Mato Grosso
Decisão judicial adia desocupação de chácaras no Rio das Mortes, em Nova Nazaré; entenda

Loteamento ao lado do Rio das Mortes onde 20 moradores sofrem com ordem de desocupação – Foto: Garcias Abreu/Netviza
Na noite desta terça-feira (13), o juiz de Direito da 1ª Vara Cível de Água Boa Jorge Hassib Ibrahim determinou a suspensão momentânea do cumprimento de imissão da posse que culminaria no despejo imediato de 23 chacareiros que residem na região do Rio das Mortes, em Nova Nazaré.
Na decisão, o magistrado alegou que, como a ação resultaria em uma desocupação coletiva, o cumprimento de imissão da posse deverá ser realizado conforme a Resolução 510 do Conselho Nacional de Justiça, e que o processo seja remetido à Comissão de Conflito Fundiário do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (CCF-PJMT).
Veja abaixo o trecho da decisão (processo: 1001774-65.2024.8.11.0021):
“Ressalto que não se trata de descumprimento da presente Carta Precatória, uma vez que por se tratar desocupação coletiva, a ordem judicial emanada pelo Juízo deprecante será cumprida mediante a Resolução 510, do CNJ. Assim, DEFIRO o pedido dos peticionantes de Id. 165453094, pelo que DETERMINO a suspensão, por ora, do cumprimento da imissão da posse da área objeto da missiva, bem como a remessa dos autos à Comissão de Conflitos Fundiários (CCF-PJMT) do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, nos termos do artigo 7° do Provimento TJMT n. 43/2022 para que a presente carta precatória seja cumprida conforme a resolução 510 do CNJ.”
Entenda o caso
Na manhã desta segunda-feira (12), cerca de 20 chacareiros que residem próximo à antiga balsa do Rio das Mortes, em Nova Nazaré receberam uma ordem de desocupação de suas moradias por oficial de Justiça, com apoio da Polícia Militar, em cumprimento de uma ordem de imissão da posse. A determinação, por carta precatória, é oriunda da 2ª Vara Cível da Comarca de Colinas do Tocantis/TO.
Conforme o processo inicial, o imóvel rural que envolve o local onde estão os chacareiros foi arrematado em leilão, e o atual possuidor requereu na Justiça a área loteada. Ocorre que, os moradores locais declaram serem os donos de seus respectivos imóveis e que muitos adquiriram os lotes há uma década através de contrato de compra e venda registrado em cartório com o empresário Dario Rodrigues Salazar.
Salazar, que é proprietário da empresa de transporte fluvial que operava na localidade, afirma que na época adquiriu uma área nas imediações do Rio das Mortes para a construção do porto de suas balsas e que posteriormente loteou cerca de 70 chácaras para a venda. Vinte desses moradores foram surpreendidos com a ação de desocupação. O empresário alega ser o dono do local e que o processo de escritura e transferência das propriedades está parado por imbróglios jurídicos. Ele conclui que já contratou advogados para acompanhar o caso e tentar reverter a decisão judicial a seu favor.
Na localidade os residentes aguardam impacientes e preocupados com o desfecho dessa situação, que pode acarretar na perda de seus lares e não terem onde morar. O prazo acordado com os moradores foi de três dias para a retirada de seus pertenças e irem para Nova Nazaré, cidade mais próxima.
Ver mais detalhes nesta entrevista do empresário Dário Salazar concedida ao repórter Celso Blemer / Rádio Liberdade FM:
AguaBoaNews
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Começa vacinação contra brucelose em MT; Indea estima 4 milhões de bezerras

foto: assessoria
Está em vigor em Mato Grosso a primeira etapa da vacinação contra a brucelose, doença infecciosa que provoca abortos em vacas e inflamação nos testículos dos machos. Obrigatoriamente são imunizadas bezerras bovinas e bubalinas de 3 a 8 meses de idade, e a aplicação do imunizante precisa ser feita por um médico veterinário cadastrado no Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea), ou vacinador sob sua responsabilidade.
A primeira etapa segue até dia 30 de junho, e o pecuarista que não vacinar as fêmeas na idade estabelecida fica sujeito a multa de 01 Unidade Padrão Fiscal (UPF) por animal, no valor de R$ 254,36. Além de ficar impedido de emitir Guia de Transporte de Animal (GTA).
Após a vacinação, o médico veterinário tem até 30 dias para emitir o atestado de vacinação que é comunicado automaticamente ao Indea, que fará a avaliação. Ao final da etapa, este prazo não pode ultrapassar o dia 2 de julho.
Mato Grosso possui 31,6 milhões de bovinos e, segundo dados do Indea, aproximadamente 4 milhões desse total são bezerras na idade determinada para a vacinação contra a brucelose.
A brucelose ainda tem alta ocorrência no Estado, e além de causar prejuízos ao produtor pelas perdas reprodutivas, representa risco para a saúde pública. Nos humanos, se uma pessoa tomar leite (cru) de vaca com brucelose ela pode adoecer, e quem manipula a vacina ou lida diariamente com o animal está mais exposto à doença pelo contato com secreções e restos de parto e aborto de vaca doente, que têm grande quantidade de bactéria da brucelose.
Como forma de controle da doença, além da vacinação obrigatória das fêmeas entre 3 a 8 meses, o Indea orienta os pecuaristas a realizarem regularmente o exame e eliminação de fêmeas e machos doentes e a revacinação de novilhas antes de entrar em reprodução com RB51.
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Brasil deve fechar safra de 2025 com recorde de 346 milhões de toneladas, prevê IBGE

foto: Só Notícias/Lucas Torres
O Brasil deverá fechar 2025 com safra recorde de 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. O resultado representa um aumento de 18,2% em relação a 2024 (292,7 milhões de toneladas). Os dados são da estimativa calculada em dezembro passado, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A previsão é de que, neste ano, a produção seja menor. Segundo estimativas do IBGE, a safra brasileira em 2026 deve somar 339,8 milhões de toneladas, declínio de 1,8% em relação a 2025 ou 6,3 milhões de toneladas.
Para a safra 2026, o IBGE informou que está incluindo a canola e o gergelim, produtos que vêm ganhando importância na safra de cereais, leguminosas e oleaginosas nos últimos anos, muito embora ainda tenham seu cultivo limitado a poucas unidades da federação.
Para o ano passado, o IBGE prevê recorde da série histórica. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo que, somados, representaram 92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,9% da área a ser colhida.
Para a soja, a estimativa de produção foi de 166,1 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica, que representa alta de 14,6% em relação a 2024. Para o milho, a estimativa também foi recorde,141,7 milhões de toneladas (crescimento de 23,6%).
Outro recorde se refere à produção do algodão herbáceo em caroço, que chegou a 9,9 milhões de toneladas, um acréscimo de 11,4% em relação a 2024.
Já a produção do arroz em casca foi estimada em 12,7 milhões de toneladas (alta de 19,4%); a do trigo, em 7,8 milhões de toneladas (3,7% a mais que em 2024), e a do sorgo foi de 5,4 milhões de toneladas (35,5% a mais).
O prognóstico para 2026, divulgado nesta quinta, foi o terceiro. Apesar de estimar uma produção em 2026 menor que em 2025, a previsão foi maior do que a do último prognóstico, divulgado em dezembro de 2024, pelo IBGE. Em relação ao segundo prognóstico, houve crescimento de 4,2 milhões de toneladas – alta de 1,2% na previsão para este ano.
De acordo com o IBGE, o declínio da produção de 2026 em relação à safra 2025 deve-se, principalmente, à menor estimativa para o milho (-6% ou -8,5 milhões de toneladas), para o sorgo (-13% ou -700,2 mil toneladas), para o arroz (-8% ou -1 milhão de toneladas), para o algodão herbáceo em caroço (-10,5% ou -632,7 mil toneladas) e para o trigo (-1,6% ou -128,4 mil toneladas).
Já para a soja, o IBGE estima um crescimento de 2,5% ou 4,2 milhões de toneladas. A produção do feijão também deve crescer 3,1% na primeira safra, chegando a 30,1 mil toneladas.
Agência Brasil
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Mato Grosso tem aumento de 1,4% no volume de gado abatido em frigorífico e novo recorde

foto: Só Notícias
Mato Grosso enviou para abate 607,93 mil cabeças de gado em dezembro, consolidando 2025 com recorde no volume abatido. Durante todo o ano foram 7,46 milhões de cabeças, superando em 1,44% o consolidado de 2024, sendo o maior volume já abatido, segundo dados do INDEA (Instituto de Defesa Agropecuária).
Essa alta nos abates no período foi ocasionada pela maior oferta de animais terminados, principalmente pelos sistemas de intensificação (confinamento, semi-confinamento e TIP) e a alta da demanda externa pela proteína bovina. Um ponto de destaque foi o aumento no volume de animais jovens (machos e fêmeas até 24 meses) enviados para as indústrias, que foi de 3,22 milhões de cabeças, alta de 17,55% em comparação com 2024, sendo considerado também o maior volume enviado para abate pelo Estado.
A participação de bovinos jovens abatidos em relação aos abates totais em 2025 foi de 43,24%, incremento de 5,93 pontos percentuais no mesmo comparativo.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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