com a safra 24/25, e 4,84 pontos percentuais à frente da média das últimas cinco safras. Até o momento, a região Sudeste é a mais avançada, com 45,84% da semeadura concluída, enquanto a Oeste é a mais atrasada no ciclo, com 22,36%.
O IMEA acrescenta que a expectativa para as próximas semanas depende das condições climáticas, que tendem à normalidade segundo o NOAA, e do ritmo da colheita da soja, fatores que definirão o avanço da semeadura da segunda safra
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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