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Agricultura

Setor de hortaliças se reúne para debater desafios e aprimoramentos da cadeia de valor

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Reprodução

 

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Hortaliças do Ministério da Agricultura reuniu, pesquisadores, indústria e governo para debater sobre desafios vivenciados ao longo da cadeia de valor.

A assessora da Comissão Nacional de Hortaliças e Flores da CNA, Letícia Barony, acompanhou a discussão e informou que um dos assuntos tratados foi o Sistema de Logística Reversa de Embalagens, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente.

Segundo Letícia, foram apresentados dados sobre o recolhimento de embalagens, como as de defensivos agrícolas, por meio do Sistema Campo Limpo, programa brasileiro de logística reversa de embalagens vazias ou com sobras pós-consumo de defensivos.

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Conforme dados divulgados, 93% das embalagens plásticas primárias são destinadas ao Instituto Nacional e Processamento de Embalagens Vazias (InPEV), o que destaca a efetividade do programa.

Durante a reunião, também foi debatido o uso de embalagens para comercialização de frutas e hortaliças à granel. Letícia Barony comentou sobre a importância de mecanismos que sejam viáveis à adoção na cadeia produtiva e que possibilitem a redução na geração de resíduos sólidos, bem como de perdas de alimentos ao longo da cadeia de distribuição.

Em relação ao uso de caixas plásticas retornáveis, a assessora técnica ressaltou que estas apenas solucionarão os gargalos se houver um sistema de logística reversa e de higienização eficiente.

Outra temática de destaque foi a ampliação e a necessidade de regulação da produção, comercialização e uso de bioinsumos. Os representantes da Câmara abordaram o uso de insumos biológicos como estratégia de ampliação na produção, de forma sustentável.

Em paralelo, foi salientada a importância da construção de instrumentos que tragam segurança jurídica ao produtor, para a produção de bioinsumos para uso próprio.

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No encontro foram compartilhadas, ainda, informações sobre o Plano Safra 2024/2025 e apontados os desafios do setor ao acessar crédito, dentre eles, a limitação definida por CPF. Atualizações sobre a legislação do autocontrole e dos padrões de qualidade e identidade do alho-semente também foram tema da pauta.

Fonte: Assessoria

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Frente fria alivia calor em Mato Grosso, mas avanço do bicudo acende alerta nas lavouras de algodão

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Bicudo do algodoeiro

A passagem de uma frente fria trouxe chuvas isoladas e reduziu as temperaturas noturnas em Mato Grosso, mas sem comprometer o ritmo das lavouras de algodão. Segundo o balanço referente ao período de 10 a 15 de maio, divulgado pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), o estado mantém uma perspectiva positiva de produtividade, impulsionada pela alta taxa de frutificação das plantas. Com boa parte das áreas na reta final do ciclo, o cenário segue favorável, embora a falta de umidade já comece a impactar os plantios mais tardios e as lavouras instaladas em solos arenosos.

A principal preocupação da semana esteve relacionada ao manejo fitossanitário. A pressão do bicudo-do-algodoeiro aumentou praticamente em todas as regiões produtoras, levando as fazendas a intensificarem as aplicações de defensivos agrícolas. A recomendação técnica é reforçar o combate à praga, com monitoramento mais rigoroso, ampliação do manejo químico e eliminação de plantas tigueras que possam servir de abrigo ao inseto. Pragas como a lagarta Spodoptera, ácaros e mosca-branca também foram registradas no monitoramento, enquanto doenças como mancha-alvo e ramulária permaneceram restritas a plantas mais suscetíveis ou áreas com microclima úmido.

Com o algodão atingindo o ponto ideal de maturação, o foco no campo começa a se voltar para a logística da safra. O movimento se intensifica em galpões e oficinas, onde são realizados os últimos ajustes em colhedoras, algodoeiras e estruturas de beneficiamento. A combinação entre manejo técnico eficiente e condições climáticas favoráveis até o momento traz confiança ao setor, que agora aguarda apenas a janela ideal para iniciar oficialmente a colheita no estado.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Citricultura 360º – Com o tema ‘360º de Inovação’, Expocitros será realizada entre os dias 26 e 29 de maio

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Cordeirópolis (SP) – Centrada no tema 360º de Inovação, a Expocitros deste ano, a de número 51, ocorre juntamente à 47ª Semana da Citricultura, na paulista Cordeirópolis, no período de 26 a 29 deste mês. A companhia Sipcam Nichino leva ao evento, considerado o maior da cadeia citrícola da América Latina, seu conceito “Manejo Citrus 360º”. Trata-se de uma estratégia de controle do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), vetor do greening, bem como de outras pragas da cultura, ancorada nos inseticidas Fiera®, Fujimite® e Trebon®.

Segundo a companhia, o Manejo Citrus 360º foi avaliado em estudos desenvolvidos pelo Centro de Citricultura do IAC e pela Esalq-USP. “Análises apontaram que o psilídeo-dos-citros se mostra altamente suscetível aos ingredientes ativos dos inseticidas Fiera®, Fujimite® e Trebon®”, afirma o engenheiro agrônomo Ian Lucas de Olivera Rocha, da área de desenvolvimento de mercado.

Ele ressalta que nos ensaios conduzidos pelo Centro de Citricultura do IAC, por exemplo, aplicações isoladas ou combinadas dos inseticidas, frente a diferentes níveis populacionais do ‘psilídeo’, apresentaram indicadores de 75% a 100% na mortalidade da praga.

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Segundo o agrônomo, os experimentos constaram ainda que os inseticidas resultaram na neutralização de ovos na faixa de 88% a 95%. O controle de ninfas partiu de 95,09% até 100%. “Notamos uma diminuição relevante, de 76%, na postura de ovos das fêmeas adultas”, destaca Rocha.

“É necessário quebrar o ciclo do ‘psilídeo’ para contê-lo na transmissão do greening”, continua Rocha. “Descobertas recentes comprovam que o controle das fases jovens do inseto e a redução da fertilidade de ovos e fêmeas são essenciais ao sucesso da sanidade dos pomares em relação à doença.”

O agrônomo frisa que o inseticida Fiera® conta com propriedades fisiológicas reguladoras de crescimento de insetos e atua por contato sobre as ninfas do ‘psilídeo’. O inseticida-acaricida Fujimite®, ele complementa, vem sendo empregado com sucesso nos citros para pragas de importância econômica como o ácaro-da-leprose e outros ácaros. Já o inseticida Trebon® é descrito como produto de contato, amplo espectro de ação e efeito imediato na cultura.

“Isoladamente ou em associação, os inseticidas Fiera®, Fujimite® e Trebon® devem ser aplicados logo que detectada, em monitoramento, a presença dos primeiros indivíduos ‘psilídeo-dos-citros”, exemplifica Ian Rocha.

Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

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Fernanda Campos

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Produtor rural tem até 29 de maio para declarar IRPF 2026

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Produtores rurais pessoas físicas que ainda não entregaram a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026 têm até o dia 29 de maio, às 23h59, para prestar contas à Receita Federal. Neste ano, estão obrigados a declarar aqueles que tiveram receita bruta anual da atividade rural acima de R$ 177.920 em 2025.

Também precisam enviar a declaração produtores que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584, tiveram rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil, possuíam patrimônio superior a R$ 800 mil até dezembro de 2025 ou pretendem compensar prejuízos da atividade rural. O limite de receita obrigatória da atividade rural foi reajustado neste ano, passando de R$ 169.440 para R$ 177.920.

A Receita Federal ampliou o cruzamento eletrônico de dados, comparando informações declaradas com movimentações bancárias, notas fiscais, contratos de venda futura, registros de cooperativas, tradings e financiamentos rurais. Especialistas alertam que erros simples, como omissão de receitas ou incompatibilidade entre renda declarada e movimentação financeira, podem levar o contribuinte à malha fina.

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Na atividade rural, o produtor pode optar entre o modelo completo, baseado na diferença entre receitas e despesas, ou o simplificado, que presume lucro de 20% sobre a receita bruta. Em ambos os casos, as alíquotas do imposto podem chegar a 27,5%. Técnicos recomendam que a propriedade seja administrada com controle rigoroso de receitas, despesas, financiamentos, compra de insumos, mão de obra e investimentos.

Outro ponto de atenção é o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), obrigatório para produtores com receita anual acima de R$ 4,8 milhões. O envio da declaração deve ser feito pelo programa oficial da Receita Federal instalado no computador, já que a atividade rural exige preenchimento específico. Quem perder o prazo estará sujeito à multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

Redação RDM Online

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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